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Acupuntura veterinária

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Acupuntura veterinária

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A Acupuntura nos animais é um tratamento complementar à fisioterapia, muitas vezes de grande auxilio no controle da dor e ajudando os animais com problemas de coluna a voltar a andar.

O centro de Fisioterapia e Reabilitação Veterinária Fisioanimal trabalha com acupunturistas renomados, sendo que oferecemos o serviços de acupuntura ( com agulhas ou laserpuntura) e implante de ouro .

Caso o animal já esteja sendo tratado com acupuntura por outro veterinário, trabalhamos em conjunto com o profissional comlementando a reabilitação através da fisioterapia, sempre priorizando a ética profissional e visando o melhor para o paciente.

Abaixo um artigo sobre a indicação e aplicações da acupuntura veterinária.

Para mais informações ligue ( 11) 3641-3858

Márcia Valéria Rizzo Scognamillo-SzabóI Gervásio Henrique BecharaII

Acupuntura: histórico, bases teóricas e sua aplicação em Medicina Veterinária
Acupuncture: history, basic principles and its use in Veterinary Medicine

RESUMO
A acupuntura (AP) é uma técnica terapêutica
empírica desenvolvida em uma cultura oriental e que utiliza
pensamento mágico (linguagem pré-científica) em seu
raciocínio. É uma terapia reflexa que utiliza a estimulação de
pontos específicos do corpo com objetivo de atingir um efeito
terapêutico ou homeostático. A AP preconiza que a saúde é
dependente das funções psico-neuro-endócrinas, sob influência
do código genético e de fatores extrínsecos como nutrição,
hábitos de vida, clima, qualidade do ambiente, entre outros. O
presente artigo faz uma breve revisão sobre a filosofia da AP,
seus marcos históricos na China e no Ocidente, a história da
AP veterinária no Brasil e no mundo. Também aborda a prática
da AP, incluindo as formas de diagnóstico, a definição do
protocolo de tratamento, os métodos de estimulação dos pontos,
o agulhamento de animais, suas indicações, contra-indicações
e reações adversas.
Palavras-chave: medicina tradicional chinesa, filosofia,
história, animais, indicações, contraindicações,
reações adversas.

ABSTRACT
Acupuncture (AP) is an ancient empirical Eastern
therapeutical technique that uses magical though (pre-scientific
language) in this domain. Reflex therapy that uses the
stimulation of specific points of the body to achieve a therapeutic
or homeostatic effect. According to AP, health depends on
psico-neuro-endocrine functions under the influence of the
genetic code and extrinsic factors like nutrition, daily habits,
weather, environment and others. The present article is a brief
review on the AP philosophy, its historical marks in East and
West, the veterinary AP history in Brazil and abroad. It also
summarizes AP practice, including diagnosis, treatment
protocols, the needling of animals, its indications, nonindications
and adverse effects.
Key words: traditional Chinese medicine, philosophy, history,
animals, indications, non-indications, adverse
effects.

INTRODUÇÃO À ACUPUNTURA (AP)
Durante toda a história, o ser humano
ocupou-se em compreender a si mesmo e ao meio que
o rodeia. Os resultados desses esforços são a criação
de conceitos mágicos, de convicções religiosas, de
sistemas filosóficos e de teorias científicas que refletem
o ambiente intelectual e emocional do período histórico
ao qual pertencem. A AP é uma técnica terapêutica
empírica desenvolvida em uma cultura Oriental, baseada
em tentativa e erro e que utiliza linguagem mágica
(pensamento pré-científico). Ou seja, sua
fundamentação é um raciocínio causal não-científico e
mítico. Pertence à Medicina Tradicional Chinesa – MTC
que engloba técnicas de massagem (Tui-Na), exercícios
respiratórios (Chi-Gung), orientações nutricionais (Shu-
Shieh) e a farmacopéia chinesa (medicamentos de origem
animal, vegetal e mineral). A AP consiste na estimulação
de pontos específicos do corpo com objetivo de atingir
um efeito terapêutico ou homeostático. Trata-se de uma
terapia reflexa na qual o estímulo nociceptivo dado ao

– REVISÃO BIBLIOGRÁFICA –
IDepartamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Universidade
Estadual Paulista (UNESP), 18618-000, Botucatu, SP, Brasil. E-mail: marciascognamillo@gmail.com. Autor para correspondência.
IIDepartamento de Patologia Veterinária, FMVZ, UNESP, Jaboticabal, SP, Brasil
Recebido para publicação 18.11.08 Aprovado em 24.09.09
492 Scognamillo-Szabó & Bechara
Ciência Rural, v.40, n.2, fev, 2010.
ponto de AP desencadeia respostas em outras áreas
do organismo. O termo AP, cunhado no século XVII
por jesuítas, deriva dos radicais latinos acus e pungere,
que significam agulha e puncionar. Originalmente, o
vocábulo chinês que a define – Zhenjiu – possui sentido
mais abrangente: literalmente “agulha-moxabustão”,
que inclui outras técnicas de estímulo do ponto
(SCHIPPERS, 1993; SCHOEN, 2006; MACIOCIA, 2007;
XIE & PREAST, 2007).

Filosofia da AP
O objetivo central da MTC e, portanto, da
AP, é a idéia de equilíbrio, tanto no que se refere às
funções orgânicas quanto à relação do corpo com o
meio externo. Em outras palavras, a AP preconiza que a
saúde é dependente das funções psico-neuroendócrinas,
sob influência do código genético e de
fatores extrínsecos como nutrição, hábitos de vida,
clima, qualidade do ambiente, entre outros
(SCOGNAMILLO-SZABO & BECHARA, 2001;
SCHOEN, 2006; MACIOCIA, 2007; XIE & PREAST,
2007).
Contrastando com o paradigma mecanicista
de Descartes, a AP possui uma concepção filosófica
holística baseada no Taoísmo e considera que os
sistemas orgânicos estão integrados de tal forma que
suas propriedades não podem ser reduzidas às suas
partes. O todo (do grego hólos) depende da harmonia
funcional existente entre seus elementos, numa relação
dialética entre particular e universal, morfologia e
função, estímulo e controle, onde uma parte não pode
ser compreendida a não ser quando relacionada com o
todo. Pode-se fazer uma analogia, por exemplo, com a
interdependência existente entre simpático e
parassimpático no sistema nervoso autônomo, com as
respostas do tipo Th1 e Th2 no sistema imune ou
citocinas pró e anti-inflamatórias na resposta a
estímulos lesivos (SCOGNAMILLO-SZABO &
BECHARA, 2001; SCHOEN, 2006; XIE & PREAST,
2007).
Enquanto a identificação precisa do agente
e a compreensão dos mecanismos das enfermidades
são essenciais para a prática médica científica, o
exercício da AP prioriza o enfoque nas respostas
orgânicas individuais, produzindo uma abordagem
particular para cada paciente. Em termos práticos, podese
dizer que a medicina científica usa intervenções que
mimetizam ou bloqueiam a ação da bioquímica orgânica.
A AP, por sua vez, visa afetar os níveis de atividade
funcional nos órgãos e sistemas. Pequeno ou nenhum
efeito da AP ocorre sobre as funções que estão
normais. É somente na disfunção que o “mecanismo
de equilíbrio” mostra resultados claros (KARST et al.,
2002; KARST et al., 2003; SCOGNAMILLO-SZABÓ et
al., 2004).
A filosofia da AP e a lógica científica são
derivadas de observações da natureza e dos
organismos. Porém, a AP se detém principalmente nas
inter-relações dos fatos observados, gerando um
raciocínio dialético dinâmico e sintético. Por outro lado,
o raciocínio científico é, via de regra,
compartimentalizado, de forma que, para a ciência, as
diversas áreas do conhecimento pouco têm em comum.
Entretanto, para o Taoísmo biologia, política, física e
religião são baseadas no mesmo princípio: Tao ou “O
Grande Princípio”, segundo o qual o universo é regido
por uma única lei central que orienta todos os
fenômenos.
As bases filosóficas da AP estão contidas
nas teorias gerais do Taoísmo como Yin e Yang e Cinco
Movimentos ou Wu Xing. As particularidades do
funcionamento orgânico também são analisadas
através das teorias das Substâncias Vitais ou
Fundamentais (Qi, Xue, Jing e Jin Ye), e dos Sistemas
Internos (Zang Fu).

Marcos históricos da AP
O conhecimento da AP em uma perspectiva
histórica contribui para reduzir o estranhamento que
pode advir do primeiro contato entre sua filosofia e o
pensamento científico. A origem da AP remonta à préhistória,
precedendo a criação da escrita (4.000 AC).
Apesar de essa técnica ter florescido na MTC, restringir
seu desenvolvimento inicial ao território chinês é uma
hipótese que pode não ser verdadeira. Múmias humanas
pré-históricas encontradas na Sibéria, Peru, Chile e no
Tirol portando tatuagens circulares não ornamentais
contendo partículas de carvão e localizadas
paralelamente e ao longo da coluna vertebral, sugerem
o conhecimento da localização dos pontos de AP e o
uso do estímulo térmico dos mesmos, para além do
continente asiático. Sem sombra de dúvida, a
sistematização de conhecimentos e o amadurecimento
da técnica se deram na China das grandes Dinastias
(VETERINARY ACUPUNCTURE, 1992; DORFER et al.,
1999).
Na China
Escavações nas ruínas Yang-Shao, na
província chinesa de Henan, mostram o uso de um
instrumento de pedra polida e afiada denominado Bian-
Shi (agulha de pedra) para drenagem de abscessos e o
estímulo de áreas específicas do corpo, no período
neolítico (MA, 1992; CHAN et al., 1994; MA, 2000). Em
tumbas da Dinastia Han do Oeste (206 AC a 22 D.C.),
em Hunan, rolos de seda pertencentes a um período
Acupuntura: histórico, bases teóricas e sua aplicação em Medicina Veterinária. 493
Ciência Rural, v.40, n.2, fev, 2010.
anterior à Dinastia Qin (221 a 206 AC) contém textos
que se referem à utilização de moxabustão (bastões
incandescentes de Artemisia vulgaris), sugerindo que
a técnica de estímulo térmico do ponto precedeu a
utilização de inserção de agulhas. Ao longo de sua
história, instrumentos de bambu, ossos, jade e metais
têm sido utilizados para estímulo do ponto de AP
(CHEN, 1997). Durante o período Zhou (772 AC a 480
AC), o confucionismo vem somar-se ao Taoísmo,
trazendo o conceito de que a saúde está diretamente
relacionada aos atos praticados pelo indivíduo e
afastando assim a idéia da origem demoníaca para as
doenças. Após a unificação da China (século III AC), a
AP experimenta um desenvolvimento notável, quando
adquire uma sistemática de teorias e princípios e a
substituição gradual da Bian-Shi por agulhas de
bronze, ferro, prata e ouro, acompanhando o progresso
da metalurgia. O número de médicos servindo à corte e
à população aumenta significativamente a partir de
então (MA, 1992). Um dos livros de AP mais antigos é
o Huang Di Ney Jing: “Clássico do Imperador Amarelo
Sobre Medicina Interna” ou “Tratado de Medicina
Interna do Imperador Amarelo”, escrito na Dinastia Han
(206 AC a 220 DC) e atribuído ao mítico Imperador
Amarelo, Huang Di (2698 a 2598 AC), criador da escrita
chinesa e unificador da China. Esse texto é, até os dias
atuais, a base da MTC e traz informações sobre
anatomia, fisiologia, patologia, diagnóstico e tratamento
de doenças. Esse tratado já afirma que o sangue flui
continuamente por todo o corpo, sob controle do
coração, cerca de 2.000 anos antes de Sir William Harvey
propor sua teoria da circulação sangüínea em 1628 (MA,
1992; CHAN et al., 1994; RISTOL, 1997).
A MTC permaneceu como forma exclusiva
de terapia exercida na China até que as práticas médicas
ocidentais fossem introduzidas durante a dinastia Ching
(1644 a 1911), quando a AP foi rejeitada pela elite e
chegou a ser banida pelo governo. Na década de 1940,
Mao Tsé-Tung, líder da Revolução Chinesa, estimula
uma política de integração entre os dois sistemas
médicos, incrementando o ensino e pesquisa com MTC,
declarando que “a Medicina e a Farmacologia chinesas
são um palácio de grandes tesouros, devendo ser feitos
todos os esforços para sua exploração, e para sua
ascensão a níveis mais elevados”. Os baixos custos
dessa prática colaboraram nessa decisão, permitindo à
população maior acesso à saúde. A China faz uso da
AP para promoção da hipoalgesia cirúrgica em
pacientes humanos desde o fim da década de 1950 e
em animais, desde1970 (VETERINARY
ACUPUNCTURE, 1973; TAYLOR, 1974; MA, 1992;
PALMEIRA, 1990; MA, 2000; SCHOEN, 2006; XIE &
PREAST, 2007). Desconhecendo experiências prévias
com eletroacupuntura na França, o Professor Jisheng
Han inicia em Pequim, em 1965, pesquisas com
eletroacupuntura e seus mecanismos de ação
(MACDONALD, 1993).

No Ocidente
Na Europa, o primeiro relato escrito sobre a
MTC foi feito no século XVI, durante as atividades da
Companhia das Índias Ocidentais, pelo jesuíta
Franciscus Xavier, quando esse chegou do Japão em
1549. Esse paradoxo, o contato com a medicina Chinesa
no Japão, se deve aos senhores feudais japoneses terem
sido mais receptivos ao intercâmbio com Ocidentais. A
introdução da AP se dá de fato a partir do século XVII
com publicações de relatos de jesuítas e médicos,
tendo o dinamarquês Jacob de Bondt (1642), o holandês
Willem ten Rhijne (1683), e os alemães Andreas Cleyer
(1682) e Engelbert Kaempfer (1712) realizados os
primeiros escritos médicos da AP na Europa, com
ilustrações dos pontos e canais e relatos de resultados
que “superam mesmo os milagres”. No século XIX, o
médico francês Berlioz (1816), pai do compositor
homônimo, publica o livro “Mémoire sur les maladies
chroniques, les évacuations sanguines et
l’acupuncture” (SCHIPPERS, 1993; MICHEL, 2005;
DALLAS, 2008). Em 1825, Sarlandiere adapta a técnica
do Galvanismo, aplicando a corrente elétrica direta em
agulhas de AP para tratamento de dores articulares,
marcando o início precoce da eletroacupuntura
(MACDONALD, 1993). Gustav Landgren (1829), na
Universidade de Uppsala, Suécia, faz observações
interessantes sobre a relação dos pontos de AP com
estruturas nervosas. Em sua tese de doutorado, conclui
que “As agulhas devem ser colocadas o mais próximo
possível do nervo sobre o local doente ou na origem
deste nervo, quando então o efeito será mais notado”.
Nos Estados Unidos, o médico canadense Sir William
Ostler, considerado “Pai da Medicina Moderna” inclui
o tratamento com AP para lombalgia e dor ciática no
livro “Princípios e Prática da Medicina”, em 1892
(HOLMDAHL, 1993; WHITE & ERNST, 2004).
Após a primeira euforia envolvendo o uso
da AP, sua prática cai consideravelmente no fim do
século XIX, quando então, torna-se simplesmente uma
técnica de punção que não segue uma sistemática de
pontos de AP nem faz alusão à MTC. No início do
século XX, novamente na França, é despertado o
interesse pela técnica. O diplomata francês Soulié de
Morant (1930) traz para o Ocidente os fundamentos da
MTC: a teoria do Yin/Yang, dos Cinco Movimentos,
dos Canais. Apesar de sua notável contribuição na
difusão da AP, o diplomata propagou também alguns
erros na tradução de conceitos e termos (HOLMDAHL,
1993; WHITE & ERNST, 2004).
494 Scognamillo-Szabó & Bechara
Ciência Rural, v.40, n.2, fev, 2010.
Estes trabalhos precedem o grande interesse
pela AP, ocorrido no início da década de 1970, momento
de intensificação do pensamento holístico em
decorrência do fenômeno da contracultura. A descrição
do sucesso de um tratamento de emergência com AP
recebido por um jornalista membro da comitiva do
presidente Norte Americano Nixon em sua visita à China
em 1971 foi publicada no jornal The New York Times,
estimulando uma verdadeira explosão no interesse pela
técnica chinesa (SCHIPPERS, 1993; WHITE & ERNST,
2004).

Os registros oficiais sobre a introdução da
AP no Brasil são raros. De qualquer modo, sua história
se confunde com a chegada dos primeiros imigrantes
chineses (1812), japoneses (1908) e outros povos
orientais ao nosso país. Alguns autores, entretanto,
sugerem que os índios da América do Sul já utilizavam
a inserção de espinhos na pele com objetivos
terapêuticos. Na primeira metade do século XX, grande
parte da AP praticada por Orientais ficou restrita às
suas comunidades, devido a dificuldades com a língua.
Sua difusão na sociedade brasileira é incrementada na
década de 1950 quando o fisioterapeuta Friedrich
Johann Spaeth, nascido em Luxemburgo e naturalizado
Brasileiro, funda a Sociedade Brasileira de AP e
Medicina Oriental (1958). Em 1961, juntamente com os
médicos Ermelino Pugliesi e Ary Telles Cordeiro, Spaeth
funda o Instituto Brasileiro de AP (IBRA), primeira
clínica institucional de AP do Brasil. No mesmo ano,
chega ao Brasil o médico Wu Tou Kwang, que se tornou
um dos nomes de destaque no campo de ensino das
técnicas médicas chinesas no país (FROIO, 2006). A
partir de 1995 os Conselhos Federais de Biomedicina,
Enfermagem, Fisioterapia, Medicina e Medicina
Veterinária reconhecem a AP como uma especialidade.
Atualmente, acontece um embate entre os órgãos
difusores da MTC no Brasil e o Conselho Federal de
Medicina (CFM) quanto ao reconhecimento da AP
como atividade estritamente médica ou a favor da
regulamentação multiprofissional da AP. É importante
frisar que mesmo na classe médica não existe um
consenso sobre o tema e que tornar essa prática
exclusividade de médicos se opõe à prática corrente na
China, Europa e Estados Unidos (WORLD
FEDERATION OF ACUPUNCTURE AND
MOXABUSTION SOCIETIES, 2006).
A partir da análise da evolução histórica da
MTC e da AP observam-se conseqüências culturais
importantes. Há uma tendência de a AP desempenhar
um papel de complementaridade nas práticas médicas,
havendo incorporação dessa técnica sem grandes
choques culturais, esboçando a formação de uma
cultura híbrida (CHIAPPELLI et al., 2005; FROIO, 2006).
História da AP veterinária
A história da AP veterinária remete a lendas
antigas que relacionam o Imperador Fusi, há cerca de
10.000 anos, à formação da civilização chinesa a partir
das sociedades primitivas, assim como à domesticação
de animais, incluindo o tratamento de animais doentes.
A importância dos animais na sociedade agrária ganha
mais destaque no Período das Guerras durante a
Dinastia Chou (475 AC a 221 AC) quando os exércitos
necessitavam de médicos para seus cavalos (LIN et al.,
2003). Esse período coincide com a incorporação do
Confucionismo e Taoísmo ao pensamento chinês,
impulsionando a AP com a compilação do Nan Jing
(Clássico das Dificuldades) que discute a Teoria dos
Cinco Movimentos (MA, 1992; MA, 2000; SCHOEN,
2006). Durante a Dinastia Zhou (1027 a 221 AC) o
general Sun-Yang (também chamado Pao Lo, circa 659
AC), considerado “pai” da Medicina Veterinária na
China e o primeiro praticante totalmente dedicado à AP
em animais, escreveu o “Cânone da Medicina
Veterinária”. Considerada registro histórico marcante,
uma escultura em rocha da Dinastia Han (206 AC a 220
DC) mostra soldados fazendo AP com flechas em seus
cavalos para estimulá-los antes das batalhas (KIM et
al., 2005; PITTLER & ERNST, 2006; SCHOEN, 2006;
XIE & PREAST, 2007).
Na Europa, a AP veterinária se inicia na
França, com a publicação de artigos minuciosos por
Girad (1825), Chanel (1826) e Prevost (1826). Na década
de 1950, na Escola de Veterinária de Alfort, Lepetit (1950)
e Bernar (1954) publicam ilustrações com a localização
dos canais no cão (17). Acompanhando a entrada de
filosofias holísticas nas ciências médicas, na década
de 1970 a AP veterinária se estabelece na Europa e
Estados Unidos resultando na fundação da Sociedade
Internacional de AP Veterinária (IVAS) em 1974
(SCHIPPERS, 1993; LIN et al., 2003).
No Brasil, um dos principais incentivadores
do estudo da AP veterinária foi o Professor Tetsuo
Inada, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro,
que, em meados da década de 1980, ensinava a
transposição da técnica a partir de humanos para
animais. O I Simpósio Brasileiro de AP Veterinária
ocorreu em 1994, com a vinda do Professor Oswald
Kothbauer, pioneiro da hipoalgesia cirúrgica na
Faculdade de Veterinária da Universidade de Viena,
Áustria e Professor Wang Qing Lan, Vice-Reitor da
Faculdade de Veterinária, da Universidade de Pequim,
China. E em 1999, durante o I Congresso Brasileiro de
AP Veterinária foi fundada a Associação Brasileira de
AP Veterinária (ABRAVET), com o escopo de agregar
médicos veterinários acupunturistas e promover seu
aperfeiçoamento técnico (SCOGNAMILLO-SZABÓ et
al., 2006).
Acupuntura: histórico, bases teóricas e sua aplicação em Medicina Veterinária. 495
Ciência Rural, v.40, n.2, fev, 2010.
De forma consistente, algumas Faculdades
de Medicina Veterinária e instituições de ensino de AP
veterinária do país desenvolvem o ensino e pesquisa
nessa área. As teses já defendidas representam o
surgimento de novos núcleos e confirmam a busca
incessante do aprimoramento e difusão da técnica por
vários profissionais e pesquisadores. Assim, o Brasil
vem se destacando na pesquisa com AP veterinária
(DIAS, 1991; COLE, 1996; COSTA, 1996;
SCOGNAMILLO-SZABÓ, 1999; SILVA, 2000; CASSU,
2002; VIANNA, 2002; BAZOLLI, 2003; JOAQUIM,
2003; PESSOA, 2003; GOMES, 2004; ANGELI, 2005;
BOTTECCHIA, 2005; ESPER, 2005; MELO, 2005;
ALONSO, 2006; CARDENAS, 2006; HAYASHI, 2006;
FARIA, 2007; JOAQUIM, 2008). Ademais, a oferta de
serviços veterinários especializados exclusivamente em
acupuntura se faz de forma regular desde 2000 tanto
em universidades como na iniciativa privada
(SCOGNAMILLO-SZABÓ et al., 2006; SANTOS, 2008
– informe verbal; MEDEIROS, 2008 – informe verbal).
A prática da AP
Segundo a MTC, a doença é resultado da
interação entre o agente causal e o indivíduo, resultando
em desequilíbrio nos componentes Yin e Yang do
organismo. Essa desarmonia determina o curso da
doença e está relacionada à oposição dos dois fatores
citados: Energia Correta (Zheng Qi), fator intrínseco
que traduz a resistência à doença, e Energia Perversa
(Xie Qi), o fator patogênico propriamente dito.
Diagnóstico
Na MTC, como em qualquer sistema médico,
a definição do diagnóstico é pré-requisito para a
determinação do tratamento. O diagnóstico, na MTC,
visa a compreensão de como o paciente se insere dentro
do seu contexto de vida e como está interagindo com
os fatores que o cercam. Esta abordagem é a aplicação
prática da filosofia chinesa que vê o ser humano
(microcosmo) em constante interação com o mundo
(macrocosmo). O padrão de resposta de cada indivíduo,
em dado momento, é categorizado em síndromes. A
partir desse diagnóstico, é definido o plano de
tratamento (WEN, 1989; MACIOCIA, 2007; XIE
&PREAST, 2007).
Definição do protocolo de tratamento
A escolha dos pontos de AP é baseada na
classificação do desequilíbrio apresentado. A
estimulação de um determinado ponto possui
indicações específicas que são expressas em seu nome
chinês original. A estimulação simultânea de dois ou
mais pontos de AP pode ampliar suas indicações
específicas. Tradicionalmente, cada ponto de AP tem
uma ou diversas ações, quando estimulado. Quando
usado em combinação com outros pontos de AP, os
resultados são modificados. A definição do tratamento
também deve se basear nas categorias nas quais os
pontos de AP são divididos: i) efeitos locais, ii) efeitos
à distância e iii) efeitos sistêmicos (WEN, 1989;
MACIOCIA, 2007; XIE &PREAST, 2007). As diferenças
entre as espécies também devem ser levadas em
consideração, já que existem variações na localização
e função de alguns pontos. O exemplo mais marcante é
o Bai Hui que significa “Cem Encontros”. Em humanos,
esse ponto corresponde ao VG-20, localizado no ápice
da cabeça. É considerado uma “porta ou janela para o
céu” e tem como indicações cefaléia parietal, falta de
memória, epilepsia. Em quadrúpedes, fica no espaço
lombossacral e seu estímulo é indicado para desordens
lombares e dos membros pélvicos, além de ser um tônico
geral do Qi e da imunidade (BOTTECCHIA, 2000;
BOTTECCHIA, 2005). Por isso pode ser denominado
YaoBai Hui: “Cem Encontros Lombar”.
Métodos de estimulação dos pontos
Tão relevante quanto à seleção dos pontos
é a técnica de estímulo, cuja definição vai variar em
função da condição a ser tratada. Existem inúmeras
alternativas para o estímulo do ponto e, a cada dia,
mais opções surgem em função da incorporação de
novas tecnologias à AP. Os métodos tradicionais
persistem e se destacam como os mais utilizados
(ERNST & WHITE, 1999; HIELM-BJORKMAN et al,
2001; SCOGNAMILLO-SZABÓ & BECHARA, 2001;
JAEGER et al. 2007; SCHOEN, 2006; XIE & PREAST,
2007; COLBERT et al., 2008):
i.Variação da pressão física: A massagem
do ponto com aplicação da pressão digital ou de
massageadores de madeira, como no Shiatsu, Do-In,
Jun Shin Do Jitsu e Tsubo. Aqui se inclui também a
pressão negativa, com a aplicação de ventosas. Em
animais, o uso de ventosas é dificultado pela presença
de pelos.
ii.Agulhamento: Existe uma grande
variedade no tamanho das agulhas, bem como no
procedimento de inserção e de manipulação dessas. O
material mais utilizado é o aço inoxidável. Normalmente
o agulhamento atravessa a derme atingindo o tecido
subcutâneo, podendo alcançar músculos ou ossos.
Agulhas intradérmicas são utilizadas principalmente
em pontos de AP no pavilhão auricular. Após sua
colocação, estas agulhas são fixadas com esparadrapo
e retidas por um período que pode variar de um dia a
uma semana. Tal técnica é pouco executada em animais.
O uso de agulhas hipodérmicas em substituição às
496 Scognamillo-Szabó & Bechara
Ciência Rural, v.40, n.2, fev, 2010.
agulhas de AP é adotado com sucesso em eqüinos e
bovinos.
iii.Variação de temperatura: A técnica mais
praticada é a moxabustão indireta, com aquecimento
do ponto com bastões incandescentes de Artemisia
sinensis. Para a moxabustão direta, a “lã” da erva é
colocada sobre o ponto e acesa, deixando-a queimarse
em direção à pele. Outra forma é o uso de luz
infravermelha ou ultravioleta. A aplicação de frio é
também um meio efetivo para promoção da analgesia,
sendo utilizados gelo ou vaporização tópica de
fluorimetano, cloreto de etila, fluoretil ou
diclorotetrafluoretano.
iv.Eletroacupuntura: Consiste na passagem
de corrente elétrica através da agulha. A escolha do
formato da onda, freqüência e intensidade da descarga
vão definir o tipo de efeito atingido. É, provavelmente,
depois do agulhamento simples, a técnica mais
disseminada e melhor estudada de AP.
v.Implante: Trata-se de um procedimento
cirúrgico-ambulatorial que objetiva atingir uma
estimulação prolongada ou mesmo permanente dos
pontos. Fragmentos especialmente preparados e
confeccionados de diversos materiais podem ser
utilizados como categute, aço inoxidável, platina e ouro.
O implante de fragmentos de ouro para o tratamento de
displasia coxofemural em cães é prática comum entre
acupunturistas veterinários e testes clínicos mostram
resultados positivos e duradouros. É importante que
essa técnica não seja confundida com implante de
agulhas permanentes, um procedimento que remete a
várias complicações.
vi.Ultrassom, Laser, Indução Magnética:
São todas técnicas não invasivas, rápidas e indolores.
Necessitam de aparelhagem específica e são muito
utilizados em pacientes com baixa tolerância ao
agulhamento (LIGNON et al., 2002);
vii. Injeção: Segundo a teoria da MTC, é
capaz de manter o estímulo por período prolongado,
além de potencializar o efeito da substância utilizada.
Aquapuntura, ozôniopuntura, fitopuntura,
homeopuntura e hemopuntura são as formas mais
comuns. A farmacopuntura ou injeção de fármacos nos
pontos tem sido usada com sucesso em animais.
Autores chineses afirmam que, em muitas situações, o
uso de subdoses produz um efeito longo e similar à
dose convencional, com a vantagem de causar menos
efeitos colaterais (NIE et al., 2001; WANG et al., 2007).
Seu uso em Medicina Veterinária contribui com a
redução do uso indiscriminado de medicamentos,
diminuindo os efeitos colaterais, os resíduos nos
animais de consumo e o custo dos tratamentos
(ALVARENGA et al., 1998; WYNN et al., 2001;
BOTTECCHIA et al., 2006a; BOTTECCHIA et al., 2006b;
LUNA et al., 2008).
viii.Sangria: Permanece como um recurso
bastante utilizado em Medicina Veterinária,
principalmente em quadros agudos dolorosos ou febris.
O volume de sangue retirado está ligado ao porte do
animal e varia de algumas gotas a poucos mL.
O agulhamento de animais
A prática clínica da AP em animais esbarra
em dificuldades inerentes à Medicina Veterinária, tais
como variação estrutural e funcional entre as espécies,
necessidade de contenção em pacientes agressivos e
manejo adequado de animais agitados ou assustados,
dentre outras. Porém, o encaminhamento de casos
difíceis ou crônicos é prática comum, fazendo a
casuística da AP veterinária uma seleção de pacientes
complicados (SCOGNAMILLO-SZABÓ et al., 2006). O
uso de suportes para manter os animais em posição
quadrupedal, assim como de aparelhos de fisioterapia
(Vetcar Ltda), auxiliam o tratamento de portadores de
paresias e paralisias.
Indicações, contra-indicações e reações adversas da
AP
Segundo a Organização Mundial de Saúde,
existe uma vasta gama de desordens tratáveis pela AP:
doenças musculares, ósseas e articulares, dores de
cabeça, ansiedade, depressão, asma, bronquite,
malposicionamento fetal, acidente vascular cerebral,
entre outras. Na Medicina Veterinária, disfunções
reprodutivas, neurológicas, musculoesqueléticas,
dermatológicas, dor, emergências anestésicas e
discopatias, podem ser tratadas com sucesso com a
AP. No Brasil, cerca de 70% dos casos encaminhados
consistem em quadros nervosos e/ou
musculoesqueléticos, consideradas as doenças com
melhor índice de recuperação quando tratadas com AP
(BANNERMAN, 1980; SCOGNAMILLO-SZABÓ &
BECHARA, 2001; MACIOCIA, 2007; SCHOEN, 2006;
XIE & PREAST, 2007). É contra-indicado o uso da AP
sobre áreas tumorais e/ou infectadas e em pacientes
portadores de marca-passo. Outra contra-indicação
importante é iniciar o tratamento por AP antes de ter
sido firmado um diagnóstico adequado, ou antes que
tenha sido feita uma tentativa honesta e diligente para
determinação da etiologia da condição sob tratamento.
Isso é contra-indicado porque a AP pode mascarar ou
alterar os sintomas clínicos, de modo que será difícil,
mais tarde, um diagnóstico mais acurado (p. ex.,
síndromes dolorosas e neurológicas)
(ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, 1979;
BANNERMAN, 1980; WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 1999).
Acupuntura: histórico, bases teóricas e sua aplicação em Medicina Veterinária. 497
Ciência Rural, v.40, n.2, fev, 2010.
Dentre as reações adversas ao tratamento
com AP, podem ser citadas: agulhas quebradas; agulhas
“presas” ou “congeladas” (agulhas presas no tecido,
normalmente na fascia ou também devido a espasmos
musculares, tornando difícil sua remoção); injúria a
órgãos vitais como coração, fígado, rins e baço;
hematomas, pneumotórax; infecções secundárias,
náuseas, síncope (BERGQVIST, 2008; LEUNG &
ZHANG, 2008).
CONCLUSÕES
Em suma, a AP utiliza um raciocínio mágico,
derivado do contexto histórico em que surgiu. Para
sua prática clínica, há necessidade do conhecimento
de suas teorias baseadas no Taoísmo. A AP aplicada a
animais é indicada para diversas patologias, porém é
principalmente utilizada para distúrbios neurológicos,
musculares e cutâneos, onde apresenta alto índice de
recuperação.
NOTA
Todos os esforços foram feitos para relatar
a trajetória da AP veterinária no Brasil, porém falhas
não intencionais podem estar presentes. Devido à falta
de um sistema de banco de dados central para produção
científica mundial ou nacional é, igualmente, possível
que existam omissões involuntárias sobre a produção
nacional. Colaborações e correções ao texto podem
ser encaminhadas aos autores. No resultado
apresentado sobre a consulta ao Banco de Teses da
CAPES não foram incluídos os trabalhos com pesquisa
básica em animais de laboratório, mesmo se realizados
por médicos veterinários.
INFORME VERBAL
SANTOS, C.M.T. Rua Bolivar, 222, 11045-360, Santos/SP. Email:
wuxing@wuxing.com.br
MEDEIROS, M.A. UFRRJ – BR-465, Km 7, 23890-000,
Seropédica/RJ – E-mail: mmedeiros@ufrrj.br

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acuponto “Bai Hui” no controle de Bophilus microplus
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