Seja Bem Vindo a Fisioanimal!

18 de setembro de 2009

Bem vindo!!!!

Criado pela Dra. Maira R. Formenton, este site tem por objetivo divulgar a fisioterapia veterinária, assim como suas aplicações e evidenciar seus benefícios, trazendo diversas informações aos proprietários de animais e aos profissionais da área.

Em A Fisioterapia Animal você encontra a definição desta especialidade veterinária, bem como seus objetivos e benefícios . Já na parte de técnicas utilizadas há uma breve descrição das modalidades fisioterápicas aplicadas nos animais, com fotos e vídeos ilustrativos.

Em Casos Selecionados, você pode acompanhar a evolução de alguns animais, em diversas doenças. Nesta sessão, mostramos como a fisioterapia pode melhorar, e muito, a qualidade de vida dos animais, sendo, na maiora dos casos, a melhor opção de tratamento.

Em Dicas e no blog (abaixo) você encontra informações sobre diversos assuntos, de fisioterapia a comportamento animal. Esta parte é dedicada aos proprietários, atualizada constantemente com novos posts.

Em Artigos, dedicado aos profissionais da área, você encontra artigos recentemente publicados em revistas cientificas especializadas e ligados à fisioterapia.  No blog (abaixo) você também pode encontrar artigos destacados relacionados ao assunto.

Em Parcerias encontramos clínicas e ONGs que se associam à Fisioanimal oferecendo a fisioterapia com uma das opções aos animais.

Finalmente em Sobre a Dra. Maira encontramos um breve currículo, com suas referências, cursos e experiências profissionais.

Jingo e Bel após sessão de fisioterapia em domicilio.
Jingo e Bel após sessão de fisioterapia em domicilio.

Em Contato você encontra um canal de comunicação para dúvidas, sugestões e prestação de serviço. Se seu animal precisa de cuidados especiais, fale conosco e agende uma consulta. Teremos o prazer de oferecer o melhor para seu pet.


Enfim, agradecemos previamente sua visita e esperamos que possa encontrar toda informação que precisa.

Dra. Maira Rezende Formenton

Homeopatia para bichos

3 de janeiro de 2010

Extraído de http://petmag.uol.com.br/noticias/homeopatia-para-os-bichos/

Homeopatia para os bichos

Animais também se beneficiam do popular método terapêutico

por Guilherme Solari

Guilherme Solari - Os glóbulos e as gotas utilizadas no tratamento: facilidade de aplicação é um dos pontos fortes do tratamento title=
Os glóbulos e as gotas utilizadas no tratamento: facilidade de aplicação é um dos pontos fortes do tratamento
Crédito: Guilherme Solari

Criada no século 18 pelo alemão Christian Hahnemann, a homeopatia é um método terapêutico que busca curar através de pequenas doses das substâncias que causam a enfermidade no paciente (do grego homoios, semelhante e pathos, doença). A homeopatia é uma escolha muito popular entre pacientes que buscam, tanto tratamentos menos invasivos, como uma forma de aliviar muitos dos sintomas da alopatia (medicina tradicional).

O que poucos sabem, no entanto, é que a homeopatia ganha cada vez mais espaço entre os pets e animais em geral. Uma das principais queixas para o atendimento homeopático em pets são distúrbios de comportamento como agressividade, estresse, ansiedade ou medo. Problemas de gastrite e constipação em felinos também são ocorrências comuns nos consultórios.

Medicina complementar

A homeopatia também é muito utilizada, não como uma forma alternativa de medicina, mas como uma forma de amenizar os fortes sintomas de tratamentos alopáticos. “Um cachorro com câncer, por exemplo, faz a quimioterapia normalmente, mas a homeopatia o ajuda a melhorar a sua qualidade de vida e a lidar com os sintomas”, disse a veterinária Simone Bueno Monteiro, especializada em homeopatia, que atende em hospitais e consultórios em São Paulo.

Os atendimentos costumam ser mais longos do que da medicina comum, pois o profissional avalia diversos fatores como alimentação, sono, comportamento ao invés de simplesmente tapar o sintoma com o medicamento, mas o custo é menor. Os remédios homeopáticos são ingeridos pelo paciente ou por gotas ou por pequenos glóbulos embebidos com o produto. Aves e roedores, que também aparecem como pacientes, são medicados com as bolinhas.

Além dos pets

Curiosamente, os mesmos medicamentos dos seres humanos são utilizados no tratamento de animais. “Nós costumamos falar que a homeopatia é de certa forma uma vingança dos animais, porque os seres humanos foram cobaias das pessoas antes dos bichos”, brinca a veterinária.

E não apenas os pets são atendidos com a homeopatia. Com o aumento da conscientização do consumidor e da busca por produtos mais naturais, a homeopatia está sendo cada vez mais usada em animais de grande porte, como cavalos e até em centros de produção de suínos ou gado. Nestes casos, a homeopatia ajuda na prevenção de doenças para gerar um produto final mais saudável para as pessoas.

Animal hidratado no verão

22 de dezembro de 2009
 22.12.2009

Sombra e água fresca para o seu pet

Bichinhos podem sofrer com queimaduras, desidratação alergias, entre outros problemas comuns no verão

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É importante oferecer água ao seu pet durante os passeios
Crédito: Andrew Larsen

Nada melhor do que viajar para um lugar quente e aproveitar o verão ao lado do seu pet. Mas saiba que a estação preferia de muitos brasileiros pode ser perigosa para os bichinhos de estimação. Assim como nós eles estão vulneráveis às queimaduras por excesso de sol, estresse devido ao calor, desidratação, intoxicação, moscas e carrapatos. E acredite, animais mais sensíveis podem desenvolver alergias por estar em um ambiente estranho, não familiar.

Por isso tome alguns cuidados simples e básicos. Por exemplo, fique atento quando levá-lo para a tosa. Menos pelo é um alívio ao bichinho, mas se ficar curto demais ele ficará com a pele mais exposta ao sol, o que poderá causar até queimaduras, ou mesmo um câncer de pele.

E mesmo sob forte sol muitos donos insistem em vestir seus cães com camisetas, vestidos, saias, óculos de sol e chapéu, aumentando o calor e incômodo do animal. Mas a maioria esquece o protetor solar, ou o repelente de insetos, itens muito mais úteis ao pet. E o fundamental: água fresca e sombra.

É muito comum encontrarmos donos passeando com seu pet ao meio-dia, ou em horários em que o sol está forte e quente. E a grande maioria, se não todos, não carrega uma garrafinha de água, e nem se preocupa se o cão está queimando a patinha caminhando no asfalto quente.

Nesses dias quentes é importante manter o pet hidratado, sempre oferecer água limpa e fresca em abundância, sombra e um local fresco

Artigo sobre Acupuntura

1 de novembro de 2009

PREVALÊNCIA DO USO DA ACUPUNTURA NA DISCOPATIA INTERVERTEBRAL
EM CÃES ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE
LUTERANA DO BRASIL

Autores
PINTO, V. M. 1; LEMOS, C. M. 2; 1 FISCHER, C. D. B. 1; BAJA, K. G. 1
TANAKA, L.Y. 3; KOSACHENCO, B. 1;LOPES, K.P. 4; MAIA, J.Z. 1

RESUMO
A afecção do disco intervertebral é comum em cães e se caracteriza por
degeneração (metaplásica condróide e fibróide) ou metamorfose do disco, que pode
levar a graus variados de deslocamento discal (protusão ou extrusão), causando
pressão sobre a medula espinhal. Os sinais clínicos dependem da localização da
lesão. Pode ser evidenciado dor, ataxia, perda propriocepção, paresia ou paralisia. O
prognóstico depende da gravidade e duração dos sinais clínicos, paciente
apresentando somente dor, o prognóstico é muito bom; se há dor, ligeira ataxia e
perda de propriocepção, o prognóstico é bom; se há paresia, o prognóstico é
reservado a favorável; já, se há paralisia, controle vesical presente e sensibilidade
dolorosa superficial, o prognóstico é reservado; se há paralisia, controle vesical e
sensibilidade dolorosa superficial ausentes, o prognóstico passa a ser reservado a
grave; assim como no caso de paralisia, sensibilidade dolorosa profunda ausente,
com prognóstico grave. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. O
tratamento cirúrgico fica reservado para os casos graves de compressão medular e
paralisia. O tratamento clínico é direcionado para a redução do edema da medula
espinhal pelo uso de corticóides, repouso e o confinamento nas primeiras duas
semanas de tratamento. A acupuntura tem sido utilizada no tratamento das doenças
de disco intervertebrais, associada ou não com corticóides, com o intuito de
promover analgesia, reabilitação motora e sensorial. Ela elimina os pontos gatilho e
assim aboli a dor, o encurtamento e rigidez muscular. Além disso, pode ativar a volta
do crescimento de axônios destruídos na medula espinhal e reduzir a inflamação
local, edema, vasodilatação ou vasoconstrição e a liberação de histamina ou cinina.
Esse trabalho mostra a prevalência dos pacientes acometidos por doença de disco
intervertebral e tratados com acupuntura no Hospital Veterinário da Universidade
Luterana do Brasil (HV-ULBRA) durante o período de janeiro de 2007 a março de
2008.

Palavras-chave: acupuntura, cães, discopatia intervertebral.

INTRODUÇÂO
A afecção do disco intervertebral é comum em cães e se caracteriza por
degeneração (metaplásica condróide e fibróide) ou metamorfose do disco, que pode
levar a graus variados de deslocamento discal (protusão ou extrusão), causando
pressão sobre a medula espinhal (CHRISMAN, 1985; JOHNSON et al., 1997;
LECOUTEUR e CHILD, 1997; TAYLOR, 2006).
Segundo Chrisman (1985) e Taylor (2006), existem as protusões discais
Hansen tipo I que consistem em extrusão maciça ou prolapso do núcleo pulposo
decorrente da ruptura do anel fibroso, quase sempre observados nas raças
condrodistróficas (dachshund) e as protusões discais Hansen tipo II, nas quais há
ruptura parcial do anel fibroso que produz uma deformação na parte dorsal do anel
2
fibroso, que se projeta para o interior do canal medular, podendo comprimir a medula
espinhal.
Os sinais clínicos observados nos animais com discopatia intervertebral
dependem da localização da lesão espinhal, da gravidade do dano medular e do grau
de compressão medular (TAYLOR, 2006). Ao exame clínico, sinais clínicos de
neurônio motor superior são observados com maior freqüência do que os de
neurônio motor inferior, estes últimos aparecendo quando são acometidas as
intumescências cervicotóracica ou toracolombar (CHRISMAN, 1985; LECOUTEUR e
CHILD, 1997).
Para o diagnóstico são indicados os exames de imagem como a
radiografia simples, a mielografia (CHRISMAN, 1985; JOHNSON et al., 1997;
TAYLOR, 2006), a tomografia computadorizada e a ressonância magnética
(TAYLOR, 2006).
Matera e Pedro (2006) indicam que na reabilitação da coluna vertebral
deve-se considerar que os animais estão apresentando dor, inflamação e algum grau
de déficit neurológico e atrofia muscular. Segundo Lecouter e Child (1997) e Taylor
(2006), o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. O tratamento clínico é
direcionado para a redução do edema da medula espinhal pelo uso de corticóides,
repouso e o confinamento nas primeiras duas semanas de tratamento.
Outra alternativa é a utilização de acupuntura e fisioterapia com o objetivo
de destruir os pontos gatilho e assim abolir a dor, o encurtamento e rigidez muscular.
Além disso, pode ativar a volta do crescimento de axônios destruídos na medula
espinhal e reduzir a inflamação local, edema, vasodilatação ou vasoconstrição e a
liberação de histamina ou cinina (JANSSENS, 2006).
A acupuntura corresponde a uma das técnicas de tratamentos da Medicina
Tradicional Chinesa (MTC), que consiste na inserção de finas agulhas e/ou
transferência de calor em áreas definidas na pele ou tecidos subjacentes,
denominados acupontos. Restabelece o equilíbrio de estados funcionais alterados,
atingindo a homeostase (YAMAMURA, 2001). Segundo Jaggar (1992) a MTC baseia-
se no equilíbrio ou harmonia, tanto no interior do organismo como o relacionamento
com o meio exterior. O conceito básico utilizado é representado pelos termos Yin e
Yang, que são energias opostas e ao mesmo tempo complementares.
Trata-se de uma terapia reflexa, em que o estímulo de uma região age
sobre outras. Para isso utiliza principalmente o estímulo nociceptivo, que são
receptores específicos para dor e terminações nervosas livres de fibras aferentes A
delta e C. Ocorre a transformação do estímulo mecânico, elétrico ou químico em
nervoso (SCOGNAMILLO – SZABÓ; BECHARA, 2001) .
A acupuntura pode ser utilizada em afecções do disco intervertebral
tóraco-lombar com o intuito de controlar a dor, normalizar a função motora, sensorial
e alterações na micção (STILL,1989). Além disso, pode atuar em casos de
paraplegia e espasticidade (GADULA, 1999) De acordo com Janssens (1992) a
melhora pode ser observada a partir de uma semana até seis meses.
Em casos agudos a acupuntura pode ser aplicada a cada 2 ou 3 dias,
sendo que as agulhas devem permanecer por 20 a 30 minutos (ALTMAN, 1992) e
em casos crônicos uma vez por semana durante quatro a seis semanas. Após
estabilização do quadro pode-se diminuir a freqüência para cada quinze dias e após
para cada 3 a 6 meses, sendo aconselhado em períodos de estação mais quente ou
fria do ano, baseado no diagnóstico na MTC (SCHOEN, 1994).
Segundo Maciocia (1996) os quadros com sintomas de dor, sensibilidade
ou parestesia correspondem a uma obstrução de energia nos meridianos. Além
disso, em qualquer lombalgia temos deficiência de Qi (yang ou yin) do rim, e
estagnação de Qi (energia) e Xue (sangue) responsáveis pela dor (TORRO, 1997).
3

A região lombar é energizada pelo Shen (rins), pelo Canal de Energia
Principal do Pangguang (bexiga), pelo Canal de Energia Curioso Du Mai (Vaso-
Governador) e pelos pontos Shu do dorso dos órgãos e vísceras, enquanto nervos,
ligamentos e capsular articulares são energizadas pelo Gan (Fígado) (YAMAMURA,
2001). Para restabelecer o fluxo de energia através do Meridiano da Bexiga até os
membros são utilizados frequentemente os pontos: B40; B60; B28; B54; VB30; F3;
VB34; VB29; E38; VB39, além dos pontos anterior e posterior da obstrução (WYNN e
MARSDEN, 2003). Também podem ser utilizados os acupontos B17 a B28, VG6,
VG4, além de acupontos distais como R3, R6, BP4, BP6 que são utilizados para que
fibras nervosas levem aferência até centros superiores e no segmento medular
afetado, combatendo a inflamação, dor e ativando a regeneração (JANSSENS, 1992;
STILL, 1989).

METODOLOGIA
Com o objetivo de estabelecer a prevalência dos pacientes acometidos por
doença de disco intervertebral e tratados com acupuntura no Hospital Veterinário da
Universidade Luterana do Brasil (HV-ULBRA) foram contabilizados os animais
encaminhados ao serviço de acupunturada, no período de janeiro 2007 a março de
2008.
Dados relativos à idade dos animais, sexo, e raça foram registrados, bem
como as terapias utilizadas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foi atendido um total de 56 animais com doença de disco intervertebral no
serviço de acupuntura veterinária do HV-ULBRA, no período de janeiro de 2007 a
março de 2008. Os animais foram classificados em diferentes graus de lesão de
acordo com os sinais clínicos e neurológicos presentes (Janssens, 1992). A maioria
dos animais atendidos (em torno de 80%) apresentaram grau 4 ou 5.
Na resenha dos animais pôde-se evidenciar que 46,4% dos animais eram
da raça Dachshund, 56,6% eram de diferentes raças como Collie, Labrador, Pointer,
Pastor alemão, Lhasa apso, Cocker, Rotweiller, Boxer e SRD. A raça Dachshund foi
a mais predominante e conforme Chrisman (1985), Johnson et al. (1997) e Taylor
(2006) é uma das mais acometidas pela protusão discal tipo I.
A idade dos animais atendidos oscilou entre 1 e 13 anos. Sendo que a
maioria (44,6%) entre 3 a 6 anos. Conforme LeCouteur e Child (1997) nos cães
condrodistróficos esse processo se inicia entre os oito meses e os dois anos de
idade, enquanto, nos animais não condrodistróficos a alteração começa entre os
cinco e dez anos de idade.
Os sinais clínicos apresentados pelos animais eram de graus variáveis (1
a 5), desde dor sem déficits neurológicos, até casos de paralisia com ausência de
sensibilidade dolorosa profunda. Esta classificação está de acordo com Janssens
(1992).
O diagnóstico da discopatia nestes animais foi estabelecido através do
exame clínico neurológico e dos exames de imagem como o raio-x e a mielografia,
que foi realizada em 2 animais, os quais foram encaminhados para cirurgia.
Ao serem encaminhados ao serviço de acupuntura os animais com lesões
agudas recebiam como tratamento clínico a prednisona e recomendação de repouso
restrito em gaiola. Além disso, eram associadas sessões de fisioterapia, tanto nos
pacientes com lesões agudas ou crônicas, que envolviam uma avaliação fisioterápica
do animal com o estabelecimento dos objetivos do tratamento. Considerava-se a
avaliação clínica da dor, dos processos inflamatórios, do grau de déficit neurológico,
4

bem como o grau de atrofia muscular presente. Os recursos fisioterapêuticos
utilizados foram: o uso do laser terapêutico, termoterapia e cinesioterapia. Kisner e
Colby (1992), Battistela e Shinzato (1995), Butler (2003), Freire (2005), Amaral
(2006), Matera e Pedro (2006) indicam estes recursos terapêuticos para os animais
com afecções na coluna vertebral.
Os animais eram submetidos ao tratamento com acupuntura uma vez por
semana, utilizando pontos principalmente do meridiano da bexiga, estômago e
vesícula biliar no caso de discopatias tóraco-lombar, lombar e sacral. Segundo Wynn
e Marsden (2003), a fraqueza nos membros pélvicos após protrusão ou extrusão
discal envolve principalmente o meridiano da bexiga e secundariamente os
meridianos do estômago e vesícula biliar. Nas discopatias cervicais eram utilizados
pontos do meridiano da bexiga, vesícula biliar, intestino grosso, vaso governador.
Janssens (1985) cita para o tratamento de discopatias cervicais a utilização dos
pontos TA5, VB20, VB39, ID3, IG11 e pontos locais dolorosos a palpação.
Dos 56 animais atendidos, 67,8% apresentaram melhora do quadro, 3,6%
foram encaminhados para cirurgia, 21,4% apresentaram pouca ou nenhuma melhora
e 7,2% abandonaram o tratamento. A maioria dos animais manifestava melhora
clínica a partir da segunda ou terceira sessão. De acordo com Janssens (1992) a
melhora pode ser observada a partir de uma semana até seis meses.

CONCLUSÃO
A discopatia intervertebral é uma realidade na rotina de pequenos animais
e no HV-ULBRA. Os médicos veterinários devem saber identificar os pacientes
acometidos, bem como estabelecer a lesão e sua gravidade, a fim de prescrever um
tratamento clínico-cirúrgico adequado. O tratamento clínico é baseado no uso anti-
inflamatórios esteróides e no repouso. A acupuntura e fisioterapia visando a
reabilitação do animal devem ser sempre indicadas, já que aceleram o processo de
cura, e melhoram a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMARAL, A. B. Cinesioterapia. In: MIKAIL, S.; PEDRO, C. R. Fisioterapia
Veterinária. São Paulo: Manole, 2006. p. 50-62.

ALTMAN, S. Terapia pela acupuntura na clínica de pequenos animais. In: Ettinger, S.
J. Tratado de medicina interna veterinária. São Paulo: Manole, 1992, v. 1. p.507-
522.

BATTISTELLA L. R.; SHINZATO G. T. Exercício Terapêutico. In: LEITÂO, A; LEITÂO
V. A. Clínica de Reabilitação. Rio de Janeiro: Atheneu, 1995. p. 237 a 255.

BUTLER, D. S. Mobilização do Sistema Nervoso. São Paulo: Manole, 2003.

CHRISMAN, C. Neurologia dos Pequenos animais. São Paulo: Roca, 1985.

FREIRE, M. N. Recursos Fisioterapêuticos Utilizados em Pequenos Animais.
2005. Disponível em: <http://www.vetphysical.com.br/artigos> Acesso em 10 set.
2006.

GADULA, E. Acupuncture in paraplegia. Disponível em:
>http://www.icmart.org/index.php.id=164,159,0,0,1,0. Acesso em: 10 Mai. 2008.
5

JAGGAR, D. History and basic introduction to veterinary acupuncture. Problems in
Veterinary Medicine, v.4, n.1, p.1-11, 1992.

JANSSENS, L. A. Acupuntura para Tratar Doenças de Discos Toracolombar e
Cervical. In: SCHOEN, A. M. Acupuntura Veterinária: da arte antiga à medicina
moderna. 2. ed. São Paulo: Roca, 2007. p.190-195.

JANSSENS, L.A. Acupuncture for the treatment of thoracolumbar and cervical disc
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JANSSENS, L.A. The treatment of canine cervical disc disease by acupuncture: a
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JOHNSON, K. A.; PAGE, R. L.; WATSON, A. D. J. Moléstias Articulares de Cães e
Gatos. In. ETTINGER, S. J.; FELDMAN, E. C. Tratado de Medicina Interna
Veterinária: Moléstias do cão e do gato. São Paulo: Manole, 1997. p. 2861 a 2864.

KISNER. C.; COLBY, L. A. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas.
São Paulo: Manole, 1992.

LECOUTEUR, R. A.; CHILD, G. Afecções da Medula Espinhal.In. ETTINGER, S. J.;
FELDMAN, E. C. Tratado de Medicina Interna Veterinária Moléstias do cão e do
gato. São Paulo: Manole, 1997. p.936 – 953.

MACIOCIA, G. Os Fundamentos da Medicina Chinesa. Um texto abrangente para
acupunturistas e fitoterapeutas. São Paulo: Roca, 1996, 658p.

MATERA, J. M.; PEDRO, C. R. Afecções da Coluna Vertebral. In. MIKAIL, S.;
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SCHOEN, A. M. Veterinary acupuncture, ancient art to modern medicine. St.
Louis: Mosby, 1994. 707p.

STILL, J. Analgesic effects of acupuncture in thoracolumbar disc disease in dogs.
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SZABÓ-SCOGNAMILLO, M. V. R.; BECHARA, G. H. Acupuntura: Bases Científicas e
Aplicações. Ciência Rural., v.31, n.6, p.1-15. 2001.

TAYLOR, S. M. Distúrbios da Medula Espinhal. In NELSON R. W.; COUTO, C. G.
Medicina Interna de Pequenos Animais. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. p
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TORRO, C. A. Atlas Prático de Acupuntura do Cão. São Paulo: Livraria Varela,
1997.

WYNN, S. G.; MARSDEN, S. Manual of natural veterinary medicine science and
tradition. Missouri: Mosby, 2003.740p.

YAMAMURA, Y. Acupuntura tradicional. A arte de inserir. 2. ed. São Paulo: Roca,
2001. 919p.
6

Emails

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Diagnóstico precoce de Displasia Coxofemoral

24 de setembro de 2009

PennHIP: University of Pennsylvania Hip Improvement Program

Técnica desenvolvida pelo Dr. Gail Smith da Universidade da Pensilvânia, que diagnostica a displasia coxofemoral apartir de 16 semanas de idade. O exame radiográfico somente pode ser realizado pelo Médico Veterinário membro do PennHIP, que realiza as radiografias e encaminha à Universidade da Pensilânia para análise. O certificado é enviado pelo correio ao proprietário em aproximadamente 20 dias. Assim como no método convencional, este exame é realizado com o animal sedado. A principal vantagem da técnica do PennHIP é a precocidade no diagnótico. 

conheça mais sobre a técnica: research.vet.upenn.edu/pennhip/

Texto retirado de  www.ivi.vet.br

 

 

 

Artigo sobre Radiologia

24 de setembro de 2009

Cavaletti, F.C., Silva, T.R.C., Urtado, S.L.R.

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS ACHADOS RADIOGRÁFICOS DOS EXAMES SIMPLES E CONTRASTADOS (MIELOGRAFIA) EM CÃES PORTADORES DE LESÕES MEDULARES.  Departamento de Radiodiagnóstico do Instituto Veterinário de Imagem. 
Introdução: Dentre os exames complementares para avaliação da coluna vertebral, o estudo radiográfico simples e contrastado (mielografia) é de vital importância para o diagnóstico de alterações medulares, assim como a determinação do local e extensão das lesões. Neste estudo procuramos comparar os achados radiográficos de cães portadores de alterações neurológicas da coluna vertebral, visando obter maiores informações que pudessem embasar os achados clínicos desses pacientes. Material e método: Realizamos o levantamento radiográfico em 198 cães, no período de 1995 a 2005, mostrando a freqüência das lesões medulares quando comparadas radiografias simples e contrastadas. Os animais submetidos às mielografias foram anestesiados com protocolos variados, de acordo com a avaliação prévia do médico veterinário responsável, porém a manutenção anestésica foi realizada com Isoflurano. Anteriormente à administração do contraste é padronizado pelo instituto, o estudo radiográfico simples do segmento cervical, torácico, tóraco-lombar e lombar da coluna vertebral. O contraste utilizado é o Ioexol 300mgI/ml (Omnipaque™), na dose de 0,4ml/kg não ultrapassando o máximo de 9,0ml por animal. A administração é realizada através da punção cervical na cisterna magna e posteriormente, caso haja necessidade, punção lombar no espaço subaracnóideo, preferencialmente entre a quinta e sexta vértebra lombar. O equipamento radiológico utilizado é um Tecno-design 500Ma/125Kv de alta freqüência, ânodo giratório e mesa bucky flutuante, com filmes e chassis Kodak de tamanhos apropriados. Após a aplicação do contraste é realizado um novo estudo radiográfico das regiões supracitadas, em projeção látero-lateral, ventro-dorsal e caso haja necessidade as obliquas, em dorso-extensão e ventro-flexão.
Resultados: Todos os animais estudados apresentaram alterações em algum segmento da coluna vertebral perante as radiografias simples. Nas mielografias, 31 (15,6%) cães não apresentaram sinais de compressão medular; 142 (71,7%) mostraram sinais variados de compressão medular extradural; 08 (4,0%) com lesões intramedulares e 17 (8,5%) apresentaram resultados inconclusivos, devido a fatores como processo inflamatório local ou insucesso da punção lombar. Das 142 compressões extradurais, 54 (38%) localizaram-se na região cervical; 27 (19%) na torácica; 44 (30,9%) na tóraco-lombar e 17 (11,9%) na lombar. Quanto ao tipo de lesão extradural, 113 (79,5%) cães apresentaram casos de discopatias, sendo 81 (71,6%) protrusões e 58 (51,3%) extrusões; 13 (9,1%) casos de compressões extradurais foram relacionados a fraturas e luxações e 16 (11,2%) a outras alterações como neoplasias, hipertrofia ligamentar e hematomas ou hemorragias.
Conclusão e discussão: Observamos que as lesões extradurais representam grande incidência das alterações medulares. Em alguns casos, a associação de outros exames complementares de imagem torna-se imprescindível para o diagnóstico definitivo da lesão. A mielografia desempenha importante papel no auxilio a neurologia clínica e cirúrgica. Apesar do advento da tomografia computadorizada, este exame radiográfico continua sendo de vital importância na visualização de compressões medulares, assim como, na determinação do grau de severidade das lesões. Entretanto, a tomografia é cada vez mais utilizada na medicina veterinária para esclarecerem achados das mielografias convencionais, particularmente quanto houver presença de edema medular importante, tornando a associação dos dois exames imprescindível no diagnóstico definitivo de algumas lesões medulares.

 

fonte : www.ivi.vet.br

Registro Geral de seu Animal

21 de agosto de 2009

Assim como temos que ter nosso Registro Geral ( RG), nossos amigos cães e gatos também tem que ter o seu. Ele se chama Registro Geral Animal ( RGA) e é obrigatório por lei em São Paulo (Lei Municipal 13.131/2001).

 
Ele é um número, assim como o nosso o levamos na carteira,  deve estar sempre na coleira do cão ou gato. 

Através do número do RGA o CCZ ( Centro de Controle de Zoonozes) consegue localizar o dono do animal caso ele esteja perdido e  seja recolhido, além de obter dados mais precisos sobre a população canina e felina.

A obtenção do RGA de seu amigo é muito fácil. É só comparecer ao CCZ ou em uma das clínicas conveniadas com os documentos a seguir:

  • Comprovante de residência.
  • CPF.
  • RG.
  • Atestado de vacina contra raiva emitido e assinado por médico veterinário ou comprovante do Centro de Controle de Zoonoses do município expedido nos 12 meses anteriores ao RGA.

A seguir, em anexo a lista das clínicas cadastradas

http://www.fisioanimal.com/wp-content/plugins/downloads-manager/img/icons/ico_excel.gif Download: Clinicas Veterinárias Conveniadas RGA (24.5KB)
Data: 21/08/2009
Cliques: 272
Descrição: Clinicas Veterinárias Conveniadas RGA

Site do Programa de Saúde Animal do CCZ:

http://www.programasaudedoanimal.ig.com.br/home-ccz.php

 

Dicas de comportamento canino

20 de agosto de 2009

Os grandes mitos caninos

Por Ayrton Mugnaini Jr., especial para o Yahoo! Brasil publicado Qui, 20 Agosto 2009.

Ah, agosto, mês do folclore, que é uma das coisas mais injustiçadas que existem. Muita gente boa entende “folclore” não como sinônimo de sabedoria & tradição popular e sim de besteirol & boataria. Mas é fato que não faltam mitos, noções erradas e até lendas urbanas sobre tudo que é assunto – inclusive cães. Vamos lembrar aqui alguns dos mitos sobre a cinofilia mais, digamos, acreditáveis e por isso muito comuns, do tipo “eu acredito porque foi minha avó quem me contou” ou “sei que é verdade porque vi na televisão ou na Internet”.

É verdade que quem mora num mundo como este e vê o que se vê tende a acreditar em tudo mesmo. Mas nem comentaremos aqui histórias realmente inacreditáveis, como aquela de que os Dobermans são potencialmente perigosos porque seus cérebros não param de crescer ou a outra segundo a qual um cão que morder algum outro bicho e engolir sangue poderá se tornar violento. O que lembraremos aqui são mitos até que acreditáveis, meias-verdades e quase-fatos, separados por assuntos, para organizar ainda mais a bagunça: a saúde do cão, sua alimentação, sua socialização e seu adestramento & treinamento.

Saúde

“Focinho quente é sinal de doença.”

A temperatura dos focinhos costuma subir durante o sono do cão, daí ele acordar de nariz quente, o que é normal. Só haverá problema se, além de quente, o focinho do bicho estiver seco e o cão mostrar grandes alterações de comportamento.

“Cães não precisam ser vermifugados quando não saem à rua.”

Como se vermes tocassem campainha ou pagassem pedágio… Mesmo no recesso do lar os caninos podem contrair micróbios trazidos por mosquitos. Prudência, canja de galinha (cuidado com os ossinhos! Mais sobre isso daqui a pouco) e vermifugação não fazem mal ao canino são ou doente.

“Cães avisam quando estão doentes.”

Na verdade, eles conseguem esconder as doenças, para não se mostrarem vulneráveis ao “inimigo”, e os sintomas só costumam aparecer quando a doença ou incômodo estiverem bem avançados, dando então a impressão de que o bicho está chamando a atenção para o problema.

“Cães só enxergam em preto e branco.”

Eles apenas vêem menos cores que o ser humano, pois seus olhos têm menor quantidade de celular cônicas, que permitem distinguir as cores.

“Cadelas devem ter ninhada antes de serem esterilizadas.”

Do ponto de vista de saúde e bem-estar do bicho, castração (para machos) e esterilização (para fêmeas) são benéficas, diminuindo o risco de tumores em mama, testículos e próstata e de infecções urinárias.

“Vira-latas são mais saudáveis que cães de raças puras.”

Não é bem isso. Vira-latas costumam estar menos sujeitos a enfermidades ou problemas comuns a certas raças, mas nem por isso são invulneráveis ou mais imunes a doenças que outros cães.

Alimentação

“Cães comem pedras, papéis e colchões atrás de nutrientes para complemento alimentar.”

Na verdade, cães gostam de mordiscar tudo o que aparece para se divertirem, ter o que fazer e chamar atenção, embora possam se beneficiar da eventual.presença de proteínas e outros nutrientes do que comerem.

“Ossos são sempre bons para o cão.”

Não faltam histórias em quadrinhos e desenhos animados em que o melhor tesouro do cão é seu osso. Na vida real, tudo bem o bicho roer ossões grandes, de preferência com tutano, já que muitos cães gostam de ficar mordiscando coisas e todos precisam se alimentar. Mas nada de ossos pequenos – basta lembrar da atenção que devemos dar a crianças humanas que não devem ser deixadas com “partes pequenas que podem ser engolidas”. Ossos cozidos também são problema, pois podem se romper e formar rebarbas perigosas. (Vai ver que foi esta a inspiração daquela marchinha aparentemente nonsense gravada por Silvio Santos nos anos 1970, que dizia “Socorro, socorro/Ai, ai, eu morro/Chegou a vez do osso morder cachorro”.) Sem falar que o cão tem tanta necessidadade de higiene bucal quanto o ser humano. Para o cão se divertir sem riscos, ossos de borracha e náilon são ideais.

“Se você mexer na comida do cão enquanto ele estiver comendo, ele te morde.”

Se o cão ataca quem mexe, acidentalmente ou não, na comida dele, inclusive os donos, sejam adultos ou crianças pequenas, o problema está na socialização – ou falta dela. Sempre comparo cães a crianças pequenas, e me lembrei daqueles pais sempre ocupados e pouco presentes, que “têm uma ligeira ideia de umas pessoas pequenininhas que andam pela casa”. Do mesmo modo, não basta encher a gamela de comida, dizer “oi” e “tchau” e pronto. O cão tem que entender que, mais que donos, você e seus filhos são amigos dele, não inimigos que querem roubar-lhe a comida. Ele precisa até ficar contente quando os donos, sejam de que idade forem, vêm mexer em seu prato, porque sabe que vai ganhar carinho ou um petisco. O ideal é começar a alimentar o peludo dando-lhe comida na palma da mão, e depois, a cada vez que lhe servir comida (servir mesmo, não simplesmente jogá-la como aqueles restaurantes que fazem por merecer que tanta gente reclame nos jornais), mexa na gamela, começando por uma mexidinha e, com o tempo, enfiando a mão na comida mesmo. Daí que, se alguém chutar sem querer o prato ou uma criança bulir na comida, ele não se sentirá ameaçado.

Socialização

“Cães e gatos são inimigos.”

Isso virou até símile, “brigar como cão e gato”. Na verdade, depende do temperamento de cada cão e gato; o que não falta são gatos que não se dão bem nem com outros gatos e cães que vivem às turras até com outros cães. Depende também da socialização: também não faltam caninos e felinos que só faltam se dar as patas e sair pelo mundo cantando “Amigos Para Siempre”. Um bom exemplo é o do jornalista e produtor cultural André “Pomba” Cagni, “pai” de duas cadelas e uma gata, respectivamente a Cocker Penélope Demônio (nascida em 2003), a Schnauser Tetéia Mocréia (já uma senhora de dez anos) e uma Siamesa que, embora chegada mais tarde (nasceu em 2007), tem o nome mais longo, Pitbull Triplex 666 From Hell. (Sim, falaremos em outra oportunidade sobre os nomes dados a nossos animais de estimação.) “Quando a gata chegou, ela tinha acabado de desmamar e já foi mamando na Penélope”, lembra Cagni. “Apesar de castrada, Penélope estava com gravidez psicológica e ainda tinha leite. E hoje as três interagem e brincam o dia todo.”

“Cães precisam de quintal.”

É claro que ninguém gosta de viver sufocado e confinado em “apertamento”. Mas pode reparar: dê a seus cães um quintal do tamanho de um campo de futebol, e a maior parte do tempo eles vão ficar à porta esperando a hora de entrar em casa. No fundo, muita gente quer um quintal não para o cão ter seu próprio espaço e se divertir, mas sim para ele ficar lá fora e deixar o dono em paz. Como não dizia aquela canção: cachorro não quer só comida, cachorro quer comida, diversão e fazer arte, cachorro quer saída para qualquer parte (desde que com saquinho e coleira, claro) – e diversão é solução pro cão. Mais que ficarem confinados em casa e quintal, cães querem brincar, correr, se exercitar e se divertir na companhia dos donos. Afinal de contas, seres caninos são como humanos: ambos são bichos de matilha e, embora nem sempre pareça, gostam de vida social, inclusive com “cães” esquisitos que andam em duas patas e falam uma língua complicada e incompreensível.

“Cães só abanam a cauda quando estão felizes.”

Tem até a piada do cara que manda cortar bem rente a cauda de seu cão porque “minha sogra vem nos visitar e não quero nenhuma manifestação de alegria nesta casa”. Mas o cão abana a cauda devido a diversos estados de excitação, ansiedade ou mesmo agressividade. De modo geral, cauda abanando erguida a 90 graus significa que o bicho está agressivo; a cauda baixa mostra que o cão está agressivo porém desconfiado e na defensiva; e a cauda praticamente na horizontal é convite para brincar. Convém lembrar que a linguagem corporal dos cães, embora mais simples que nossa linguagem falada, não é tão simples quanto parece; o cão pode querer dizer uma porção de coisas não só pela cauda, mas também pelas orelhas, olhar, posição da cabeça e outros detalhes. Na dúvida, antes de se aproximar de um cão estranho, converse com o dono!

“A mandíbula de um Pitbull se prende quando ele morde.”

No máximo, a mordida de um Pitbull é mais forte que a maioria dos outros cães, mas esta história de mandíbula com “fechadura” é mais um produto da injusta má reputação do Pitbull como besta-fera das piores (bem que os produtores do filme Flashdance fizeram o que podiam para desmenti-la quando alçaram o famoso Grunt ao estrelato).

Adestramento e treinamento

“Cães farejadores de drogas são viciados nelas para as detectarem.”

O treinamento de caninos policiais para reconhecimento de determinadas substâncias é essencialmente o mesmo dado a seres humanos, policiais ou não, que aprendem a detectar a presença ou consumo de drogas por indícios como cheiros ou mudanças de comportamento; ninguém precisa se transformar em ávido consumidor. (Por sinal, os melhores traficantes costumam ser caretões.) O treinamento do cão para rastrear drogas é fazê-lo associar o aroma delas a alguma coisa boa, como um brinquedo, afago ou petisco, premiando-o quando tem êxito na busca.

“Cão macho é melhor para ser guarda que a fêmea.”

Muitos pensam assim devido ao macho ser mais agressivo. Mas o que define um bom guarda, canino ou humano, não é a agressividade e sim a verdadeira coragem; não confundir com aquela “coragem” que nasce do susto e do medo – ou, como cantava o arretado Gordurinha, “estupidez não é valentia”. E valentia muitas fêmeas têm de sobra. Obviamente, alguns caninos, machos ou fêmeas, têm temperamento mais adequado à guarda que outros. Outro detalhe: muitos cães machos de guarda podem ser tapeados se o terreno vigiado for “invadido” por uma Mata Hari peluda no cio ou mesmo um pedaço de tecido com o mesmo aroma; a tendência será o instinto de reprodução uivar mais alto e o bonitão abandonar a guarda, indo atrás da fêmea ou de seu cheiro. E a adestradora Maíce Costa Carvalho lembra um detalhe interessante: “As fêmeas costumam guardar as pessoas; os machos guardam o território. Tal diferença provavelmente se dá devido à sua vida selvagem, onde os machos cuidam do território, e as fêmeas dos filhotes e membros mais fracos da matilha.”

“Os melhores cães de guarda são os mais agressivos.”

Acabamos de ver que agressividade só não é nada suficiente; o canino precisa ser socializado e adestrado para distinguir amigos de inimigos e não sair atacando e mordendo quem não deve.

“Gatos são mais espertos que cães.”

Depende do que se considera “esperteza”. O gato pode ser mais auto-suficiente, mas o cão é muito melhor (ou pelo menos demonstra mais disposição) para aprender comandos.

“Cão deve ser treinado por um profissional.”

Equivale a dizer que crianças devem ser criadas por babás e não por pai e mãe. Não falamos há pouco em pais e mães presentes? Pois bem, se você deixar outra pessoa educar seu cão, é a ela que ele vai acabar obedecendo!

“Se o cão fizer cocô onde não deve, esfregar seu focinho nas fezes o ensinará a não fazer isso nesse local.”

O resultado será que o canino adquirirá a habilidade de fazer cocô no local proibido logo que você virar as costas.

“Não se pode ensinar truques novos a cão velho.”

Não bastassem preconceitos como o sexismo e o racismo, temos o “idadismo”, desta vez aplicado aos cães com a desculpa de esta noção ter se tornado um provérbio “aplicável” a todos. Bem, uma característica interessante do folclore – folclore no melhor sentido, o de sabedoria popular – é de que quase todo provérbio tem seu oposto. No caso, trata-se do velho (no bom sentido) e bom “nunca é tarde para aprender”. Bastam exercícios físicos e mentais e boa alimentação para se manter a boa forma em qualquer idade, inclusive para assimilar coisas novas. (Apenas dois exemplos são o ator, dançarino e cantor Fred Astaire, ainda disposto a aprender a andar e dançar de skate aos 78 anos de idade, e a fotógrafa alemã Leni Riefenstahl, que começou a tirar fotos subaquáticas aos 72 anos.) É claro que, tal como os humanos, o cão mais idoso pode apresentar uma ranhetice ou outra e já ser bastante metódico e sistemático, mas nem por isso vai deixar de aprender novidades com um pouco de esforço e paciência do dono e/ou treinador – sem falar que muitas vezes o canino muda de dono já com certa idade precisa conciliar o que já sabia com o que precisa assimilar.

E aí está uma boa coletânea comentada de noções que um dia se tornarão tão folclóricas – no sentido de curiosas – e obsoletas quanto as de que manga com leite faz mal, dormir sobre o lado esquerdo faz mal ao coração e uma meia velha enrolada no pescoço cura soluços. Realmente, é preciso ouvir tudo e acreditar em metade… inclusive quando são nossos amigos caninos que dizem.

Artigo sobre Laserterapia

9 de junho de 2009

ATUALIDADES DO EFEITO ANALGÉSICO APÓS APLICAÇÃO DO LASER DE BAIXA POTÊNCIA

 

Carla F. Marzullo¹, Ana Cláudia P. Peres², Mônica L. Shah³, Renata A. Nicolau4
1,2,3,4 Laboratório de Biomodulação Tecidual /Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IP&D
Universidade do Vale do Paraíba-UNIVAP
Avenida Shishima Hifumi, 2911, Urbanova, São José dos Campos – SP, CEP 12244-000
carlamarzullo@terra.com.br, anaclaudiapaneque@hotmail.com, moshah3@gmail.com, rani@univap.br

Resumo – A dor é um dos sintomas mais freqüentes em diversas condições patológicas. A terapia com laser de baixa potência (LBP) tem se mostrado eficaz, e a escolha apropriada da dose, comprimento de onda, tempo de aplicação e local específico são parâmetros importantes para redução da dor, dos pontos de tensão, normalização da circulação, aumento da formação de colágeno em tecidos traumatizados. Neste estudo foi realizada uma revisão da literatura através de artigos pesquisados em bancos de dados on-line sobre o tratamento da dor com a terapia com LBP. O objetivo foi realizar uma revisão bibliográfica, dos últimos cinco anos, para verificar o efeito analgésico do LBP em diversas patologias causadoras de dor. E através dos resultados obtidos pode-se concluir que a terapia com LBP tem sido eficaz na redução da dor.
Palavras-chave: Laser de baixa potência, dor.
Área do Conhecimento: Ciências da saúde.

Introdução

Segundo a International Association for the Study of Pain, a dor é definida como uma experiência sensitiva emocional desagradável, associada ou relacionada com a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através de suas experiências anteriores (YENG et al., 2005). A dor pode ser considerada como um sintoma ou manifestação de uma doença ou afecção orgânica, mas também pode vir a constituir um quadro clínico mais complexo. Ela pode ser classificada, considerando a duração de sua manifestação, em 3 tipos:
- dor aguda: manifesta-se transitoriamente durante um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas, associado a lesões em tecidos ou órgãos.
- dor crônica: tem duração prolongada que pode se estender de vários meses a vários anos e que está quase sempre associada a um processo de doença crônica.
- dor recorrente: apresenta períodos de curta duração que se repetem com frequência, podendo ocorrer durante toda a vida do indivíduo, mesmo sem estar associada a um processo específico (SAASTAMOINEN et al., 2005; DUDGEON et al., 2005).
O mecanismo da dor acontece logo após um traumatismo, inflamação ou outro fator, quando as terminações nervosas existentes no local afetado conduzem o estímulo doloroso por nervos até a medula espinhal. Deste local, o estímulo é levado até diferentes regiões do cérebro, onde é percebido como dor e transformado em respostas a este estímulo inicial. Esse mecanismo é regulado por um conjunto de substâncias produzidas no sistema nervoso, tais como, a serotonina e as endorfinas, que agem sobre o sistema de transmissão da dor, aumentando ou diminuindo a sensação dolorosa (VILAS et al., 2003; HASTIE et al., 2005).
O laser de baixa potência vem sendo utilizado como modalidade terapêutica em várias condições patológicas, com objetivo de acelerar a cicatrização, promover a regeneração tecidual, diminuir a inflamação e aliviar a dor (GUR et al, 2002; ÖZDEMIR et al., 2001; ENWEMEKA et al., 2005). A irradiação laser estimula as mitocôndrias celulares, promovendo um aumento na produção de ATP intracelular; favorece a produção de ácido araquidônico e a transformação de prostaglandina em prostaciclina, justificando sua ação antiedematosa e antiinflamatória; promove aumento da endorfina circulante proporcionando o efeito analgésico na dor inflamatória. Alguns estudos sugerem que os laseres infravermelhos com comprimento de onda 820-904 nm, como o GaAs e o GaAlAs podem ser mais eficazes para a analgesia (MATERA et al., 2003; MAROVINO, 2004). O comprimento de onda, densidade de potência, intensidade de energia e o tempo de aplicação da terapia LBP são parâmetros importantes, que determinam o sucesso da terapia. Há escassez de estudos quanto à seleção apropriada do comprimento de onda e dose do laser a ser utilizado (CHOW et al., 2004; HAKGÜDER, et al., 2003).
X Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e
VI Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
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O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica, dos últimos cinco anos, sobre o efeito analgésico da terapia LBP em diferentes condições patológicas causadoras de dor.
Materiais e Métodos
Foram pesquisados artigos publicados nos últimos cinco anos, nos quais a terapia com LBP foi utilizada para o tratamento da dor. Esses artigos foram obtidos em pesquisas on-line, nos seguintes bancos de dados: Medline, Pubmed e Isi of Science.
Os critérios de inclusão foram:
• Estudo in vitro envolvendo células e tecidos.
• Estudos de casos clínicos.
Resultados
Dos trabalhos revisados 33,3% estudaram dor aguda e 66,6% dor crônica. Na dor aguda, foram utilizados o laser infravermelho (60%) e o vermelho (40%); na dor crônica, todos os trabalhos utilizaram o laser infravermelho (100%).
Os trabalhos com dor aguda que utilizaram o laser infravermelho no modo pulsado (40%) empregaram energias maiores que os laseres utilizados no visível com resultados mais expressivos.
Pode-se constatar que dos trabalhos estudados, 80% mostraram efeito positivo no que se refere à diminuição de dor, e 20% tiveram resultado nulo.
Entre os artigos, 86,6% aplicaram a terapia apenas com um tipo de laser, e 13,3% utilizaram ou diferentes laseres ou diferentes parâmetros do mesmo laser, sendo que o laser mais utilizado foi o infravermelho (77,7%).
A dosagem é um parâmetro importante, que quando não descrito pode causar mal entendimento dos resultados, o que ocorreu em um dos trabalhos revisados (MONTICONE, 2002), onde o autor não descreve claramente os parâmetros utilizados e mostra um resultado nulo na diminuição da dor, o que dificulta o entendimento desse resultado.
Nos 15 trabalhos revisados a dosagem variou de 0,65 – 35J, sendo na dor crônica de 0,65 – 9J e na dor aguda de 4 – 35J. A maior dosagem utilizada foi de 35J em dor aguda, para mucosite oral.
A potência encontrada nos artigos revisados variou de 4,2 – 300 mW, não sendo inferior a 4mW em nenhum estudo.
A literatura é conflitante no que se refere a um seguimento de investigação ou linhas de estudo congruentes.
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Discussão
Este trabalho de revisão revelou que a literatura sobre a terapia com LBP é desigual e controversa em muitos estudos. Vários tecidos respondem diferentemente a diversas freqüências de estímulo. Há discrepância também nas doses de energia aplicadas, nas técnicas terapêuticas, e na evolução dos tratamentos (GUR et al., 2003).
Os trabalhos são realizados utilizando vários tipos de LBP (HeNe, GaAlAs) com diferentes comprimentos de ondas e regimes terapêuticos, dificultando a comparação de resultados e a formulação de uma teoria lógica sobre possíveis mecanismos de ação em nível de sistemas biológicos (FERREIRA et al., 2005).
Em estudos recentes, muitos autores têm relatado significante redução da dor em casos clínicos de dor aguda e crônica, como na artrite reumatóide, na osteoartrite cervical, nas dores pós-operatórias, na fibromialgia, e nas dores lombares. Entretanto, alguns autores não tiveram êxito em demonstrar diminuição da dor em patologias músculo-esqueléticas, como espondilite e dor miofascial no pescoço (KREISLER et al., 2004; ALTAN et al., 2005), provavelmente devido ao fato de terem utilizado uma freqüência ou dose elevadas (ALTAN et al., 2003;TULLBERG, et al., 2003).
No atual estudo foram analizadas condições patológicas causadoras de dor, sendo encontrado quatro estudos com dor aguda e onze estudos com dor crônica.
Nos estudos com dor aguda, onde foram utilizados os laseres infravermelhos, pode-se observar uma ação mais efetiva na redução da dor (KREISLER et al., 2003; MATERA et al., 2003; NES; POSSO, 2005; GUR et al, 2004-2003; HAKGÜDER et al, 2003; ÖZDEMIR et al., 2001; CHOW et al, 2004) principalmente quando utilizado no modo pulsado (MATERA et al., 2003; NES; POSSO, 2005) com uma energia maior (35J). Já nos estudos que utilizaram laser vermelho os resultados não foram tão eficazes (NAESER et al., 2002; MONTICONE et al., 2002; FERREIRA et al., 2005).
Os trabalhos revisados que mostraram resultados nulos não descrevem claramente os parâmetros do LBP (MONTICONE et al., 2002). Provavelmente uma dosagem específica para efeito antiinflamatório é uma explicação para os resultados positivos na diminuição da dor. Para redução da dor crônica é necessário ajuste dessa dosagem, obtendo uma diminuição de prostaglandinas. Esses efeitos são conseguidos com doses que variam de 0,4-19J e densidade de potência de 5 – 21,2 mW / cm² (BJORDAL et al., 2003).
Observa-se em todos os artigos de dor crônica, que o laser utilizado foi um infravermelho, por seu comprimento de onda permitir atingir maiores profundidades de tecido, sendo assim mais eficaz na analgesia, principalmente em medicina e fisioterapia, onde a barreira óptica da pele está presente na maioria das situações patológicas. Verificou-se que o laser no modo pulsado causa melhor efeito analgésico.
Constatou-se que nos últimos anos foram desenvolvidos poucos trabalhos sobre a terapia com laser de baixa potência no estudo da redução da dor.
A maioria dos trabalhos é realizada em seres humanos provavelmente pela dificuldade de se avaliar a analgesia em animais. Contudo o instrumento mais utilizado para se analisar os resultados é a Escala Analógica de Dor, a qual é um instrumento pouco preciso.
Devido à escassez de trabalhos sobre o assunto, no período analisado na revisão bibliográfica, não foi possível padronizar uma única condição patológica para este trabalho de revisão.
Outro aspecto importante que foi analisado, entre os trabalhos revisados, é que não há uma metodologia similar, o que dificulta encontrar um consenso entre elas e seguir as normas para revisão bibliográfica com a terapia de LBP segundo a Associação Mundial de Terapia com Laser.
Os trabalhos mostraram que a dose e o comprimento de onda são parâmetros importantes para se conseguir efeitos terapêuticos positivos, porém a maioria dos trabalhos falha em descrever esses parâmetros (MAROVINO, 2004).
Conclusão
Através dos resultados obtidos nas diferentes patologias e protocolos apresentados conclui-se que a terapia de laser de baixa potência parece ser eficiente na redução da dor.
Porém novos estudos são necessários para se estabelecer um protocolo para utilização analgésica do laser em diferentes situações clínicas.
Referências
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Video sobre equoterapia.

2 de junho de 2009

Abaixo um vídeo  mostrando o uso de animais na fisioterapia humana.