Posts com a Tag ‘cão’

Agility

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Agility é um esporte que teve como base e ‘inspiração’ as provas hípicas, e consiste na condução do cão (solto), através de um percurso formado por diversos obstáculos no menor tempo possível e cumprindo as regras impostas para cada um deles (não cometendo faltas).

Ainda filhotes, é pela brincadeira que o animal de estimação percebe o mundo, desenvolve confiança com o dono e aprende regras e limites para a convivência. Além do equilíbrio, o pet desenvolve a atenção e pode adaptar-se mais facilmente à rotina da casa, quando a brincadeira faz parte de seu dia-a-dia.

Além disso, com o exercício, é possível ajudar a manter o peso do seu pet numa faixa saudável (acompanhado sempre de uma dieta apropriada) e ajudar em distúrbios de ansiedade. Muitas vezes o cão que é muito bagunceiro ou que destrói a casa muitas vezes, na verdade, tem muita energia acumulada e ficando em casa muito tempo ocioso acaba procurando o que fazer. Praticando esportes, ele pode canalizar toda a energia em algo positivo, poupando a mobília. Assim todo mundo sai ganhando!

O Luke também pratica agility!

O Luke também pratica agility!

Nas provas de agility oficiais, somente cães com pedigree podem participar, diferente das provas informais. Mas de qualquer forma, cão e proprietário precisam passar por treinamento, pois o cão precisa saber obedecer e entender como passar pelos obstáculos. Durante o percurso não é permitido que o condutor toque no cão, apenas pode utilizar de comandos vocais.

Algumas categorias da reabilitação, como a fisioterapia e a quiropraxia, podem ajudar a melhorar o desempenho dos cães nos esportes como o agility, potencializando as respostas do corpo aos estímulos e reações, melhorando os reflexos e capacidade motora.

Enfim, é um esporte que faz bem tanto ao cão quanto ao dono, uma vez que promove a saúde e estreita os laços de amizade, confiança e cumplicidade!

Fontes:
www.dogtimes.com

http://zerohora.clicrbs.com.br

FMVZ usa células-tronco para tratar lesão de coluna em cães

domingo, 28 de agosto de 2011

Duas teses em andamento na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP utilizam injeções de células-tronco em cães com lesões crônicas de coluna lombar e com restrições de movimento. A iniciativa, aliada fisioterapia pós-operatório, já apresenta resultados promissores: alguns dos animais que receberam injeções de células-tronco voltaram a apresentar movimentos.

As pesquisas  são realizadas pelos médicos veterinários Carlos Alberto Palmeira Sarmento e Matheus Levi Tajra Feitosa junto ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Celular (INCTC) com colaboração do Hemocentro de Ribeirão Preto. Carlos Sarmento trabalha com células-tronco extraídas de medula óssea fetal canina proveniente de campanhas de castração. Já Matheus Feitosa utiliza células-tronco obtidas da polpa de dente de leite de crianças.

“Analiso os resultados do meu trabalho com bastante otimismo, apesar de saber que é necessário um trabalho de fisioterapia contínuo. Mas acredito que com esta e outras pesquisas, os estudos envolvendo células-tronco possam apresentar resultados cada vez melhores”, aponta Carlos Sarmento, que é bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). A pesquisa é orientada pela professora Maria Angélica Miglino, da FMVZ, e deve ser defendida em 2012.

Os dois pesquisadores realizaram os testes em cães considerados “desenganados” pela medicina veterinária: com lesões crônicas de coluna há anos ou vários meses e que têm graves dificuldades motoras, como perda severa de sensibilidade nas patas traseiras, e que já realizaram cirurgia para corrigir a lesão, sem resultados satisfatórios, ou que estavam passando por tratamentos alternativos como acupuntura e fisioterapia sem apresentar melhora no quadro clínico.

Um dos diferenciais do projeto, de acordo com os pesquisadores, é que a solução de células-tronco é injetada tanto no local exato da lesão da coluna lombar como também um pouco antes e um pouco depois do lugar lesionado. Um exame de ressonância magnética  fornece um diagnóstico preciso do local exato da lesão. Após a cirurgia, os animais continuam fazendo fisioterapia cerca de três vezes por semana em sessões de aproximadamente 1h30, durante três meses, com a finalidade de estimular a musculatura, que estava atrofiada. Este trabalho de fisioterapia veterinária é realizada na clínica da doutora Helena Sakata.

Resultados

Carlos Sarmento já realizou a cirurgia de aplicação de células-tronco em 3 cães ao longo do mês de abril: no dia 11, no daschund Fred, que tem atrofia e contratura muscular; no dia 12, no daschund Bola, que apresenta somente atrofia, e, no dia 25, no lhasa apso Bond, que apresenta somente atrofia muscular. “As lesões desses três animais são idênticas, mas o comprometimento muscular é distinto”, esclarece.

O cão Bond mostrou os resultados mais satisfatórios até agora: tenta levantar as patas traseiras, voltou a abanar o rabo (o que não fazia antes da aplicação com células-tronco), consegue apoiar as duas patas traseiras na esteira aquática e “anda” dentro d’água, sem nenhum apoio. Os pesquisadores utilizaram uma escala comportamental para avaliar a locomoção dos animais (escala de Olby et al) que varia de 0 (nenhum movimento) a 14 (movimento normal). “Sobre o Bond, pode ser dito que saiu de um escore 3 para um 5. Ele dá passos com o membro direito e começa a usar as articulações do membro esquerdo, que não utilizava antes da cirurgia”, informa Sarmento.

O cão Fred não apresentou nenhuma melhora após a intervenção. “Como o quadro deste cão era mais grave antes da cirurgia de aplicação de células-tronco, será necessário investir mais em fisioterapia, para diminuir a contratura e aumentar a amplitude do movimento”, diz o veterinário. Já o cão Bola também não apresenta uma boa resposta ao tratamento. Segundo o veterinário, há ainda dois cães recrutados e que  receberão as injeções com células-tronco.

Matheus Feitosa já tem três cães selecionados. A cirurgia de aplicação de células-tronco foi feita em um deles, o lhasa apso Juquinha, em 9 de dezembro de 2010. Antes da intervenção, o animal apresentava movimento de poucas articulações, mas não conseguia suportar o próprio peso sozinho e andava arrastando as patas traseiras. “Este cão se encontrava no número 4 da escala. Com 30 dias após a cirurgia, ele passou a apoiar as duas patas sozinho e já consegue andar na esteira aquática sem nenhum apoio. Ele foi do grau 4 para o 8, e chegou até o 10”, descreve Feitosa. “Operamos outro cão, o daschund Billy no último dia 7 de junho e ele vai iniciar a fisioterapia nos próximos dias. No entanto, como apresenta obesidade mórbida, tem um prognóstico mais reservado. O escore dele está entre 1 e 2”, completa.


Fonte:

noticias.uol.com.br

Mielopatia degenerativa

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A mielopatia degenerativa é uma doença lentamente progressiva que atinge a medula dos cães, principalmente da raça pastor alemão entre 5 e 14 anos (podendo atingir também outras raças) e cuja causa ainda não foi esclarecida. A grosso modo, as células do sistema nervoso (principalmente na região da medula) perdem sua capa protetora responsável pela velocidade de propagação do impulso e pela eficiência deste, levando à disfunções, como incoordenação e diminuição da propriocepção.

Estas disfunções traduzem-se em um animal que tem dificuldade em se manter em pé, cruza os pés ao tentar caminhar e se movimenta cambaleando. Pode acontecer dos animais não conseguirem defecar e urinar no lugar correto ou terem dificuldade em realizar estas funções. Em casos crônicos, pode ocorrer a atrofia muscular da região posterior do animal e paralisia desta região. A doença só pode ser confirmada através de achados em necrópsia, portanto as manifestações clínicas são importantes para compor a suspeita clínica.

fisioanimal

Tudo começa na parte posterior do animal, na região do quadril e, com o tempo, a degeneração avança em direção à cabeça, comprometendo a inervação, musculatura e todas as estruturas relacionadas. Nos estágios finais, o comprometimento da inervação de órgãos vitais torna-se incompatível com a vida.

Infelizmente, pela sua característica degenerativa e progressiva, o prognóstico nestes casos é desfavorável e a perda da bainha de mielina dos neurônios não pode ser interrompida de maneira definitiva e nem restaurada.

Tratamentos clínicos e medicamentosos demonstram pouca resposta. Desta forma, é necessário mudar o foco e pensar no que pode ser feito para que este animal se sinta bem apesar da sua condição. Isso é denominado cuidado paliativo, onde são empregados diversos tratamentos complementares visando o bem estar e qualidade de vida.

Dentro da reabilitação animal, o objetivo é manter o animal ativo e preservar a função motora. Isso quer dizer, em outras palavras, trabalhar a musculatura e preservar a atividade das estruturas que ainda não foram comprometidas.

O fortalecimento muscular é um dos maiores focos da fisioterapia veterinária e encaixa-se no caso da mielopatia degenerativa com resultados satisfatórios. Além disso, indica-se a fisioterapia para o tratamento de dores compensatórias advindas da paralisia, consequência da perda de tecido nervoso.

Kathmann e colaboradores estudaram os efeitos da reabilitação em cães com mielopatia degenerativa em comparação com animais que não receberam o tratamento. Os animais que participaram do grupo da reabilitação intensiva apresentaram tempo de sobrevida superior (em média, 255 dias a mais), em comparação aos que receberam fisioterapia moderada (média de 130 dias a mais) e aos que não receberam nenhum tratamento (sobrevida de 55 dias). O tratamento preconizado incluiu exercício de senta e levanta, mudança de peso e hidroterapia. O estudo conclui que a fisioterapia é uma parte importante da reabilitação para cães com a maioria das doenças neurológicas e melhora a qualidade de vida e sugere que o tempo de manutenção da movimentação do animal pode ser aumentado com um protocolo fisioterápico adequado.

Fonte:

MIELOPATIA DEGENERATIVA EM CÃO: RELATO DE CASO

GIOVANELLI, D. F.; SAVOLDI, T. J.; ASSIS, M. M. Q.; OLIVEIRA, F. S.; BRANDÃO, F. Z.; OLIVEIRA, J.

sovergs.com.br

KATHMANN, I. , CIZINAUSKAS, S. et al. Daily Controlled Physiotherapy Increases Survival Time in Dogs with Suspected Degenerative Myelopathy. J. Vet. Intern Med. 2006; 20:927-932.

Cães sozinhos em casa

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Você sofre em deixar seu amigo peludo sozinho em casa toda vez que sai para trabalhar? Bom, ele pode estar sofrendo ainda mais do que você, segundo revelou uma pesquisa feita por John Bradshaw, diretor do Instituto de Antrozoologia da Universidade de Bristol.fisioanimal

Bradshaw e uma equipe especializada em animais instalaram câmeras em casas de 20 donos de cães. Todos eles aparentemente ficavam felizes com a ausência dos tutores, porém depois de analisar as imagens, o pesquisador descobriu que alguns andavam em círculos e apresentavam a respiração mais ofegante.

Outro estudo realizado por Bradshaw com sete ninhadas de labradores e cinco de border collies mostrou que mais da metade dos labradores e quase a metade dos border collies exibiram sinais de desespero que duraram mais de um mês.
No livro Em Defesa dos Cães, publicado recentemente, o pesquisador conta como o seu labrador costumava roer sua cama, a mobília e o papel de parede quando ficava sozinho em casa. Segundo Bradshaw, em casos mais extremos alguns cães se automutilam.

Ficou com pena do seu amigo peludo? Não precisa entrar em desespero, John Bradshaw dá algumas dicas para ajudá-los a lidar com esse sentimento. “Os cães têm um tipo diferente de memória. Não são bons em raciocínio e não pensam que aquilo que fizeram há uma hora pode gerar uma bronca agora. Por isso não punam seus animais por danos causados quando são deixados sozinhos. Eles não entenderiam o porquê da penalidade”, diz.

Bradshaw diz ainda que a chave para tornar a situação menos sofrível para os cães é ensiná-los que ver você saindo de casa pode trazer resultados positivos. Por exemplo, você poderia voltar de surpresa antes do horário normal, mesmo que por um curto período, só para fazer um agrado. Depois, lentamente, pode aumentar o tempo de permanência fora de casa até o cachorro ser deixado sozinho o dia todo.

Algumas dicas para deixar seu cão sozinho em casa:

Cansa-lo

A melhor coisa que se pode fazer para o seu cão que fica sozinho em casa é um bom e pesado exercício logo pela manhã. Quanto exercício e que tipo vai depender a idade dele, condição fisica, tipo corporal e condição de saúde, além das condições do clima. Consulte seu veterinário se você tiver dúvidas sobre a tolerância ao exercício de seu cão. O resultado que estamos procurando é um cão que chega em casa e logo deita-se na sua caminha para tirar um cochilo. Para a maioria dos cães, correr sem coleira e farejar são ideais, pelo suprimento não apenas de exercício físico variado mas também estímulos mentais.

Mantenha-o ocupado

Ao invéz de usar os potes de comida tradicionais, use brinquedos que contenham comida. Em alguns deles, há a possibilidade de se esconder a comida dentro. Sugere-se misturar comida seca à comida úmida. Para os campeões de mastigar, sugere-se também congelar o brinquedo, para que o cão tenha ainda mais trabalho para chegar à recompensa. Esse tipo de brinquedo oferece uma grande variedade de níveis de dificuldade, para que você possa frustrar seu cão o suficiente para o manter ativo e engajado. Esqueceu de limpar os brinquedo e prepara-los para o dia seguinte? Espalhe a comida seca pelo chão antes de sair de casa pela manhã. Uma caçada bem-sucedida é a noção de divertimento da maioria dos cães. Lembre-se de testar os brinquedos que ele vai mastigar enquanto estiver em casa, supervisionando.fisioanimal

Creches e Caminhadores

Uma creche ou centro de atividades, além do serviço de caminhador (pessoa que passei com o seu cão) são sugestões comuns para cães que passam muito tempo sozinhos. Sim, muitos cãos são capazes de segurar o xixi e o coco o dia inteiro e isso não é bom para eles, podendo acarretar infecções do trato urinário. A urina super concentrada que o cão produz em um período longo de privação pode aumentar as chances de formação de cristais e cistite.  É sempre benéfico estimular o exercício físico dos cães.

Se você não puder pagar por um serviço profissional, troque favores com seus amigos. Pense em algo que você possa barganhar com algum conhecido ou vizinho por uma caminhada com seu cão.

Sinais de ansiedade por separação

Seu cão fica agitado e começa a choramingar enquanto você se prepara para sair? Ele arranha portas e janelas enquanto você está fora? Ele não come enquanto estiver sozinho? Estes são alguns dos comportamentos associados à genuina ansiedade de separação. Geralmente, esse distúrbio é tratado pela combinação de técnicas comportamentais e medicamentos.

Fonte: Criativa

Quick and dirty tips – dog training

Cães idosos

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Saiba mais sobre seu cão idoso – quando podemos considera-lo idoso? Quais os cuidados que devemos ter e a quais sinais devemos estar atentos?fisioanimal

Os anos passam muito mais rápido para os cães. Levando-se em conta que a vida média desses animais é 12 a 15 anos, podemos dizer que aos 7 ou 8 anos, eles começam a envelhecer.

Com isso, ele poderá preveni-las ou diagnosticá-las a tempo do animal receber o tratamento adequado. Isso certamente prolongará a vida de muitos cães.

Existem animais que podem viver muito mais do que a média. Alguns cães chegam aos 18 ou 20 anos. Nesses casos, existem dois fatores envolvidos que justificam essa longevidade: predisposição do organismo e os cuidados que ele receberá quando começar a envelhecer. O dono deve ficar atento e conhecer as doenças que podem acometer seu animal a partir de 7 ou 8 anos de idade.


Calcificações nas vértebras da coluna (”bico de papagaio”), hérnia de disco e artrose

É muito comum em cães idososobesos. O animal pode começar a mancar e ter dificuldade de pular ou subir em locais mais altos, como um sofá. Quando palpado na região da coluna, ele sente dor. O quadro pode progredir e o animal passa a ter incoordenação nos membros (cruza as pernas traseiras ao andar), não consegue mais se levantar, urina e defeca em qualquer lugar (incontinência).

O desgaste das articulações (artrose) também é comum nessa idade. O cão sente dores ao executar movimentos simples. O diagnóstico dessas patologias é feito através do raio-X simples, tomografia e/ou mielografia (radiografia da coluna vertebral usando contraste).

Como tratar: pode estar ocorrendo compressão dos nervos e inflamação na região da coluna afetada por uma hérnia ou calcificação. O cão deve repousar e ser medicado pelo veterinário com antiinflamatórios e analgésicos. O cão que apresentar sinais graves, como paralisia, deve ser submetido a exames como raio-X, tomografia e mielografia para avaliar o grau da lesão.

No caso de artrose, o tratamento consiste na administração de analgésicos, antiinflamatórios . Em todos os casos é possível associar-se a fisioterapia, assim como terapias alternativas como acupuntura e quiropraxia.

Doenças do coração

Uma grande porcentagem dos cães idosos tem alguma alteração cardíaca, principalmente nas válvulas do coração. Muitos animais compensam essas disfunções e vivem bem, sem sinais clínicos. Outros apresentam sinais claros de cardiopatia, mas o dono não sabe reconhecer. Cansaço além do normal durante os passeios, tosse que pode ser confundida com um engasgo após exercícios, ofegação e língua arroxeada após uma situação de excitação, são sinais de um cão cardiopata. O animal deve ser examinado pelo veterinário, que indicará um eletrocardiograma e/ou um ecocardiograma para avaliá-lo.

Como tratar: é importante que o proprietário esteja atento, para que o animal seja medicado no início da doença. Mesmo não apresentando sinais clínicos, o animal idoso deve ser examinado pelo veterinário anualmente. Constatada a cardiopatia, o cachorro será medicado e os sinais deverão desaparecer. Isso prolongará em muito a vida do cão. Cães cardiopatas não devem ter peso acima do normal (obesidade) ou ser submetidos a longas caminhadas forçadamente.

Catarata

A catarata é uma condição em que o animal vai perdendo a visão gradativamente, uma vez que o cristalino (estrutura interna do olho) vai tornando-se translúcido. Quando observado à luz, o olho do animal tem manchas brancas. Com o passar do tempo, a catarata evolui e o animal passa a não enxergar, já que o cristalino está totalmente opaco e o animal tem os olhos bastante esbranquiçados.

Como tratar: diagnosticada precocemente, a catarata pode ser tratada para que sua evolução seja mais lenta. Nem todos os casos respondem bem ao tratamento. No caso de cegueira, existe cirurgia para catarata em animais. Algumas raças apresentam predisposição à catarata e ela pode aparecer precocemente, em animais novos.

Insuficiência renal crônica

Quando o rim perde a sua capacidade de selecionar o que é bom ou mau para o organismo e não consegue mais reter a água, temos um quadro de insuficiência renal crônica. Os sinais são emagrecimento,ingestão exagerada de água, urina em grandes quantidades, perda de apetite, vômitos e anemia.

Como tratar: a insuficiência renal crônica é um quadro que leva o animal à morte, pois o rim, que é o filtro do organismo, não funciona mais. Ele deixa passar substâncias importantes como vitaminas, e retém toxinas que deveria eliminar. Porém, diagnosticado a tempo, o animal pode ter uma sobrevida com uma mudança alimentar e complementos vitamínicos. A hemodiálise pode ser realizada.fisioanimal

Piometra

Cadelas idosas, não castradas principalmente, que apresentem sinais de perda de apetite, vômitos, aumento súbito do volume do abdômen, corrimento vaginal intenso e apatia, devem ser encaminhadas ao veterinário imediatamente. A piometra é uma infecção uterina que acomete cadelas idosas. O útero se enche de secreção purulenta e o animal se intoxica pela absorção desse pus pelo organismo.

Como tratar: O tratamento eficaz na maioria dos casos é a cirurgia com retirada do útero e ovários e antibioticoterapia. Em alguns casos (doença detectada precocemente e cadelas reprodutoras) pode ser tentado tratamento para preservar o útero, mas nem sempre se consegue resultados. Preconiza-se a castração de cadelas jovens como prevenção da piometra na fase adulta.

Tumores

Nem todo tumor é um câncer. Nas cadelas, o tumor mais comum ocorre nas mamas. Tumores de mamas são freqüentes e podem ser percebidos facilmente pelos proprietários como um ou vários nódulos nas glândulas mamárias das cadelas. A maioria dos tumores de mama é benigna, mas o veterinário deve acompanhar a evolução e indicar a remoção, caso ache necessário. A biópsia é sempre indicada após a retirada de qualquer tumor. Todo nódulo que aparece em um cão, idoso ou não, deve ser avaliado pelo veterinário. O diagnóstico precoce pode salvar ou prolongar a vida de um animal com câncer.

Como tratar: pode-se recorrer à remoção cirúrgica e/ou quimioterapia. A radioterapia em cães é realizada em alguns países.

Diabetes

Ela pode aparecer em qualquer cão. Cães idosos e/ou obesos podem se tornar diabéticos. O cão diabético apresenta magreza, embora coma muito. Bebe água exageradamente e urina demais. Pode apresentar catarata associada ao quadro.

Como tratar: A administração de insulina é feita em cães para o controle da doença na maioria dos casos.

Perda dos dentes

É algo que o dono pode e deve prevenir. O cão perde os dentes pelo acúmulo de tártaro. Os animais devem ser avaliados anualmente desde jovens, e a prevenção e/ou remoção do tártaro (quando necessário) devem ser feitos. Quando o dono percebe que a boca do seu cão cheira mal, é hora de visitar o veterinário. O ideal é fazer a prevenção. Quando é feita a limpeza de tártaro tardiamente, muitos dentes já estão perdidos. Alimentar o animal com ração seca pode ajudar a prevenir o tártaro, além de outras medidas.

Quanto à alimentação, vale ressaltar que existem rações para cães mais velhos (rações sênior). Dê preferência a elas para animais acima de 7 anos.

Fonte: Webanimal

Quantas palavras os cães entendem?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

fisioanimal

Os donos de cães adoram falar sobre a inteligência canina. Por isso, para eles não chega a ser uma surpresa que pesquisas confirmem que os cães têm uma profunda capacidade mental. Porém, quanto da nossa linguagem os cães realmente compreendem?


Os cães podem realmente entender o que estamos dizendo?

Com certeza, a maioria dos cães compreende o básico: “pegue”, “sente” e “fique”, mas, se você tiver motivação e paciência, provavelmente poderá ensinar ao seu cão até mesmo mais do que 100 palavras. Stanley Coren, um psicólogo que fez uma quantidade significativa de pesquisas sobre a inteligência canina sugere que o cão treinado conhece cerca de 160 palavras. Alguns cães até possuem um vocabulário tão vasto quanto o dos bebês humanos.

Pelo menos desde os anos 70, quando os pesquisadores treinaram com sucesso chimpanzés para usar e ler palavras em uma linguagem de sinais, nós sabemos que a linguagem, em um sentido amplo do termo, não é exclusividade dos humanos. Os animais têm potencial cerebral para compreender a linguagem humana e usar suas próprias linguagens de formas surpreendentemente profundas. Sabemos que os papagaios podem ser treinados para falar palavras humanas. E cães reagem à palavra “passear” abanando o rabo.

Após ter sido apresentado em um programa de televisão por sua capacidade de compreender 200 palavras, um border collie chamado Rico intrigou alguns pesquisadores no instituto Max Planck. Esses pesquisadores questionavam se poderiam levar Rico a executar alguns experimentos a fim de descobrir até onde poderiam estender sua habilidade com as linguagens. A resposta: surpreendentemente longe.

Em um primeiro momento, os pesquisadores quiseram verificar se Rico, em um ambiente controlado, realmente conhecia 200 palavras. Para isso, eles usaram 10 objetos que Rico conhecia. Ao comando verbal de seu dono, eles pediram para ele pegar um item específico de uma sala separada. Rico se saiu muito bem nessa tarefa, mas os pesquisadores queriam desafiá-lo ainda mais. Em seguida, eles escolheram um novo item, um que Rico nunca havia visto em sua vida, e o colocaram na sala entre os itens familiares. O dono pediu o novo item pelo nome, e eis que Rico trouxe o novo item.

Os pesquisadores executaram esse teste diversas vezes, sempre pedindo um novo item, e viram que Rico, em 70% das vezes, levava o item correto. Isso demonstrou que o cão não apenas tinha um grande vocabulário, mas também sabia como usar o processo de eliminação.

Impressionados, os pesquisadores fizeram com Rico um teste ainda mais difícil. Eles queriam descobrir se o cão poderia lembrar dos itens que aprendeu no experimento depois de apenas uma exposição, um processo chamado de mapeamento rápido, que as crianças são capazes de fazer facilmente. Um mês depois de Rico ter provado suas capacidades de linguagem no laboratório, os pesquisadores o trouxeram de volta. Dessa vez, eles colocaram um dos novos itens (que Rico pegou corretamente no mês anterior) em uma sala com quatro itens familiares e outros quatro não-familiares. Quando o seu dono pediu, Rico conseguiu pegar corretamente o item em 50% das vezes. Embora possa não parecer nada notável, para os pesquisadores foi muito, pois essa taxa de sucesso é comparável à de uma criança de 3 anos.

Porém, comparar ou não a “compreensão” que um cão tem de uma palavra com a compreensão de uma criança é outra história. Quando as crianças aprendem a linguagem, elas começam associando sons a objetos ou a idéias. Por exemplo, se uma criança ouve a palavra “mamadeira” toda vez que lhe dão uma mamadeira, ela vai acabar aprendendo a conectar o som da palavra ao objeto. Dessa forma, as crianças entendem as palavras antes de aprender a expressá-las. Alguém poderia dizer que o mesmo acontece com os cães. Os cães só não chegam ao próximo passo: falar. Porém, comparar ou não a “compreensão” que um cão tem de uma palavra à compreensão de uma criança é outra história.

Quando uma criança aprende uma palavra como “lápis” ela associa a palavra ao conceito de um instrumento de escrita em uma variedade de maneiras (chegando a cometer o engano de chamar uma caneta de “lápis” depois de ver alguém usando uma para escrever). Por outro lado, os cães provavelmente aprendem a palavra “caneta” como um som que desencadeia uma resposta: “traga-me a caneta e eu te darei um petisco”, por exemplo.

fisioanimal

Como os cães muito provavelmente não compreendem conceitos abstratos, eles não podem entender as palavras que se referem a tais conceitos. Por exemplo, humanos entendem idéias como “amor”, “ódio”, “crenças” e “descuido”. Essas idéias não são necessariamente relacionadas a um objeto ou a uma ação específica. Idéias que se referem a coisas específicas são chamadas de conceitos concretos. Então, quando dizemos aos cães que os amamos, isso provavelmente não signifique tanto para eles quanto a palavra “petisco”. Algumas pessoas podem dizer que até encontrarmos uma maneira de interpretar a mente de um cão, não poderemos dizer em definitivo se os cães entendem ou não conceitos abstratos. Até onde sabemos, os cães só compreendem palavras que se referem a coisas concretas.

Podemos dizer que os cães entendem a linguagem? Isso depende da definição de linguagem, que é discutível. Se a linguagem indica o processo de comunicar um estímulo particular (uma palavra) para produzir uma determinada reação, então os cães definitivamente compreendem a linguagem. Porém, para muitos lingüistas – pessoas que estudam a linguagem – a definição apropriada de linguagem deve ser aprofundada.

Alguns lingüistas acreditam que a linguagem precisa de sentenças com sintaxe. A sintaxe se refere à forma com que as palavras se relacionam entre si em uma frase, baseadas em um sistema de regras estruturadas, como a ordem das palavras. Por exemplo, apesar de ambas as frases possuírem as mesmas palavras, a frase “o cão morde o homem” significa o oposto de “o homem morde o cão”. Seguindo essa definição mais rígida de linguagem, os cães não compreendem linguagem porque não há motivos para acreditar que eles compreendam as frases dessa forma. Mesmo os bebês podem diferenciar as partes do discurso, como verbos e substantivos, o que um cão provavelmente não consegue [fonte: Kaminski]. Alguém pode dizer que, se os cães não podem usar a sintaxe como as crianças, então eles não podem realmente entender uma palavra porque eles não entendem como ela se relaciona a outras palavras.

Mas se os cães realmente não podem compreender a linguagem como os humanos, por que eles parecem nos entender tão profundamente? Certos estudos mostram que os cachorros reconhecem os gestos humanos como pistas melhor que outros animais, como os macacos de grande porte [fonte: Hare]. Assim, quando os cães parecem compreender nossas palavras, eles na verdade devem apenas estar lendo a nossa linguagem corporal ou nosso tom de voz.

fonte: howstuffworks.com

Hidroterapia

segunda-feira, 23 de maio de 2011

fisioanimal

A hidroterapia é uma técnica utilizada na rotina da reabilitação e fisioterapia veterinária por seus vários efeitos benéficos eficiência.

A flutuabilidade da água remove a pressão dos membros doloridos e muito do peso do animal, diminuindo a força necessária para realizar movimentos simples, mas difíceis devido a lesões. Os cães restabelecem rapidamente a musculatura e amplitude de movimento dos membros atrofiados, devido a vários fatores clínicos, como cirurgias, etc.

Quando passam por este tratamento, os cães podem trabalhar várias estruturas ao mesmo tempo. Dentro d’água, o movimento é exagerado, recrutando novos grupos musculares, requisitando maior equilíbrio e distribuindo melhor o peso, atingindo tanto a reeducação neuromuscular quanto a agilidade.

A hidroterapia pode ser utilizada no tratamento de artrite, condições ortopédicas, musculares, ligamentares e outros tipos de lesões em tecidos moles. Pode também ajudar na convalescência em geral.

Trabalhos extensivos na fisioterapia humana demonstraram que um tratamento com hidroterapia adequado e monitorado age encorajando  a mobilidade das articulações, melhorando assim o tônus muscular e promovendo reparação tecidual sem imposição de estresse nos tecidos lesados.

Também considera-se que o exercício em água quante é um antiinflamatório natural devido à sua habilidade de reduzir o inchaço dos tecidos.

São alguns efeitos da hidroterapia:

- alívio da dor, tensão e inchaço;

- fortalecimento dos músculos e manutenção;

- alívio de espasmos musculares;

- aumento da amplitude de movimento das articulações;

- melhora da circulação sanguínea;

- melhora da condição física (pulmões e coração)

- melhora na cicatrização/

- aumento da velocidade de recuperação de lesões.

Fonte:

Canine Hydrotherapy Association

VetContact

Artrite em cães

domingo, 8 de maio de 2011

Se você tem artrite, você sabe o quão doloroso pode ser, e você também tem várias opções de tratamento.

Cães também sofrem de artrite, e um novo relatório de especialistas da Universidade de Medicina Veterinária de Viena oferecem algumas observações sobre fisioterapia veterinária para cães que possuem esta doença tão dolorosa.

Cães e artrite: o proprietário deve estar atento aos sinais

Uma vez que os cães não conseguem dizer como se sentem, os proprietários devem estar alertas aos sinais e sintomas da artrite.

Cães com artrite podem defender um membro, ter dificuldade em sentar ou se manter em pé, dormir mais que o normal, hesitar quando pulam ou corem, ganhar peso, ser menos ativo ou se mostrar menos interessado em brincar ou, finalmente, ter articulações rígidas ou doloridas.

Um cão que apresenta qualquer um destes sintomas por mais de duas semanas deve ser encaminhado a um veterinário para avaliação. Semelhante aos humanos, o tratamento precoce da artrite é recomendado para os melhores resultados e o tratamento geralmente mimetiza o dos humanos, incluindo analgésicos.

Apesar de atualmente não haver cura para esta doença, pode-se ajudar tratando a dor e a inflamação, aumentando o nível de conforto do cão.

Fisioterapia para cães

Peter Holler, da Universidade de Viena, e seus colegas, avaliaram os movimentos dos cães com artrite enquanto realizavam três tipos diferentes de exercício: subir ladeira, descer ladeira e andar sobre obstáculos baixos. O experimento envolveu o uso de uma esteira especialmente desenhada e programas de computador.

Os pesquisadores descobriram que quando os cães sobem uma ladeira, eles têm maior curvatura do quadril e menor extensão do joelho. Descer ladeiras causou com que o quadril se curvasse menos e a articulação do tarso (patas) fossem menos extendidas. O impacto mais significante foi visto quando os cães andaram sobre obstáculos, o que causou curvatura de todas as articulações, exceto quadril e ombro.

Usando os resultados destes experimentos, os cientistas determinaram que andar descendo uma ladeira não oferece muito benefício terapêutico, mas que subir uma ladeira e caminhar sobre obstáculos poderiam ser terapias efetivas. Eles também observaram, entretanto, que qualquer cão que tenha sido submetido a cirurgia da tíbia recentemente  não deve andar sobre obstáculos como parte da terapia.

Prevenindo a artrite

Você pode, em certo grau, diminuir a chance de seu cão desenvolver artrite. Estas estratégias são bem simples e em sua maioria, de senso comum no mundo dos pets: tenha certeza que seu cão se mantém em forma através de exercícios regulares; certifique-se de que os exercícios e atividades a que submete seu cão não sejam muito estenuantes e de que a dieta dele é suficiente para manter um peso saudável.

Estas pequenas providências podem ajudar seu cão a evitar a artrite e manter uma vida saudável.

Fonte: EmaxHealth

HubPages

Tradução livre

Mitos e verdades sobre a nutrição canina

sábado, 23 de abril de 2011

Vida longa e saudável dos cachorros depende de uma alimentação com todas as necessidades nutricionais supridas.

Cachorros devem ter uma dieta apenas a base de carne crua

Muitas pessoas ainda acreditam que, para serem saudáveis, os cães precisam de uma dieta a base de carne crua. A verdade é que, hoje, os tempos são outros; o cachorro deixou de ser totalmente carnívoro, e a carne não é suficiente para suprir suas necessidades nutricionais. Caso o dono queira adicionar outros alimentos à dieta do animal, além da ração, um médico veterinário deve ser consultado.

Os cães não devem consumir nenhum produto lácteo

O organismo de alguns cães pode ser intolerante a produtos lácteos que contenham altos níveis de lactose, mas o queijo cottage e o iogurte são duas opções mais amenas. Ambos são excelentes fontes de cálcio e podem ser dados aos bichinhos, desde que não tenham problema com a lactose.

Gordura só contém calorias vazias

O fato é que as gorduras são as principais fontes de energia para os cães. Além do mais, a gordura é essencial para a boa absorção das vitaminas A, D, E e K, especialmente nas formas insaturadas, como a ômega-6 e os ácidos graxos ômega-3. Mas apesar de seus benefícios, ela não precisa ser dada aos animais, já que as rações contêm sua quantidade adequada.

Cães têm dificuldade em digerir grãos

Embora haja um fundo de verdade nessa afirmação, amido e grãos que passaram por um cozimento são de fácil digestão, dependendo da qualidade e o tipo do grão utilizado. A melhor opção para os cães é o arroz próprio para animais, em vez de trigo ou milho.

Comida industrializada faz mal aos pets

A qualidade das rações disponíveis no mercado varia de média a excelente, ou seja, se o produto for bom, o alimento supre todas as necessidades nutricionais dos bichos, sendo adequado para todas as raças.

A dieta deve ser específica de acordo com a idade ou raça do cão

Manter a mesma dieta ao longo da vida não chega a ser prejudicial, contudo, filhotes precisam de mais comida do que os cachorros idosos, e os mais velhos talvez precisem de suplementos para substituir nutrientes que o organismo parou de produzir naturalmente durante o processo de envelhecimento.

Fonte: PetMag

Viajando com seu Cão

terça-feira, 29 de março de 2011

É cada vez maior o número de pessoas que quer passar as férias com seus cães. Mas viajar com um cão, no Brasil, ainda não é muito simples. A grande maioria dos hotéis não aceitam hospedar os peludos. Os que aceitam ter hóspedes de 4 patas têm suas regras definidas e é sempre essencial respeitar o espaço dos outros hóspedes.

Veja abaixo quais as providências para quem pretende passar as férias com seus peludos sem sustos.

Bagagem do cão

A bagagem do cão deve ser composta por itens básicos.

· Guia  e coleira

· Ração em quantidade adequada para os dias de férias. Não conte com a possibilidade de encontrar a ração do seu cão apenas no destino

· Documentos do cão

· Potes para água e comida e outros utensílios como toalhas e a caminha do seu cão

· Farmácia básica recomendada pelo veterinário para casos de emergências

Saúde

· Consulte o seu veterinário para que as vacinas e vermífugos estejam em dia.

· Em casos específicos, como as viagens para o litoral, é importante que se tenha em mente a precaução contra a dilofilariose, conhecida como ´Verme do Coração´.

· Se o destino for uma fazenda ou uma hospedagem rural, em meio a vacas, cavalos e outros cães, o cuidado deve ser para evitar pulgas e, principalmente, carrapatos. Assim, o ideal é aplicar uma dose extra do antipulgas e do carrapaticida. Ao final do dia, convém fazer uma inspeção no cão, especialmente se for peludo, para conferir a presença de carrapatos. Lembre-se que os carrapatos transmitem babésia e a erlichiose, doenças graves e que podem levar seu cão à morte.

· Caroços suspeitos podem ser berne. Os bernes são causados pelas moscas varejeiras e causam coceira e irritação. Não tente retirá-los sozinha ou com auxílio de ´receitas mágicas´. O ideal é procurar um veterinário porque retirados de forma errada, os bernes podem infeccionar.

· Picadas de insetos também podem causar inchaços, especialmente se seu cão for alérgico. Procure informar-se com o seu veterinário sobre quais as medidas que podem ser tomadas nestes casos.

· Verifique com ele quais os medicamentos recomendados para que você tenha em sua farmácia básica. É sempre mais fácil levar os remédios de casa!

Transporte

· O trânsito de cães e gatos fica dispensado da exigência da GTA; para esse trânsito, os animais deverão estar acompanhados de atestado sanitário emitido por médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária da Unidade Federativa de origem dos animais, comprovando a saúde dos mesmos e o atendimento às medidas sanitárias definidas pelo serviço veterinário oficial e pelos órgãos de saúde pública, com destaque para a comprovação de imunização anti-rábica.

O ideal é imprimir a resolução, evitando problemas durante a viagem.


Para viagens INTERNACIONAIS, o animal deve ter um Certificado Zoossanitário Internacional, CZI, emitido gratuitamente pelo Ministério da Agricultura. O CZI pode ser retirado no aeroporto, antes do embarque, ou na sede do Ministério da Agricultura de cada Estado. A validade é de oito dias. Confira ANTES DE EMBARCAR as políticas de quarentena do país de destino.

Os países que têm restrições mais severas são a Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. Os cães e gatos são confinados no aeroporto e liberados depois do período de quarentena, que pode variar de 1 a 6 meses.

· A maioria das empresas de ônibus aceita cães e gatos de pequeno porte, desde que eles tenham a documentação necessária e viajem em caixas adequadas, normalmente no bagageiro, para não incomodar os outros passageiros. Certifique-se das condições ANTES de adquirir a passagem.

· Se a opção for pela viagem de carro, é fundamental que o cão seja transportado em caixas de transporte apropriadas. No máximo é possível transportar um cão no banco de trás do veículo. Para essa opção é recomendado que seja usado um cinto de segurança próprio para cães. Essas recomendações atendem às normas estabelecidas pelo Novo Código Brasileiro de Trânsito que prevê multas e perda de pontos na carteira de habilitação caso essas normas sejam desrespeitas.

· Escolha os horários menos quentes para viajar e tenha em mente que serão necessárias paradas para dar água e para que o cão possa fazer xixi ou cocô. O local das paradas deve ser bem escolhido. Dê preferência, pare apenas em postos de gasolina e/ou postos rodoviários. Evite parar no acostamento porque o movimento dos carros pode assustar seu cão.

· É preferível não alimentar o cão antes de sair para viajar. Prefira oferecer alimentos e petiscos após o término da viagem, garantindo assim que ele não enjoe no caminho. Se não for possível, ofereça a comida em menor quantidade e aproveite alguma das paradas no meio do caminho para ir completando a ração. Se você notar que durante a viagem seu cão está enjoado e/ou vomitar o melhor é suspender completamente a comida e não forçar o cão a comer.

· Se pretende viajar de avião, além do atestado de saúde, que poderá ser fornecido pelo seu veterinário, é fundamental que a reserva seja feita com antecedência porque as empresas aéreas possuem um limite para o transporte de animais em cada vôo. Algumas empresas aceitam transportar os pequenos na cabina junto com o dono. Os cães maiores viajam no compartimento de babagem e o peso é cobrado como excesso de bagagem.
Algumas empresas aéreas exigem que o animal seja sedado antes do vôo. Consulte seu veterinário para que ele informe a dose de tranqüilizante necessária.

Hospedagem

No Brasil ainda são poucos os hotéis que aceitam aceitam gatos e cães como hóspedes. A reserva deve ser feita com antecedência a acima de tudo, a boa educação do cão é a garantia de férias bem curtidas. Veja aqui alguns estabelecimentos que aceitam cães:

Hotéis que aceitam cães

Algumas dicas de bom comportamento em hotéis:

· Nunca deixe seu cão destruir coisas no aparamento. Lembre-se que a boa impressão pode abrir portas para outros peludos e uma temporada desastrosa pode fechá-las.

· Conduza seu cão, sempre, com guia e coleira. Respeitando sempre os outros hóspedes, que podem simplesmente não gostar de cães.

· Se o cão ficar no quarto, leve-o para fazer suas necessidades em local previamente combinado com a gerência e RECOLHA AS FEZES de seu cão.

· Procure evitar que o seu cão arranje brigas com outros animais do local. E nunca perca seu cão de vista. Se ele levar um coice, pode simplesmente arruinar seus planos de férias. Os cães ´do local´ também devem ser respeitados. Lembre-se que eles estão na própria casa e o seu é apenas um visitante.

Outros cuidados

· Prefira sempre passear com seu cão em horários menos movimentados.

· Não leve seu cão à praia. É contra lei e você ainda corre o risco de ser multado ou entrar em brigas com outros usuários da praia.

· Identifique seu cão com nome e telefone. Nunca se está livre de que ele se perca.

· Durante os passeios, leve sempre saquinhos para recolher as fezes de seu peludo.

· Acima de tudo, é importante lembrar que nem todo mundo adora cães e que mesmo quem gosta pode não querer brincar com o SEU cão. Evitando confusões, você ajuda que outros cães sejam bem recebidos nos destinos.

texto retirado do site Dogtimes