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Laserterapia para Osteoartrite

O Centro de Fisioterapia e Reabilitação Veterinária Fisioanimal é completo.

Oferece todas as modalidades para atender a nossos pacientes, com a melhor estrutura e uma equipe multidisciplinar.

Contamos com uma equipe formado por veterinários pós graduados em reabilitação, além de acupunturistas, nutricionista e quiropraxista.

Navegue pelo site para conhecer mais sobre nossos serviços:

Telefones : (11) 3641-3858; (11) 98567-5756

e-mail : atendimento@fisioanimal.com

 

Artigo: Laserterapia para Osteoartrite

 

A aplicação de Laser ( Laserterepia) é muito utilizada na fisioterapia veterinária. OS animais com osteoartrose/artrose/osteoartrite se beneficiam muito com a aplicação de Laser, que auxilia no controle da dor e da inflamação. Além disso, tmabém pode ser usado para incentivar a consolidação óssea em casos de cirurgias.

Algumas doenças nos cães que apresentam osteoartrose associada são: displasia coxofemoral, displasia cotovelo, ruptura de ligamento cruzado cranial, luxação de patela e até mesmo na coluna vertebral podemos ter formação de artrose entre suas pequenas articulações.

Entre em contato conosco e saiba mais de como a fisioterapia veterinária pode ajudar seu animal:

Tel: (011) 3641-3858 ou atendimento@fisioanimal.com

Abaixo, um artigo de referência sobre o tema.

Aplicação de LASER para alívio de dor

Aplicação de LASER para alívio de dor

Photomedicine and Laser Surgery Volume 27, Number 4, 2009
a Mary Ann Liebert, Inc.
Pp. 577–584

DOI: 10.1089=pho.2008.2297

Original Article

The Effect of Low-Level Laser in Knee Osteoarthritis: A Double-Blind, Randomized, Placebo-Controlled Trial

Be ́la Hegedu}s, M.D.,1 La ́szlo ́ Viharos, Ph.D.,2 Miha ́ly Gervain, Ph.D.,3 and Ma ́rta Ga ́lfi, Ph.D.4

Abstract

Introduction: Low-level laser therapy (LLLT) is thought to have an analgesic effect as well as a biomodulatory effect on microcirculation. This study was designed to examine the pain-relieving effect of LLLT and possible microcirculatory changes measured by thermography in patients with knee osteoarthritis (KOA). Materials and Methods: Patients with mild or moderate KOA were randomized to receive either LLLT or placebo LLLT. Treatments were delivered twice a week over a period of 4 wk with a diode laser (wavelength 830 nm, con- tinuous wave, power 50 mW) in skin contact at a dose of 6 J=point. The placebo control group was treated with an ineffective probe (power 0.5 mW) of the same appearance. Before examinations and immediately, 2 wk, and 2 mo after completing the therapy, thermography was performed (bilateral comparative thermograph by AGA infrared camera); joint flexion, circumference, and pressure sensitivity were measured; and the visual analogue scale was recorded. Results: In the group treated with active LLLT, a significant improvement was found in pain (before treatment [BT]: 5.75; 2 mo after treatment : 1.18); circumference (BT: 40.45; AT: 39.86); pressure sensitivity (BT: 2.33; AT: 0.77); and flexion (BT: 105.83; AT: 122.94). In the placebo group, changes in joint flexion and pain were not significant. Thermographic measurements showed at least a 0.58C increase in temperature—and thus an improvement in circulation compared to the initial values. In the placebo group, these changes did not occur. Conclusion: Our results show that LLLT reduces pain in KOA and improves microcirculation in the irradiated area.

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aula osteoartrose

aula osteoartrose

 

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ACOMPANHE A ENTREVISTA COM A DRA MAIRA FORMENTON E MATÉRIA DA FISIOANIMAL NO PROGRAMA NOTÍCIAS E MAIS, COM LEÃO LOBO E ADRIANA DE CASTRO

A REPORTAGEM MOSTRA AS TÉCNICAS, BENEFÍCOS E APLICAÇÕES DA FISIOTERAPIA EM ANIMAIS!!!

DIA 23/04/2013

CANAL CNT CANAL 134 – NET OU 27 UHF
TV DIGITAL

‘AS 14 HORAS!!!!

ESPERO POR VCS!!!!

 

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A artrite Reumatóide em cães pode ser de difícil diagnostico . O artigo abaixo pode ajudar o clinico . O tratamento , além da medicação , envolve fisioterapia e acupuntura para ajudar a controlar e manter a qualidade de vida de nosso paciente.

Na fisioterapia podemos utilizar magnetoterapia, laser, eletroterapia, cinesioterapia e ate mesmo hidroterapia para ajudar o cão nesta doença. A acupuntura tem grande auxílio no controle da dor e da própria doença em si.

 

Magnetoterapia cão

Magnetoterapia cão

 

Fonte: laborlife veterinaria

ARTIGOS TÉCNICOS
ARTRITE REUMATÓIDE
auxílio laboratorial ao seu diagnóstico

Priscila do Amaral Fernandes
Elisangela Luiza de Souza
Problemas articulares em pequenos animais são frequentes na clínica veterinária. Entretanto, para obter-se um diagnóstico preciso, é necessária a interação entre os achados clínicos, radiográficos e laboratoriais, visando, com os resultados obtidos, uma melhor avaliação principalmente quando suspeita-se de Artrite Reumatóide.

A Artrite Reumatóide Canina é uma doença imunomediada rara, ocorrendo mais comumente em animais de pequeno porte com idade variando entre 8 meses e 8 anos. Manifesta-se clinicamente por claudicação, edema periarticular, efusão intra-articular, dores, mal estar, anorexia, linfadenopatia e, algumas vezes, febre. O envolvimento articular é mais grave nas articulações carpianas e tarsianas. Não há cura para a Artrite Reumatóide, sendo papel do médico veterinário reduzir a dor e a inflamação, preservar a função das articulações e evitar a incapacitação física.

Alterações Imunológicas:

Estímulos desconhecidos induzem a produção de anticorpos das classes IgG e IgM. Os anticorpos da classe IgG atualmente podem ser detectados em 70% dos casos de Artrite Reumatóide através do teste de aglutinação de látex (fator reumatóide ), desenvolvido especificamente para a espécie canina. Este teste pode apresentar positividade para outras patologias, tais como: Doença de Lyme, Lupus Eritematoso Sistêmico, Leishmaniose, Ehrlichiose e Micoplasmose, já que estas enfermidades podem causar uma poliartrite erosiva similar à encontrada na Artrite Reumatóide.

A presença de fator reumatóide positivo, isoladamente, não é suficiente para o diagnóstico da Artrite Reumatóide. Sinais radiográficos típicos e alterações articulares são necessários para dar suporte ao diagnóstico.

Outro teste de aglutinação de látex utilizado para auxiliar no diagnóstico de processos inflamatórios e imunomediados é a dosagem de proteína C reativa, que, sintetizada pelo fígado, ativa complemento e fagocitose.

Alterações Hematológicas:

O hemograma se apresenta normal ou pode refletir um processo inflamatório generalizado com leucocitose, neutrofilia e hiperfibrinogenemia.

Alterações Radiográficas:

Hipertrofia da membrana sinovial;
Erosão da cartilagem articular;
Formação de osteófitos periarticulares;
Subluxação, luxação ou deformação das articulações envolvidas;
Diminuição da densidade óssea;
Formação de “pannus”;
Anquilose fibrosa das articulações afetadas (em casos severos).
Alterações Citológicas e Bioquímicas do Fluido Sinovial:

Cor: amarelo ao hemorrágico;
Aspecto: levemente turvo a turvo;
Viscosidade: reduzida;
Hemácias: raras a algumas;
Leucócitos: 10.000 a 30.000 com predomínio de neutrófilos íntegros;
Microrganismos: ausentes;
Dosagem de glicose: 0,5 a 0,8 g/dl;
Dosagem de proteína: acima de 4,8 g/dl.
Alterações Histológicas:

Hiperplasia das vilosidades sinoviais;
Infiltrado inflamatório linfo-plasmocitário e exsudação de fibrina;
Focos de necrose, infiltração de neutrófilos.
Bibliografia:

1. BIRCHARD, S. J. & SHERDING, R. J.: Saunders Manual of Small Animal Practice. 1st ed. Saunders, Philadelphia, Pennsylvania, 1994. pp 1104-1107.
2. CARLTON, W. W.& McGAVIN, M. D.: Special Veterinary Pathology. 2nd ed. Mosby, St. Louis, Missouri, 1995. pp 454-455.
3. COWELL, R. L. et al. Diagnostic Cytology and Hematology of the dog and cat. 2nd .ed. Mosby, St. Louis, MO, 1999. pp 104-118.
4. ETTINGER, S. J.: Tratado de Medicina Interna Veterinária. 3a ed. Manole, São Paulo, SP, 1992. pp 2480-2481.
5. SODIKOFF, C. H.: Laboratory Profiles of Small Animal Diseases. 2nd ed. Mosby, St. Louis , MO, 1995. pp 104.
6. FERREIRA, A. W. & ÁVILA, S. L. M.: Diagnóstico Laboratorial das Principais Doenças Infecciosas e Auto-Imunes. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, RJ, 1996. pp 286-287.

 

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Transplante de células do focinho faz cães paralisados voltarem a andar

Agência O GloboPor Cesar Baima (cesar.baima@oglobo.com.br) | Agência O Globo – ter, 20 de nov de 2012

RIO – Cientistas transplantaram células do sistema olfativo de cães paralisados por graves lesões na medula para fazê-los voltar a andar normalmente. Embora pesquisas anteriores já tivessem demonstrado em laboratório a capacidade destas células em recuperar fibras nervosas, esta é a primeira vez que elas foram usadas para regenerar lesões provocadas naturalmente ou por acidentes, oferecendo uma nova esperança para pessoas que sofrem com ferimentos similares.

No experimento, os animais receberam injeções de células especializadas retiradas de seus focinhos e conhecidas pela sigla OEC. Estas células são responsáveis por estimular o crescimento das fibras nervosas que mantêm a ligação entre o sistema olfativo e o cérebro e também estão presentes em seres humanos. Implantadas nas medulas lesionadas dos cachorros, elas se mostraram capazes de formar uma “ponte” entre os nervos partidos, o que permitiu aos cães recuperar o movimento coordenado de suas patas traseiras, que antes estavam completamente paralisadas.

- Nossas descobertas são extremamente excitantes porque mostram pela primeira vez que o transplante deste tipo de célula em uma medula com lesões severas pode trazer melhorias significativas – disse Robin Franklin, professor da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e coautor de artigo sobre o estudo, publicado na última edição do periódico científico “Brain”. – Estamos confiantes que a técnica poderá ser capaz de restaurar pelo menos um pouco dos movimentos em pacientes humanos.

Ao todo, 34 animais participaram do experimento, a maioria da raça dachshund, que é particularmente vulnerável a esse tipo de lesão na espinha. Eles foram divididos em dois grupos. O primeiro, com 23 cães, foi tratado com o transplante de células, enquanto o segundo, com 11 cães, recebeu só o líquido inerte usado no procedimento e serviu como grupo de controle. Nem os pesquisadores nem os donos dos cachorros sabiam quais deles receberam qual injeção. Em espaços de um mês, todos os cães passaram por testes em esteiras e os que foram tratados com as células do próprio focinho demonstraram crescente capacidade de movimentar e coordenar as patas traseiras. Segundo os pesquisadores, porém, as novas conexões nervosas se formaram apenas em curtas distâncias, o que limita a eficácia do tratamento.

- Ainda há um longo caminho pela frente para dizer que pacientes humanos poderão recuperar todas as funções perdidas – ressalvou Franklin. – O mais provável é que este procedimento um dia seja usado como parte de uma combinação de tratamentos, junto com remédios e fisioterapia, por exemplo.

Mas para a britânica May Hay, dona do dascshund Jasper, um dos beneficiados pela nova terapia, a recuperação de seu cachorro não foi nada menos que “mágica”:

- Antes do teste, o Jasper era totalmente incapaz de andar. Quando o levávamos para passear, usávamos um suporte para suas patas traseiras de forma que ele pudesse exercitar as dianteiras. Era de partir o coração. Mas agora não conseguimos impedir que ele fique correndo pela casa e ele pode até acompanhar os outros dois cães que temos. É absolutamente mágico.

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Cão com 3 patas ajuda menino com síndrome rara a se comunicar

O britânico Owen Howkins, 7 anos, sofre da síndrome de Schwartz-Jampel, que faz com que os músculos de seu rosto fiquem constantemente contraídos
(Foto: The Grosby Group)

Com uma rara condição genética, Owen Howkins, 7 anos, é um menino cujo medo de espaços abertos lhe deixara com receio de sair de casa. Ele sofre da síndrome de Schwartz-Jampel, que faz com que seus músculos fiquem permanentemente tensos, o que o deixava com vergonha de falar com as pessoas. Graças à amizade com o cachorro Haatchi, contudo, o britânico de Basingstoke, Hampshire, superou sua ansiedade e hoje se aventura no mundo exterior. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
Haatchi, um pastor-da-anatólia, foi adotado pelo pai do menino, Will Howkins e, como Owen, teve que enfrentar algumas dificuldades. Ele sofreu ferimentos graves ao ser amarrado a um trilho e atropelado por um trem, há cerca de 10 meses. O cão foi encontrado alguns dias depois e teve que ter a perna e o rabo amputados em razão das lesões. A família soube da situação do animal pelo Facebook e resolveu adotá-lo.
“Assim que eles se conheceram, o efeito de Haatchi sobre Owen foi incrível. Antes do cão chegar, ele era praticamente agorafóbico”, conta a noiva de Will, Colleen Drummond, que é parte da família desde que Owen tinha 3 anos. “Quando ele entrou na escola, tornou-se mais consciente de ser diferente das outras crianças e se tornou ainda mais retraído”, completa.
A condição de Owen requer tratamento regular no hospital, mas a presença do cão fez com que ele tivesse mais facilidade em lidar com isso. Agora, ele se sente diferente em relação a sua síndrome, especialmente após ver o cachorro tomar seus “remédios” – uma mistura de mel de manuka, óleo de salmão e suplementos. “Owen costumava ter medo de estranhos, mas agora quer falar com todos a respeito de Haatchi e sair o tempo todo para mostras caninas. A diferença que notamos nele não pode ser posta em palavras”, diz Colleen.
“Owen é incrivelmente ligado a Haatchi, eles são muito apegados um ao outro”, conta Will. Em breve, ele visitará soldados com membros amputados feridos no Iraque e no Afeganistão, além de crianças doentes e em fase terminal. O cão chegou a ganhar um prêmio do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, por sua história e contribuição aos doentes, e comparecerá ao evento Animal Action Awards na próxima semana.
fonte: ANDA
http://www.anda.jor.br/
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Vídeo Animal: Trajetória de pug com membro amputado

26 de Outubro de 2012

fonte : http://www.noticiaanimal.com.br/viewpost.php?idpost=1181

O canal Pug Rescue Victoria, cuja tradução é “Resgate dos Pugs Victoria”, teve início em fevereiro de 2012 com a publicação de um texto no Facebook chamado de “Three legged Ed” (Ed de três pernas). O cachorro, de 10 meses de idade e um membro amputado, é cuidado em um abrigo de animais chamado de Pug Rescue & Adoption Victoria Inc, na Austrália. Ed perdeu a pata quando era filhote, por conta de uma mordida da mãe.

O objetivo da divulgação, que tornou-se um diário em formato de vídeo no YouTube, era arrecadar recursos para custear o tratamento do mascote. Com o sucesso da campanha, Ed recebeu cuidados veterinários e uma prótese, importada dos Estados Unidos, feita sob medida para ele no mês de junho. No canal Pug Rescue Victoria, o pet provou já estar bem adaptado ao acessório.
http://www.pugrescue.org.au/
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Dra Maira Formenton, palestrante no Congresso Paulista das Especialidades – 2012, Displasia Coxofemoral em Cães – Como tratar os diferentes graus.

A Fisioanimal agradece a todos o reconhecimento de nosso trabalho.

PARABENS A TODA EQUIPE!!!

maira COnpavepa

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Natação cães Na piscina, sem traumas

Revista Cães & Cia, n. 299, abril 2004


Veja as dicas de Alexandre Rossi para se ter cães bem adaptados à natação, exercício dos mais recomendados

Muitos cães se divertem buscando objetos atirados na água. Nadar é uma ótima atividade. Fortalece a musculatura com a vantagem de não submeter as articulações a impactos com o solo, típicos de esportes como corrida e salto. Por isso, a natação é recomendada por veterinários para cães com má-formação nas articulações (a mais conhecida é a displasia coxo-femoral).

Disposição para nadar
Praticamente todo cão pode gostar de se exercitar na piscina. A espécie canina aceita com facilidade as atividades aquáticas. Tanto que nadar faz parte das funções principais de várias raças, como acontece com o Golden Retriever, o Labrador e o Cocker. Mas qualquer cão só vai gostar de natação se a prática for associada a algo prazeroso, desde o início – jamais a traumas.

Jogar o cão na piscina pode causar trauma e afogamento
Ser jogado numa piscina é a primeira experiência aquática pela qual passam muitos cães. Esse método raramente dá certo. Ao sentir-se repentinamente sem apoio sob os pés e com água dificultando a respiração, o cão, em geral, se desespera. Debate-se, tentando ficar à tona e sobreviver. O cansaço vem depressa e, com ele, o risco de afogamento. Resultado: o cão fica traumatizado. Nunca mais vai querer entrar numa piscina. E passará a resistir a qualquer nova tentativa de ser posto na água.

Associe algo agradável a estar na água
Pode-se começar a treinar o cão para a natação a partir de filhote, depois de ele estar completamente vacinado. É preciso que o cão manifeste vontade de entrar na água. Um bom estímulo é fazê-lo buscar um brinquedo ou petisco. Outra motivação é ele ver um cão conhecido nadando ou o dono chamá-lo de dentro da água.

À s vezes, quando está na água, o cão em vez de nadar em direção do objetivo, começa a bater as patas sem deslocar o corpo para frente – ele parece tentar sair da água, batendo as patas para cima. Nesse caso, é preciso mostrar a posição certa, antes que ele fique exausto e traumatizado. Segure-o firmemente, próximo à superfície, com o corpo para frente (veja foto) na posição horizontal e solte-o em direção à margem ou em direção ao objetivo que ele quer alcançar. Procure ir dando petiscos ao cão durante todo o processo.

Se houver dificuldades para treinar o cão na piscina, o treino inaugural pode ser feito num lago ou praia. A maioria dos cães entra com naturalidade na água rasa e vai em frente quando há algo interessante a alcançar. Nesse caso, a técnica é oferecer petiscos cada vez um pouco mais no fundo, para o cão não acabar desistindo.

É importante facilitar o sucesso da experiência inicial e reforçar o aspecto agradável. Afinal, você quer o cão motivado, sem frustrações nem medos. Por isso, depois de ele ter obtido êxito na primeira tarefa aquática, faça-o nadar mais um pouco, recompensando-o de vez em quando com um petisco. Fique pronto para acudi-lo imediatamente, caso seja necessário.
Terminada a natação, seque bem as orelhas do cão: a umidade pode causar otite (se ele entrou no mar, lave-o antes com água doce, para evitar irritações e alergias).

O cão pode se afogar numa piscina se não conseguir sair dela
As piscinas, em geral, não oferecem recursos para os cães saírem delas por conta própria. Nesse caso, o cão só deve entrar na água se houver alguém para supervisioná-lo. Poucos cães aprendem a sair pela escadinha tradicional. O melhor é que haja uma rampa submersa ou uma escada com degraus largos, que permitam o apoio adequado das patas. É preciso também familiarizar o cão com o uso do recurso disponível.

Interromper latidos incômodos
Alguns cães ficam extremamente excitados quando vêm alguém na piscina. Latem e correm sem parar, de um lado para outro. O controle desse comportamento é feito inicialmente com o cão na guia. A eficácia da repressão é bem maior quando o cão está parado. Mantenha-o próximo a você. No momento exato em que ele começar a latir, dê bronca até os latidos serem interrompidos.

Resumo
1. A natação é um ótimo exercício e uma diversão para os cães.
2. Algumas raças têm a predisposição para gostar de água aprimorada pela seleção genética.
3. Não jogue o cão na água, pois isso poderá traumatizá-lo.
4. Associe entrar na água com brinquedos e petiscos, para o cão se distrair e aprender a gostar de nadar.
5. Ensine o cão a sair da piscina para ele não correr perigo de morrer afogado.
6. Para o cão parar de latir quando houver alguém na piscina, dê bronca no exato momento em que ele emitir o primeiro latido. Inicialmente, mantenha o cão na guia.

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CURSO TEÓRICO PRÁTICO DE NEUROCIRURGIA –

MÓDULO COLUNA PROGRAMAÇÃO

SEXTA (23/11/12 – 18:30-22:30): Fundamentos da neurocirurgia veterináriA. Hérnias de disco intervertebral (protrusão e extrusão discal, extrusão aguda não-compressiva).Técnicas descompressivas: laminectomia, hemilaminectomia, pediculectomia, corpectomia parcial. Fraturas e luxações vertebrais. Neoplasias medulares e vertebrais.

SÁBADO (24/11/2012 – 8h-18h): Coluna cervical (Palestrane: Prof. Dr. André L. Selmi): Técnicas descompressivas: descompressão ventral; laminectomia dorsal. 2- Subluxação atlantoaxial: fixação ventral e dorsal.Espondilomielopatia cervical caudal – Descomprimir ou estabilizar?. Fraturas e luxações cervicais – Princípios de redução.

DOMINGO (25/11/2012 – 8h-18h): Coluna tóraco-lombar, lombar e lombo- sacra (Palestrane: Prof. Dr. André L. Selmi): Técnicas descompressivas – laminectomia, hemilaminectomia, pediculectomia, corpectomia parcia. Estabilização tóraco-lombar e lombar – pinos e cimento ortopédico; técnica segmentar modificada, fixação segmentar.Síndrome da Cauda Equina/Instabilidade Lombossacra: descompressão e estabilização. Fraturas e luxações lombosacras – pinos e cimento ortopédico, fixação pedicular, fixação segmentar modificada. Durotomia e suas indicações

Palestrante: André L. Selmi fez residência, mestrado e doutorado em Cirurgia Veterinária pela Unesp-Jaboticabal. Atualmente é Professor da Universidade Anhembi Morumbi; foi professor da Universidade de Franca no curso de Mestrado em Medicina de Pequenos Animais. Publicou 62 artigos em periódicos especializados e 160 trabalhos em anais de eventos. Atua na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Ortopedia Veterinária

Data: 23/11/12 – 18:30 – 22:30 – Teórico 24/11/12 – 8h – 18h – Teórico-Prático 25/11/12 – 8h – 18h – Teórico-Prático Apenas 12 Vagas!!

Inscrições: Instituto Bioethicus Rua Leopoldina Pinheiro Cintra, 1659 – Jd. Santa Mônica – Botucatu – SP CEP 18605-542 Tel: (14) 3814-6898, (14) 3813-3898 ou (14) 9740-4916 www.bioethicus.com.br secretaria@bioethicus.com.br

Material: Cada aluno deve trazer material cirúrgico de dissecção básico.

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Displasia Coxofemoral Cão

 

A displasia coxofemoral no cão pode afetar muito sua qualidade de vida. Dor, dificuldade de locomoção, claudicação ( mancar), andar cambaleante ( parece que está “rebolando”) e  andar de coelho ( bunny hopping) são sinais da doença.

A fisioterapia pode ajudar muito o animal com displasia. Muitas vezes associada a acupuntura e implante de ouro ( veja o post sobre este tema) a fisioterapia mantém a musculatura forte para que animal, apesar da deficiência, consiga realizar suas atividades diárias. Tem ainda um papel mais importante no controle da artrose que normalmente está associada.

Abaixo, um artigo sobre Displasia Coxofemoral, escrito pela Dra Maira Formenton, nos Anais do Conpavepa ( Congresso Paulista das especialidades – 2012) e Coluna Técnica na Revista Nosso Clínico

Acompanhe também, na parte de Casos, o caso da Zaira, uma mastiff com grave displasia coxofemoral.

Para nossos colegas veterinários, depois há um artigo técnico sobre diagnóstico da doença ( Displasia Coxofemoral Canina - Revista de Educação Continuada do CRMV-SP).

Para maiores informações entre em contato : (011) 3641-3858, atendimento@fisioanimal.com, maira@fisioanimal.com.

Espero por vocês!

 

 

Coluna Fisioterapia e Reabilitação / Maira R. Formenton/ www.fisioanimal.commaira@fisioanimal.com

 

1- Displasia coxofemoral: porque encaminhar à fisioterapia

 

A displasia coxofemoral atualmente é uma das afecções ortopédicas mais significante em cães, pois pode prejudicar significantemente a qualidade de vida dos animais.

Considerada uma alteração no desenvolvimento,  envolve a cabeça, colo femoral e acetábulo e tem transmissão hereditária, recessiva, intermitente  e poligênica. A condição clínica do animal pode ser agravada por fatores ambientais (viver em pisos lisos), nutricionais (a obesidade agrava os sintomas) e biomecânicos (alterações posturais secundárias). Os sinais podem ser variados como claudicação uni ou bilateral, deslocamento do centro de gravidade cranialmente, dorso arqueado, rotação lateral dos membros, andar cambaleante, dificuldade de levantar, dor à palpação do local.

Os objetivos do tratamento devem ser a redução da dor do paciente, diminuir da progressão da doença articular degenerativa e a tentativa de manter ou restaurar a função normal da articulação, senpre considerando a idade do animal, grau de desconforto e severidade dos sinais clínicos, achados radiograficos e até recursos financieiros do proprietário.

Entre as opções conservativas devem-se utilizar a associação do controle da dor e da doença articular degenerativa, controle de peso e exercícios orientados. O uso de fármacos antiinflamatórios não esteroidais como carprofeno (2,2 mg por kg VO BID ou 4,4 mg por kg VO SID) e o firocoxib (1 a 2 mg por kg VO, SID.) auxiliam no tratamento porém não devem substituir o controle de peso e o programa de exercícios. Há ainda a opção da administração de  glicosaminoglicanos, glicosamina, sais de condroitina e hialuronato, porém há a necessidade de mais estudos para a comprovação de sua eficácia.

 

O retorno da função articular está diretamente ligada à manutenção ou ganho de força muscular nos membros pélvicos. Isso deve ser feito através de exercícios controlados e com baixo impacto, ou seja, que não causem estresse articular. Dentre eles podem ser indicados hidroterapia, natação, caminhadas controladas na guia, entre outros, evitando outros que possam causar danos articulares como corridas e exercícios de impacto.

 

Caminhadas em hidroesteira- displasia coxofemoral- cão

Caminhadas em hidroesteira- displasia coxofemoral- cão

O programa de exercícios deve respeitar os sinais clínicos , não podendo causar dor, sendo assim individualizados. Podem ser associados exercícios para grupos musculares específicos incluindo caminhadas em aclive, exercícios de senta e levanta, dança, uso de bolas terapêuticas para isolar grupos musculares, entre outros.

O alongamento passivo dos membros tem grande importância no ganho de amplitude articular e muscular além do restabelecimento da função da mesma. Além disso, a mobilização articular adequadamente realizada auxilia na redução da rigidez, aumentando a amplitude de movimento articular e possibilitando uma melhor movimentação do animal, aumento no metabolismo e difusão de nutrientes na cartilagem.

Aplicação de corrente interferencial - displasia coxofemoral cão

Aplicação de corrente interferencial – displasia coxofemoral cão

Outras técnicas podem ser associadas como a utilização de ultrassom terapêutico, bolsas quentes, massagens e eletroterapia ( TENS, Insterferencial) para auxiliar na redução da dor e da rigidez articular, proporcionando condições para a realização dos exercícios ativos.  Pode ainda ser ulitizada a eletroestimulação neuromuscular para auxiliar no ganho de força e redução de hipotrofias musculares. Nos processos inflamatórios agudos, a crioterapia pode auxiliar no controle da inflamação e ajudando no controle da dor. A associação do tratamento à técnicas de acupuntura ( como agulhamento, eletroacupuntura e implantes de ouro) é recomendada , obtendo-se assim um efeito sinérgico.

Alongamentos e Mobilizações -  displasia coxofemoral cão

Alongamentos e Mobilizações – displasia coxofemoral cão

Por fim, conclui-se que o a abordagem da displasia coxofemoral em nossos pacientes deve envolver terapias múltiplas para assim proporcionarmos uma adequada qualidade de vida ao animal. A prática de fisioterapia, suporte analgésico e  exercícios orientados são essenciais nas diversas formas clínicas em que se apresenta a doença, mantendo o suporte articular adequado, inclusive em animais em que já foram realizadas técnicas cirúrgicas.

 

2- Caso clínico : Zaira

 

displasia coxofemoral- Zaira

displasia coxofemoral- Zaira

 

Zaíra – Displasia coxofemoral

“Me emocionei vendo a reportagem! Domingo é aniversário dela. Três anos. Esta ótima. Forte. Uma leoa no meu quintal. Bjos a Dra Maira Rezende Formenton” – Zenon Costa, proprietário da Zaira.

Zaira , aos 10 meses de idade, não conseguia mais levantar. Apresentava uma displasia coxofemoral grave e teve que sofrer precocemente uma cirurgia drástica no quadril. Após a cirurgia ainda tinha muitas dificuldades,dor , além de uma grande perda de massa muscular nos membros posteriores. Relutava a levantar e andar….

 

 

Zaira entrou começou seu tratamentoi na Fisioanimal, buscando voltar a caminhar e brincar…

Após algumas semanas Zaíra já havia conquistado a todos

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E após alguns meses voltou a correr e brincar ! parabéns Zaira!!!

 

 

3 –  Artigo: DISPLASIA COXOFEMoRAL CANINA

 


RESUMO

Displasia coxofemoral é a má formação das articulações coxofemorais, incidindo em todas as raças, principalmente nas grandes e de crescimento rápido. Sua transmissão é hereditária, recessiva,intermitente e poligênica. Fatores nutricionais, biomecânicos e de meio ambiente, associados à hereditariedade, pioram a condição da displasia. A suspeita ao exame clínico é possível, mas é o estudo radiográfico, normalmente a partir dos doze meses completos de idade na maior parte das raças, mediante posicionamento correto do animal, que define o diagnóstico.Para tanto o paciente deve estar livre de qualquer reação.Este estado é atingido com a anestesia geral, de preferência. O paciente deve estar posicionado em decúbito dorsal, membros posteriores estendidos caudalmente, de igual comprimento, paralelos entre si e em relação á coluna vertebral, rotacionados medialmente, de tal forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares. A pelve não pode estar inclinada. Na identificação mínima do filme deverá constar o número de registro do cão, data de nascimento e data do exame radiográfico .A subluxação, normalmente como primeiro sinal radiográfico, pode levar à artrose secundária, assim denominada se desenvolver secundariamente a uma outra alteração, no caso a displasia.O controle desta má formação se faz através de uma seleção radiográfica de todos os animais utilizados na reprodução.O índice de Norbeg é utilizado para o diagnóstico.Modernamente o tratamento medicamentoso tem se baseado em produtos com capacidade anabolizante da cartilagem articular degenerada.

Uma questão de diagnóstico?

Um exame clínico apropriado não é suficiente para o diagnóstico da displasia. Definitivamente será radiográfico, mediante imagem de qualidade e animal corretamente posicionado.

Conceito: é a má formação das articulações coxofemorais. Índice em todas as raças, principalmente nas grandes e de crescimento rápido. Atinge os dois sexos, podendo comprometer uma articulação (aproximadamente 10%) ou ambas.

Histórico: Schnelle (1936) descreveu pela primeira vez a displasia coxofemoral e Konde (1947) comentou sua origem hereditária. Schales (1959) a descreveu como má formação e indicou o exame radiográfico para o diagnóstico. Wayne e Riser(1964) relacionaram o crescimento rápido e precoce e ganho de peso de pastores alemães com transmissão genética. Henricson,Norberg e Olsson (1966) consideraram-na como má formação hereditária e a subluxação como conseqüência da alteração anatômica.

Transmissão: hereditária,recessiva,intermitente e poligênica (alguns autores tem considerado 20 genes).Fatores nutricionais, biomecânicos e de meio ambiente (multifatorial), associados à hereditariedade, pioram a condição da displasia.Recomenda-se fundamentalmente evitar os traumas, sejam eles da obesidade, dos locais escorregadios,etc…

Etiopatogenia: as estruturas que auxiliam na manutenção das articulações são: cápsula articular, ligamento acetabular transverso, musculatura da região, ligamento redondo, pressão negativa articular e aplicação do acetábulo pelo lábio glenoidal ou ligamento acetabular.Pesquisadores tem fundamentado seus estudos nas modificações bioquímicas do líquido sinovial, como a diminuição do cloro(carga negativa) e aumento do sódio e potássio (cargas positivas). Em função destas alterações ocorre um aumento da osmolaridade, que traz como consequência o aumento da quantidade do mesmo líquido e a sinovite com desidratação da cartilagem articular. A partir deste instante desenrola-se uma seqüência de outros episódios, tais como: aumento da pressão intra articular, aumento da tensão sobre as estruturas moles que mantém a articulacão, afrouxamento destes tecidos moles, perda da intimidade articular, arrasamento (ocificação ou calcificação)ou não da cavidade acetabular (aspesto medial), subluxação (deslocamento lateral da cabeça femoral, normalmente como primeiro sinal radiográfico), edema, ruptura parcial ou total do ligamento redondo, micro fraturas acetabulares criminais e por fim a artrose secundária (secundária porque se desenvolve secundariamente a uma outra alteração – a diplasia). Há que se considerar ainda a hipótese de que a displasia é uma má formação biomecânica, resultante de uma disparidade entre o desenvolvimento da massa muscular pélvica e o rápido crescimento do esqueleto (Figura 1).


Figura 1.
À esquerda desenho de uma articulação coxofemural normal e anômala à direita.
Forças articulares anormais inclinam para baixo a cabeça e colo femorais,
modificam a anatomia da cavidade acetabular,rompem o ligamento redondo e espessam o colo femoral.

Sintomatologia: ocorre principalmente entre os quatro meses até menos de um ano de vida. Os cães poderão apresentar dificul-dades para levantar, caminhar, correr, saltar e subir escadas. A locomoção pode ser dificultada em lugares lisos. Para correr poderão imitar a corrida de coelhos. A claudicação poderá afetar um ou dois membros. No segundo caso observa-se, com alguma freqüência, que os animais deslocam o peso mais sobre os membros anteriores, desenvolvendo a musculatura torácica desproporcionalmente em relação aos posteriores. As passadas podem ser mais curtas, podendo ocorrer relutância aos exercícios, observando-se preferência pelo sentar ou deitar. Episódios anormais de agressividade são algumas vezes observados, inclusive com o proprietário. A displasia pode provocar muitas dores, andar imperfeito,afetando a resistência do animal.

Exame clínico: baseia-se na observação do animal em estação, caminhando e trotando, na constatação de aumentos de volumes e assimetrias e na busca da presença da dor, crepitação e amplitude do movimento articular, maior na fase aguda e menor na crônica, já nesta última intensificam-se as alterações articulares degenerativas, tomando lugar a fibrose capsular e muscular circundante. Os sinais Ortolani e Bardens devem ser explorados em cães jovens, anestesiados e colocados em decúbito lateral. Para para o sinal de Ortolani (Figura 2), posicione o fêmur superior perpendicularmente ao eixo longitudinal da pelve e paralelamente à superfície da mesa de exame. Coloque a palma de uma das mãos sobre a articulação coxofemoral sob avaliação e com a outra segure firmemente a articulação fêmoro-tíbio-patelar correspondente, pressionando o fêmur contra o seu acetábulo. Quando esta pressão é exercida, a cabeça femoral da articulação displásica subluxa dorso-lateralmente. Mantenha esta pressão e abduza ao máximo o fêmur. Durante esta manobra você sentirá a cabeça do fêmur retornará a sua cavidade acetabular, algumas vezes emitindo um som audível semelhante a um “clunk “. O retorno com ou sem som é achado clínico que corresponde a um sinal Ortolani positivo, vindo a confirmar a presença de frouxidão articular. Para o sinal de Bardens (Figura 3), indicado para animais mais leves e com menos de três meses de idade, segure o fêmur superior com uma mão e posicione a outra com o polegar na tuberosidade isquiática, o indicador sobre o trocanter maior e o dedo médio na tuberosidade sacral. Abduza o fêmur paralelamente à mesa de exame. O deslocamento lateral do trocanter maior, além do compatível, percebido pelo indicador, revela frouxidão articular.

Contenção: o diagnóstico é definitivo através do exame radiográfico, mediante posicionamento correto do paciente e imagens de qualidade. O posicionamento normalmente é alcançado através da anestesia geral, já que estamos frente a uma patologia muitas vezes dolorosa e de raças geralmente grandes. A associação farmacológica da tiletamina e zolazepam proporciona analgesia rápida e profunda e relaxamento muscular. É uma anestesia dissociativa segura, de efeitos secundários reduzidos. Recomendamos a administração na dose prescrita por via E.V.(1ml para cada 10 kg de peso), devido aos efeitos mais rápidos (ganho de tempo)e pelas doses menores, quando comparadas à aplicação I.M.. Os riscos de uma anestesia feita com cuidado e com drogas modernas caem praticamente a zero.

Controle da displasia: todos os animais utilizados na reprodução devem passar por uma seleção radiográfica. Como condição mínima necessária, pelo menos os pais dos reprodutores devem ser insetos de displasia, não sendo preciso ressaltar que quanto mais longe formos no controle dos ascendentes, melhor será.Os animais aprovados para a reprodução também o deverão ser quanto a prova dos descendentes. Não basta apresentar articulações coxofemorais normais, pois os animais nestas condições podem transmitir a má formação aos seus descendentes . É importante esclarecer que as radiografias só avaliam os aspectos fenotípicos (alteração radiográficas) e não o genótipo. Freqüentemente animais sem sinais de displasia são portadores dos respectivos gens. É preciso deixar muito claro que todos os animais, com exceção dos de categoria A, sem sinais de displasia coxofemoral(HD -),do alemão Hüftgelenk Dysplasie e inglês Hip Dysplasia,apresentam displasia, em menor ou maior grau. Atualmente no Brasil, para fins de reprodução, é permitido o acasalamento dos cães pertencentes às três primeiras categorias, ou seja, A(HD -), B(HD +/-)e C(HD +), enquanto que alguns países, como por exemplo a Alemanha, só são autorizados para o mesmo fim as classificações A e B. Sugere-se, caso a fêmea seja C (displasia coxofemoral leve: HD +), que ela deva ter excelentes características do padrão da raça, como conformação, temperamento,etc.. Estas virtudes devem superar as deficiências das articulações. Esta mesma fêmea deveria acasalar com um macho A, sem sinais de displasia coxofemoral (HD -). As recomendações para as fêmeas não devem ser aplicadas aos machos, já que os mesmos transmitirão a displasia para um número muito maior de filhotes. Animais levemente displásicos tendem transmitir displasias discretas. É importante ressaltar que os critérios de acasalamento devem levar em consideração o tamanho do plantel e a conformação das articulações. Se a população de animais em uma determinada raça é muito grande e controle e o controle da displasia é feito rotineiramente há muito tempo, o critério na reprodução será mais rígido se comparado com outras raças com número menor de exemplares e com o controle radiográfico mais incipiente. Caso contrário limitaríamos tanto os acasalamentos que poderiam não haver mais animais aptos para este fim. Muitos proprietários questionam diagnóstico radiográfico, quando o resultado é de displasia moderada ou severa e quando os cães correspondentes praticam exercícios diários intensos sem manifestar qualquer sintoma. Isto é perfeitamente possível, pois sabemos que muitas vezes não há correlação entre as lesões radiográficas e os sinais clínicos.


Figura 4.
Correto posicionamento do cão para o diagnóstico da displasia.

Radiografia perfeita: ao se realizar uma radiografia das articulações coxofemorais para o diagnóstico da displasia, faz-se necessária, preferencialmente, a anestesia geral, podendo ser de curta duração, de tal forma que o paciente esteja livre de qualquer reação, com o objetivo de se obter um posicionamento correto. O animal é então colocado em decúbito dorsal (Figura 4), com os membros posteriores estendidos caudalmente, de igual comprimento, paralelos entre si e em relação à coluna vertebral, rotacionados mediante,de tal forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares. A pelve deve estar paralela à superfície da mesa, ou seja, sem inclinação. Para uma radiografia de posicionamento adequado é de grande valia uma calha, utilizada para deitar o animal no seu interior, com a pelve fora da mesma. Portanto ela é um acessório muito importante para este tipo de exame. Os membros torácicos são estendidos cranialmente, tornando-se o cuidado de não haver inclinação do tórax do animal. Nestas circunstâncias a imagem radiográfica deverá nos mostrar o seguinte (Figura 5):

  • ílios simétricos- canal pélvico ovalado, de contornos simétricos, quando dividido sagitalmente

  • forâmens obturadores simétricos – fêmures paralelos entre si e com a coluna vertebral

  • patelas sobrepostas aos sulcos trocleares

A imagem radiográfica deve permitir a visualização de toda a pelve, assim como das articulações fêmoro-tíbio-patelares,para que se possa avaliar a simetria dos ílios e os posicionamentos das patelas. Se estas não tiverem sobrepostas aos sulcos trocleares, conclui-se que os posteriores foram rotacionados insuficiente ou excessivamente. Normalmente é insuficiente, ou seja, a patela tende a se sobrepor mais ao côndilo lateral do fêmur do que ao sulco propriamente dito.No posicionamento apropriado das patelas, alcançados através da rotação mediana dos membros, exerce-se uma força sobre as cabeças femorais, levando as articulações displásicas à subluxação, enquanto que o animal normal não correrá o mesmo. Normalmente é esta subluxação a primeira alteração radiográfica e em princípio a mais importante.Através dela é que se determina o grau no índice de Norbeg. As demais alterações irão se desenvolver como conseqüência da subluxação, como por exemplo a artrose, por isso denominada de artrose secundária.Uma radiografia de qualidade deverá ser bem contrastada, observando-se de forma bem detalhada o bordo acetabular dorsal e a estrutura trabecular da cabeça e colo femorais. Alcançam-se estes objetivos utilizado-se bons equipamentos de raios X, é crans e filmes de boa procedência, revelação por processamento automático sempre que possível e uma câmara escura que realmente seja escura, provida de uma lâmpada de segurança que realmente seja de segurança. Sob a superfície da mesa radiográfica, no Bucky, faz-se presente a grade anti-difusora, com a função de absorver a maior parte da radiação secundária. Esta, quando ausente, produz imagens sem contraste, isto é, de aspecto enfumaçado.


Figura 5.
Desenho da simetria anatômica como decorrência de um posicionamento correto.

Radiografia inadequada: é aquela sem posicionamento apropriado, caracterizada principalmente pela assimetria dos ílios, au-sência de paralelismo entre os fêmures, principalmente por abdução dos membros, patelas não sobrepostas aos sulcos trocleares e aquelas sem padrão de imagem, por estarem sub ou super expostas (claras ou escuras, respectivamente), prejudicando o contraste, tremidas, manchadas, mal reveladas, etc., bem como aquelas sem dados de identificação do paciente na emulsão(antes da revelação)do filme.

Diagnóstico: é realizado através do índice de Norberg (Figura 6). Baseia-se na determinação dos centros das cabeças femorais e da união dos mesmos por intermédio de uma linha, que nos possibilitará traçar, a partir de um dos centros uma segunda linha, que tangenciará o bordo acetabular crânio lateral. As duas linhas formam entre si um ângulo, chamado ângulo de Norberg. Este é apenas um dos elementos necessários para o diagnóstico da displasia. Outros fatores devem ser levados em consideração, tais como o posicionamento do centro da cabeça femoral em relação ao bordo acetabular dorsal, o aspecto da linha articular, a presença de alterações articulares degenerativas (artrose secundária) e a conformação dos bordos acetabulares, principalmente do crânio lateral. Segundo Norberg o menor ângulo compatível com a normalidade é 105º , porém pode haver uma articulação com 105º ou mais e ser classificada como próxima do normal (B) ou levemente displásica (C), Bastando para isto a presença de osteófito no bordo acetabular crânio lateral, adulterando o ângulo ou quando menos de 50 % da cabeça femoral estiver inserida dentro da cavidade acetabular. Os autores tem preconizado pelo menos 50 %. É de fundamental importância entender, que em princípio, quanto maior o ângulo de Norberg, maior será a congruência articular. Em outras palavras, maior será o contato entre cabeça femoral e cavidade acetabular ou maior será a intimidade entre elas ou maior ser’ao encaixe da cabeça femoral. A partir deste momento, quanto menor a congruência articular, menor será o ângulo e mais evidente será a subluxação, podendo atingir até a luxação.

Há alguns anos o Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária – CBRV, através de uma plêiade de médicos veterinários radiologistas, tem tornado realidade, como em outros países, a emissão de um Certificado de Controle da Displasia Coxofemoral Canina. Esta nova modalidade de prestação de serviços surgiu de uma necessidade premente, já que havia uma enorme discrepância entre os diagnósticos realizados. Estas discrepâncias levaram e continuam levando inúmeros criadores a prejuízos incomensuráveis, já que alicerçaram sua criação em reprodutores supostamente sem displasia. O CBRV, ao receber a radiografia realizada por médico veterinário, a examina quanto a qualidade diagnóstica, podendo devolvê-la, caso a mesma não obedeça aos padrões técnicos exigidos.


Figura 6.
A sobreposição de uma circunferências concêntricas ao limite
da cabeça femoral determinará o centro da referida cabeça femoral.

Normas do CBRV para avaliação da displasia coxofemoral em cães no Brasil, segundo os critérios da Federação Cinológica Internacional – FCI

1 – Procedimentos técnicos

Idade
A avaliação das condições articulares será feita conclusivamente a partir dos doze meses completos de idade na maior parte das raças, exceção feita ao Bullmastiff, Dogue de Bordeaux, Great Dane, Leonberger,Maremma,Mastiff, Mastim Napolitan, Newfoundland,Landseer,Pyrenean Mountain Dog e St. Bernard, cuja apreciação deverá ser realizada com pelo menos dezoito meses completos de idade. Avaliações preliminares das articulações coxofemorais poderão ser realizadas a partir dos seis meses de idade.

Contenção
Com a finalidade de assegurar a qualidade técnica desejada, é obrigatória a contenção do paciente, mediante a utilização de associações farmacológicas capazes de determinar perfeito relaxamento do animal, para se obter o posicionamento correto e livre de reações por parte do cão. O médico veterinário, ao realizar a radiografia, assinará um termo de responsabilidade, comprometendo-se com esse tipo de contenção.

Posicionamento
Decúbito dorsal com os membros pélvicos em extensão caudal, paralelos entre si e em relação à coluna vertebral,tomando-se cuidado de manter as articulações fêmoro-tíbio- patelares rotacionadas medialmente, de tal forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares.Deve-se ainda ter o cuidado para que a pelve fique em posição horizontal. Uma segunda radiografia poderá ainda ser utilizada, com os membros pélvicos flexionados-frog position (posição de rã).

Identificação do filme
Na identificação mínima permanente do filme, em sua emulsão,deverá constar o número de registro do animal, raça, data de nascimento, data do exame radiográfico e a identificação da articulação coxofemoral direita ou esquerda.

Identificação do paciente
O médico veterinário ao realizar a radiografia deverá identificar o animal, caso ainda não esteja, por microchip, corretamente denominado de transponder(Figura 7), ou por tatuagem, para um posterior controle, se necessário.


Figura 7.
O transponder (microchip) mede 11 x 2mm. Sua implantação é subcutânea,
como qualquer administração medicamentosa pela mesma via, dorsalmente ao encontro das escápulas.

Tamanho do filme
Deve ser suficiente para incluir toda a pelve e as articulações fêmoro-tíbio-patelares do paciente.

Qualidade da radiografia
Serão analisadas as radiografias devidamente identificadas e as que obedecerem os critérios de posicionamento do animal, cujo padrão de qualidade ofereça condições de visualização da micro trabeculação óssea da cabeça e colo femorais e ainda definição precisa das margens da articulação coxofemoral, especialmente do bordo acetabular dorsal.

2 – Laudo

O radiologista, ao receber a radiografia, avaliada a sua qualidade para o diagnóstico, ficando a seu cargo a possibilidade de ser devolvida ao médico veterinário que a realizou, caso não obedeça aos padrões técnicos desejados. Para a emissão do laudo definitiva, cada radiografia será examinada por um dos radiologistas credenciados pelo CBRV, escolhido por sorteio, que não terá conhecimento do nome de registro ou mesmo do proprietário do animal. Cada proprietário terá direito, mediante pagamento dos respectivos custos, de recorrer a um segundo e último diagnóstico, submetido ao júri da Displasia Coxofemoral do Comitê Científico da Federação Cinológica Internacional.

Classificação das articulações coxofemorais:

A (HD -): sem sinais de displasia coxofemoral (Figura 8)
A cabeça femoral e o acetábulo são congruentes. O bordo acetabular crânio lateral apresenta-se pontiagudo e ligeiramente arredondado. O espaço articular é estreito e regular. O ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente105º, como referência.

B (HD +/-): articulações coxofemorais próximas do normal (Figura 9)
A cabeça femoral e o acetábulo são ligeiramente incongruentes e o ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente 105º ou o centro da cabeça femoral se apresenta medialmente ao bordo acetabular dorsal.

C (HD +): displasia coxofemoral leve (Figura 10)
A cabeça femoral e o acetábulo são incongruentes. O ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente 100º e/ou há um ligeiro achatamentos do bordo acetabular crânio lateral. Poderão estar presentes irregularidades ou apenas pequenos sinais de alterações osteoartrósicas da margem acetabular cranial, caudal ou dorsal ou na cabeça femorais.

D (HD ++): displasia coxofemoral moderada (Figura 11)
Evidente incongruência entre cabeça femoral e o acetábulo com subluxação. Ângulo acetabular, segundo Noreberg, é maior do que 90º, como referência. Presença de achatamento do bordo acetabular crânio lateral e/ou sinais osteoartrósicos.

E (HD +++): displasia coxofemoral severa (Figura 12)
Marcadas alterações displásicas das articulações coxofemorais, como luxação ou distinta subluxação. Ângulo acetabular, segundo Norberg, menor do que 90º. Evidente achatamento da margem acetabular cranial, deformação da cabeça femoral (formato de cogumelo, achatada) ou outros sinais de osteoartrose.


Figura 8. A (HD -),sem sinais de displasia coxofemoral.
Figura 9.
B (HD +/-),articulação coxofemoral próxima do normal.
Figura 10.
C (HD +),displasia coxofemoral leve.Discreta subluxação.
Figura 11.
D (HD ++),displasia coxofemoral moderada. Evidente subluxação, acompanhada de osteoartrose.
Figura 12.
E (HD +++), displasia coxofemoral severa. Subluxação ainda mais evidente, acompanhada de osteoartrose.

Pré requesitos para a emissão do laudo de displasia coxofemoral pelo CBRV:

  • Radiografia das articulações coxofemorais conforme as normas do CBRV.

  • Cópia autenticada do pedigree ou da tarjeta do animal.

  • Termo de responsabilidade do médico veterinário*

  • Termo de responsabilidade do proprietário ou responsável*

  • Taxa em dinheiro ou cheque nominal à ABRV

  • Todas as radiografias encaminhadas ao CBRV deverão ser remetidas de qualquer parte do Brasil para:
    Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária
    Caixa Postal 42041 – 04073-970 – São Paulo – SP
    FONE: (0_11) 530-9050

  • * Os termos de responsabilidade devem ser solicitados ao CBRV

Tratamento: poderá ser medicamentoso ou cirúrgico.Relacionam-se neste último várias possibilidades, desde as mais simples, tais como, por exemplo, a pectineotomia e a ressecção de cabeça femoral (artroplastia excisional), até as mais complexas, comO as correções de desvios do tipo geno valgo e antiversão, a osteotomia tripla de pelve, a osteotomia intertrocantérica, o alongamento de colo femoral, a prótese total, etc., e as associações cirúrgicas, como femoral. Modernamente tem se tratado, não só a displasia coxofemoral, mas também a displasia do cotovelo, a osteocondrose, a necrose avascular de cabeça femoral,a espondiloartrose, enfim, todas as patologias articulares degenerativas(artroses)e inflamatórias (artrites) através de produtos de origem natural com a propriedade de regenerar (anabolizar)e proteger a cartilagem articular degenerada, produzindo uma analgesia natural. Os antiinflamatórios esteróides mascaram a dor, liberando os movimentos articulares.Estes esteróides somados aos movimentos articulares tem uma ação de destruição (catabolização)da cartilagem articular, que é antagônica aos fatores anabolizantes dos produtos acima referidos. Por esta razão a associação dos mesmos não deve ser recomendada, muito menos só a aplicação dos antiinflamatórios. A ação anabolizante do produto pode ter um resultado final melhor quando acompanhada de medidas apropriadas de manejo,tais como manter o animal em locais restritos para que o mesmo reduza sua atividade física, assim como evitar a obesidade do paciente e os locais escorregadios. Há inclusive a possibilidade de ocorrer um remodelamento osteoarticular. Este fato é de suma importância, pois os osteófitos pericondrais poderiam ser, no mínimo, parcialmente reabsorvidos, descomprimido, por exemplo, as ramificações nervosas eferentes localizadas nos espaços intervertebrais. Poderíamos evitar a calcificação dos discos interverterbrais.

Caso estes procedimentos não sejam coroados de êxito, não podemos deixar de considerar a intervenção cirúrgica como uma possibilidade adicional.

Referências Bibliográficas

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9 – THRALL, D.W.;LEBEL, J.L.Carlson’s veterinary radiology. Philadelphia, Lea & Febiger,1977.
10 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN. Jr., R.Canine hip dysplasia: developmental factors, clinical signs and initial examination steps.Veterinary Medicine, p.25-53,1996.
11 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN. Jr., R.Medically managing canine hip dysplasia.Veterinary Medicine, p.48-53,1996.
12 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN. Jr., R.Total hip replacement: the best treatment for dysplasia.Veterinary Medicine, p.118-143,1996.
13 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN. Jr., R.Symposium on canine hip dysplasia. Veterinary Medicine, p.25-23,1996.
14 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN.
Jr., R.Actualidad en displasia coxofemoral. El perro ovejero     alemam,p.41-43,1997.
15 – VERLAG, M.; SCHAPERH, H. Bercht der hüftgelenk dysplasia.
Kleintier Praxis, n.23,p.169-180,1978.

Edgar Luiz Sommer – CRMV-SP nº 1556 1. Sócio proprietário do Provet, responsável pelos setores de radiologia, ultra-sonografia e ecocardiografia; Conselheiro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo; Diretor Secretário do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária; Diretor pela América do Sul do International Veterinary Radiology Association.

Carlo Leonardo Grieco Fratocchi – CRMV-SP nº 7080 2. Presidente da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária; membro do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária; Radiologista do Provet; membro do International Veterinary Radiology Association.

Fonte deste artigo: Revista de Educação Continuada do CRMV-SP.
São Paulo, fascículo 1, volume 1, p.031-035, 1998.

Edgar Luiz Sommer – CRMV – SP 1556
Carlo Leonardo Grieco Fratocchi – CRMV – SP 708
Provet
Av. Aratãs, 1009
Cep: 04081-004 – São Paulo
SP -Brasil

provet@uol.com.br

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O que é Quiropraxia?

Quiropraxia sendo aplicada na coluna.

Quiropraxia sendo aplicada na coluna.

A Quiropraxia é uma terapia manual holística e complementar. Isso quer dizer que o quiropraxista trata os animais através apenas das mãos, enxergando-os como um todo e relacionando o ambiente ao organismo, visando o equilíbrio das funções ideais, saúde e qualidade de vida.

O princípio da Quiropraxia é tratar as disfunções das articulações e principalmente da coluna vertebral, que acarretam problemas diversos. Através de ajustes simples e precisos, o profissional estimula o sistema nervoso e, consequentemente, todas as estruturas que mandam e recebem informações dele. Assim, potencializa a capacidade intrínseca do corpo dos cães, gatos, equinos , além de outras espécies, de se curar e manter-se são.

Um dos focos do tratamento quiroprático é o Complexo de Subluxação Vertebral, muitas vezes a causa primária das doenças articulares, endócrinas, problemas musculares ou de locomoção, queda de performance, entre outros. Um simples desalinhamento de uma unidade dinâmica (conjunto de vértebras) ou diminuição de seu movimento correto causa interferência da via neural, tornando-a ineficiente.

Alguns casos de indicação da técnica em cães e gatos são:

- Diminuição da dor em casos de displasia coxo-femoral;

- Espondilose  (‘bico de papagaio’);

- Osteoartrites;

- Granuloma por lambedura;

- Assimetria de membros e de andadura;

- Neuropatias e Miopatias;

- Problemas reprodutivos e urinários de fundo neurológico;

- Atrofia muscular;

- Reabilitação nas hérnias de disco;

- Fraturas e Instabilidade vertebrais;

- Doenças metabólicas;

- Estímulo do sistema imunológico;

- Tratamento preventivo e de manutenção da saúde.

A quiropraxia é uma arte bastante reconhecida em países da Europa e nos Estados Unidos por sua eficácia e segurança. Não visa substituir os cuidados veterinários convencionais, mas sim somar e acelerar o processo de reabilitação, sem o uso de fármacos ou procedimentos cirúrgicos. Ainda, quando aplicada corretamente, em muitos casos apresenta uma ótima resposta já na primeira sessão. A quiropraxia busca a fundo a causa do problema e, portanto, tem efeitos reais e duradouros.

Algumas dúvidas frequentes:

O tratamento quiroprático machuca?

Não. Geralmente o animal pode se sentir um pouco cansado ou dolorido logo após o ajuste quiroprático, decorrente do estímulo do ajuste. O que é desejável, uma vez que o ajuste ‘reseta’ o sistema nervoso, fazendo com que este volte a funcionar corretamente.

É verdade que o tratamento estala a coluna?

Na realidade, o som produzido normalmente pelas articulações dos humanos pode ocorrer nos animais, mas não se relaciona com o ajuste ou eficácia deste.

Meu animal vai ter que ficar parado ou preso?

Não. O animal pode se mexer a vontade, se assim desejar. Sugere-se evitar movimentos bruscos, como subir em camas ou sofás ou descer e subir escadas.

De quanto em quanto tempo é feito o tratamento?

O tratamento quiroprático é  feito de acordo com a resposta do animal. No mínimo, se aguardam sete dias, mas geralmente as sessões são realizadas em intervalos de quinze dias, evoluindo para trinta, sessenta e então semestralmente, para manutenção. É essencial que o proprietário converse e relate ao quiropraxista quaisquer mudanças no animal.

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Cavaletti, F.C., Silva, T.R.C., Urtado, S.L.R.

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS ACHADOS RADIOGRÁFICOS DOS EXAMES SIMPLES E CONTRASTADOS (MIELOGRAFIA) EM CÃES PORTADORES DE LESÕES MEDULARES.  Departamento de Radiodiagnóstico do Instituto Veterinário de Imagem. 
Introdução: Dentre os exames complementares para avaliação da coluna vertebral, o estudo radiográfico simples e contrastado (mielografia) é de vital importância para o diagnóstico de alterações medulares, assim como a determinação do local e extensão das lesões. Neste estudo procuramos comparar os achados radiográficos de cães portadores de alterações neurológicas da coluna vertebral, visando obter maiores informações que pudessem embasar os achados clínicos desses pacientes. Material e método: Realizamos o levantamento radiográfico em 198 cães, no período de 1995 a 2005, mostrando a freqüência das lesões medulares quando comparadas radiografias simples e contrastadas. Os animais submetidos às mielografias foram anestesiados com protocolos variados, de acordo com a avaliação prévia do médico veterinário responsável, porém a manutenção anestésica foi realizada com Isoflurano. Anteriormente à administração do contraste é padronizado pelo instituto, o estudo radiográfico simples do segmento cervical, torácico, tóraco-lombar e lombar da coluna vertebral. O contraste utilizado é o Ioexol 300mgI/ml (Omnipaque™), na dose de 0,4ml/kg não ultrapassando o máximo de 9,0ml por animal. A administração é realizada através da punção cervical na cisterna magna e posteriormente, caso haja necessidade, punção lombar no espaço subaracnóideo, preferencialmente entre a quinta e sexta vértebra lombar. O equipamento radiológico utilizado é um Tecno-design 500Ma/125Kv de alta freqüência, ânodo giratório e mesa bucky flutuante, com filmes e chassis Kodak de tamanhos apropriados. Após a aplicação do contraste é realizado um novo estudo radiográfico das regiões supracitadas, em projeção látero-lateral, ventro-dorsal e caso haja necessidade as obliquas, em dorso-extensão e ventro-flexão.
Resultados: Todos os animais estudados apresentaram alterações em algum segmento da coluna vertebral perante as radiografias simples. Nas mielografias, 31 (15,6%) cães não apresentaram sinais de compressão medular; 142 (71,7%) mostraram sinais variados de compressão medular extradural; 08 (4,0%) com lesões intramedulares e 17 (8,5%) apresentaram resultados inconclusivos, devido a fatores como processo inflamatório local ou insucesso da punção lombar. Das 142 compressões extradurais, 54 (38%) localizaram-se na região cervical; 27 (19%) na torácica; 44 (30,9%) na tóraco-lombar e 17 (11,9%) na lombar. Quanto ao tipo de lesão extradural, 113 (79,5%) cães apresentaram casos de discopatias, sendo 81 (71,6%) protrusões e 58 (51,3%) extrusões; 13 (9,1%) casos de compressões extradurais foram relacionados a fraturas e luxações e 16 (11,2%) a outras alterações como neoplasias, hipertrofia ligamentar e hematomas ou hemorragias.
Conclusão e discussão: Observamos que as lesões extradurais representam grande incidência das alterações medulares. Em alguns casos, a associação de outros exames complementares de imagem torna-se imprescindível para o diagnóstico definitivo da lesão. A mielografia desempenha importante papel no auxilio a neurologia clínica e cirúrgica. Apesar do advento da tomografia computadorizada, este exame radiográfico continua sendo de vital importância na visualização de compressões medulares, assim como, na determinação do grau de severidade das lesões. Entretanto, a tomografia é cada vez mais utilizada na medicina veterinária para esclarecerem achados das mielografias convencionais, particularmente quanto houver presença de edema medular importante, tornando a associação dos dois exames imprescindível no diagnóstico definitivo de algumas lesões medulares.

 

fonte : www.ivi.vet.br

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Jingo e Bel após sessão de fisioterapia em domicilio.
Jingo e Bel após sessão de fisioterapia em domicilio.

Dentre as novas áreas de atuação, a fisioterapia tem papel de destaque no cuidado dos animais devido aos seus benefícios e técnicas de reabilitação, já consagradas na medicina humana. O conteúdo de Fisioanimal tem como objetivo evidenciar suas aplicações e divulgar a especialidade, tanto para proprietários de animais quanto profissionais da área.

Aqui você encontrará tudo sobre o universo dos pets, como dicas, informações importantes, cuidados, terapias complementares e claro, a mais completa fonte sobre fisioterapia veterinária.

Fique a vontade para usar nosso canal de comunicação para dúvidas, sugestões e prestação de serviço. Se seu animal precisa de cuidados especiais, agende uma consulta. Seu melhor amigo merece um atendimento diferenciado!

Obrigada e seja bem vindo ao Fisioanimal, sua melhor referência sobre fisioterapia veterinária!

Dra. Maira Rezende Formenton

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Assim como temos que ter nosso Registro Geral ( RG), nossos amigos cães e gatos também tem que ter o seu. Ele se chama Registro Geral Animal ( RGA) e é obrigatório por lei em São Paulo (Lei Municipal 13.131/2001).

 
Ele é um número, assim como o nosso o levamos na carteira,  deve estar sempre na coleira do cão ou gato. 

Através do número do RGA o CCZ ( Centro de Controle de Zoonozes) consegue localizar o dono do animal caso ele esteja perdido e  seja recolhido, além de obter dados mais precisos sobre a população canina e felina.

A obtenção do RGA de seu amigo é muito fácil. É só comparecer ao CCZ ou em uma das clínicas conveniadas com os documentos a seguir:

  • Comprovante de residência.
  • CPF.
  • RG.
  • Atestado de vacina contra raiva emitido e assinado por médico veterinário ou comprovante do Centro de Controle de Zoonoses do município expedido nos 12 meses anteriores ao RGA.

A seguir, em anexo a lista das clínicas cadastradas

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Site do Programa de Saúde Animal do CCZ:

http://www.programasaudedoanimal.ig.com.br/home-ccz.php

 

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ATUALIDADES DO EFEITO ANALGÉSICO APÓS APLICAÇÃO DO LASER DE BAIXA POTÊNCIA

 

Carla F. Marzullo¹, Ana Cláudia P. Peres², Mônica L. Shah³, Renata A. Nicolau4
1,2,3,4 Laboratório de Biomodulação Tecidual /Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IP&D
Universidade do Vale do Paraíba-UNIVAP
Avenida Shishima Hifumi, 2911, Urbanova, São José dos Campos – SP, CEP 12244-000
carlamarzullo@terra.com.br, anaclaudiapaneque@hotmail.com, moshah3@gmail.com, rani@univap.br

Resumo – A dor é um dos sintomas mais freqüentes em diversas condições patológicas. A terapia com laser de baixa potência (LBP) tem se mostrado eficaz, e a escolha apropriada da dose, comprimento de onda, tempo de aplicação e local específico são parâmetros importantes para redução da dor, dos pontos de tensão, normalização da circulação, aumento da formação de colágeno em tecidos traumatizados. Neste estudo foi realizada uma revisão da literatura através de artigos pesquisados em bancos de dados on-line sobre o tratamento da dor com a terapia com LBP. O objetivo foi realizar uma revisão bibliográfica, dos últimos cinco anos, para verificar o efeito analgésico do LBP em diversas patologias causadoras de dor. E através dos resultados obtidos pode-se concluir que a terapia com LBP tem sido eficaz na redução da dor.
Palavras-chave: Laser de baixa potência, dor.
Área do Conhecimento: Ciências da saúde.

Introdução

Segundo a International Association for the Study of Pain, a dor é definida como uma experiência sensitiva emocional desagradável, associada ou relacionada com a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através de suas experiências anteriores (YENG et al., 2005). A dor pode ser considerada como um sintoma ou manifestação de uma doença ou afecção orgânica, mas também pode vir a constituir um quadro clínico mais complexo. Ela pode ser classificada, considerando a duração de sua manifestação, em 3 tipos:
- dor aguda: manifesta-se transitoriamente durante um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas, associado a lesões em tecidos ou órgãos.
- dor crônica: tem duração prolongada que pode se estender de vários meses a vários anos e que está quase sempre associada a um processo de doença crônica.
- dor recorrente: apresenta períodos de curta duração que se repetem com frequência, podendo ocorrer durante toda a vida do indivíduo, mesmo sem estar associada a um processo específico (SAASTAMOINEN et al., 2005; DUDGEON et al., 2005).
O mecanismo da dor acontece logo após um traumatismo, inflamação ou outro fator, quando as terminações nervosas existentes no local afetado conduzem o estímulo doloroso por nervos até a medula espinhal. Deste local, o estímulo é levado até diferentes regiões do cérebro, onde é percebido como dor e transformado em respostas a este estímulo inicial. Esse mecanismo é regulado por um conjunto de substâncias produzidas no sistema nervoso, tais como, a serotonina e as endorfinas, que agem sobre o sistema de transmissão da dor, aumentando ou diminuindo a sensação dolorosa (VILAS et al., 2003; HASTIE et al., 2005).
O laser de baixa potência vem sendo utilizado como modalidade terapêutica em várias condições patológicas, com objetivo de acelerar a cicatrização, promover a regeneração tecidual, diminuir a inflamação e aliviar a dor (GUR et al, 2002; ÖZDEMIR et al., 2001; ENWEMEKA et al., 2005). A irradiação laser estimula as mitocôndrias celulares, promovendo um aumento na produção de ATP intracelular; favorece a produção de ácido araquidônico e a transformação de prostaglandina em prostaciclina, justificando sua ação antiedematosa e antiinflamatória; promove aumento da endorfina circulante proporcionando o efeito analgésico na dor inflamatória. Alguns estudos sugerem que os laseres infravermelhos com comprimento de onda 820-904 nm, como o GaAs e o GaAlAs podem ser mais eficazes para a analgesia (MATERA et al., 2003; MAROVINO, 2004). O comprimento de onda, densidade de potência, intensidade de energia e o tempo de aplicação da terapia LBP são parâmetros importantes, que determinam o sucesso da terapia. Há escassez de estudos quanto à seleção apropriada do comprimento de onda e dose do laser a ser utilizado (CHOW et al., 2004; HAKGÜDER, et al., 2003).
X Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e
VI Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
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O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica, dos últimos cinco anos, sobre o efeito analgésico da terapia LBP em diferentes condições patológicas causadoras de dor.
Materiais e Métodos
Foram pesquisados artigos publicados nos últimos cinco anos, nos quais a terapia com LBP foi utilizada para o tratamento da dor. Esses artigos foram obtidos em pesquisas on-line, nos seguintes bancos de dados: Medline, Pubmed e Isi of Science.
Os critérios de inclusão foram:
• Estudo in vitro envolvendo células e tecidos.
• Estudos de casos clínicos.
Resultados
Dos trabalhos revisados 33,3% estudaram dor aguda e 66,6% dor crônica. Na dor aguda, foram utilizados o laser infravermelho (60%) e o vermelho (40%); na dor crônica, todos os trabalhos utilizaram o laser infravermelho (100%).
Os trabalhos com dor aguda que utilizaram o laser infravermelho no modo pulsado (40%) empregaram energias maiores que os laseres utilizados no visível com resultados mais expressivos.
Pode-se constatar que dos trabalhos estudados, 80% mostraram efeito positivo no que se refere à diminuição de dor, e 20% tiveram resultado nulo.
Entre os artigos, 86,6% aplicaram a terapia apenas com um tipo de laser, e 13,3% utilizaram ou diferentes laseres ou diferentes parâmetros do mesmo laser, sendo que o laser mais utilizado foi o infravermelho (77,7%).
A dosagem é um parâmetro importante, que quando não descrito pode causar mal entendimento dos resultados, o que ocorreu em um dos trabalhos revisados (MONTICONE, 2002), onde o autor não descreve claramente os parâmetros utilizados e mostra um resultado nulo na diminuição da dor, o que dificulta o entendimento desse resultado.
Nos 15 trabalhos revisados a dosagem variou de 0,65 – 35J, sendo na dor crônica de 0,65 – 9J e na dor aguda de 4 – 35J. A maior dosagem utilizada foi de 35J em dor aguda, para mucosite oral.
A potência encontrada nos artigos revisados variou de 4,2 – 300 mW, não sendo inferior a 4mW em nenhum estudo.
A literatura é conflitante no que se refere a um seguimento de investigação ou linhas de estudo congruentes.
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Discussão
Este trabalho de revisão revelou que a literatura sobre a terapia com LBP é desigual e controversa em muitos estudos. Vários tecidos respondem diferentemente a diversas freqüências de estímulo. Há discrepância também nas doses de energia aplicadas, nas técnicas terapêuticas, e na evolução dos tratamentos (GUR et al., 2003).
Os trabalhos são realizados utilizando vários tipos de LBP (HeNe, GaAlAs) com diferentes comprimentos de ondas e regimes terapêuticos, dificultando a comparação de resultados e a formulação de uma teoria lógica sobre possíveis mecanismos de ação em nível de sistemas biológicos (FERREIRA et al., 2005).
Em estudos recentes, muitos autores têm relatado significante redução da dor em casos clínicos de dor aguda e crônica, como na artrite reumatóide, na osteoartrite cervical, nas dores pós-operatórias, na fibromialgia, e nas dores lombares. Entretanto, alguns autores não tiveram êxito em demonstrar diminuição da dor em patologias músculo-esqueléticas, como espondilite e dor miofascial no pescoço (KREISLER et al., 2004; ALTAN et al., 2005), provavelmente devido ao fato de terem utilizado uma freqüência ou dose elevadas (ALTAN et al., 2003;TULLBERG, et al., 2003).
No atual estudo foram analizadas condições patológicas causadoras de dor, sendo encontrado quatro estudos com dor aguda e onze estudos com dor crônica.
Nos estudos com dor aguda, onde foram utilizados os laseres infravermelhos, pode-se observar uma ação mais efetiva na redução da dor (KREISLER et al., 2003; MATERA et al., 2003; NES; POSSO, 2005; GUR et al, 2004-2003; HAKGÜDER et al, 2003; ÖZDEMIR et al., 2001; CHOW et al, 2004) principalmente quando utilizado no modo pulsado (MATERA et al., 2003; NES; POSSO, 2005) com uma energia maior (35J). Já nos estudos que utilizaram laser vermelho os resultados não foram tão eficazes (NAESER et al., 2002; MONTICONE et al., 2002; FERREIRA et al., 2005).
Os trabalhos revisados que mostraram resultados nulos não descrevem claramente os parâmetros do LBP (MONTICONE et al., 2002). Provavelmente uma dosagem específica para efeito antiinflamatório é uma explicação para os resultados positivos na diminuição da dor. Para redução da dor crônica é necessário ajuste dessa dosagem, obtendo uma diminuição de prostaglandinas. Esses efeitos são conseguidos com doses que variam de 0,4-19J e densidade de potência de 5 – 21,2 mW / cm² (BJORDAL et al., 2003).
Observa-se em todos os artigos de dor crônica, que o laser utilizado foi um infravermelho, por seu comprimento de onda permitir atingir maiores profundidades de tecido, sendo assim mais eficaz na analgesia, principalmente em medicina e fisioterapia, onde a barreira óptica da pele está presente na maioria das situações patológicas. Verificou-se que o laser no modo pulsado causa melhor efeito analgésico.
Constatou-se que nos últimos anos foram desenvolvidos poucos trabalhos sobre a terapia com laser de baixa potência no estudo da redução da dor.
A maioria dos trabalhos é realizada em seres humanos provavelmente pela dificuldade de se avaliar a analgesia em animais. Contudo o instrumento mais utilizado para se analisar os resultados é a Escala Analógica de Dor, a qual é um instrumento pouco preciso.
Devido à escassez de trabalhos sobre o assunto, no período analisado na revisão bibliográfica, não foi possível padronizar uma única condição patológica para este trabalho de revisão.
Outro aspecto importante que foi analisado, entre os trabalhos revisados, é que não há uma metodologia similar, o que dificulta encontrar um consenso entre elas e seguir as normas para revisão bibliográfica com a terapia de LBP segundo a Associação Mundial de Terapia com Laser.
Os trabalhos mostraram que a dose e o comprimento de onda são parâmetros importantes para se conseguir efeitos terapêuticos positivos, porém a maioria dos trabalhos falha em descrever esses parâmetros (MAROVINO, 2004).
Conclusão
Através dos resultados obtidos nas diferentes patologias e protocolos apresentados conclui-se que a terapia de laser de baixa potência parece ser eficiente na redução da dor.
Porém novos estudos são necessários para se estabelecer um protocolo para utilização analgésica do laser em diferentes situações clínicas.
Referências
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Realizado sessao de laser, US continuo e  alongamento membros posteriores

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