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Artigo sobre Laserterapia

9 de junho de 2009

ATUALIDADES DO EFEITO ANALGÉSICO APÓS APLICAÇÃO DO LASER DE BAIXA POTÊNCIA

 

Carla F. Marzullo¹, Ana Cláudia P. Peres², Mônica L. Shah³, Renata A. Nicolau4
1,2,3,4 Laboratório de Biomodulação Tecidual /Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IP&D
Universidade do Vale do Paraíba-UNIVAP
Avenida Shishima Hifumi, 2911, Urbanova, São José dos Campos – SP, CEP 12244-000
carlamarzullo@terra.com.br, anaclaudiapaneque@hotmail.com, moshah3@gmail.com, rani@univap.br

Resumo – A dor é um dos sintomas mais freqüentes em diversas condições patológicas. A terapia com laser de baixa potência (LBP) tem se mostrado eficaz, e a escolha apropriada da dose, comprimento de onda, tempo de aplicação e local específico são parâmetros importantes para redução da dor, dos pontos de tensão, normalização da circulação, aumento da formação de colágeno em tecidos traumatizados. Neste estudo foi realizada uma revisão da literatura através de artigos pesquisados em bancos de dados on-line sobre o tratamento da dor com a terapia com LBP. O objetivo foi realizar uma revisão bibliográfica, dos últimos cinco anos, para verificar o efeito analgésico do LBP em diversas patologias causadoras de dor. E através dos resultados obtidos pode-se concluir que a terapia com LBP tem sido eficaz na redução da dor.
Palavras-chave: Laser de baixa potência, dor.
Área do Conhecimento: Ciências da saúde.

Introdução

Segundo a International Association for the Study of Pain, a dor é definida como uma experiência sensitiva emocional desagradável, associada ou relacionada com a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através de suas experiências anteriores (YENG et al., 2005). A dor pode ser considerada como um sintoma ou manifestação de uma doença ou afecção orgânica, mas também pode vir a constituir um quadro clínico mais complexo. Ela pode ser classificada, considerando a duração de sua manifestação, em 3 tipos:
- dor aguda: manifesta-se transitoriamente durante um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas, associado a lesões em tecidos ou órgãos.
- dor crônica: tem duração prolongada que pode se estender de vários meses a vários anos e que está quase sempre associada a um processo de doença crônica.
- dor recorrente: apresenta períodos de curta duração que se repetem com frequência, podendo ocorrer durante toda a vida do indivíduo, mesmo sem estar associada a um processo específico (SAASTAMOINEN et al., 2005; DUDGEON et al., 2005).
O mecanismo da dor acontece logo após um traumatismo, inflamação ou outro fator, quando as terminações nervosas existentes no local afetado conduzem o estímulo doloroso por nervos até a medula espinhal. Deste local, o estímulo é levado até diferentes regiões do cérebro, onde é percebido como dor e transformado em respostas a este estímulo inicial. Esse mecanismo é regulado por um conjunto de substâncias produzidas no sistema nervoso, tais como, a serotonina e as endorfinas, que agem sobre o sistema de transmissão da dor, aumentando ou diminuindo a sensação dolorosa (VILAS et al., 2003; HASTIE et al., 2005).
O laser de baixa potência vem sendo utilizado como modalidade terapêutica em várias condições patológicas, com objetivo de acelerar a cicatrização, promover a regeneração tecidual, diminuir a inflamação e aliviar a dor (GUR et al, 2002; ÖZDEMIR et al., 2001; ENWEMEKA et al., 2005). A irradiação laser estimula as mitocôndrias celulares, promovendo um aumento na produção de ATP intracelular; favorece a produção de ácido araquidônico e a transformação de prostaglandina em prostaciclina, justificando sua ação antiedematosa e antiinflamatória; promove aumento da endorfina circulante proporcionando o efeito analgésico na dor inflamatória. Alguns estudos sugerem que os laseres infravermelhos com comprimento de onda 820-904 nm, como o GaAs e o GaAlAs podem ser mais eficazes para a analgesia (MATERA et al., 2003; MAROVINO, 2004). O comprimento de onda, densidade de potência, intensidade de energia e o tempo de aplicação da terapia LBP são parâmetros importantes, que determinam o sucesso da terapia. Há escassez de estudos quanto à seleção apropriada do comprimento de onda e dose do laser a ser utilizado (CHOW et al., 2004; HAKGÜDER, et al., 2003).
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VI Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
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O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica, dos últimos cinco anos, sobre o efeito analgésico da terapia LBP em diferentes condições patológicas causadoras de dor.
Materiais e Métodos
Foram pesquisados artigos publicados nos últimos cinco anos, nos quais a terapia com LBP foi utilizada para o tratamento da dor. Esses artigos foram obtidos em pesquisas on-line, nos seguintes bancos de dados: Medline, Pubmed e Isi of Science.
Os critérios de inclusão foram:
• Estudo in vitro envolvendo células e tecidos.
• Estudos de casos clínicos.
Resultados
Dos trabalhos revisados 33,3% estudaram dor aguda e 66,6% dor crônica. Na dor aguda, foram utilizados o laser infravermelho (60%) e o vermelho (40%); na dor crônica, todos os trabalhos utilizaram o laser infravermelho (100%).
Os trabalhos com dor aguda que utilizaram o laser infravermelho no modo pulsado (40%) empregaram energias maiores que os laseres utilizados no visível com resultados mais expressivos.
Pode-se constatar que dos trabalhos estudados, 80% mostraram efeito positivo no que se refere à diminuição de dor, e 20% tiveram resultado nulo.
Entre os artigos, 86,6% aplicaram a terapia apenas com um tipo de laser, e 13,3% utilizaram ou diferentes laseres ou diferentes parâmetros do mesmo laser, sendo que o laser mais utilizado foi o infravermelho (77,7%).
A dosagem é um parâmetro importante, que quando não descrito pode causar mal entendimento dos resultados, o que ocorreu em um dos trabalhos revisados (MONTICONE, 2002), onde o autor não descreve claramente os parâmetros utilizados e mostra um resultado nulo na diminuição da dor, o que dificulta o entendimento desse resultado.
Nos 15 trabalhos revisados a dosagem variou de 0,65 – 35J, sendo na dor crônica de 0,65 – 9J e na dor aguda de 4 – 35J. A maior dosagem utilizada foi de 35J em dor aguda, para mucosite oral.
A potência encontrada nos artigos revisados variou de 4,2 – 300 mW, não sendo inferior a 4mW em nenhum estudo.
A literatura é conflitante no que se refere a um seguimento de investigação ou linhas de estudo congruentes.
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VI Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
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Discussão
Este trabalho de revisão revelou que a literatura sobre a terapia com LBP é desigual e controversa em muitos estudos. Vários tecidos respondem diferentemente a diversas freqüências de estímulo. Há discrepância também nas doses de energia aplicadas, nas técnicas terapêuticas, e na evolução dos tratamentos (GUR et al., 2003).
Os trabalhos são realizados utilizando vários tipos de LBP (HeNe, GaAlAs) com diferentes comprimentos de ondas e regimes terapêuticos, dificultando a comparação de resultados e a formulação de uma teoria lógica sobre possíveis mecanismos de ação em nível de sistemas biológicos (FERREIRA et al., 2005).
Em estudos recentes, muitos autores têm relatado significante redução da dor em casos clínicos de dor aguda e crônica, como na artrite reumatóide, na osteoartrite cervical, nas dores pós-operatórias, na fibromialgia, e nas dores lombares. Entretanto, alguns autores não tiveram êxito em demonstrar diminuição da dor em patologias músculo-esqueléticas, como espondilite e dor miofascial no pescoço (KREISLER et al., 2004; ALTAN et al., 2005), provavelmente devido ao fato de terem utilizado uma freqüência ou dose elevadas (ALTAN et al., 2003;TULLBERG, et al., 2003).
No atual estudo foram analizadas condições patológicas causadoras de dor, sendo encontrado quatro estudos com dor aguda e onze estudos com dor crônica.
Nos estudos com dor aguda, onde foram utilizados os laseres infravermelhos, pode-se observar uma ação mais efetiva na redução da dor (KREISLER et al., 2003; MATERA et al., 2003; NES; POSSO, 2005; GUR et al, 2004-2003; HAKGÜDER et al, 2003; ÖZDEMIR et al., 2001; CHOW et al, 2004) principalmente quando utilizado no modo pulsado (MATERA et al., 2003; NES; POSSO, 2005) com uma energia maior (35J). Já nos estudos que utilizaram laser vermelho os resultados não foram tão eficazes (NAESER et al., 2002; MONTICONE et al., 2002; FERREIRA et al., 2005).
Os trabalhos revisados que mostraram resultados nulos não descrevem claramente os parâmetros do LBP (MONTICONE et al., 2002). Provavelmente uma dosagem específica para efeito antiinflamatório é uma explicação para os resultados positivos na diminuição da dor. Para redução da dor crônica é necessário ajuste dessa dosagem, obtendo uma diminuição de prostaglandinas. Esses efeitos são conseguidos com doses que variam de 0,4-19J e densidade de potência de 5 – 21,2 mW / cm² (BJORDAL et al., 2003).
Observa-se em todos os artigos de dor crônica, que o laser utilizado foi um infravermelho, por seu comprimento de onda permitir atingir maiores profundidades de tecido, sendo assim mais eficaz na analgesia, principalmente em medicina e fisioterapia, onde a barreira óptica da pele está presente na maioria das situações patológicas. Verificou-se que o laser no modo pulsado causa melhor efeito analgésico.
Constatou-se que nos últimos anos foram desenvolvidos poucos trabalhos sobre a terapia com laser de baixa potência no estudo da redução da dor.
A maioria dos trabalhos é realizada em seres humanos provavelmente pela dificuldade de se avaliar a analgesia em animais. Contudo o instrumento mais utilizado para se analisar os resultados é a Escala Analógica de Dor, a qual é um instrumento pouco preciso.
Devido à escassez de trabalhos sobre o assunto, no período analisado na revisão bibliográfica, não foi possível padronizar uma única condição patológica para este trabalho de revisão.
Outro aspecto importante que foi analisado, entre os trabalhos revisados, é que não há uma metodologia similar, o que dificulta encontrar um consenso entre elas e seguir as normas para revisão bibliográfica com a terapia de LBP segundo a Associação Mundial de Terapia com Laser.
Os trabalhos mostraram que a dose e o comprimento de onda são parâmetros importantes para se conseguir efeitos terapêuticos positivos, porém a maioria dos trabalhos falha em descrever esses parâmetros (MAROVINO, 2004).
Conclusão
Através dos resultados obtidos nas diferentes patologias e protocolos apresentados conclui-se que a terapia de laser de baixa potência parece ser eficiente na redução da dor.
Porém novos estudos são necessários para se estabelecer um protocolo para utilização analgésica do laser em diferentes situações clínicas.
Referências
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Video sobre equoterapia.

2 de junho de 2009

Abaixo um vídeo  mostrando o uso de animais na fisioterapia humana.

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27 de maio de 2009

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27 de maio de 2009

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27 de maio de 2009

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Magnetoterapia

11 de maio de 2009

Uma nova opção na fisioterapia animal: breve histórico

A magnetoterapia é o emprego da terapia a através de campos magnéticos de baixa freqüência. A derivação da palavra pode ter duas origens, da cidade de Magnésia, onde era abundante o metal magnetita ou de um pastor do século X , Matinês, observador que minerais aderiam a pregos em seu calçado. A utilização do magnetismo na terapia tem registros em Egito Antigo, asirios e persas, hindus e chineses até mesmo antes de Cristo.

Relatos de tempos antigos mostram utilização por Cleópatra, em banhos de argila. Eram também descritas a utilização de magnetita e ferro polarizado magneticamente, em forma de amuletos de escaravelhos que pregavam saúde e felicidade. Assim, os sacerdotes egípcios através dos conhecimentos mais rudimentares das forças magnéticas as utilizavam de muitas formas.

Na Pérsia descrevia-se o uso de magnetos para Gota e estados espásticos. Na Grécia Hipócrates usou a magnetita para tratamento de afecções obstétricas, intestinais, cólicas e flatulências. . Assim se seguiu também com diferentes usos e relatos em Roma, Bizâncio e Arábia.Na época medieval se fazia aplicações por meio de magnetita em pó dissolvida em líquido ou uma pedra em cima do local afetado, com indicações para fraturas, hidropesía, afecções ginecológicas e estados espásticos, além de diversos tipos de amuletos. No século XVI foi lançada a teoria do campo magnético da Terra e como assim era feita sua orientação. Já no ano 1600, W. Gilbert fez a publicação do primeiro livro sobre o magnetismo , com suas observações e experiências, em De Magnete .

Durante muitos anos, o estudo dos fenômenos magnéticos esteve restrito. Até 1819, não havia sido mostrada conexão alguma entre os fenômenos elétricos e magnéticos. Naquele ano, o cientista dinamarquês Hans Christian Oersted (177-1851) observou que um imã pivotado (um agulha de bússola) era defletido quando colocado na vizinhança de um fio por onde passava uma corrente elétrica. Doze anos mais tarde, depois de tentativas que se estenderam por vários anos, o físico inglês Michael Faraday (1791-1867) verificou que aparecia uma corrente momentânea em um circuito quando, em um circuito vizinho, se iniciava ou se interrompia uma corrente.
Pouco depois, seguiu-se a descoberta de que o movimento de um imã se aproximando ou se afastando de um circuito produziria o mesmo efeito. Joseph Henry (1797-1878), um cientista americano que veio a ser, mais tarde, havia se antecipado de cerca de uma às descobertas de Faraday; como este último foi o primeiro a publicar os seus resultado, os créditos são-lhe, usualmente, atribuídos. O trabalho de Oersted demonstrou, pois, que efeitos magnéticos podiam ser produzidos por cargas elétricas em movimento, enquanto os de Faraday e de Henry mostraram que correntes podiam ser produzidas por imãs em movimento.

Nos próximos séculos se seguiram os estudos com Campos Magnéticos Elétricos, com proteínas, colágenos, ossos. No século XX, diversos pesquisadores comprovavam sua eficácia em processos de regeneração óssea e outros efeitos biologicos. A partir de 1970 realizaram-se estudos clínicos e terapêuticos do uso dos campos magnéticos de baixa freqüência. Em 1978 acorreu o Primeiro Congresso Internacional de Magnetomedicina, na Itália, onde foram apresentados os primeiros resultados concretos em investigações clinicas. Em 1992, o Congresso foi realizado em Orlando onde foram estabelecidas as primeiras dosificações para esta terapia.

No século XX o tratamento por campos magnéticos foi muito difundido, com os avanços e descobertas subsequentes, porém também ganhou a crença popular , com uso de imãs magnéticos de todos os tipos, e assim com uso incorreto o que levou um descrédito da técnica até mesmo no meio acadêmico. Atualmente a terapia tem grande uso, principalmente em fisioterapia mas ainda apresenta muito uso popular como uma terapia holística e charlatanismo que envolve sua utilização. Seu emprego de forma adequada fornece grandes benefícios ao paciente, que incluem desde relaxamento até auxilio na reparação de fraturas e osteoporose.

Autora: Maira Rezende Formenton

Gato em bobima de magnetoterapia

 Gato em terapia com campos magnéticos pulsáteis, bobina circular.

Bibliografia:
BARROCA, E. , Electrofifiatría, Fundamentos y aplicaciones clinicas.
BROMILEY, M. W. , Physioterapy in Veterinary Pratice, 1991.
GROSS, D.M., Canine Physical Therapy.
MIKAIL, S. et al. Fisioterapia Veterinária. Barueri, São Paulo: Manole, 2006
MILLIS, D. , LEVINE, D., BOCKSTAHLER, B. Essential Facts of Phyfioterapy in Dogs ans Cats, 2004.