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Reiki para animais

Os animais podem se beneficiar do Reiki assim como os humanos. Para saber mais como seu animal pode se beneficiar destas técnicas,  entre em contato:  (011) 3641-3858 ou atendimento@fisioanimal.com

O texto abaixo fala um pouco sobre o tema:

Fonte texto: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=25291

por Maiana Lena - mayana.lena@gmail.com

Reiki é um tratamento através da imposição das mãos, de apoio completo, indolor e sem riscos. Reiki não substitui uma consulta ao veterinário e nem interfere nos tratamentos convencionais; ao contrário, acentua o efeito benéfico de qualquer tratamento, medicamento ou conduta adotada pelo médico veterinário.

Reiki pode beneficiar o animal minimizando ou eliminando os efeitos colaterais que possam aparecer em função dos medicamentos.

Cães, Gatos e outros animais respondem bem a esta técnica, proporcionando o bem-estar e prolongando o tempo de vida . Os animais recebem do Reiki os mesmos benefícios que as pessoas. Apenas têm uma resposta mais rápida. Os animais nos curam quando sentem-se felizes ao serem afagados e nós podemos curá-los quando retribuimos esse Amor.

Aqui no Brasil já são utilizadas várias outras formas alternativas de tratamentos, Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia, Florais, etc., sempre complementares ao tratamento veterinário. Sendo que em casos de estresse, medos e outras somatizações de fundo emocional podem ser tratados apenas com Reiki. Da mesma maneira que as pessoas, os animais sentem medo, se emocionam, têm bloqueios, traumas, dores crônicas, tem alergias, indisposição, ficam ou vivem estressados, sofrem com efeitos de remédios ou tratamentos doloridos, enfim, são operados e também passam por um período pós-cirúrgico que sempre é acompanhado de algum incômodo.

Muitos animais trabalham em nível energético, particularmente o cão e o gato domésticos. O cão tem uma natureza muito fiel àqueles a quem ele considera como a sua família. Muitas vezes, o cão tirará energeticamente a energia negativa de seu campo de energia. Naturalmente, se houver muita energia negativa o cão pode e ficará doente, e algumas vezes até morrerá devido à grande quantidade de energia negativa que foi “tirada” de seus donos. Já a capacidade do gato é bem maior em reciclar energias negativas no ambiente e em seus donos. O reiki é um poderoso reciclador de energias nestes casos. Reiki sempre traz benefícios. Não é um tratamento invasivo e os animais gostam. Quando não querem eles simplesmente se afastam!

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reiki-animais – Fonte imagem: http://reikiafins.blogspot.com.br/2014/01/reiki-e-animais-de-estimacao.html


Reiki em cães é muito bom. Pode beneficiar no caso de estresse, medos, acalma animais hiperativos, acelera cicatrizações, intensifica o tratamento do veterinário. A única contra-indicação em humanos e não-humanos é relacionada a anestesias de maneira geral. Então, é muito utilizado em pós-cirurgia, nunca antes ou durante o período da anestesia. A posição das mãos o(a) Reikiano escolhe. Os animais como cães, cavalos e outros que gostam de ser tocados se deixam tocar com mais facilidade que gatos. Quando não dá para colocar as mãos no animal, faz-se a distância ( com nível 2 de Reiki ) e por 15 minutos a 20 minutos. Quando é feito presencial depende do quanto o animal permitir! 10 ou 15 minutos é um tempo bom, embora se possa fazer horas por dia em casos de extrema necessidade. O animal reaje rapidamente à cura. A cura pode acontecer em uma única sessão em alguns casos ou dentro de 1 a 2 dias aplicando reiki algumas vezes consecutivas ao dia.

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Canine hydrotherapy

From Wikipedia, the free encyclopedia, http://en.wikipedia.org/wiki/Canine_hydrotherapy
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Canine hydrotherapy is a form of hydrotherapy directed at the treatment of chronic conditions, post-operative recovery, and pre-operative or general fitness in dogs.

Hip dysplasia may be helped by hydrotherapy.

A number of conditions in dogs may be aggravated by or may show slow or no improvement as a result of weight bearing exercise. Among these are hip dysplasia and osteochondritis dissecans (OCD), conditions most common in medium to large purebred dogs, such as German Shepherds, Labradors or Golden Retrievers; chronic degenerative radiculomyelopathy (CDRM), a degenerative disease of the spinal cord which causes hind limb problems in German Shepherds; and luxating patella which is seen predominantly in small and toy breeds. Injuries to the cruciate ligament, or other ligaments, may also make post-operative weight-bearing exercise in dogs problematic. Obese dogs, while requiring exercise, may aggravate existing conditions or injure themselves due to the weight exerted on their joints if walked normally.

History

Hydrotherapy for humans has been used since ancient times, and some attempt at formalizing treatment was made during the 18th century. Similarly, the benefits of sea water for the treatment and prevention of leg injuries in horses has been known for centuries. Because of the financial benefits surrounding the treatment of race horses, around the mid-19th century inventors began to produce devices to replicate the benefits of cold sea water immersion for horses. The greyhound racing industry eventually recognized the benefits of the equine treatment, and from there, the therapy was extended to dogs in general.

Pool design

Pool designs for canine hydrotherapy vary, but most have generic elements. The pool tends to be smaller than a human swimming pool and is heated, unlike an equine hydrotherapy pool. Horses generate a lot of body heat when swimming, so equine pools use cold water to prevent the animal overheating, whereas a dog’s muscles benefit from the warming effects of the heated water. Most pools have a ramp for entry and exit and some have harnesses to maintain the dog in position in the water. There may be a manual or electric hoist for lifting dogs in and out of the water. Water is chlorinated or treated with an alternative chemical. Some have jets to add resistance and make the dog swim more strongly. Westcoast were the first official company to Produce and sell to the veterinnary and public sectors in 1988 with pools all over the world.

Uses

As an alternative or complement to weight-bearing exercise and medication, canine hydrotherapy may speed recovery after operations or slow the progression of degenerative conditions. It may be used as a pre-operative fitness regime in order to allow a dog to maintain condition before an operation if it can not exercise normally. When a congenital condition is identified in a puppy, it may be the case that surgery is not possible until the animal is physically mature; during the period preceding the surgery, hydrotherapy can be employed to maintain the dog’s condition. Spinal injuries or surgery can cause impairment of motor function, which may be treated by allowing the dog to exercise in water; it provides support and allows the dog to continue to exercise its muscles while nerve regeneration is taking place. Degenerative conditions can make normal weight bearing exercise difficult and pressure on joints and limbs may aggravate some conditions, so hydrotherapy can be used in these cases to allow the dog to exercise in an environment where there is no pressure on the affected areas. Obese dogs can build fitness and lose weight as a result of exercise in a hydrotherapy pool without putting excessive weight on their joints. Hydrotherapy may be used as part of a general fitness routine for dogs.

References

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Transplante de células do focinho faz cães paralisados voltarem a andar

Agência O GloboPor Cesar Baima (cesar.baima@oglobo.com.br) | Agência O Globo – ter, 20 de nov de 2012

RIO – Cientistas transplantaram células do sistema olfativo de cães paralisados por graves lesões na medula para fazê-los voltar a andar normalmente. Embora pesquisas anteriores já tivessem demonstrado em laboratório a capacidade destas células em recuperar fibras nervosas, esta é a primeira vez que elas foram usadas para regenerar lesões provocadas naturalmente ou por acidentes, oferecendo uma nova esperança para pessoas que sofrem com ferimentos similares.

No experimento, os animais receberam injeções de células especializadas retiradas de seus focinhos e conhecidas pela sigla OEC. Estas células são responsáveis por estimular o crescimento das fibras nervosas que mantêm a ligação entre o sistema olfativo e o cérebro e também estão presentes em seres humanos. Implantadas nas medulas lesionadas dos cachorros, elas se mostraram capazes de formar uma “ponte” entre os nervos partidos, o que permitiu aos cães recuperar o movimento coordenado de suas patas traseiras, que antes estavam completamente paralisadas.

- Nossas descobertas são extremamente excitantes porque mostram pela primeira vez que o transplante deste tipo de célula em uma medula com lesões severas pode trazer melhorias significativas – disse Robin Franklin, professor da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e coautor de artigo sobre o estudo, publicado na última edição do periódico científico “Brain”. – Estamos confiantes que a técnica poderá ser capaz de restaurar pelo menos um pouco dos movimentos em pacientes humanos.

Ao todo, 34 animais participaram do experimento, a maioria da raça dachshund, que é particularmente vulnerável a esse tipo de lesão na espinha. Eles foram divididos em dois grupos. O primeiro, com 23 cães, foi tratado com o transplante de células, enquanto o segundo, com 11 cães, recebeu só o líquido inerte usado no procedimento e serviu como grupo de controle. Nem os pesquisadores nem os donos dos cachorros sabiam quais deles receberam qual injeção. Em espaços de um mês, todos os cães passaram por testes em esteiras e os que foram tratados com as células do próprio focinho demonstraram crescente capacidade de movimentar e coordenar as patas traseiras. Segundo os pesquisadores, porém, as novas conexões nervosas se formaram apenas em curtas distâncias, o que limita a eficácia do tratamento.

- Ainda há um longo caminho pela frente para dizer que pacientes humanos poderão recuperar todas as funções perdidas – ressalvou Franklin. – O mais provável é que este procedimento um dia seja usado como parte de uma combinação de tratamentos, junto com remédios e fisioterapia, por exemplo.

Mas para a britânica May Hay, dona do dascshund Jasper, um dos beneficiados pela nova terapia, a recuperação de seu cachorro não foi nada menos que “mágica”:

- Antes do teste, o Jasper era totalmente incapaz de andar. Quando o levávamos para passear, usávamos um suporte para suas patas traseiras de forma que ele pudesse exercitar as dianteiras. Era de partir o coração. Mas agora não conseguimos impedir que ele fique correndo pela casa e ele pode até acompanhar os outros dois cães que temos. É absolutamente mágico.

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Cão com 3 patas ajuda menino com síndrome rara a se comunicar

O britânico Owen Howkins, 7 anos, sofre da síndrome de Schwartz-Jampel, que faz com que os músculos de seu rosto fiquem constantemente contraídos
(Foto: The Grosby Group)

Com uma rara condição genética, Owen Howkins, 7 anos, é um menino cujo medo de espaços abertos lhe deixara com receio de sair de casa. Ele sofre da síndrome de Schwartz-Jampel, que faz com que seus músculos fiquem permanentemente tensos, o que o deixava com vergonha de falar com as pessoas. Graças à amizade com o cachorro Haatchi, contudo, o britânico de Basingstoke, Hampshire, superou sua ansiedade e hoje se aventura no mundo exterior. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
Haatchi, um pastor-da-anatólia, foi adotado pelo pai do menino, Will Howkins e, como Owen, teve que enfrentar algumas dificuldades. Ele sofreu ferimentos graves ao ser amarrado a um trilho e atropelado por um trem, há cerca de 10 meses. O cão foi encontrado alguns dias depois e teve que ter a perna e o rabo amputados em razão das lesões. A família soube da situação do animal pelo Facebook e resolveu adotá-lo.
“Assim que eles se conheceram, o efeito de Haatchi sobre Owen foi incrível. Antes do cão chegar, ele era praticamente agorafóbico”, conta a noiva de Will, Colleen Drummond, que é parte da família desde que Owen tinha 3 anos. “Quando ele entrou na escola, tornou-se mais consciente de ser diferente das outras crianças e se tornou ainda mais retraído”, completa.
A condição de Owen requer tratamento regular no hospital, mas a presença do cão fez com que ele tivesse mais facilidade em lidar com isso. Agora, ele se sente diferente em relação a sua síndrome, especialmente após ver o cachorro tomar seus “remédios” – uma mistura de mel de manuka, óleo de salmão e suplementos. “Owen costumava ter medo de estranhos, mas agora quer falar com todos a respeito de Haatchi e sair o tempo todo para mostras caninas. A diferença que notamos nele não pode ser posta em palavras”, diz Colleen.
“Owen é incrivelmente ligado a Haatchi, eles são muito apegados um ao outro”, conta Will. Em breve, ele visitará soldados com membros amputados feridos no Iraque e no Afeganistão, além de crianças doentes e em fase terminal. O cão chegou a ganhar um prêmio do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, por sua história e contribuição aos doentes, e comparecerá ao evento Animal Action Awards na próxima semana.
fonte: ANDA
http://www.anda.jor.br/
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Dra Maira Formenton, palestrante no Congresso Paulista das Especialidades – 2012, Displasia Coxofemoral em Cães – Como tratar os diferentes graus.

A Fisioanimal agradece a todos o reconhecimento de nosso trabalho.

PARABENS A TODA EQUIPE!!!

maira COnpavepa

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Projeto para a guarda responsável de animais é aprovado em SBO

10 de Outubro de 2012

Durante a sessão legislativa realizada nesta terça-feira, 09/10, os vereadores de Santa Bárbara dOeste (SBO), município da Região Metropolitana de Campinas, aprovaram em primeiro turno de votação o projeto de lei nº 52/2012, de autoria do Poder Executivo. A propositura dispõe sobre ações de controle e guarda responsável de animais.

O objetivo é prevenir, reduzir e eliminar maus tratos, preservar a saúde e o bem estar das populações humanas e animais, disciplinar o comércio, a criação e a manutenção de animais na cidade, identificar e registrá-los junto ao município e controlar as populações.
Conforme o texto aprovado, os animais deverão ser registrados no órgão municipal responsável pelo Controle de Animais e este registro deve ser atualizado anualmente. Isto serve tanto para animais domésticos, como de criação e exóticos.
A identificação dos bichos será realizada eletronicamente com aplicação de microchip, que poderá ser introduzida por veterinários particulares ou pelos técnicos do serviço de Controle de Animais. O chip será utilizado para o registro do animal e os dados estarão disponibilizados na internet.
Sobre a guarda responsável, o projeto prevê que o tutor  cumpra algumas recomendações, como utilizar coleira e guia nos passeios em vias públicas, recolher as fezes dos seus bichos, fornecer condições adequadas de alojamento, alimentação, saúde, higiene, vacinação e bem-estar.
Segundo o prefeito, a ações determinadas na proposta visam se desenvolver por meio do envolvimento dos tutores, criadores, veterinários, zootecnistas e Poder Público. “Espera-se assim, que este envolvimento gere constante amadurecimento e atitudes duradoras das pessoas envolvidas, atendendo à sustentabilidade no controle responsável de animais no município”, informou.
O projeto ainda será submetido a um segundo turno de votação na Câmara, antes que siga para a sanção do prefeito.
Fotografia: Arquivo Notícia Animal
fonte
http://www.noticiaanimal.com.br/viewpost.php?idpost=1130
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Displasia Coxofemoral Cão

 

A displasia coxofemoral no cão pode afetar muito sua qualidade de vida. Dor, dificuldade de locomoção, claudicação ( mancar), andar cambaleante ( parece que está “rebolando”) e  andar de coelho ( bunny hopping) são sinais da doença.

A fisioterapia pode ajudar muito o animal com displasia. Muitas vezes associada a acupuntura e implante de ouro ( veja o post sobre este tema) a fisioterapia mantém a musculatura forte para que animal, apesar da deficiência, consiga realizar suas atividades diárias. Tem ainda um papel mais importante no controle da artrose que normalmente está associada.

Abaixo, um artigo sobre Displasia Coxofemoral, escrito pela Dra Maira Formenton, nos Anais do Conpavepa ( Congresso Paulista das especialidades – 2012) e Coluna Técnica na Revista Nosso Clínico

Acompanhe também, na parte de Casos, o caso da Zaira, uma mastiff com grave displasia coxofemoral.

Para nossos colegas veterinários, depois há um artigo técnico sobre diagnóstico da doença ( Displasia Coxofemoral Canina - Revista de Educação Continuada do CRMV-SP).

Para maiores informações entre em contato : (011) 3641-3858, atendimento@fisioanimal.com, maira@fisioanimal.com.

Espero por vocês!

 

 

Coluna Fisioterapia e Reabilitação / Maira R. Formenton/ www.fisioanimal.commaira@fisioanimal.com

 

1- Displasia coxofemoral: porque encaminhar à fisioterapia

 

A displasia coxofemoral atualmente é uma das afecções ortopédicas mais significante em cães, pois pode prejudicar significantemente a qualidade de vida dos animais.

Considerada uma alteração no desenvolvimento,  envolve a cabeça, colo femoral e acetábulo e tem transmissão hereditária, recessiva, intermitente  e poligênica. A condição clínica do animal pode ser agravada por fatores ambientais (viver em pisos lisos), nutricionais (a obesidade agrava os sintomas) e biomecânicos (alterações posturais secundárias). Os sinais podem ser variados como claudicação uni ou bilateral, deslocamento do centro de gravidade cranialmente, dorso arqueado, rotação lateral dos membros, andar cambaleante, dificuldade de levantar, dor à palpação do local.

Os objetivos do tratamento devem ser a redução da dor do paciente, diminuir da progressão da doença articular degenerativa e a tentativa de manter ou restaurar a função normal da articulação, senpre considerando a idade do animal, grau de desconforto e severidade dos sinais clínicos, achados radiograficos e até recursos financieiros do proprietário.

Entre as opções conservativas devem-se utilizar a associação do controle da dor e da doença articular degenerativa, controle de peso e exercícios orientados. O uso de fármacos antiinflamatórios não esteroidais como carprofeno (2,2 mg por kg VO BID ou 4,4 mg por kg VO SID) e o firocoxib (1 a 2 mg por kg VO, SID.) auxiliam no tratamento porém não devem substituir o controle de peso e o programa de exercícios. Há ainda a opção da administração de  glicosaminoglicanos, glicosamina, sais de condroitina e hialuronato, porém há a necessidade de mais estudos para a comprovação de sua eficácia.

 

O retorno da função articular está diretamente ligada à manutenção ou ganho de força muscular nos membros pélvicos. Isso deve ser feito através de exercícios controlados e com baixo impacto, ou seja, que não causem estresse articular. Dentre eles podem ser indicados hidroterapia, natação, caminhadas controladas na guia, entre outros, evitando outros que possam causar danos articulares como corridas e exercícios de impacto.

 

Caminhadas em hidroesteira- displasia coxofemoral- cão

Caminhadas em hidroesteira- displasia coxofemoral- cão

O programa de exercícios deve respeitar os sinais clínicos , não podendo causar dor, sendo assim individualizados. Podem ser associados exercícios para grupos musculares específicos incluindo caminhadas em aclive, exercícios de senta e levanta, dança, uso de bolas terapêuticas para isolar grupos musculares, entre outros.

O alongamento passivo dos membros tem grande importância no ganho de amplitude articular e muscular além do restabelecimento da função da mesma. Além disso, a mobilização articular adequadamente realizada auxilia na redução da rigidez, aumentando a amplitude de movimento articular e possibilitando uma melhor movimentação do animal, aumento no metabolismo e difusão de nutrientes na cartilagem.

Aplicação de corrente interferencial - displasia coxofemoral cão

Aplicação de corrente interferencial – displasia coxofemoral cão

Outras técnicas podem ser associadas como a utilização de ultrassom terapêutico, bolsas quentes, massagens e eletroterapia ( TENS, Insterferencial) para auxiliar na redução da dor e da rigidez articular, proporcionando condições para a realização dos exercícios ativos.  Pode ainda ser ulitizada a eletroestimulação neuromuscular para auxiliar no ganho de força e redução de hipotrofias musculares. Nos processos inflamatórios agudos, a crioterapia pode auxiliar no controle da inflamação e ajudando no controle da dor. A associação do tratamento à técnicas de acupuntura ( como agulhamento, eletroacupuntura e implantes de ouro) é recomendada , obtendo-se assim um efeito sinérgico.

Alongamentos e Mobilizações -  displasia coxofemoral cão

Alongamentos e Mobilizações – displasia coxofemoral cão

Por fim, conclui-se que o a abordagem da displasia coxofemoral em nossos pacientes deve envolver terapias múltiplas para assim proporcionarmos uma adequada qualidade de vida ao animal. A prática de fisioterapia, suporte analgésico e  exercícios orientados são essenciais nas diversas formas clínicas em que se apresenta a doença, mantendo o suporte articular adequado, inclusive em animais em que já foram realizadas técnicas cirúrgicas.

 

2- Caso clínico : Zaira

 

displasia coxofemoral- Zaira

displasia coxofemoral- Zaira

 

Zaíra – Displasia coxofemoral

“Me emocionei vendo a reportagem! Domingo é aniversário dela. Três anos. Esta ótima. Forte. Uma leoa no meu quintal. Bjos a Dra Maira Rezende Formenton” – Zenon Costa, proprietário da Zaira.

Zaira , aos 10 meses de idade, não conseguia mais levantar. Apresentava uma displasia coxofemoral grave e teve que sofrer precocemente uma cirurgia drástica no quadril. Após a cirurgia ainda tinha muitas dificuldades,dor , além de uma grande perda de massa muscular nos membros posteriores. Relutava a levantar e andar….

 

 

Zaira entrou começou seu tratamentoi na Fisioanimal, buscando voltar a caminhar e brincar…

Após algumas semanas Zaíra já havia conquistado a todos

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E após alguns meses voltou a correr e brincar ! parabéns Zaira!!!

 

 

3 –  Artigo: DISPLASIA COXOFEMoRAL CANINA

 


RESUMO

Displasia coxofemoral é a má formação das articulações coxofemorais, incidindo em todas as raças, principalmente nas grandes e de crescimento rápido. Sua transmissão é hereditária, recessiva,intermitente e poligênica. Fatores nutricionais, biomecânicos e de meio ambiente, associados à hereditariedade, pioram a condição da displasia. A suspeita ao exame clínico é possível, mas é o estudo radiográfico, normalmente a partir dos doze meses completos de idade na maior parte das raças, mediante posicionamento correto do animal, que define o diagnóstico.Para tanto o paciente deve estar livre de qualquer reação.Este estado é atingido com a anestesia geral, de preferência. O paciente deve estar posicionado em decúbito dorsal, membros posteriores estendidos caudalmente, de igual comprimento, paralelos entre si e em relação á coluna vertebral, rotacionados medialmente, de tal forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares. A pelve não pode estar inclinada. Na identificação mínima do filme deverá constar o número de registro do cão, data de nascimento e data do exame radiográfico .A subluxação, normalmente como primeiro sinal radiográfico, pode levar à artrose secundária, assim denominada se desenvolver secundariamente a uma outra alteração, no caso a displasia.O controle desta má formação se faz através de uma seleção radiográfica de todos os animais utilizados na reprodução.O índice de Norbeg é utilizado para o diagnóstico.Modernamente o tratamento medicamentoso tem se baseado em produtos com capacidade anabolizante da cartilagem articular degenerada.

Uma questão de diagnóstico?

Um exame clínico apropriado não é suficiente para o diagnóstico da displasia. Definitivamente será radiográfico, mediante imagem de qualidade e animal corretamente posicionado.

Conceito: é a má formação das articulações coxofemorais. Índice em todas as raças, principalmente nas grandes e de crescimento rápido. Atinge os dois sexos, podendo comprometer uma articulação (aproximadamente 10%) ou ambas.

Histórico: Schnelle (1936) descreveu pela primeira vez a displasia coxofemoral e Konde (1947) comentou sua origem hereditária. Schales (1959) a descreveu como má formação e indicou o exame radiográfico para o diagnóstico. Wayne e Riser(1964) relacionaram o crescimento rápido e precoce e ganho de peso de pastores alemães com transmissão genética. Henricson,Norberg e Olsson (1966) consideraram-na como má formação hereditária e a subluxação como conseqüência da alteração anatômica.

Transmissão: hereditária,recessiva,intermitente e poligênica (alguns autores tem considerado 20 genes).Fatores nutricionais, biomecânicos e de meio ambiente (multifatorial), associados à hereditariedade, pioram a condição da displasia.Recomenda-se fundamentalmente evitar os traumas, sejam eles da obesidade, dos locais escorregadios,etc…

Etiopatogenia: as estruturas que auxiliam na manutenção das articulações são: cápsula articular, ligamento acetabular transverso, musculatura da região, ligamento redondo, pressão negativa articular e aplicação do acetábulo pelo lábio glenoidal ou ligamento acetabular.Pesquisadores tem fundamentado seus estudos nas modificações bioquímicas do líquido sinovial, como a diminuição do cloro(carga negativa) e aumento do sódio e potássio (cargas positivas). Em função destas alterações ocorre um aumento da osmolaridade, que traz como consequência o aumento da quantidade do mesmo líquido e a sinovite com desidratação da cartilagem articular. A partir deste instante desenrola-se uma seqüência de outros episódios, tais como: aumento da pressão intra articular, aumento da tensão sobre as estruturas moles que mantém a articulacão, afrouxamento destes tecidos moles, perda da intimidade articular, arrasamento (ocificação ou calcificação)ou não da cavidade acetabular (aspesto medial), subluxação (deslocamento lateral da cabeça femoral, normalmente como primeiro sinal radiográfico), edema, ruptura parcial ou total do ligamento redondo, micro fraturas acetabulares criminais e por fim a artrose secundária (secundária porque se desenvolve secundariamente a uma outra alteração – a diplasia). Há que se considerar ainda a hipótese de que a displasia é uma má formação biomecânica, resultante de uma disparidade entre o desenvolvimento da massa muscular pélvica e o rápido crescimento do esqueleto (Figura 1).


Figura 1.
À esquerda desenho de uma articulação coxofemural normal e anômala à direita.
Forças articulares anormais inclinam para baixo a cabeça e colo femorais,
modificam a anatomia da cavidade acetabular,rompem o ligamento redondo e espessam o colo femoral.

Sintomatologia: ocorre principalmente entre os quatro meses até menos de um ano de vida. Os cães poderão apresentar dificul-dades para levantar, caminhar, correr, saltar e subir escadas. A locomoção pode ser dificultada em lugares lisos. Para correr poderão imitar a corrida de coelhos. A claudicação poderá afetar um ou dois membros. No segundo caso observa-se, com alguma freqüência, que os animais deslocam o peso mais sobre os membros anteriores, desenvolvendo a musculatura torácica desproporcionalmente em relação aos posteriores. As passadas podem ser mais curtas, podendo ocorrer relutância aos exercícios, observando-se preferência pelo sentar ou deitar. Episódios anormais de agressividade são algumas vezes observados, inclusive com o proprietário. A displasia pode provocar muitas dores, andar imperfeito,afetando a resistência do animal.

Exame clínico: baseia-se na observação do animal em estação, caminhando e trotando, na constatação de aumentos de volumes e assimetrias e na busca da presença da dor, crepitação e amplitude do movimento articular, maior na fase aguda e menor na crônica, já nesta última intensificam-se as alterações articulares degenerativas, tomando lugar a fibrose capsular e muscular circundante. Os sinais Ortolani e Bardens devem ser explorados em cães jovens, anestesiados e colocados em decúbito lateral. Para para o sinal de Ortolani (Figura 2), posicione o fêmur superior perpendicularmente ao eixo longitudinal da pelve e paralelamente à superfície da mesa de exame. Coloque a palma de uma das mãos sobre a articulação coxofemoral sob avaliação e com a outra segure firmemente a articulação fêmoro-tíbio-patelar correspondente, pressionando o fêmur contra o seu acetábulo. Quando esta pressão é exercida, a cabeça femoral da articulação displásica subluxa dorso-lateralmente. Mantenha esta pressão e abduza ao máximo o fêmur. Durante esta manobra você sentirá a cabeça do fêmur retornará a sua cavidade acetabular, algumas vezes emitindo um som audível semelhante a um “clunk “. O retorno com ou sem som é achado clínico que corresponde a um sinal Ortolani positivo, vindo a confirmar a presença de frouxidão articular. Para o sinal de Bardens (Figura 3), indicado para animais mais leves e com menos de três meses de idade, segure o fêmur superior com uma mão e posicione a outra com o polegar na tuberosidade isquiática, o indicador sobre o trocanter maior e o dedo médio na tuberosidade sacral. Abduza o fêmur paralelamente à mesa de exame. O deslocamento lateral do trocanter maior, além do compatível, percebido pelo indicador, revela frouxidão articular.

Contenção: o diagnóstico é definitivo através do exame radiográfico, mediante posicionamento correto do paciente e imagens de qualidade. O posicionamento normalmente é alcançado através da anestesia geral, já que estamos frente a uma patologia muitas vezes dolorosa e de raças geralmente grandes. A associação farmacológica da tiletamina e zolazepam proporciona analgesia rápida e profunda e relaxamento muscular. É uma anestesia dissociativa segura, de efeitos secundários reduzidos. Recomendamos a administração na dose prescrita por via E.V.(1ml para cada 10 kg de peso), devido aos efeitos mais rápidos (ganho de tempo)e pelas doses menores, quando comparadas à aplicação I.M.. Os riscos de uma anestesia feita com cuidado e com drogas modernas caem praticamente a zero.

Controle da displasia: todos os animais utilizados na reprodução devem passar por uma seleção radiográfica. Como condição mínima necessária, pelo menos os pais dos reprodutores devem ser insetos de displasia, não sendo preciso ressaltar que quanto mais longe formos no controle dos ascendentes, melhor será.Os animais aprovados para a reprodução também o deverão ser quanto a prova dos descendentes. Não basta apresentar articulações coxofemorais normais, pois os animais nestas condições podem transmitir a má formação aos seus descendentes . É importante esclarecer que as radiografias só avaliam os aspectos fenotípicos (alteração radiográficas) e não o genótipo. Freqüentemente animais sem sinais de displasia são portadores dos respectivos gens. É preciso deixar muito claro que todos os animais, com exceção dos de categoria A, sem sinais de displasia coxofemoral(HD -),do alemão Hüftgelenk Dysplasie e inglês Hip Dysplasia,apresentam displasia, em menor ou maior grau. Atualmente no Brasil, para fins de reprodução, é permitido o acasalamento dos cães pertencentes às três primeiras categorias, ou seja, A(HD -), B(HD +/-)e C(HD +), enquanto que alguns países, como por exemplo a Alemanha, só são autorizados para o mesmo fim as classificações A e B. Sugere-se, caso a fêmea seja C (displasia coxofemoral leve: HD +), que ela deva ter excelentes características do padrão da raça, como conformação, temperamento,etc.. Estas virtudes devem superar as deficiências das articulações. Esta mesma fêmea deveria acasalar com um macho A, sem sinais de displasia coxofemoral (HD -). As recomendações para as fêmeas não devem ser aplicadas aos machos, já que os mesmos transmitirão a displasia para um número muito maior de filhotes. Animais levemente displásicos tendem transmitir displasias discretas. É importante ressaltar que os critérios de acasalamento devem levar em consideração o tamanho do plantel e a conformação das articulações. Se a população de animais em uma determinada raça é muito grande e controle e o controle da displasia é feito rotineiramente há muito tempo, o critério na reprodução será mais rígido se comparado com outras raças com número menor de exemplares e com o controle radiográfico mais incipiente. Caso contrário limitaríamos tanto os acasalamentos que poderiam não haver mais animais aptos para este fim. Muitos proprietários questionam diagnóstico radiográfico, quando o resultado é de displasia moderada ou severa e quando os cães correspondentes praticam exercícios diários intensos sem manifestar qualquer sintoma. Isto é perfeitamente possível, pois sabemos que muitas vezes não há correlação entre as lesões radiográficas e os sinais clínicos.


Figura 4.
Correto posicionamento do cão para o diagnóstico da displasia.

Radiografia perfeita: ao se realizar uma radiografia das articulações coxofemorais para o diagnóstico da displasia, faz-se necessária, preferencialmente, a anestesia geral, podendo ser de curta duração, de tal forma que o paciente esteja livre de qualquer reação, com o objetivo de se obter um posicionamento correto. O animal é então colocado em decúbito dorsal (Figura 4), com os membros posteriores estendidos caudalmente, de igual comprimento, paralelos entre si e em relação à coluna vertebral, rotacionados mediante,de tal forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares. A pelve deve estar paralela à superfície da mesa, ou seja, sem inclinação. Para uma radiografia de posicionamento adequado é de grande valia uma calha, utilizada para deitar o animal no seu interior, com a pelve fora da mesma. Portanto ela é um acessório muito importante para este tipo de exame. Os membros torácicos são estendidos cranialmente, tornando-se o cuidado de não haver inclinação do tórax do animal. Nestas circunstâncias a imagem radiográfica deverá nos mostrar o seguinte (Figura 5):

  • ílios simétricos- canal pélvico ovalado, de contornos simétricos, quando dividido sagitalmente

  • forâmens obturadores simétricos – fêmures paralelos entre si e com a coluna vertebral

  • patelas sobrepostas aos sulcos trocleares

A imagem radiográfica deve permitir a visualização de toda a pelve, assim como das articulações fêmoro-tíbio-patelares,para que se possa avaliar a simetria dos ílios e os posicionamentos das patelas. Se estas não tiverem sobrepostas aos sulcos trocleares, conclui-se que os posteriores foram rotacionados insuficiente ou excessivamente. Normalmente é insuficiente, ou seja, a patela tende a se sobrepor mais ao côndilo lateral do fêmur do que ao sulco propriamente dito.No posicionamento apropriado das patelas, alcançados através da rotação mediana dos membros, exerce-se uma força sobre as cabeças femorais, levando as articulações displásicas à subluxação, enquanto que o animal normal não correrá o mesmo. Normalmente é esta subluxação a primeira alteração radiográfica e em princípio a mais importante.Através dela é que se determina o grau no índice de Norbeg. As demais alterações irão se desenvolver como conseqüência da subluxação, como por exemplo a artrose, por isso denominada de artrose secundária.Uma radiografia de qualidade deverá ser bem contrastada, observando-se de forma bem detalhada o bordo acetabular dorsal e a estrutura trabecular da cabeça e colo femorais. Alcançam-se estes objetivos utilizado-se bons equipamentos de raios X, é crans e filmes de boa procedência, revelação por processamento automático sempre que possível e uma câmara escura que realmente seja escura, provida de uma lâmpada de segurança que realmente seja de segurança. Sob a superfície da mesa radiográfica, no Bucky, faz-se presente a grade anti-difusora, com a função de absorver a maior parte da radiação secundária. Esta, quando ausente, produz imagens sem contraste, isto é, de aspecto enfumaçado.


Figura 5.
Desenho da simetria anatômica como decorrência de um posicionamento correto.

Radiografia inadequada: é aquela sem posicionamento apropriado, caracterizada principalmente pela assimetria dos ílios, au-sência de paralelismo entre os fêmures, principalmente por abdução dos membros, patelas não sobrepostas aos sulcos trocleares e aquelas sem padrão de imagem, por estarem sub ou super expostas (claras ou escuras, respectivamente), prejudicando o contraste, tremidas, manchadas, mal reveladas, etc., bem como aquelas sem dados de identificação do paciente na emulsão(antes da revelação)do filme.

Diagnóstico: é realizado através do índice de Norberg (Figura 6). Baseia-se na determinação dos centros das cabeças femorais e da união dos mesmos por intermédio de uma linha, que nos possibilitará traçar, a partir de um dos centros uma segunda linha, que tangenciará o bordo acetabular crânio lateral. As duas linhas formam entre si um ângulo, chamado ângulo de Norberg. Este é apenas um dos elementos necessários para o diagnóstico da displasia. Outros fatores devem ser levados em consideração, tais como o posicionamento do centro da cabeça femoral em relação ao bordo acetabular dorsal, o aspecto da linha articular, a presença de alterações articulares degenerativas (artrose secundária) e a conformação dos bordos acetabulares, principalmente do crânio lateral. Segundo Norberg o menor ângulo compatível com a normalidade é 105º , porém pode haver uma articulação com 105º ou mais e ser classificada como próxima do normal (B) ou levemente displásica (C), Bastando para isto a presença de osteófito no bordo acetabular crânio lateral, adulterando o ângulo ou quando menos de 50 % da cabeça femoral estiver inserida dentro da cavidade acetabular. Os autores tem preconizado pelo menos 50 %. É de fundamental importância entender, que em princípio, quanto maior o ângulo de Norberg, maior será a congruência articular. Em outras palavras, maior será o contato entre cabeça femoral e cavidade acetabular ou maior será a intimidade entre elas ou maior ser’ao encaixe da cabeça femoral. A partir deste momento, quanto menor a congruência articular, menor será o ângulo e mais evidente será a subluxação, podendo atingir até a luxação.

Há alguns anos o Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária – CBRV, através de uma plêiade de médicos veterinários radiologistas, tem tornado realidade, como em outros países, a emissão de um Certificado de Controle da Displasia Coxofemoral Canina. Esta nova modalidade de prestação de serviços surgiu de uma necessidade premente, já que havia uma enorme discrepância entre os diagnósticos realizados. Estas discrepâncias levaram e continuam levando inúmeros criadores a prejuízos incomensuráveis, já que alicerçaram sua criação em reprodutores supostamente sem displasia. O CBRV, ao receber a radiografia realizada por médico veterinário, a examina quanto a qualidade diagnóstica, podendo devolvê-la, caso a mesma não obedeça aos padrões técnicos exigidos.


Figura 6.
A sobreposição de uma circunferências concêntricas ao limite
da cabeça femoral determinará o centro da referida cabeça femoral.

Normas do CBRV para avaliação da displasia coxofemoral em cães no Brasil, segundo os critérios da Federação Cinológica Internacional – FCI

1 – Procedimentos técnicos

Idade
A avaliação das condições articulares será feita conclusivamente a partir dos doze meses completos de idade na maior parte das raças, exceção feita ao Bullmastiff, Dogue de Bordeaux, Great Dane, Leonberger,Maremma,Mastiff, Mastim Napolitan, Newfoundland,Landseer,Pyrenean Mountain Dog e St. Bernard, cuja apreciação deverá ser realizada com pelo menos dezoito meses completos de idade. Avaliações preliminares das articulações coxofemorais poderão ser realizadas a partir dos seis meses de idade.

Contenção
Com a finalidade de assegurar a qualidade técnica desejada, é obrigatória a contenção do paciente, mediante a utilização de associações farmacológicas capazes de determinar perfeito relaxamento do animal, para se obter o posicionamento correto e livre de reações por parte do cão. O médico veterinário, ao realizar a radiografia, assinará um termo de responsabilidade, comprometendo-se com esse tipo de contenção.

Posicionamento
Decúbito dorsal com os membros pélvicos em extensão caudal, paralelos entre si e em relação à coluna vertebral,tomando-se cuidado de manter as articulações fêmoro-tíbio- patelares rotacionadas medialmente, de tal forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares.Deve-se ainda ter o cuidado para que a pelve fique em posição horizontal. Uma segunda radiografia poderá ainda ser utilizada, com os membros pélvicos flexionados-frog position (posição de rã).

Identificação do filme
Na identificação mínima permanente do filme, em sua emulsão,deverá constar o número de registro do animal, raça, data de nascimento, data do exame radiográfico e a identificação da articulação coxofemoral direita ou esquerda.

Identificação do paciente
O médico veterinário ao realizar a radiografia deverá identificar o animal, caso ainda não esteja, por microchip, corretamente denominado de transponder(Figura 7), ou por tatuagem, para um posterior controle, se necessário.


Figura 7.
O transponder (microchip) mede 11 x 2mm. Sua implantação é subcutânea,
como qualquer administração medicamentosa pela mesma via, dorsalmente ao encontro das escápulas.

Tamanho do filme
Deve ser suficiente para incluir toda a pelve e as articulações fêmoro-tíbio-patelares do paciente.

Qualidade da radiografia
Serão analisadas as radiografias devidamente identificadas e as que obedecerem os critérios de posicionamento do animal, cujo padrão de qualidade ofereça condições de visualização da micro trabeculação óssea da cabeça e colo femorais e ainda definição precisa das margens da articulação coxofemoral, especialmente do bordo acetabular dorsal.

2 – Laudo

O radiologista, ao receber a radiografia, avaliada a sua qualidade para o diagnóstico, ficando a seu cargo a possibilidade de ser devolvida ao médico veterinário que a realizou, caso não obedeça aos padrões técnicos desejados. Para a emissão do laudo definitiva, cada radiografia será examinada por um dos radiologistas credenciados pelo CBRV, escolhido por sorteio, que não terá conhecimento do nome de registro ou mesmo do proprietário do animal. Cada proprietário terá direito, mediante pagamento dos respectivos custos, de recorrer a um segundo e último diagnóstico, submetido ao júri da Displasia Coxofemoral do Comitê Científico da Federação Cinológica Internacional.

Classificação das articulações coxofemorais:

A (HD -): sem sinais de displasia coxofemoral (Figura 8)
A cabeça femoral e o acetábulo são congruentes. O bordo acetabular crânio lateral apresenta-se pontiagudo e ligeiramente arredondado. O espaço articular é estreito e regular. O ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente105º, como referência.

B (HD +/-): articulações coxofemorais próximas do normal (Figura 9)
A cabeça femoral e o acetábulo são ligeiramente incongruentes e o ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente 105º ou o centro da cabeça femoral se apresenta medialmente ao bordo acetabular dorsal.

C (HD +): displasia coxofemoral leve (Figura 10)
A cabeça femoral e o acetábulo são incongruentes. O ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente 100º e/ou há um ligeiro achatamentos do bordo acetabular crânio lateral. Poderão estar presentes irregularidades ou apenas pequenos sinais de alterações osteoartrósicas da margem acetabular cranial, caudal ou dorsal ou na cabeça femorais.

D (HD ++): displasia coxofemoral moderada (Figura 11)
Evidente incongruência entre cabeça femoral e o acetábulo com subluxação. Ângulo acetabular, segundo Noreberg, é maior do que 90º, como referência. Presença de achatamento do bordo acetabular crânio lateral e/ou sinais osteoartrósicos.

E (HD +++): displasia coxofemoral severa (Figura 12)
Marcadas alterações displásicas das articulações coxofemorais, como luxação ou distinta subluxação. Ângulo acetabular, segundo Norberg, menor do que 90º. Evidente achatamento da margem acetabular cranial, deformação da cabeça femoral (formato de cogumelo, achatada) ou outros sinais de osteoartrose.


Figura 8. A (HD -),sem sinais de displasia coxofemoral.
Figura 9.
B (HD +/-),articulação coxofemoral próxima do normal.
Figura 10.
C (HD +),displasia coxofemoral leve.Discreta subluxação.
Figura 11.
D (HD ++),displasia coxofemoral moderada. Evidente subluxação, acompanhada de osteoartrose.
Figura 12.
E (HD +++), displasia coxofemoral severa. Subluxação ainda mais evidente, acompanhada de osteoartrose.

Pré requesitos para a emissão do laudo de displasia coxofemoral pelo CBRV:

  • Radiografia das articulações coxofemorais conforme as normas do CBRV.

  • Cópia autenticada do pedigree ou da tarjeta do animal.

  • Termo de responsabilidade do médico veterinário*

  • Termo de responsabilidade do proprietário ou responsável*

  • Taxa em dinheiro ou cheque nominal à ABRV

  • Todas as radiografias encaminhadas ao CBRV deverão ser remetidas de qualquer parte do Brasil para:
    Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária
    Caixa Postal 42041 – 04073-970 – São Paulo – SP
    FONE: (0_11) 530-9050

  • * Os termos de responsabilidade devem ser solicitados ao CBRV

Tratamento: poderá ser medicamentoso ou cirúrgico.Relacionam-se neste último várias possibilidades, desde as mais simples, tais como, por exemplo, a pectineotomia e a ressecção de cabeça femoral (artroplastia excisional), até as mais complexas, comO as correções de desvios do tipo geno valgo e antiversão, a osteotomia tripla de pelve, a osteotomia intertrocantérica, o alongamento de colo femoral, a prótese total, etc., e as associações cirúrgicas, como femoral. Modernamente tem se tratado, não só a displasia coxofemoral, mas também a displasia do cotovelo, a osteocondrose, a necrose avascular de cabeça femoral,a espondiloartrose, enfim, todas as patologias articulares degenerativas(artroses)e inflamatórias (artrites) através de produtos de origem natural com a propriedade de regenerar (anabolizar)e proteger a cartilagem articular degenerada, produzindo uma analgesia natural. Os antiinflamatórios esteróides mascaram a dor, liberando os movimentos articulares.Estes esteróides somados aos movimentos articulares tem uma ação de destruição (catabolização)da cartilagem articular, que é antagônica aos fatores anabolizantes dos produtos acima referidos. Por esta razão a associação dos mesmos não deve ser recomendada, muito menos só a aplicação dos antiinflamatórios. A ação anabolizante do produto pode ter um resultado final melhor quando acompanhada de medidas apropriadas de manejo,tais como manter o animal em locais restritos para que o mesmo reduza sua atividade física, assim como evitar a obesidade do paciente e os locais escorregadios. Há inclusive a possibilidade de ocorrer um remodelamento osteoarticular. Este fato é de suma importância, pois os osteófitos pericondrais poderiam ser, no mínimo, parcialmente reabsorvidos, descomprimido, por exemplo, as ramificações nervosas eferentes localizadas nos espaços intervertebrais. Poderíamos evitar a calcificação dos discos interverterbrais.

Caso estes procedimentos não sejam coroados de êxito, não podemos deixar de considerar a intervenção cirúrgica como uma possibilidade adicional.

Referências Bibliográficas

1 – BRAUND, K.G. Hip dysplasia and degenerative myelopathy:marking the distinction in dogs.Veterináry Medicine, (aug.),1987.
2 – CORLEY,E.A.;KELLER,G.G.Hip dysplasia:a guide for dog breeders and owners. 2nd. edition, Orthopedic Foundation for Animals,1989.
3 – DOUGLAS, S.W.; WILLIANSON, H.D.Veterinary radiological interpretation.Philadelphia,Lea & Febiger,1970.
4 – ETTINGER,S.J.Textbook of veteranary internal medicine.Philadelphia,W.B. Saunders,p.2211-14,1983.
5 – FOX,S.M.;BURT, J. Symposium on hip dysplasia.Veterinary Medicine.p.684-716,1987.
6 – KEALY,J.K. Diagnostic radiology of the dog and cat.Philadelphia, W.B. Sanders,1987,p.352-362.
7 – MORGAN, J.P.; STEPHES, M. Radiographic diagnosis and control of canine dysplasia. Iowa State University Press, 1988.
8 – SMITH, G.K. et al. New concepts of coxofemoral joint stability and the development of a clinical stress-radiographic method for quantitating hip joint laxity in the dog. Journal of American Veterinary Medical Association, v.196,n.1, p.59-70,1990.
9 – THRALL, D.W.;LEBEL, J.L.Carlson’s veterinary radiology. Philadelphia, Lea & Febiger,1977.
10 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN. Jr., R.Canine hip dysplasia: developmental factors, clinical signs and initial examination steps.Veterinary Medicine, p.25-53,1996.
11 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN. Jr., R.Medically managing canine hip dysplasia.Veterinary Medicine, p.48-53,1996.
12 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN. Jr., R.Total hip replacement: the best treatment for dysplasia.Veterinary Medicine, p.118-143,1996.
13 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN. Jr., R.Symposium on canine hip dysplasia. Veterinary Medicine, p.25-23,1996.
14 – TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN.
Jr., R.Actualidad en displasia coxofemoral. El perro ovejero     alemam,p.41-43,1997.
15 – VERLAG, M.; SCHAPERH, H. Bercht der hüftgelenk dysplasia.
Kleintier Praxis, n.23,p.169-180,1978.

Edgar Luiz Sommer – CRMV-SP nº 1556 1. Sócio proprietário do Provet, responsável pelos setores de radiologia, ultra-sonografia e ecocardiografia; Conselheiro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo; Diretor Secretário do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária; Diretor pela América do Sul do International Veterinary Radiology Association.

Carlo Leonardo Grieco Fratocchi – CRMV-SP nº 7080 2. Presidente da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária; membro do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária; Radiologista do Provet; membro do International Veterinary Radiology Association.

Fonte deste artigo: Revista de Educação Continuada do CRMV-SP.
São Paulo, fascículo 1, volume 1, p.031-035, 1998.

Edgar Luiz Sommer – CRMV – SP 1556
Carlo Leonardo Grieco Fratocchi – CRMV – SP 708
Provet
Av. Aratãs, 1009
Cep: 04081-004 – São Paulo
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provet@uol.com.br

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Acupuntura em cães e gatos

Acupuntura em cães e gatos

A Acupuntura é o método terapêutico da Medicina Tradicional Chinesa mais conhecido no ocidente, que visa a restauração e a manutenção da saúde, através do equilíbrio energético do organismo.

Consiste no estímulo de  pontos determinados do corpo, os acupontos, através da inserção de finas agulhas de aço inox ou através de outras técnicas de estímulo. A Medicina Tradicional Chinesa e a Medicina Alopática (Ocidental) NÃO são incompatíveis, podem e devem ser associadas visando à obtenção de melhores resultados.

A associação da Medicina Tradicional Chinesa e Homeopatia, pode ser feita de forma sinérgica acelerando o processo de recuperação do paciente.

 

Principais Indicações:

 

  • Distúrbios Musculares, Tendinosos, Articulares e Esqueléticos

(Ex: dores lombares e cervicais, hérnias de disco, osteoartrite, displasia coxo-femoral, claudicação em geral, tendinite, dor ciática, lesões ligamentares)

 

  • Distúrbios Neurológicos

(Ex: seqüelas de cinomose, epilepsia, paralisias faciais, paralisias centrais e periféricas, paresias subseqüente de isquemias cerebrais, neuropatias periféricas com déficit motor ou alterações sensitivas)

 

  • Distúrbios Funcionais

(Ex: problemas cardíacos e circulatórios, insuficiência renal e hepática, incontinência urinária e fecal, alterações metabólicas)

 

  • Sistema Respiratório

 

  • Dermatopatias

 

  • Imuno-estimulação

 

  • Pós operatório

Texto da Dra Thiana Tanaka -  Acupunturista Fisioanimal

-  Especialista em Acupuntura Veterinária pelo Instituto Bioethicus,

Botucatu – SP

- The Agricultural University of Hebei – China

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fireworks

Se fogos de artifício já são extremamente barulhentos para os humanos, imagine para os cães, com sua audição mais sensível?

O medo dos fogos é bem comum entre os animais de companhia, principalmente os cães. Até mesmo um cão confiante pode se assustar com o som brusco e alto dos rojões. Felizmente, há algumas coisas que podemos fazer para minimizar um pouco o trauma de nossos peludos.

Como saber que meu cão está com medo?

Ao mero sinal de qualquer movimentação, o animal começa a ficar inquieto, andar de um lado para o outro, fica arredio, começa a choramingar e a latir. Em seguida, pode tremer, apresentar comportamento destrutivo, se esconder ou querer chamar sua atenção a qualquer custo.

Desensibilização

Procure mostrar o som de maneira controlada e paulatinamente. Por exemplo, você pode mostrar um vídeo que contenha fogos, começando com o som bem baixinho e por alguns minutos ao dia. É importante correlacionar o som dos fogos à algo que o cão goste, como um ossinho, bolinha ou brincadeira, que o deixe a vontade e interessado. Aos poucos, vá aumentando o barulho do vídeo, ainda por alguns dias, e continue fazendo a correlação positiva.

Neste site você encontra um vídeo de fogos de artifício e um arquivo de áudio.

Pode-se também criar um lugar aconchegante que o pet poderá se refugiar e se sentir seguro durante os fogos. Faça-o entender que ali é um lugar seguro e que nada acontecerá de ruim, podendo usar o estímulo positivo dos ossinhos ou comida. Certifique-se de que você não o está forçando a escolher e ficar em dado lugar e que não o forçe a sair, a não ser que ele queira.

Preparando o ambiente

Se você não puder ficar com ele durante o período dos fogos ou se acontecer no momento em que você não esteja em casa, é importante observar se no ambiente em que o cão fica existe algum fator de risco, como portas e portões de acesso a rua abertos, escadarias, janelas abertas ou qualquer móvel ou objeto que possa o machucar num momento de pânico. Não esqueça de manter seu cão com coleira e identificação, caso ele realmente consiga fugir.

O comportamento do humano

A maneira com a qual nós mesmo lidamos com a situação na qual o cão se assusta ou entra em pânico é importantíssima para a fixação do comportamento do cão.
É fundamental você não reaja aos fogos e tente distrair o cão daquele barulho. Entretanto, evite fazer carinho, pega-lo no colo, tentando assim protege-lo ou acalma-lo, pois ele entenderá estes sinais como recompensa, e isso acaba alimentando o medo e a probabilidade dele repetir o comportamento aumenta. Brigar com ele ou puni-lo pode surtir o mesmo efeito negativo. É interessante também procurar ajuda profissional para adestramento do cão e para saber como se comportar e manter o controle em situações assim.

Prevenção

Tente acostumar o animal a barulhos altos e situações que possam causar medo desde filhote. Lembre-se que situações, sensações e experiências que o cão tem na infância são levados para toda a vida. Mas faça isso com cuidado, para não surtir o efeito oposto.

E como último recurso…

Se nada disso deu certo ou o seu cão em caso de pânico torna-se um perigo para si e para quem estiver a sua volta, procure seu veterinário e consulte-o sobre medicamentos tranquilizantes.

Fonte:
Dogs and fireworks

About.com

Dog club

Guide dogs

Nervous dog

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fisioanimal

A hidroterapia é uma técnica utilizada na rotina da reabilitação e fisioterapia veterinária por seus vários efeitos benéficos eficiência.

Hidroterapia para animais

A flutuabilidade da água remove a pressão dos membros doloridos e muito do peso do animal, diminuindo a força necessária para realizar movimentos simples, mas difíceis devido a lesões. Os cães restabelecem rapidamente a musculatura e amplitude de movimento dos membros atrofiados, devido a vários fatores clínicos, como cirurgias, etc.

Quando passam por este tratamento, os cães podem trabalhar várias estruturas ao mesmo tempo. Dentro d’água, o movimento é exagerado, recrutando novos grupos musculares, requisitando maior equilíbrio e distribuindo melhor o peso, atingindo tanto a reeducação neuromuscular quanto a agilidade.

A hidroterapia pode ser utilizada no tratamento de artrite, condições ortopédicas, musculares, ligamentares e outros tipos de lesões em tecidos moles. Pode também ajudar na convalescência em geral.

Trabalhos extensivos na fisioterapia humana demonstraram que um tratamento com hidroterapia adequado e monitorado age encorajando  a mobilidade das articulações, melhorando assim o tônus muscular e promovendo reparação tecidual sem imposição de estresse nos tecidos lesados.

Também considera-se que o exercício em água quante é um antiinflamatório natural devido à sua habilidade de reduzir o inchaço dos tecidos.

São alguns efeitos da hidroterapia:

- alívio da dor, tensão e inchaço;

- fortalecimento dos músculos e manutenção;

- alívio de espasmos musculares;

- aumento da amplitude de movimento das articulações;

- melhora da circulação sanguínea;

- melhora da condição física (pulmões e coração)

- melhora na cicatrização/

- aumento da velocidade de recuperação de lesões.

Fonte:

Canine Hydrotherapy Association

VetContact

Na Fisioanimal, temos estrutura para hidroterapia, piscina, esteira aquática, condicionamento e até mesmo pacotes para recreação em piscina!

Saiba Mais, entre em contato: (011) 3862-6398 ou atendimento@fisioanimal.com

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A osteoartrite é comumente diagnosticada em estágios tardios e irreversíveis, quando o tratamento esperado pode ser apenas diminuir a dor e diminuir a velocidade de progressão da doença. Devido à osteoartrite ser um problema amplamente recorrente em cães, cavalos e humanos, médicos e veterinários precisam de uma maneira precisa para diagnosticar a doença de maneira precoce e mais acurada possível. Pesquisadores da Universidade do Missouri (Estados Unidos) estão investigando biomarcadores em potencial em cães para o diagnóstico precoce de osteoartrites, o que poderia ajudar a identificar pacientes com risco de desenvolver a doença.

“Desenvolvendo os métodos de diagnóstico precoce para a artrite, prevenção ou mesmo estratégias para um tratamento curativopara lidar com a doença se tornam mais realistas”, diz James Cook, professor de medicina veterinária e cirurgia e professor de cirurgia ortopédica. “Os biomarcadores poderiam detectar a doença antes que a dor e inchaço ocorrecem, e proprietários poderiam tomar medidas preventivas, como mudanças nas atividades ou dieta, ajudando seus animais a perder peso e fortalecer suas articulações, para diminuir a  chance de seus cães desenvolverem osteoartrite.”

No estudo, pesquisadors examinaram biomarcadores em potencial no liquido sinovial. Este, que é um líquido que lubrifica as articulações, é conhecido por suas respostas rápidas e sensíveis às lesões. Tomando amostras de cães, pesquisadores descobriram que a quantidade e qualidade do líquido sinovial era alterada em articulações do joelho (a articulação dos membros posteriores do cão, que é equivalente ao joelho humano).

“No Laboratório de Ortopedia Comparada da Universidade do Missouri, estamos particularmente interessados na identificação e validação de biomarcadores que possam detectar estágios precoces de osteoartrite para prover diagnósticos exatos e informações prognósticas antes do início da doença clínica, para humanos e animais”, diz Cook. “Nosso time, liderado pelos doutores Kuroki, Stoker e Garner, está fazendo tremendo progresso no desenvolvimento de simples testes de sangue, urina e fluido sinovial, que mostram grandes promessas em nos ajudar a diagnosticar osteoartrites iminetes, antes que seja muito tarde para ajudar o paciente da maneira mais efetiva possível.”

A osteoartrite causa degradação da cartilagem articular, levando à dor, inflamação e perda do movimento da articulação. Veteriários prevêm que mais de 20% dos cães de meia idade e 90% dos cães mais velhos possuem essa doença em uma ou mais articulações, sendo estas porcentagens ainda maiores na população humana.

Fonte: Science daily

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PREVALÊNCIA DO USO DA ACUPUNTURA NA DISCOPATIA INTERVERTEBRAL
EM CÃES ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE
LUTERANA DO BRASIL

Autores
PINTO, V. M. 1; LEMOS, C. M. 2; 1 FISCHER, C. D. B. 1; BAJA, K. G. 1
TANAKA, L.Y. 3; KOSACHENCO, B. 1;LOPES, K.P. 4; MAIA, J.Z. 1

RESUMO
A afecção do disco intervertebral é comum em cães e se caracteriza por
degeneração (metaplásica condróide e fibróide) ou metamorfose do disco, que pode
levar a graus variados de deslocamento discal (protusão ou extrusão), causando
pressão sobre a medula espinhal. Os sinais clínicos dependem da localização da
lesão. Pode ser evidenciado dor, ataxia, perda propriocepção, paresia ou paralisia. O
prognóstico depende da gravidade e duração dos sinais clínicos, paciente
apresentando somente dor, o prognóstico é muito bom; se há dor, ligeira ataxia e
perda de propriocepção, o prognóstico é bom; se há paresia, o prognóstico é
reservado a favorável; já, se há paralisia, controle vesical presente e sensibilidade
dolorosa superficial, o prognóstico é reservado; se há paralisia, controle vesical e
sensibilidade dolorosa superficial ausentes, o prognóstico passa a ser reservado a
grave; assim como no caso de paralisia, sensibilidade dolorosa profunda ausente,
com prognóstico grave. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. O
tratamento cirúrgico fica reservado para os casos graves de compressão medular e
paralisia. O tratamento clínico é direcionado para a redução do edema da medula
espinhal pelo uso de corticóides, repouso e o confinamento nas primeiras duas
semanas de tratamento. A acupuntura tem sido utilizada no tratamento das doenças
de disco intervertebrais, associada ou não com corticóides, com o intuito de
promover analgesia, reabilitação motora e sensorial. Ela elimina os pontos gatilho e
assim aboli a dor, o encurtamento e rigidez muscular. Além disso, pode ativar a volta
do crescimento de axônios destruídos na medula espinhal e reduzir a inflamação
local, edema, vasodilatação ou vasoconstrição e a liberação de histamina ou cinina.
Esse trabalho mostra a prevalência dos pacientes acometidos por doença de disco
intervertebral e tratados com acupuntura no Hospital Veterinário da Universidade
Luterana do Brasil (HV-ULBRA) durante o período de janeiro de 2007 a março de
2008.

Palavras-chave: acupuntura, cães, discopatia intervertebral.

INTRODUÇÂO
A afecção do disco intervertebral é comum em cães e se caracteriza por
degeneração (metaplásica condróide e fibróide) ou metamorfose do disco, que pode
levar a graus variados de deslocamento discal (protusão ou extrusão), causando
pressão sobre a medula espinhal (CHRISMAN, 1985; JOHNSON et al., 1997;
LECOUTEUR e CHILD, 1997; TAYLOR, 2006).
Segundo Chrisman (1985) e Taylor (2006), existem as protusões discais
Hansen tipo I que consistem em extrusão maciça ou prolapso do núcleo pulposo
decorrente da ruptura do anel fibroso, quase sempre observados nas raças
condrodistróficas (dachshund) e as protusões discais Hansen tipo II, nas quais há
ruptura parcial do anel fibroso que produz uma deformação na parte dorsal do anel
2
fibroso, que se projeta para o interior do canal medular, podendo comprimir a medula
espinhal.
Os sinais clínicos observados nos animais com discopatia intervertebral
dependem da localização da lesão espinhal, da gravidade do dano medular e do grau
de compressão medular (TAYLOR, 2006). Ao exame clínico, sinais clínicos de
neurônio motor superior são observados com maior freqüência do que os de
neurônio motor inferior, estes últimos aparecendo quando são acometidas as
intumescências cervicotóracica ou toracolombar (CHRISMAN, 1985; LECOUTEUR e
CHILD, 1997).
Para o diagnóstico são indicados os exames de imagem como a
radiografia simples, a mielografia (CHRISMAN, 1985; JOHNSON et al., 1997;
TAYLOR, 2006), a tomografia computadorizada e a ressonância magnética
(TAYLOR, 2006).
Matera e Pedro (2006) indicam que na reabilitação da coluna vertebral
deve-se considerar que os animais estão apresentando dor, inflamação e algum grau
de déficit neurológico e atrofia muscular. Segundo Lecouter e Child (1997) e Taylor
(2006), o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. O tratamento clínico é
direcionado para a redução do edema da medula espinhal pelo uso de corticóides,
repouso e o confinamento nas primeiras duas semanas de tratamento.
Outra alternativa é a utilização de acupuntura e fisioterapia com o objetivo
de destruir os pontos gatilho e assim abolir a dor, o encurtamento e rigidez muscular.
Além disso, pode ativar a volta do crescimento de axônios destruídos na medula
espinhal e reduzir a inflamação local, edema, vasodilatação ou vasoconstrição e a
liberação de histamina ou cinina (JANSSENS, 2006).
A acupuntura corresponde a uma das técnicas de tratamentos da Medicina
Tradicional Chinesa (MTC), que consiste na inserção de finas agulhas e/ou
transferência de calor em áreas definidas na pele ou tecidos subjacentes,
denominados acupontos. Restabelece o equilíbrio de estados funcionais alterados,
atingindo a homeostase (YAMAMURA, 2001). Segundo Jaggar (1992) a MTC baseia-
se no equilíbrio ou harmonia, tanto no interior do organismo como o relacionamento
com o meio exterior. O conceito básico utilizado é representado pelos termos Yin e
Yang, que são energias opostas e ao mesmo tempo complementares.
Trata-se de uma terapia reflexa, em que o estímulo de uma região age
sobre outras. Para isso utiliza principalmente o estímulo nociceptivo, que são
receptores específicos para dor e terminações nervosas livres de fibras aferentes A
delta e C. Ocorre a transformação do estímulo mecânico, elétrico ou químico em
nervoso (SCOGNAMILLO – SZABÓ; BECHARA, 2001) .
A acupuntura pode ser utilizada em afecções do disco intervertebral
tóraco-lombar com o intuito de controlar a dor, normalizar a função motora, sensorial
e alterações na micção (STILL,1989). Além disso, pode atuar em casos de
paraplegia e espasticidade (GADULA, 1999) De acordo com Janssens (1992) a
melhora pode ser observada a partir de uma semana até seis meses.
Em casos agudos a acupuntura pode ser aplicada a cada 2 ou 3 dias,
sendo que as agulhas devem permanecer por 20 a 30 minutos (ALTMAN, 1992) e
em casos crônicos uma vez por semana durante quatro a seis semanas. Após
estabilização do quadro pode-se diminuir a freqüência para cada quinze dias e após
para cada 3 a 6 meses, sendo aconselhado em períodos de estação mais quente ou
fria do ano, baseado no diagnóstico na MTC (SCHOEN, 1994).
Segundo Maciocia (1996) os quadros com sintomas de dor, sensibilidade
ou parestesia correspondem a uma obstrução de energia nos meridianos. Além
disso, em qualquer lombalgia temos deficiência de Qi (yang ou yin) do rim, e
estagnação de Qi (energia) e Xue (sangue) responsáveis pela dor (TORRO, 1997).
3

A região lombar é energizada pelo Shen (rins), pelo Canal de Energia
Principal do Pangguang (bexiga), pelo Canal de Energia Curioso Du Mai (Vaso-
Governador) e pelos pontos Shu do dorso dos órgãos e vísceras, enquanto nervos,
ligamentos e capsular articulares são energizadas pelo Gan (Fígado) (YAMAMURA,
2001). Para restabelecer o fluxo de energia através do Meridiano da Bexiga até os
membros são utilizados frequentemente os pontos: B40; B60; B28; B54; VB30; F3;
VB34; VB29; E38; VB39, além dos pontos anterior e posterior da obstrução (WYNN e
MARSDEN, 2003). Também podem ser utilizados os acupontos B17 a B28, VG6,
VG4, além de acupontos distais como R3, R6, BP4, BP6 que são utilizados para que
fibras nervosas levem aferência até centros superiores e no segmento medular
afetado, combatendo a inflamação, dor e ativando a regeneração (JANSSENS, 1992;
STILL, 1989).

METODOLOGIA
Com o objetivo de estabelecer a prevalência dos pacientes acometidos por
doença de disco intervertebral e tratados com acupuntura no Hospital Veterinário da
Universidade Luterana do Brasil (HV-ULBRA) foram contabilizados os animais
encaminhados ao serviço de acupunturada, no período de janeiro 2007 a março de
2008.
Dados relativos à idade dos animais, sexo, e raça foram registrados, bem
como as terapias utilizadas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foi atendido um total de 56 animais com doença de disco intervertebral no
serviço de acupuntura veterinária do HV-ULBRA, no período de janeiro de 2007 a
março de 2008. Os animais foram classificados em diferentes graus de lesão de
acordo com os sinais clínicos e neurológicos presentes (Janssens, 1992). A maioria
dos animais atendidos (em torno de 80%) apresentaram grau 4 ou 5.
Na resenha dos animais pôde-se evidenciar que 46,4% dos animais eram
da raça Dachshund, 56,6% eram de diferentes raças como Collie, Labrador, Pointer,
Pastor alemão, Lhasa apso, Cocker, Rotweiller, Boxer e SRD. A raça Dachshund foi
a mais predominante e conforme Chrisman (1985), Johnson et al. (1997) e Taylor
(2006) é uma das mais acometidas pela protusão discal tipo I.
A idade dos animais atendidos oscilou entre 1 e 13 anos. Sendo que a
maioria (44,6%) entre 3 a 6 anos. Conforme LeCouteur e Child (1997) nos cães
condrodistróficos esse processo se inicia entre os oito meses e os dois anos de
idade, enquanto, nos animais não condrodistróficos a alteração começa entre os
cinco e dez anos de idade.
Os sinais clínicos apresentados pelos animais eram de graus variáveis (1
a 5), desde dor sem déficits neurológicos, até casos de paralisia com ausência de
sensibilidade dolorosa profunda. Esta classificação está de acordo com Janssens
(1992).
O diagnóstico da discopatia nestes animais foi estabelecido através do
exame clínico neurológico e dos exames de imagem como o raio-x e a mielografia,
que foi realizada em 2 animais, os quais foram encaminhados para cirurgia.
Ao serem encaminhados ao serviço de acupuntura os animais com lesões
agudas recebiam como tratamento clínico a prednisona e recomendação de repouso
restrito em gaiola. Além disso, eram associadas sessões de fisioterapia, tanto nos
pacientes com lesões agudas ou crônicas, que envolviam uma avaliação fisioterápica
do animal com o estabelecimento dos objetivos do tratamento. Considerava-se a
avaliação clínica da dor, dos processos inflamatórios, do grau de déficit neurológico,
4

bem como o grau de atrofia muscular presente. Os recursos fisioterapêuticos
utilizados foram: o uso do laser terapêutico, termoterapia e cinesioterapia. Kisner e
Colby (1992), Battistela e Shinzato (1995), Butler (2003), Freire (2005), Amaral
(2006), Matera e Pedro (2006) indicam estes recursos terapêuticos para os animais
com afecções na coluna vertebral.
Os animais eram submetidos ao tratamento com acupuntura uma vez por
semana, utilizando pontos principalmente do meridiano da bexiga, estômago e
vesícula biliar no caso de discopatias tóraco-lombar, lombar e sacral. Segundo Wynn
e Marsden (2003), a fraqueza nos membros pélvicos após protrusão ou extrusão
discal envolve principalmente o meridiano da bexiga e secundariamente os
meridianos do estômago e vesícula biliar. Nas discopatias cervicais eram utilizados
pontos do meridiano da bexiga, vesícula biliar, intestino grosso, vaso governador.
Janssens (1985) cita para o tratamento de discopatias cervicais a utilização dos
pontos TA5, VB20, VB39, ID3, IG11 e pontos locais dolorosos a palpação.
Dos 56 animais atendidos, 67,8% apresentaram melhora do quadro, 3,6%
foram encaminhados para cirurgia, 21,4% apresentaram pouca ou nenhuma melhora
e 7,2% abandonaram o tratamento. A maioria dos animais manifestava melhora
clínica a partir da segunda ou terceira sessão. De acordo com Janssens (1992) a
melhora pode ser observada a partir de uma semana até seis meses.

CONCLUSÃO
A discopatia intervertebral é uma realidade na rotina de pequenos animais
e no HV-ULBRA. Os médicos veterinários devem saber identificar os pacientes
acometidos, bem como estabelecer a lesão e sua gravidade, a fim de prescrever um
tratamento clínico-cirúrgico adequado. O tratamento clínico é baseado no uso anti-
inflamatórios esteróides e no repouso. A acupuntura e fisioterapia visando a
reabilitação do animal devem ser sempre indicadas, já que aceleram o processo de
cura, e melhoram a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes.

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5

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