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Animal hidratado no verão

terça-feira, 22 de dezembro de 2009
 22.12.2009

Sombra e água fresca para o seu pet

Bichinhos podem sofrer com queimaduras, desidratação alergias, entre outros problemas comuns no verão

22_sombra_e_agua
É importante oferecer água ao seu pet durante os passeios
Crédito: Andrew Larsen

Nada melhor do que viajar para um lugar quente e aproveitar o verão ao lado do seu pet. Mas saiba que a estação preferia de muitos brasileiros pode ser perigosa para os bichinhos de estimação. Assim como nós eles estão vulneráveis às queimaduras por excesso de sol, estresse devido ao calor, desidratação, intoxicação, moscas e carrapatos. E acredite, animais mais sensíveis podem desenvolver alergias por estar em um ambiente estranho, não familiar.

Por isso tome alguns cuidados simples e básicos. Por exemplo, fique atento quando levá-lo para a tosa. Menos pelo é um alívio ao bichinho, mas se ficar curto demais ele ficará com a pele mais exposta ao sol, o que poderá causar até queimaduras, ou mesmo um câncer de pele.

E mesmo sob forte sol muitos donos insistem em vestir seus cães com camisetas, vestidos, saias, óculos de sol e chapéu, aumentando o calor e incômodo do animal. Mas a maioria esquece o protetor solar, ou o repelente de insetos, itens muito mais úteis ao pet. E o fundamental: água fresca e sombra.

É muito comum encontrarmos donos passeando com seu pet ao meio-dia, ou em horários em que o sol está forte e quente. E a grande maioria, se não todos, não carrega uma garrafinha de água, e nem se preocupa se o cão está queimando a patinha caminhando no asfalto quente.

Nesses dias quentes é importante manter o pet hidratado, sempre oferecer água limpa e fresca em abundância, sombra e um local fresco

Artigo sobre Acupuntura

domingo, 1 de novembro de 2009

PREVALÊNCIA DO USO DA ACUPUNTURA NA DISCOPATIA INTERVERTEBRAL
EM CÃES ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE
LUTERANA DO BRASIL

Autores
PINTO, V. M. 1; LEMOS, C. M. 2; 1 FISCHER, C. D. B. 1; BAJA, K. G. 1
TANAKA, L.Y. 3; KOSACHENCO, B. 1;LOPES, K.P. 4; MAIA, J.Z. 1

RESUMO
A afecção do disco intervertebral é comum em cães e se caracteriza por
degeneração (metaplásica condróide e fibróide) ou metamorfose do disco, que pode
levar a graus variados de deslocamento discal (protusão ou extrusão), causando
pressão sobre a medula espinhal. Os sinais clínicos dependem da localização da
lesão. Pode ser evidenciado dor, ataxia, perda propriocepção, paresia ou paralisia. O
prognóstico depende da gravidade e duração dos sinais clínicos, paciente
apresentando somente dor, o prognóstico é muito bom; se há dor, ligeira ataxia e
perda de propriocepção, o prognóstico é bom; se há paresia, o prognóstico é
reservado a favorável; já, se há paralisia, controle vesical presente e sensibilidade
dolorosa superficial, o prognóstico é reservado; se há paralisia, controle vesical e
sensibilidade dolorosa superficial ausentes, o prognóstico passa a ser reservado a
grave; assim como no caso de paralisia, sensibilidade dolorosa profunda ausente,
com prognóstico grave. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. O
tratamento cirúrgico fica reservado para os casos graves de compressão medular e
paralisia. O tratamento clínico é direcionado para a redução do edema da medula
espinhal pelo uso de corticóides, repouso e o confinamento nas primeiras duas
semanas de tratamento. A acupuntura tem sido utilizada no tratamento das doenças
de disco intervertebrais, associada ou não com corticóides, com o intuito de
promover analgesia, reabilitação motora e sensorial. Ela elimina os pontos gatilho e
assim aboli a dor, o encurtamento e rigidez muscular. Além disso, pode ativar a volta
do crescimento de axônios destruídos na medula espinhal e reduzir a inflamação
local, edema, vasodilatação ou vasoconstrição e a liberação de histamina ou cinina.
Esse trabalho mostra a prevalência dos pacientes acometidos por doença de disco
intervertebral e tratados com acupuntura no Hospital Veterinário da Universidade
Luterana do Brasil (HV-ULBRA) durante o período de janeiro de 2007 a março de
2008.

Palavras-chave: acupuntura, cães, discopatia intervertebral.

INTRODUÇÂO
A afecção do disco intervertebral é comum em cães e se caracteriza por
degeneração (metaplásica condróide e fibróide) ou metamorfose do disco, que pode
levar a graus variados de deslocamento discal (protusão ou extrusão), causando
pressão sobre a medula espinhal (CHRISMAN, 1985; JOHNSON et al., 1997;
LECOUTEUR e CHILD, 1997; TAYLOR, 2006).
Segundo Chrisman (1985) e Taylor (2006), existem as protusões discais
Hansen tipo I que consistem em extrusão maciça ou prolapso do núcleo pulposo
decorrente da ruptura do anel fibroso, quase sempre observados nas raças
condrodistróficas (dachshund) e as protusões discais Hansen tipo II, nas quais há
ruptura parcial do anel fibroso que produz uma deformação na parte dorsal do anel
2
fibroso, que se projeta para o interior do canal medular, podendo comprimir a medula
espinhal.
Os sinais clínicos observados nos animais com discopatia intervertebral
dependem da localização da lesão espinhal, da gravidade do dano medular e do grau
de compressão medular (TAYLOR, 2006). Ao exame clínico, sinais clínicos de
neurônio motor superior são observados com maior freqüência do que os de
neurônio motor inferior, estes últimos aparecendo quando são acometidas as
intumescências cervicotóracica ou toracolombar (CHRISMAN, 1985; LECOUTEUR e
CHILD, 1997).
Para o diagnóstico são indicados os exames de imagem como a
radiografia simples, a mielografia (CHRISMAN, 1985; JOHNSON et al., 1997;
TAYLOR, 2006), a tomografia computadorizada e a ressonância magnética
(TAYLOR, 2006).
Matera e Pedro (2006) indicam que na reabilitação da coluna vertebral
deve-se considerar que os animais estão apresentando dor, inflamação e algum grau
de déficit neurológico e atrofia muscular. Segundo Lecouter e Child (1997) e Taylor
(2006), o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. O tratamento clínico é
direcionado para a redução do edema da medula espinhal pelo uso de corticóides,
repouso e o confinamento nas primeiras duas semanas de tratamento.
Outra alternativa é a utilização de acupuntura e fisioterapia com o objetivo
de destruir os pontos gatilho e assim abolir a dor, o encurtamento e rigidez muscular.
Além disso, pode ativar a volta do crescimento de axônios destruídos na medula
espinhal e reduzir a inflamação local, edema, vasodilatação ou vasoconstrição e a
liberação de histamina ou cinina (JANSSENS, 2006).
A acupuntura corresponde a uma das técnicas de tratamentos da Medicina
Tradicional Chinesa (MTC), que consiste na inserção de finas agulhas e/ou
transferência de calor em áreas definidas na pele ou tecidos subjacentes,
denominados acupontos. Restabelece o equilíbrio de estados funcionais alterados,
atingindo a homeostase (YAMAMURA, 2001). Segundo Jaggar (1992) a MTC baseia-
se no equilíbrio ou harmonia, tanto no interior do organismo como o relacionamento
com o meio exterior. O conceito básico utilizado é representado pelos termos Yin e
Yang, que são energias opostas e ao mesmo tempo complementares.
Trata-se de uma terapia reflexa, em que o estímulo de uma região age
sobre outras. Para isso utiliza principalmente o estímulo nociceptivo, que são
receptores específicos para dor e terminações nervosas livres de fibras aferentes A
delta e C. Ocorre a transformação do estímulo mecânico, elétrico ou químico em
nervoso (SCOGNAMILLO – SZABÓ; BECHARA, 2001) .
A acupuntura pode ser utilizada em afecções do disco intervertebral
tóraco-lombar com o intuito de controlar a dor, normalizar a função motora, sensorial
e alterações na micção (STILL,1989). Além disso, pode atuar em casos de
paraplegia e espasticidade (GADULA, 1999) De acordo com Janssens (1992) a
melhora pode ser observada a partir de uma semana até seis meses.
Em casos agudos a acupuntura pode ser aplicada a cada 2 ou 3 dias,
sendo que as agulhas devem permanecer por 20 a 30 minutos (ALTMAN, 1992) e
em casos crônicos uma vez por semana durante quatro a seis semanas. Após
estabilização do quadro pode-se diminuir a freqüência para cada quinze dias e após
para cada 3 a 6 meses, sendo aconselhado em períodos de estação mais quente ou
fria do ano, baseado no diagnóstico na MTC (SCHOEN, 1994).
Segundo Maciocia (1996) os quadros com sintomas de dor, sensibilidade
ou parestesia correspondem a uma obstrução de energia nos meridianos. Além
disso, em qualquer lombalgia temos deficiência de Qi (yang ou yin) do rim, e
estagnação de Qi (energia) e Xue (sangue) responsáveis pela dor (TORRO, 1997).
3

A região lombar é energizada pelo Shen (rins), pelo Canal de Energia
Principal do Pangguang (bexiga), pelo Canal de Energia Curioso Du Mai (Vaso-
Governador) e pelos pontos Shu do dorso dos órgãos e vísceras, enquanto nervos,
ligamentos e capsular articulares são energizadas pelo Gan (Fígado) (YAMAMURA,
2001). Para restabelecer o fluxo de energia através do Meridiano da Bexiga até os
membros são utilizados frequentemente os pontos: B40; B60; B28; B54; VB30; F3;
VB34; VB29; E38; VB39, além dos pontos anterior e posterior da obstrução (WYNN e
MARSDEN, 2003). Também podem ser utilizados os acupontos B17 a B28, VG6,
VG4, além de acupontos distais como R3, R6, BP4, BP6 que são utilizados para que
fibras nervosas levem aferência até centros superiores e no segmento medular
afetado, combatendo a inflamação, dor e ativando a regeneração (JANSSENS, 1992;
STILL, 1989).

METODOLOGIA
Com o objetivo de estabelecer a prevalência dos pacientes acometidos por
doença de disco intervertebral e tratados com acupuntura no Hospital Veterinário da
Universidade Luterana do Brasil (HV-ULBRA) foram contabilizados os animais
encaminhados ao serviço de acupunturada, no período de janeiro 2007 a março de
2008.
Dados relativos à idade dos animais, sexo, e raça foram registrados, bem
como as terapias utilizadas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foi atendido um total de 56 animais com doença de disco intervertebral no
serviço de acupuntura veterinária do HV-ULBRA, no período de janeiro de 2007 a
março de 2008. Os animais foram classificados em diferentes graus de lesão de
acordo com os sinais clínicos e neurológicos presentes (Janssens, 1992). A maioria
dos animais atendidos (em torno de 80%) apresentaram grau 4 ou 5.
Na resenha dos animais pôde-se evidenciar que 46,4% dos animais eram
da raça Dachshund, 56,6% eram de diferentes raças como Collie, Labrador, Pointer,
Pastor alemão, Lhasa apso, Cocker, Rotweiller, Boxer e SRD. A raça Dachshund foi
a mais predominante e conforme Chrisman (1985), Johnson et al. (1997) e Taylor
(2006) é uma das mais acometidas pela protusão discal tipo I.
A idade dos animais atendidos oscilou entre 1 e 13 anos. Sendo que a
maioria (44,6%) entre 3 a 6 anos. Conforme LeCouteur e Child (1997) nos cães
condrodistróficos esse processo se inicia entre os oito meses e os dois anos de
idade, enquanto, nos animais não condrodistróficos a alteração começa entre os
cinco e dez anos de idade.
Os sinais clínicos apresentados pelos animais eram de graus variáveis (1
a 5), desde dor sem déficits neurológicos, até casos de paralisia com ausência de
sensibilidade dolorosa profunda. Esta classificação está de acordo com Janssens
(1992).
O diagnóstico da discopatia nestes animais foi estabelecido através do
exame clínico neurológico e dos exames de imagem como o raio-x e a mielografia,
que foi realizada em 2 animais, os quais foram encaminhados para cirurgia.
Ao serem encaminhados ao serviço de acupuntura os animais com lesões
agudas recebiam como tratamento clínico a prednisona e recomendação de repouso
restrito em gaiola. Além disso, eram associadas sessões de fisioterapia, tanto nos
pacientes com lesões agudas ou crônicas, que envolviam uma avaliação fisioterápica
do animal com o estabelecimento dos objetivos do tratamento. Considerava-se a
avaliação clínica da dor, dos processos inflamatórios, do grau de déficit neurológico,
4

bem como o grau de atrofia muscular presente. Os recursos fisioterapêuticos
utilizados foram: o uso do laser terapêutico, termoterapia e cinesioterapia. Kisner e
Colby (1992), Battistela e Shinzato (1995), Butler (2003), Freire (2005), Amaral
(2006), Matera e Pedro (2006) indicam estes recursos terapêuticos para os animais
com afecções na coluna vertebral.
Os animais eram submetidos ao tratamento com acupuntura uma vez por
semana, utilizando pontos principalmente do meridiano da bexiga, estômago e
vesícula biliar no caso de discopatias tóraco-lombar, lombar e sacral. Segundo Wynn
e Marsden (2003), a fraqueza nos membros pélvicos após protrusão ou extrusão
discal envolve principalmente o meridiano da bexiga e secundariamente os
meridianos do estômago e vesícula biliar. Nas discopatias cervicais eram utilizados
pontos do meridiano da bexiga, vesícula biliar, intestino grosso, vaso governador.
Janssens (1985) cita para o tratamento de discopatias cervicais a utilização dos
pontos TA5, VB20, VB39, ID3, IG11 e pontos locais dolorosos a palpação.
Dos 56 animais atendidos, 67,8% apresentaram melhora do quadro, 3,6%
foram encaminhados para cirurgia, 21,4% apresentaram pouca ou nenhuma melhora
e 7,2% abandonaram o tratamento. A maioria dos animais manifestava melhora
clínica a partir da segunda ou terceira sessão. De acordo com Janssens (1992) a
melhora pode ser observada a partir de uma semana até seis meses.

CONCLUSÃO
A discopatia intervertebral é uma realidade na rotina de pequenos animais
e no HV-ULBRA. Os médicos veterinários devem saber identificar os pacientes
acometidos, bem como estabelecer a lesão e sua gravidade, a fim de prescrever um
tratamento clínico-cirúrgico adequado. O tratamento clínico é baseado no uso anti-
inflamatórios esteróides e no repouso. A acupuntura e fisioterapia visando a
reabilitação do animal devem ser sempre indicadas, já que aceleram o processo de
cura, e melhoram a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMARAL, A. B. Cinesioterapia. In: MIKAIL, S.; PEDRO, C. R. Fisioterapia
Veterinária. São Paulo: Manole, 2006. p. 50-62.

ALTMAN, S. Terapia pela acupuntura na clínica de pequenos animais. In: Ettinger, S.
J. Tratado de medicina interna veterinária. São Paulo: Manole, 1992, v. 1. p.507-
522.

BATTISTELLA L. R.; SHINZATO G. T. Exercício Terapêutico. In: LEITÂO, A; LEITÂO
V. A. Clínica de Reabilitação. Rio de Janeiro: Atheneu, 1995. p. 237 a 255.

BUTLER, D. S. Mobilização do Sistema Nervoso. São Paulo: Manole, 2003.

CHRISMAN, C. Neurologia dos Pequenos animais. São Paulo: Roca, 1985.

FREIRE, M. N. Recursos Fisioterapêuticos Utilizados em Pequenos Animais.
2005. Disponível em: <http://www.vetphysical.com.br/artigos> Acesso em 10 set.
2006.

GADULA, E. Acupuncture in paraplegia. Disponível em:
>http://www.icmart.org/index.php.id=164,159,0,0,1,0. Acesso em: 10 Mai. 2008.
5

JAGGAR, D. History and basic introduction to veterinary acupuncture. Problems in
Veterinary Medicine, v.4, n.1, p.1-11, 1992.

JANSSENS, L. A. Acupuntura para Tratar Doenças de Discos Toracolombar e
Cervical. In: SCHOEN, A. M. Acupuntura Veterinária: da arte antiga à medicina
moderna. 2. ed. São Paulo: Roca, 2007. p.190-195.

JANSSENS, L.A. Acupuncture for the treatment of thoracolumbar and cervical disc
disease in the dog. Problens in Veterinary Medicine, v.4, n.1, p.107-116, 1992.

JANSSENS, L.A. The treatment of canine cervical disc disease by acupuncture: a
review of thirty two cases. Journal Small Animal Practice, v.26, n.4.p203-212, 1985

JOHNSON, K. A.; PAGE, R. L.; WATSON, A. D. J. Moléstias Articulares de Cães e
Gatos. In. ETTINGER, S. J.; FELDMAN, E. C. Tratado de Medicina Interna
Veterinária: Moléstias do cão e do gato. São Paulo: Manole, 1997. p. 2861 a 2864.

KISNER. C.; COLBY, L. A. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas.
São Paulo: Manole, 1992.

LECOUTEUR, R. A.; CHILD, G. Afecções da Medula Espinhal.In. ETTINGER, S. J.;
FELDMAN, E. C. Tratado de Medicina Interna Veterinária Moléstias do cão e do
gato. São Paulo: Manole, 1997. p.936 – 953.

MACIOCIA, G. Os Fundamentos da Medicina Chinesa. Um texto abrangente para
acupunturistas e fitoterapeutas. São Paulo: Roca, 1996, 658p.

MATERA, J. M.; PEDRO, C. R. Afecções da Coluna Vertebral. In. MIKAIL, S.;
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SCHOEN, A. M. Veterinary acupuncture, ancient art to modern medicine. St.
Louis: Mosby, 1994. 707p.

STILL, J. Analgesic effects of acupuncture in thoracolumbar disc disease in dogs.
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SZABÓ-SCOGNAMILLO, M. V. R.; BECHARA, G. H. Acupuntura: Bases Científicas e
Aplicações. Ciência Rural., v.31, n.6, p.1-15. 2001.

TAYLOR, S. M. Distúrbios da Medula Espinhal. In NELSON R. W.; COUTO, C. G.
Medicina Interna de Pequenos Animais. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. p
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TORRO, C. A. Atlas Prático de Acupuntura do Cão. São Paulo: Livraria Varela,
1997.

WYNN, S. G.; MARSDEN, S. Manual of natural veterinary medicine science and
tradition. Missouri: Mosby, 2003.740p.

YAMAMURA, Y. Acupuntura tradicional. A arte de inserir. 2. ed. São Paulo: Roca,
2001. 919p.
6

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Diagnóstico precoce de Displasia Coxofemoral

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PennHIP: University of Pennsylvania Hip Improvement Program

Técnica desenvolvida pelo Dr. Gail Smith da Universidade da Pensilvânia, que diagnostica a displasia coxofemoral apartir de 16 semanas de idade. O exame radiográfico somente pode ser realizado pelo Médico Veterinário membro do PennHIP, que realiza as radiografias e encaminha à Universidade da Pensilânia para análise. O certificado é enviado pelo correio ao proprietário em aproximadamente 20 dias. Assim como no método convencional, este exame é realizado com o animal sedado. A principal vantagem da técnica do PennHIP é a precocidade no diagnótico. 

conheça mais sobre a técnica: research.vet.upenn.edu/pennhip/

Texto retirado de  www.ivi.vet.br

 

 

 

Artigo sobre Radiologia

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cavaletti, F.C., Silva, T.R.C., Urtado, S.L.R.

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS ACHADOS RADIOGRÁFICOS DOS EXAMES SIMPLES E CONTRASTADOS (MIELOGRAFIA) EM CÃES PORTADORES DE LESÕES MEDULARES.  Departamento de Radiodiagnóstico do Instituto Veterinário de Imagem. 
Introdução: Dentre os exames complementares para avaliação da coluna vertebral, o estudo radiográfico simples e contrastado (mielografia) é de vital importância para o diagnóstico de alterações medulares, assim como a determinação do local e extensão das lesões. Neste estudo procuramos comparar os achados radiográficos de cães portadores de alterações neurológicas da coluna vertebral, visando obter maiores informações que pudessem embasar os achados clínicos desses pacientes. Material e método: Realizamos o levantamento radiográfico em 198 cães, no período de 1995 a 2005, mostrando a freqüência das lesões medulares quando comparadas radiografias simples e contrastadas. Os animais submetidos às mielografias foram anestesiados com protocolos variados, de acordo com a avaliação prévia do médico veterinário responsável, porém a manutenção anestésica foi realizada com Isoflurano. Anteriormente à administração do contraste é padronizado pelo instituto, o estudo radiográfico simples do segmento cervical, torácico, tóraco-lombar e lombar da coluna vertebral. O contraste utilizado é o Ioexol 300mgI/ml (Omnipaque™), na dose de 0,4ml/kg não ultrapassando o máximo de 9,0ml por animal. A administração é realizada através da punção cervical na cisterna magna e posteriormente, caso haja necessidade, punção lombar no espaço subaracnóideo, preferencialmente entre a quinta e sexta vértebra lombar. O equipamento radiológico utilizado é um Tecno-design 500Ma/125Kv de alta freqüência, ânodo giratório e mesa bucky flutuante, com filmes e chassis Kodak de tamanhos apropriados. Após a aplicação do contraste é realizado um novo estudo radiográfico das regiões supracitadas, em projeção látero-lateral, ventro-dorsal e caso haja necessidade as obliquas, em dorso-extensão e ventro-flexão.
Resultados: Todos os animais estudados apresentaram alterações em algum segmento da coluna vertebral perante as radiografias simples. Nas mielografias, 31 (15,6%) cães não apresentaram sinais de compressão medular; 142 (71,7%) mostraram sinais variados de compressão medular extradural; 08 (4,0%) com lesões intramedulares e 17 (8,5%) apresentaram resultados inconclusivos, devido a fatores como processo inflamatório local ou insucesso da punção lombar. Das 142 compressões extradurais, 54 (38%) localizaram-se na região cervical; 27 (19%) na torácica; 44 (30,9%) na tóraco-lombar e 17 (11,9%) na lombar. Quanto ao tipo de lesão extradural, 113 (79,5%) cães apresentaram casos de discopatias, sendo 81 (71,6%) protrusões e 58 (51,3%) extrusões; 13 (9,1%) casos de compressões extradurais foram relacionados a fraturas e luxações e 16 (11,2%) a outras alterações como neoplasias, hipertrofia ligamentar e hematomas ou hemorragias.
Conclusão e discussão: Observamos que as lesões extradurais representam grande incidência das alterações medulares. Em alguns casos, a associação de outros exames complementares de imagem torna-se imprescindível para o diagnóstico definitivo da lesão. A mielografia desempenha importante papel no auxilio a neurologia clínica e cirúrgica. Apesar do advento da tomografia computadorizada, este exame radiográfico continua sendo de vital importância na visualização de compressões medulares, assim como, na determinação do grau de severidade das lesões. Entretanto, a tomografia é cada vez mais utilizada na medicina veterinária para esclarecerem achados das mielografias convencionais, particularmente quanto houver presença de edema medular importante, tornando a associação dos dois exames imprescindível no diagnóstico definitivo de algumas lesões medulares.

 

fonte : www.ivi.vet.br

Seja Bem Vindo a Fisioanimal!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Bem vindo!!!!

Criado pela Dra. Maira R. Formenton, este site tem por objetivo divulgar a fisioterapia veterinária, assim como suas aplicações e evidenciar seus benefícios, trazendo diversas informações aos proprietários de animais e aos profissionais da área.

Em A Fisioterapia Animal você encontra a definição desta especialidade veterinária, bem como seus objetivos e benefícios . Já na parte de técnicas utilizadas há uma breve descrição das modalidades fisioterápicas aplicadas nos animais, com fotos e vídeos ilustrativos.

Em Casos Selecionados, você pode acompanhar a evolução de alguns animais, em diversas doenças. Nesta sessão, mostramos como a fisioterapia pode melhorar, e muito, a qualidade de vida dos animais, sendo, na maiora dos casos, a melhor opção de tratamento.

Em Dicas e no blog (abaixo) você encontra informações sobre diversos assuntos, de fisioterapia a comportamento animal. Esta parte é dedicada aos proprietários, atualizada constantemente com novos posts.

Em Artigos, dedicado aos profissionais da área, você encontra artigos recentemente publicados em revistas cientificas especializadas e ligados à fisioterapia.  No blog (abaixo) você também pode encontrar artigos destacados relacionados ao assunto.

Em Parcerias encontramos clínicas e ONGs que se associam à Fisioanimal oferecendo a fisioterapia com uma das opções aos animais.

Finalmente em Sobre a Dra. Maira encontramos um breve currículo, com suas referências, cursos e experiências profissionais.

Jingo e Bel após sessão de fisioterapia em domicilio.
Jingo e Bel após sessão de fisioterapia em domicilio.

Em Contato você encontra um canal de comunicação para dúvidas, sugestões e prestação de serviço. Se seu animal precisa de cuidados especiais, fale conosco e agende uma consulta. Teremos o prazer de oferecer o melhor para seu pet.


Enfim, agradecemos previamente sua visita e esperamos que possa encontrar toda informação que precisa.

Dra. Maira Rezende Formenton

Artigo sobre Laserterapia

terça-feira, 9 de junho de 2009

ATUALIDADES DO EFEITO ANALGÉSICO APÓS APLICAÇÃO DO LASER DE BAIXA POTÊNCIA

 

Carla F. Marzullo¹, Ana Cláudia P. Peres², Mônica L. Shah³, Renata A. Nicolau4
1,2,3,4 Laboratório de Biomodulação Tecidual /Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IP&D
Universidade do Vale do Paraíba-UNIVAP
Avenida Shishima Hifumi, 2911, Urbanova, São José dos Campos – SP, CEP 12244-000
carlamarzullo@terra.com.br, anaclaudiapaneque@hotmail.com, moshah3@gmail.com, rani@univap.br

Resumo – A dor é um dos sintomas mais freqüentes em diversas condições patológicas. A terapia com laser de baixa potência (LBP) tem se mostrado eficaz, e a escolha apropriada da dose, comprimento de onda, tempo de aplicação e local específico são parâmetros importantes para redução da dor, dos pontos de tensão, normalização da circulação, aumento da formação de colágeno em tecidos traumatizados. Neste estudo foi realizada uma revisão da literatura através de artigos pesquisados em bancos de dados on-line sobre o tratamento da dor com a terapia com LBP. O objetivo foi realizar uma revisão bibliográfica, dos últimos cinco anos, para verificar o efeito analgésico do LBP em diversas patologias causadoras de dor. E através dos resultados obtidos pode-se concluir que a terapia com LBP tem sido eficaz na redução da dor.
Palavras-chave: Laser de baixa potência, dor.
Área do Conhecimento: Ciências da saúde.

Introdução

Segundo a International Association for the Study of Pain, a dor é definida como uma experiência sensitiva emocional desagradável, associada ou relacionada com a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através de suas experiências anteriores (YENG et al., 2005). A dor pode ser considerada como um sintoma ou manifestação de uma doença ou afecção orgânica, mas também pode vir a constituir um quadro clínico mais complexo. Ela pode ser classificada, considerando a duração de sua manifestação, em 3 tipos:
- dor aguda: manifesta-se transitoriamente durante um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas, associado a lesões em tecidos ou órgãos.
- dor crônica: tem duração prolongada que pode se estender de vários meses a vários anos e que está quase sempre associada a um processo de doença crônica.
- dor recorrente: apresenta períodos de curta duração que se repetem com frequência, podendo ocorrer durante toda a vida do indivíduo, mesmo sem estar associada a um processo específico (SAASTAMOINEN et al., 2005; DUDGEON et al., 2005).
O mecanismo da dor acontece logo após um traumatismo, inflamação ou outro fator, quando as terminações nervosas existentes no local afetado conduzem o estímulo doloroso por nervos até a medula espinhal. Deste local, o estímulo é levado até diferentes regiões do cérebro, onde é percebido como dor e transformado em respostas a este estímulo inicial. Esse mecanismo é regulado por um conjunto de substâncias produzidas no sistema nervoso, tais como, a serotonina e as endorfinas, que agem sobre o sistema de transmissão da dor, aumentando ou diminuindo a sensação dolorosa (VILAS et al., 2003; HASTIE et al., 2005).
O laser de baixa potência vem sendo utilizado como modalidade terapêutica em várias condições patológicas, com objetivo de acelerar a cicatrização, promover a regeneração tecidual, diminuir a inflamação e aliviar a dor (GUR et al, 2002; ÖZDEMIR et al., 2001; ENWEMEKA et al., 2005). A irradiação laser estimula as mitocôndrias celulares, promovendo um aumento na produção de ATP intracelular; favorece a produção de ácido araquidônico e a transformação de prostaglandina em prostaciclina, justificando sua ação antiedematosa e antiinflamatória; promove aumento da endorfina circulante proporcionando o efeito analgésico na dor inflamatória. Alguns estudos sugerem que os laseres infravermelhos com comprimento de onda 820-904 nm, como o GaAs e o GaAlAs podem ser mais eficazes para a analgesia (MATERA et al., 2003; MAROVINO, 2004). O comprimento de onda, densidade de potência, intensidade de energia e o tempo de aplicação da terapia LBP são parâmetros importantes, que determinam o sucesso da terapia. Há escassez de estudos quanto à seleção apropriada do comprimento de onda e dose do laser a ser utilizado (CHOW et al., 2004; HAKGÜDER, et al., 2003).
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O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica, dos últimos cinco anos, sobre o efeito analgésico da terapia LBP em diferentes condições patológicas causadoras de dor.
Materiais e Métodos
Foram pesquisados artigos publicados nos últimos cinco anos, nos quais a terapia com LBP foi utilizada para o tratamento da dor. Esses artigos foram obtidos em pesquisas on-line, nos seguintes bancos de dados: Medline, Pubmed e Isi of Science.
Os critérios de inclusão foram:
• Estudo in vitro envolvendo células e tecidos.
• Estudos de casos clínicos.
Resultados
Dos trabalhos revisados 33,3% estudaram dor aguda e 66,6% dor crônica. Na dor aguda, foram utilizados o laser infravermelho (60%) e o vermelho (40%); na dor crônica, todos os trabalhos utilizaram o laser infravermelho (100%).
Os trabalhos com dor aguda que utilizaram o laser infravermelho no modo pulsado (40%) empregaram energias maiores que os laseres utilizados no visível com resultados mais expressivos.
Pode-se constatar que dos trabalhos estudados, 80% mostraram efeito positivo no que se refere à diminuição de dor, e 20% tiveram resultado nulo.
Entre os artigos, 86,6% aplicaram a terapia apenas com um tipo de laser, e 13,3% utilizaram ou diferentes laseres ou diferentes parâmetros do mesmo laser, sendo que o laser mais utilizado foi o infravermelho (77,7%).
A dosagem é um parâmetro importante, que quando não descrito pode causar mal entendimento dos resultados, o que ocorreu em um dos trabalhos revisados (MONTICONE, 2002), onde o autor não descreve claramente os parâmetros utilizados e mostra um resultado nulo na diminuição da dor, o que dificulta o entendimento desse resultado.
Nos 15 trabalhos revisados a dosagem variou de 0,65 – 35J, sendo na dor crônica de 0,65 – 9J e na dor aguda de 4 – 35J. A maior dosagem utilizada foi de 35J em dor aguda, para mucosite oral.
A potência encontrada nos artigos revisados variou de 4,2 – 300 mW, não sendo inferior a 4mW em nenhum estudo.
A literatura é conflitante no que se refere a um seguimento de investigação ou linhas de estudo congruentes.
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Discussão
Este trabalho de revisão revelou que a literatura sobre a terapia com LBP é desigual e controversa em muitos estudos. Vários tecidos respondem diferentemente a diversas freqüências de estímulo. Há discrepância também nas doses de energia aplicadas, nas técnicas terapêuticas, e na evolução dos tratamentos (GUR et al., 2003).
Os trabalhos são realizados utilizando vários tipos de LBP (HeNe, GaAlAs) com diferentes comprimentos de ondas e regimes terapêuticos, dificultando a comparação de resultados e a formulação de uma teoria lógica sobre possíveis mecanismos de ação em nível de sistemas biológicos (FERREIRA et al., 2005).
Em estudos recentes, muitos autores têm relatado significante redução da dor em casos clínicos de dor aguda e crônica, como na artrite reumatóide, na osteoartrite cervical, nas dores pós-operatórias, na fibromialgia, e nas dores lombares. Entretanto, alguns autores não tiveram êxito em demonstrar diminuição da dor em patologias músculo-esqueléticas, como espondilite e dor miofascial no pescoço (KREISLER et al., 2004; ALTAN et al., 2005), provavelmente devido ao fato de terem utilizado uma freqüência ou dose elevadas (ALTAN et al., 2003;TULLBERG, et al., 2003).
No atual estudo foram analizadas condições patológicas causadoras de dor, sendo encontrado quatro estudos com dor aguda e onze estudos com dor crônica.
Nos estudos com dor aguda, onde foram utilizados os laseres infravermelhos, pode-se observar uma ação mais efetiva na redução da dor (KREISLER et al., 2003; MATERA et al., 2003; NES; POSSO, 2005; GUR et al, 2004-2003; HAKGÜDER et al, 2003; ÖZDEMIR et al., 2001; CHOW et al, 2004) principalmente quando utilizado no modo pulsado (MATERA et al., 2003; NES; POSSO, 2005) com uma energia maior (35J). Já nos estudos que utilizaram laser vermelho os resultados não foram tão eficazes (NAESER et al., 2002; MONTICONE et al., 2002; FERREIRA et al., 2005).
Os trabalhos revisados que mostraram resultados nulos não descrevem claramente os parâmetros do LBP (MONTICONE et al., 2002). Provavelmente uma dosagem específica para efeito antiinflamatório é uma explicação para os resultados positivos na diminuição da dor. Para redução da dor crônica é necessário ajuste dessa dosagem, obtendo uma diminuição de prostaglandinas. Esses efeitos são conseguidos com doses que variam de 0,4-19J e densidade de potência de 5 – 21,2 mW / cm² (BJORDAL et al., 2003).
Observa-se em todos os artigos de dor crônica, que o laser utilizado foi um infravermelho, por seu comprimento de onda permitir atingir maiores profundidades de tecido, sendo assim mais eficaz na analgesia, principalmente em medicina e fisioterapia, onde a barreira óptica da pele está presente na maioria das situações patológicas. Verificou-se que o laser no modo pulsado causa melhor efeito analgésico.
Constatou-se que nos últimos anos foram desenvolvidos poucos trabalhos sobre a terapia com laser de baixa potência no estudo da redução da dor.
A maioria dos trabalhos é realizada em seres humanos provavelmente pela dificuldade de se avaliar a analgesia em animais. Contudo o instrumento mais utilizado para se analisar os resultados é a Escala Analógica de Dor, a qual é um instrumento pouco preciso.
Devido à escassez de trabalhos sobre o assunto, no período analisado na revisão bibliográfica, não foi possível padronizar uma única condição patológica para este trabalho de revisão.
Outro aspecto importante que foi analisado, entre os trabalhos revisados, é que não há uma metodologia similar, o que dificulta encontrar um consenso entre elas e seguir as normas para revisão bibliográfica com a terapia de LBP segundo a Associação Mundial de Terapia com Laser.
Os trabalhos mostraram que a dose e o comprimento de onda são parâmetros importantes para se conseguir efeitos terapêuticos positivos, porém a maioria dos trabalhos falha em descrever esses parâmetros (MAROVINO, 2004).
Conclusão
Através dos resultados obtidos nas diferentes patologias e protocolos apresentados conclui-se que a terapia de laser de baixa potência parece ser eficiente na redução da dor.
Porém novos estudos são necessários para se estabelecer um protocolo para utilização analgésica do laser em diferentes situações clínicas.
Referências
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Video sobre equoterapia.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Abaixo um vídeo  mostrando o uso de animais na fisioterapia humana.

Magnetoterapia

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Uma nova opção na fisioterapia animal: breve histórico

A magnetoterapia é o emprego da terapia a através de campos magnéticos de baixa freqüência. A derivação da palavra pode ter duas origens, da cidade de Magnésia, onde era abundante o metal magnetita ou de um pastor do século X , Matinês, observador que minerais aderiam a pregos em seu calçado. A utilização do magnetismo na terapia tem registros em Egito Antigo, asirios e persas, hindus e chineses até mesmo antes de Cristo.

Relatos de tempos antigos mostram utilização por Cleópatra, em banhos de argila. Eram também descritas a utilização de magnetita e ferro polarizado magneticamente, em forma de amuletos de escaravelhos que pregavam saúde e felicidade. Assim, os sacerdotes egípcios através dos conhecimentos mais rudimentares das forças magnéticas as utilizavam de muitas formas.

Na Pérsia descrevia-se o uso de magnetos para Gota e estados espásticos. Na Grécia Hipócrates usou a magnetita para tratamento de afecções obstétricas, intestinais, cólicas e flatulências. . Assim se seguiu também com diferentes usos e relatos em Roma, Bizâncio e Arábia.Na época medieval se fazia aplicações por meio de magnetita em pó dissolvida em líquido ou uma pedra em cima do local afetado, com indicações para fraturas, hidropesía, afecções ginecológicas e estados espásticos, além de diversos tipos de amuletos. No século XVI foi lançada a teoria do campo magnético da Terra e como assim era feita sua orientação. Já no ano 1600, W. Gilbert fez a publicação do primeiro livro sobre o magnetismo , com suas observações e experiências, em De Magnete .

Durante muitos anos, o estudo dos fenômenos magnéticos esteve restrito. Até 1819, não havia sido mostrada conexão alguma entre os fenômenos elétricos e magnéticos. Naquele ano, o cientista dinamarquês Hans Christian Oersted (177-1851) observou que um imã pivotado (um agulha de bússola) era defletido quando colocado na vizinhança de um fio por onde passava uma corrente elétrica. Doze anos mais tarde, depois de tentativas que se estenderam por vários anos, o físico inglês Michael Faraday (1791-1867) verificou que aparecia uma corrente momentânea em um circuito quando, em um circuito vizinho, se iniciava ou se interrompia uma corrente.
Pouco depois, seguiu-se a descoberta de que o movimento de um imã se aproximando ou se afastando de um circuito produziria o mesmo efeito. Joseph Henry (1797-1878), um cientista americano que veio a ser, mais tarde, havia se antecipado de cerca de uma às descobertas de Faraday; como este último foi o primeiro a publicar os seus resultado, os créditos são-lhe, usualmente, atribuídos. O trabalho de Oersted demonstrou, pois, que efeitos magnéticos podiam ser produzidos por cargas elétricas em movimento, enquanto os de Faraday e de Henry mostraram que correntes podiam ser produzidas por imãs em movimento.

Nos próximos séculos se seguiram os estudos com Campos Magnéticos Elétricos, com proteínas, colágenos, ossos. No século XX, diversos pesquisadores comprovavam sua eficácia em processos de regeneração óssea e outros efeitos biologicos. A partir de 1970 realizaram-se estudos clínicos e terapêuticos do uso dos campos magnéticos de baixa freqüência. Em 1978 acorreu o Primeiro Congresso Internacional de Magnetomedicina, na Itália, onde foram apresentados os primeiros resultados concretos em investigações clinicas. Em 1992, o Congresso foi realizado em Orlando onde foram estabelecidas as primeiras dosificações para esta terapia.

No século XX o tratamento por campos magnéticos foi muito difundido, com os avanços e descobertas subsequentes, porém também ganhou a crença popular , com uso de imãs magnéticos de todos os tipos, e assim com uso incorreto o que levou um descrédito da técnica até mesmo no meio acadêmico. Atualmente a terapia tem grande uso, principalmente em fisioterapia mas ainda apresenta muito uso popular como uma terapia holística e charlatanismo que envolve sua utilização. Seu emprego de forma adequada fornece grandes benefícios ao paciente, que incluem desde relaxamento até auxilio na reparação de fraturas e osteoporose.

Autora: Maira Rezende Formenton

Gato em bobima de magnetoterapia

 Gato em terapia com campos magnéticos pulsáteis, bobina circular.

Bibliografia:
BARROCA, E. , Electrofifiatría, Fundamentos y aplicaciones clinicas.
BROMILEY, M. W. , Physioterapy in Veterinary Pratice, 1991.
GROSS, D.M., Canine Physical Therapy.
MIKAIL, S. et al. Fisioterapia Veterinária. Barueri, São Paulo: Manole, 2006
MILLIS, D. , LEVINE, D., BOCKSTAHLER, B. Essential Facts of Phyfioterapy in Dogs ans Cats, 2004.

Fisioterapia Gordinez

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Realizado sessao de laser, US continuo e  alongamento membros posteriores

Início do tratamento da paciente Gordinez

domingo, 26 de abril de 2009

Gordinez; Felina; SRD; 2 anos

Fratura compressiva coluna ha 15 dias, animal não se mantem em estação, dor em lombo-sacra.  Dor profunda e superficial presentes.  Reflexos patelas, Tibial cranial e Isquiatico mantidos.

Fotos: