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Artigo sobre Radiologia

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Artigo sobre Radiologia

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Cavaletti, F.C., Silva, T.R.C., Urtado, S.L.R.

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS ACHADOS RADIOGRÁFICOS DOS EXAMES SIMPLES E CONTRASTADOS (MIELOGRAFIA) EM CÃES PORTADORES DE LESÕES MEDULARES.  Departamento de Radiodiagnóstico do Instituto Veterinário de Imagem. 
Introdução: Dentre os exames complementares para avaliação da coluna vertebral, o estudo radiográfico simples e contrastado (mielografia) é de vital importância para o diagnóstico de alterações medulares, assim como a determinação do local e extensão das lesões. Neste estudo procuramos comparar os achados radiográficos de cães portadores de alterações neurológicas da coluna vertebral, visando obter maiores informações que pudessem embasar os achados clínicos desses pacientes. Material e método: Realizamos o levantamento radiográfico em 198 cães, no período de 1995 a 2005, mostrando a freqüência das lesões medulares quando comparadas radiografias simples e contrastadas. Os animais submetidos às mielografias foram anestesiados com protocolos variados, de acordo com a avaliação prévia do médico veterinário responsável, porém a manutenção anestésica foi realizada com Isoflurano. Anteriormente à administração do contraste é padronizado pelo instituto, o estudo radiográfico simples do segmento cervical, torácico, tóraco-lombar e lombar da coluna vertebral. O contraste utilizado é o Ioexol 300mgI/ml (Omnipaque™), na dose de 0,4ml/kg não ultrapassando o máximo de 9,0ml por animal. A administração é realizada através da punção cervical na cisterna magna e posteriormente, caso haja necessidade, punção lombar no espaço subaracnóideo, preferencialmente entre a quinta e sexta vértebra lombar. O equipamento radiológico utilizado é um Tecno-design 500Ma/125Kv de alta freqüência, ânodo giratório e mesa bucky flutuante, com filmes e chassis Kodak de tamanhos apropriados. Após a aplicação do contraste é realizado um novo estudo radiográfico das regiões supracitadas, em projeção látero-lateral, ventro-dorsal e caso haja necessidade as obliquas, em dorso-extensão e ventro-flexão.
Resultados: Todos os animais estudados apresentaram alterações em algum segmento da coluna vertebral perante as radiografias simples. Nas mielografias, 31 (15,6%) cães não apresentaram sinais de compressão medular; 142 (71,7%) mostraram sinais variados de compressão medular extradural; 08 (4,0%) com lesões intramedulares e 17 (8,5%) apresentaram resultados inconclusivos, devido a fatores como processo inflamatório local ou insucesso da punção lombar. Das 142 compressões extradurais, 54 (38%) localizaram-se na região cervical; 27 (19%) na torácica; 44 (30,9%) na tóraco-lombar e 17 (11,9%) na lombar. Quanto ao tipo de lesão extradural, 113 (79,5%) cães apresentaram casos de discopatias, sendo 81 (71,6%) protrusões e 58 (51,3%) extrusões; 13 (9,1%) casos de compressões extradurais foram relacionados a fraturas e luxações e 16 (11,2%) a outras alterações como neoplasias, hipertrofia ligamentar e hematomas ou hemorragias.
Conclusão e discussão: Observamos que as lesões extradurais representam grande incidência das alterações medulares. Em alguns casos, a associação de outros exames complementares de imagem torna-se imprescindível para o diagnóstico definitivo da lesão. A mielografia desempenha importante papel no auxilio a neurologia clínica e cirúrgica. Apesar do advento da tomografia computadorizada, este exame radiográfico continua sendo de vital importância na visualização de compressões medulares, assim como, na determinação do grau de severidade das lesões. Entretanto, a tomografia é cada vez mais utilizada na medicina veterinária para esclarecerem achados das mielografias convencionais, particularmente quanto houver presença de edema medular importante, tornando a associação dos dois exames imprescindível no diagnóstico definitivo de algumas lesões medulares.

 

fonte : www.ivi.vet.br

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