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Ruptura de ligamento cruzado cranial em cães

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

As afecções ortopédicas nos cães são cada vez mais recorrentes na rotina veterinária, graças ao contato cada vez mais próximo dos nossos bichos conosco dentro de nossas casas, os novos hábitos (nem sempre desejáveis, mas decorrentes de uma rotina corrida ou tratamento diferenciado dos animais) e destacadamente devido às próprias raças e conformações características.fisioanimal

São marcantes as consequências desses incidentes: primeiro e mais importante pela dor associada a uma lesão ortopédica; discute-se muito hoje em dia sobre a dor como fator determinante no desgaste da qualidade de vida de humanos e também animais. Concomitantemente, instala-se um processo geral de prejuízos, comportando-se como uma cascata que aflige não só ao membro acometido, mas também ao organismo. Tratam-se desde inflamação, inchaço, manqueira até a instabilidade articular, reflexos musculares e vertebrais que levam muitas vezes às predisposições às lesões degenerativas.

Uma das afecções mais vistas e mais estudadas é a ruptura do ligamento cruzado cranial. Pode acontecer em virtude de traumas ou até mesmo fadiga progressiva das estruturas do joelho (KIM et al., 2008) . A manifestação mais comum é uma manqueira súbita, que pode ser subseqüente a um trauma e pode vir acompanhada ou não de vocalização (grito). Pode-se definir se houve lesão total ou parcial pela característica desta claudicação, permanente ou intermitente. Pode-se observar também inchaço do joelho. Animais com sobrepeso, que pulam muito, raças grandes ou que já tenham sofrido lesão em um dos joelhos estão na lista de maior risco (no último caso, por conta da sobrecarga, é maior a chance de se romper o contralateral) (BARCHAS, 2008). Caso não seja tratado apropriadamente, uma lesão parcial pode levar a uma total e então lesões de menisco e maior chance de degeneração articular, levando à artrose e grande comprometimento da região.

Tratamentofisioanimal

Existem várias técnicas usadas para a correção cirúrgica da ruptura do ligamento cruzado cranial como abordagens intraarticulares – substituição artroscópica do ligamento (MUZZI et al. 2009) ou utilização de implantes biológicos ou sintéticos (OLIVEIRA et al., 2003)– e extraarticulares – ancoragem, osteotomias corretivas (CTWO, TPLO, TTA, PTIO)(KIM et al., 2008), dependendo do caso, raça, peso do cão e outros fatores. O tratamento medicamentoso visando o controle da inflamação e dor também é preconizado.

A fisioterapia é indicada após a cirurgia, atuando na atrofia muscular, edema, controle da dor e promovendo resistência das estruturas do joelho, ajudando o cão a apoiar o membro o quanto antes. Dentro do protocolo fisioterapêutico são utilizados recursos como a crioterapia e eletroterapia em grupos musculares específicos (MUZZI et al., 2009). Outras modalidades, como a massagem, hidroterapia e alongamento podem ser associadas (SOUZA et al., 2006). Com a progressão da reabilitação e evolução do paciente, são agregados ao protocolo a cinesioterapia passiva e ativa (movimentação da articulação afetada) e o estímulo do uso do membro (apoio), além de exercícios, que deve ser feitos pelo profissional fisioterapeuta veterinário ou com a sua orientação.

Portanto, as lesões ortopédicas têm sua importância em evidência na medicina veterinária atual, principalmente nos estudos de reabilitação, e devem ser tratadas visando não somente o bem estar do paciente em questão da resolução do problema em si, mas também resguardando sua saúde, no que tange à prevenção de lesões degenerativas. A fisioterapia veterinária é uma ferramenta comprovadamente eficaz e pertinente, que abrange estas e muitas outras premissas do bem estar animal.

FONTES:
BARCHAS, E., DVM – Cruciate ligament injury in dogs. Available from  http://drbarchas.com/cruciate. Nov, 2008. Acess on 11 Nov. 2011.
CVVC http://chuckanutvet.com/services_view.cfm?cid=2
Lindsey Connell Animal Physiotherapy  Solutions
http://www.animalphysiosolutions.com.au/pdf/cranial_cruciate_ligament_injuries.pdf
KIM, S. E., POZZI, A., KOWALESKI, M. P. and LEWIS, D. D. (2008), Tibial Osteotomies for Cranial Cruciate Ligament Insufficiency in Dogs. Veterinary Surgery, 37: 111–125. doi: 10.1111/j.1532-950X.2007.00361.x
MUZZI, L.A.L.; REZENDE, C.M.F.; MUZZI, R.A.L.. Fisioterapia após substituição artroscópica do ligamento cruzado cranial em cães: I – avaliação clínica, radiográfica e ultrassonográfica. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec.,  Belo Horizonte,  v. 61,  n. 4, Aug.  2009 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352009000400007&lng=en&nrm=iso>. access on  11  Nov.  2011.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352009000400007.
OLIVEIRA, Simone Tostes de et al . Reparação do ligamento cruzado cranial de cães por tendão homólogo conservado em glicerina e associado a fio de náilon. Cienc. Rural,  Santa Maria,  v. 33,  n. 4, Aug.  2003 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782003000400021&lng=en&nrm=iso>. access on  11  Nov.  2011.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782003000400021.
SOUZA, Soraia Figueiredo de et al . Reabilitação em cães submetidos a artroplastia do joelho. Cienc. Rural,  Santa Maria,  v. 36,  n. 5, Oct.  2006 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782006000500017&lng=en&nrm=iso>. access on  11  Nov.  2011.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782006000500017.

Image: Maggie Smith / FreeDigitalPhotos.net

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Corrigindo cães que mastigam o que não devem

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

5 Passos para Corrigir Cães que Mastigam Coisas Inapropriadasfisioanimal

por Kristy Conn

Este tipo de comportamento é comum em cães jovens e vem do fato dos filhotes usar suas bocas para explorar o mundo ao seu redor.

Mastigar é um comportamento normal para filhotes, mas torna-se indesejável quando direcionada a objetos inapropriados, como seus sapatos, mobilha, ou até mesmo seus pés e mãos. Se este comportamento não for corrigido, pode levar à destruição em larga escala na propriedade, problemas médicos e deterioração dos laços entre humano e animal.

Os dentes decíduos do cão nascem entre três e oito semanas de idade e, entre quatro e seis meses, são gradualmente substituídos pelos dentes permanentes. Este é um processo doloroso e os filhotes mordem mais neste período, pois as gengivas ficam muito irritadas, e mastigar alivia o desconforto.

O comportamento de mastigar acontece com mais frequência nesta época do aparecimento da dentição, mas se não for corrigido pode persistir, até mesmo depois da época dos dentes permanentes aparecerem.

Para isso, observe estas 5 regras:

1 – Descarte problemas médicos: deficiências nutricionais causadas por dietas pobres em nutrientes, problemas gastrointestinais ou parasitas intestinais podem levar ao distúrbio alimentar que pode levar à mastigação.fisioanimal

2 – Ambiente à prova de filhotes: procure por perigos em potencial para o seu filhote curioso. Mantenha produtos de limpeza fora do alcance, assim como plantas tóxicas. Cabos de energia devem ser protegidos para evitar choque elétricos. Esconda objetos como sapatos, brinquedos de criança e restrinja o acesso à cômodos que não foram preparados para o filhote.

3 – Encoraje-o a mastigar o que ele deve: disponibilize brinquedos apropriados para que ele possa mastigar. Cada cão tem sua preferência. Tome cuidado com ossos e brinquedos que possam sem quebrados em pequenas partes, o cão pode engolir e se machucar, se algum pedaço perfurar alguma estrutura interna ou interromper o fluxo normal de alimento e ar. Procure adquirir brinquedos adequados ao tamanho do seu animal, de maneira que ele consiga abocanhá-lo facilmente, sem forçar uma abertura exagerada da boca. Evite dar ao cão um objeto que lembre outro que ele não deveria mastigar, como um sapato velho; ele não conseguirá distinguir entre aquele que ele pode mastigar e o que ele não pode.

4 – Desestimule a mastigação em objetos inapropriados: se você pegar seu cão mastigando algo que não devia, esconda o objeto e direcione a atenção do cão para o objeto que ele pode mastigar. Às vezes pode ser difícil desencoraja-lo se este padrão já estiver estabelecido. Você pode aplicar algo que tenha um gosto ruim ao objeto, para ajudar.

5 – Gaste algum tempo para brincar com seu cão: um cão cansado é um bom cão! Reserve um tempo para brincadeiras e exercício com seu cão regularmente. Isto não só reforça os laços entre você e seu cão, mas gasta e energia do cão em algo positivo, e não a direciona para a mastigação e comportamento inapropriado.

Fonte:

www.cesarsway.com

tradução livre

Agility

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Agility é um esporte que teve como base e ‘inspiração’ as provas hípicas, e consiste na condução do cão (solto), através de um percurso formado por diversos obstáculos no menor tempo possível e cumprindo as regras impostas para cada um deles (não cometendo faltas).

Ainda filhotes, é pela brincadeira que o animal de estimação percebe o mundo, desenvolve confiança com o dono e aprende regras e limites para a convivência. Além do equilíbrio, o pet desenvolve a atenção e pode adaptar-se mais facilmente à rotina da casa, quando a brincadeira faz parte de seu dia-a-dia.

Além disso, com o exercício, é possível ajudar a manter o peso do seu pet numa faixa saudável (acompanhado sempre de uma dieta apropriada) e ajudar em distúrbios de ansiedade. Muitas vezes o cão que é muito bagunceiro ou que destrói a casa muitas vezes, na verdade, tem muita energia acumulada e ficando em casa muito tempo ocioso acaba procurando o que fazer. Praticando esportes, ele pode canalizar toda a energia em algo positivo, poupando a mobília. Assim todo mundo sai ganhando!

O Luke também pratica agility!

O Luke também pratica agility!

Nas provas de agility oficiais, somente cães com pedigree podem participar, diferente das provas informais. Mas de qualquer forma, cão e proprietário precisam passar por treinamento, pois o cão precisa saber obedecer e entender como passar pelos obstáculos. Durante o percurso não é permitido que o condutor toque no cão, apenas pode utilizar de comandos vocais.

Algumas categorias da reabilitação, como a fisioterapia e a quiropraxia, podem ajudar a melhorar o desempenho dos cães nos esportes como o agility, potencializando as respostas do corpo aos estímulos e reações, melhorando os reflexos e capacidade motora.

Enfim, é um esporte que faz bem tanto ao cão quanto ao dono, uma vez que promove a saúde e estreita os laços de amizade, confiança e cumplicidade!

Fontes:
www.dogtimes.com

http://zerohora.clicrbs.com.br

FMVZ usa células-tronco para tratar lesão de coluna em cães

domingo, 28 de agosto de 2011

Duas teses em andamento na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP utilizam injeções de células-tronco em cães com lesões crônicas de coluna lombar e com restrições de movimento. A iniciativa, aliada fisioterapia pós-operatório, já apresenta resultados promissores: alguns dos animais que receberam injeções de células-tronco voltaram a apresentar movimentos.

As pesquisas  são realizadas pelos médicos veterinários Carlos Alberto Palmeira Sarmento e Matheus Levi Tajra Feitosa junto ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Celular (INCTC) com colaboração do Hemocentro de Ribeirão Preto. Carlos Sarmento trabalha com células-tronco extraídas de medula óssea fetal canina proveniente de campanhas de castração. Já Matheus Feitosa utiliza células-tronco obtidas da polpa de dente de leite de crianças.

“Analiso os resultados do meu trabalho com bastante otimismo, apesar de saber que é necessário um trabalho de fisioterapia contínuo. Mas acredito que com esta e outras pesquisas, os estudos envolvendo células-tronco possam apresentar resultados cada vez melhores”, aponta Carlos Sarmento, que é bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). A pesquisa é orientada pela professora Maria Angélica Miglino, da FMVZ, e deve ser defendida em 2012.

Os dois pesquisadores realizaram os testes em cães considerados “desenganados” pela medicina veterinária: com lesões crônicas de coluna há anos ou vários meses e que têm graves dificuldades motoras, como perda severa de sensibilidade nas patas traseiras, e que já realizaram cirurgia para corrigir a lesão, sem resultados satisfatórios, ou que estavam passando por tratamentos alternativos como acupuntura e fisioterapia sem apresentar melhora no quadro clínico.

Um dos diferenciais do projeto, de acordo com os pesquisadores, é que a solução de células-tronco é injetada tanto no local exato da lesão da coluna lombar como também um pouco antes e um pouco depois do lugar lesionado. Um exame de ressonância magnética  fornece um diagnóstico preciso do local exato da lesão. Após a cirurgia, os animais continuam fazendo fisioterapia cerca de três vezes por semana em sessões de aproximadamente 1h30, durante três meses, com a finalidade de estimular a musculatura, que estava atrofiada. Este trabalho de fisioterapia veterinária é realizada na clínica da doutora Helena Sakata.

Resultados

Carlos Sarmento já realizou a cirurgia de aplicação de células-tronco em 3 cães ao longo do mês de abril: no dia 11, no daschund Fred, que tem atrofia e contratura muscular; no dia 12, no daschund Bola, que apresenta somente atrofia, e, no dia 25, no lhasa apso Bond, que apresenta somente atrofia muscular. “As lesões desses três animais são idênticas, mas o comprometimento muscular é distinto”, esclarece.

O cão Bond mostrou os resultados mais satisfatórios até agora: tenta levantar as patas traseiras, voltou a abanar o rabo (o que não fazia antes da aplicação com células-tronco), consegue apoiar as duas patas traseiras na esteira aquática e “anda” dentro d’água, sem nenhum apoio. Os pesquisadores utilizaram uma escala comportamental para avaliar a locomoção dos animais (escala de Olby et al) que varia de 0 (nenhum movimento) a 14 (movimento normal). “Sobre o Bond, pode ser dito que saiu de um escore 3 para um 5. Ele dá passos com o membro direito e começa a usar as articulações do membro esquerdo, que não utilizava antes da cirurgia”, informa Sarmento.

O cão Fred não apresentou nenhuma melhora após a intervenção. “Como o quadro deste cão era mais grave antes da cirurgia de aplicação de células-tronco, será necessário investir mais em fisioterapia, para diminuir a contratura e aumentar a amplitude do movimento”, diz o veterinário. Já o cão Bola também não apresenta uma boa resposta ao tratamento. Segundo o veterinário, há ainda dois cães recrutados e que  receberão as injeções com células-tronco.

Matheus Feitosa já tem três cães selecionados. A cirurgia de aplicação de células-tronco foi feita em um deles, o lhasa apso Juquinha, em 9 de dezembro de 2010. Antes da intervenção, o animal apresentava movimento de poucas articulações, mas não conseguia suportar o próprio peso sozinho e andava arrastando as patas traseiras. “Este cão se encontrava no número 4 da escala. Com 30 dias após a cirurgia, ele passou a apoiar as duas patas sozinho e já consegue andar na esteira aquática sem nenhum apoio. Ele foi do grau 4 para o 8, e chegou até o 10”, descreve Feitosa. “Operamos outro cão, o daschund Billy no último dia 7 de junho e ele vai iniciar a fisioterapia nos próximos dias. No entanto, como apresenta obesidade mórbida, tem um prognóstico mais reservado. O escore dele está entre 1 e 2”, completa.


Fonte:

noticias.uol.com.br

Mielopatia degenerativa

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A mielopatia degenerativa é uma doença lentamente progressiva que atinge a medula dos cães, principalmente da raça pastor alemão entre 5 e 14 anos (podendo atingir também outras raças) e cuja causa ainda não foi esclarecida. A grosso modo, as células do sistema nervoso (principalmente na região da medula) perdem sua capa protetora responsável pela velocidade de propagação do impulso e pela eficiência deste, levando à disfunções, como incoordenação e diminuição da propriocepção.

Estas disfunções traduzem-se em um animal que tem dificuldade em se manter em pé, cruza os pés ao tentar caminhar e se movimenta cambaleando. Pode acontecer dos animais não conseguirem defecar e urinar no lugar correto ou terem dificuldade em realizar estas funções. Em casos crônicos, pode ocorrer a atrofia muscular da região posterior do animal e paralisia desta região. A doença só pode ser confirmada através de achados em necrópsia, portanto as manifestações clínicas são importantes para compor a suspeita clínica.

fisioanimal

Tudo começa na parte posterior do animal, na região do quadril e, com o tempo, a degeneração avança em direção à cabeça, comprometendo a inervação, musculatura e todas as estruturas relacionadas. Nos estágios finais, o comprometimento da inervação de órgãos vitais torna-se incompatível com a vida.

Infelizmente, pela sua característica degenerativa e progressiva, o prognóstico nestes casos é desfavorável e a perda da bainha de mielina dos neurônios não pode ser interrompida de maneira definitiva e nem restaurada.

Tratamentos clínicos e medicamentosos demonstram pouca resposta. Desta forma, é necessário mudar o foco e pensar no que pode ser feito para que este animal se sinta bem apesar da sua condição. Isso é denominado cuidado paliativo, onde são empregados diversos tratamentos complementares visando o bem estar e qualidade de vida.

Dentro da reabilitação animal, o objetivo é manter o animal ativo e preservar a função motora. Isso quer dizer, em outras palavras, trabalhar a musculatura e preservar a atividade das estruturas que ainda não foram comprometidas.

O fortalecimento muscular é um dos maiores focos da fisioterapia veterinária e encaixa-se no caso da mielopatia degenerativa com resultados satisfatórios. Além disso, indica-se a fisioterapia para o tratamento de dores compensatórias advindas da paralisia, consequência da perda de tecido nervoso.

Kathmann e colaboradores estudaram os efeitos da reabilitação em cães com mielopatia degenerativa em comparação com animais que não receberam o tratamento. Os animais que participaram do grupo da reabilitação intensiva apresentaram tempo de sobrevida superior (em média, 255 dias a mais), em comparação aos que receberam fisioterapia moderada (média de 130 dias a mais) e aos que não receberam nenhum tratamento (sobrevida de 55 dias). O tratamento preconizado incluiu exercício de senta e levanta, mudança de peso e hidroterapia. O estudo conclui que a fisioterapia é uma parte importante da reabilitação para cães com a maioria das doenças neurológicas e melhora a qualidade de vida e sugere que o tempo de manutenção da movimentação do animal pode ser aumentado com um protocolo fisioterápico adequado.

Fonte:

MIELOPATIA DEGENERATIVA EM CÃO: RELATO DE CASO

GIOVANELLI, D. F.; SAVOLDI, T. J.; ASSIS, M. M. Q.; OLIVEIRA, F. S.; BRANDÃO, F. Z.; OLIVEIRA, J.

sovergs.com.br

KATHMANN, I. , CIZINAUSKAS, S. et al. Daily Controlled Physiotherapy Increases Survival Time in Dogs with Suspected Degenerative Myelopathy. J. Vet. Intern Med. 2006; 20:927-932.

Diminuido o risco de alergias a animais na infância

quarta-feira, 15 de junho de 2011

fisioanimalSegundo uma nova pesquisa, bebês que convivem com cães e gatos são menos propensos a desenvolver alergias aos animais mais tarde na vida.

Os pesquisadores coletaram informações de 566 crianças e seus pais sobre a exposição das crianças aos animais de estimação e seu histórico de alergias. Além disso, quando as crianças completaram 18 anos, eles tomaram amostras de sangue e as testaram para certas proteínas do sistema imunológico (conhecidas como anticorpos) que lutam contra alérgenos de cães e gatos.

As crianças que cresceram em lares com gatos tinham cerca de metade da probabilidade (48% mais baixa) de serem alérgicas a eles quando adolescentes. Crescer em torno de um cãozinho reduziu o risco de alergias ao cão por aproximadamente a mesma quantidade para os meninos (50% mais baixo), mas não para meninas; uma descoberta que os pesquisadores não conseguiram compreender.

Os cientistas sugerem que as meninas talvez não desenvolvam a mesma imunidade que os meninos porque interagem de forma diferente com os cães; mas é só um palpite.

A pesquisa mostrou que estar exposto aos animais de estimação após o primeiro ano de vida não parece ter qualquer efeito sobre o risco de alergias, o que indica que o tempo pode ser tudo quando se trata de prevenir alergias.

Embora os cientistas não possam dizer com certeza, suspeitam que a exposição precoce a alérgenos e bactérias relacionadas a animais domésticos fortalece o sistema imunológico. O corpo se habitua aos alérgenos, e ajuda a criança a construir uma imunidade natural.

“A sujeira é boa”, diz a pesquisadora Ganesa Wegienka. “Se o sistema imunológico estiver ocupado com exposições no início, fica longe do perfil imune alérgico”.

Esse não é o primeiro estudo a achar que ter um animal doméstico pode proteger as crianças de alergias, mas é o primeiro a acompanhar as crianças até que elas alcancem 18 anos. Os estudos anteriores tiveram resultados mistos. fisioanimal

Alguns chegaram a ligar a exposição a cães durante a infância a um risco aumentado de alergia, por isso é muito cedo para recomendar um cão ou gato para afastar alergia em seu filho. Pela mesma razão, não se livre de seu animal de estimação quando tiver um filho, achando que o bicho vai provocar alergias.

“No final, provavelmente vamos descobrir que existem períodos de oportunidade, quando a exposição aos alérgenos, para algumas pessoas, vai ter um efeito protetor”, afirma o especialista em alergia e imunologia, David Nash, que não participou do estudo.

Além disso, é possível que outros fatores, além de ter um cão ou gato, influenciem o risco de alergia. Por exemplo, embora os pesquisadores tenham levado em conta o fato de os pais das crianças serem alérgicos ou não, eles não perguntaram por um histórico familiar mais amplo de alergias ou outros problemas de saúde. Pode ser que as crianças geneticamente predispostas a alergias simplesmente sejam menos propensas a crescerem em lares com animais.

Fonte:

hypescience.com

Hidroterapia

segunda-feira, 23 de maio de 2011

fisioanimal

A hidroterapia é uma técnica utilizada na rotina da reabilitação e fisioterapia veterinária por seus vários efeitos benéficos eficiência.

A flutuabilidade da água remove a pressão dos membros doloridos e muito do peso do animal, diminuindo a força necessária para realizar movimentos simples, mas difíceis devido a lesões. Os cães restabelecem rapidamente a musculatura e amplitude de movimento dos membros atrofiados, devido a vários fatores clínicos, como cirurgias, etc.

Quando passam por este tratamento, os cães podem trabalhar várias estruturas ao mesmo tempo. Dentro d’água, o movimento é exagerado, recrutando novos grupos musculares, requisitando maior equilíbrio e distribuindo melhor o peso, atingindo tanto a reeducação neuromuscular quanto a agilidade.

A hidroterapia pode ser utilizada no tratamento de artrite, condições ortopédicas, musculares, ligamentares e outros tipos de lesões em tecidos moles. Pode também ajudar na convalescência em geral.

Trabalhos extensivos na fisioterapia humana demonstraram que um tratamento com hidroterapia adequado e monitorado age encorajando  a mobilidade das articulações, melhorando assim o tônus muscular e promovendo reparação tecidual sem imposição de estresse nos tecidos lesados.

Também considera-se que o exercício em água quante é um antiinflamatório natural devido à sua habilidade de reduzir o inchaço dos tecidos.

São alguns efeitos da hidroterapia:

- alívio da dor, tensão e inchaço;

- fortalecimento dos músculos e manutenção;

- alívio de espasmos musculares;

- aumento da amplitude de movimento das articulações;

- melhora da circulação sanguínea;

- melhora da condição física (pulmões e coração)

- melhora na cicatrização/

- aumento da velocidade de recuperação de lesões.

Fonte:

Canine Hydrotherapy Association

VetContact

Artrite em cães

domingo, 8 de maio de 2011

Se você tem artrite, você sabe o quão doloroso pode ser, e você também tem várias opções de tratamento.

Cães também sofrem de artrite, e um novo relatório de especialistas da Universidade de Medicina Veterinária de Viena oferecem algumas observações sobre fisioterapia veterinária para cães que possuem esta doença tão dolorosa.

Cães e artrite: o proprietário deve estar atento aos sinais

Uma vez que os cães não conseguem dizer como se sentem, os proprietários devem estar alertas aos sinais e sintomas da artrite.

Cães com artrite podem defender um membro, ter dificuldade em sentar ou se manter em pé, dormir mais que o normal, hesitar quando pulam ou corem, ganhar peso, ser menos ativo ou se mostrar menos interessado em brincar ou, finalmente, ter articulações rígidas ou doloridas.

Um cão que apresenta qualquer um destes sintomas por mais de duas semanas deve ser encaminhado a um veterinário para avaliação. Semelhante aos humanos, o tratamento precoce da artrite é recomendado para os melhores resultados e o tratamento geralmente mimetiza o dos humanos, incluindo analgésicos.

Apesar de atualmente não haver cura para esta doença, pode-se ajudar tratando a dor e a inflamação, aumentando o nível de conforto do cão.

Fisioterapia para cães

Peter Holler, da Universidade de Viena, e seus colegas, avaliaram os movimentos dos cães com artrite enquanto realizavam três tipos diferentes de exercício: subir ladeira, descer ladeira e andar sobre obstáculos baixos. O experimento envolveu o uso de uma esteira especialmente desenhada e programas de computador.

Os pesquisadores descobriram que quando os cães sobem uma ladeira, eles têm maior curvatura do quadril e menor extensão do joelho. Descer ladeiras causou com que o quadril se curvasse menos e a articulação do tarso (patas) fossem menos extendidas. O impacto mais significante foi visto quando os cães andaram sobre obstáculos, o que causou curvatura de todas as articulações, exceto quadril e ombro.

Usando os resultados destes experimentos, os cientistas determinaram que andar descendo uma ladeira não oferece muito benefício terapêutico, mas que subir uma ladeira e caminhar sobre obstáculos poderiam ser terapias efetivas. Eles também observaram, entretanto, que qualquer cão que tenha sido submetido a cirurgia da tíbia recentemente  não deve andar sobre obstáculos como parte da terapia.

Prevenindo a artrite

Você pode, em certo grau, diminuir a chance de seu cão desenvolver artrite. Estas estratégias são bem simples e em sua maioria, de senso comum no mundo dos pets: tenha certeza que seu cão se mantém em forma através de exercícios regulares; certifique-se de que os exercícios e atividades a que submete seu cão não sejam muito estenuantes e de que a dieta dele é suficiente para manter um peso saudável.

Estas pequenas providências podem ajudar seu cão a evitar a artrite e manter uma vida saudável.

Fonte: EmaxHealth

HubPages

Tradução livre

Detecção precoce de osteoartrite em cães pode abrir portas para a cura

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A osteoartrite é comumente diagnosticada em estágios tardios e irreversíveis, quando o tratamento esperado pode ser apenas diminuir a dor e diminuir a velocidade de progressão da doença. Devido à osteoartrite ser um problema amplamente recorrente em cães, cavalos e humanos, médicos e veterinários precisam de uma maneira precisa para diagnosticar a doença de maneira precoce e mais acurada possível. Pesquisadores da Universidade do Missouri (Estados Unidos) estão investigando biomarcadores em potencial em cães para o diagnóstico precoce de osteoartrites, o que poderia ajudar a identificar pacientes com risco de desenvolver a doença.

“Desenvolvendo os métodos de diagnóstico precoce para a artrite, prevenção ou mesmo estratégias para um tratamento curativopara lidar com a doença se tornam mais realistas”, diz James Cook, professor de medicina veterinária e cirurgia e professor de cirurgia ortopédica. “Os biomarcadores poderiam detectar a doença antes que a dor e inchaço ocorrecem, e proprietários poderiam tomar medidas preventivas, como mudanças nas atividades ou dieta, ajudando seus animais a perder peso e fortalecer suas articulações, para diminuir a  chance de seus cães desenvolverem osteoartrite.”

No estudo, pesquisadors examinaram biomarcadores em potencial no liquido sinovial. Este, que é um líquido que lubrifica as articulações, é conhecido por suas respostas rápidas e sensíveis às lesões. Tomando amostras de cães, pesquisadores descobriram que a quantidade e qualidade do líquido sinovial era alterada em articulações do joelho (a articulação dos membros posteriores do cão, que é equivalente ao joelho humano).

“No Laboratório de Ortopedia Comparada da Universidade do Missouri, estamos particularmente interessados na identificação e validação de biomarcadores que possam detectar estágios precoces de osteoartrite para prover diagnósticos exatos e informações prognósticas antes do início da doença clínica, para humanos e animais”, diz Cook. “Nosso time, liderado pelos doutores Kuroki, Stoker e Garner, está fazendo tremendo progresso no desenvolvimento de simples testes de sangue, urina e fluido sinovial, que mostram grandes promessas em nos ajudar a diagnosticar osteoartrites iminetes, antes que seja muito tarde para ajudar o paciente da maneira mais efetiva possível.”

A osteoartrite causa degradação da cartilagem articular, levando à dor, inflamação e perda do movimento da articulação. Veteriários prevêm que mais de 20% dos cães de meia idade e 90% dos cães mais velhos possuem essa doença em uma ou mais articulações, sendo estas porcentagens ainda maiores na população humana.

Fonte: Science daily

Cachorro surdo aprende linguagem de sinais

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Apesar do problema, Zippy ganhou um prêmio de obediência por ter aprendido mais de vinte comandos ensinados por sua dona

Zippy nasceu surdo e já aprendeu mais de vinte comandos de obediência - Reprodução/ Daily Mail
Zippy nasceu surdo e já aprendeu mais de vinte comandos de obediência
Crédito: Reprodução/ Daily Mail

Se adestrar um cachorro nem sempre é uma tarefa fácil para o dono fazer sem ajuda, imagine ensinar lições de obediência a um animal com deficiência auditiva. Mas foi justamente isso que a cabelereira aposentada Vicky Tate se aventurou a fazer com seu Boston Terrier Zippy.

Segundo o jornal Daily Mail a britânica desenvolveu uma espécie de linguagem de sinais para ensinar o bichinho. As lições deram tão certo que Zippy ganhou o prêmio de melhor cão em obediência pelo Kennel Club Inglês.

Para receber a medalha de ouro o cãozinho precisou passar por testes como: ir para cama e permanecer nela, andar ao lado da dona olhando para ela e ignorando os demais cães, passar por túneis, entre outras atividades.

A aposentada Vicky Tate ensinou seu cachorro a se comunicar por meio de sinais - Reprodução/ Daily Mail
A aposentada Vicky Tate ensinou seu cachorro a se comunicar por meio de sinais
Crédito: Reprodução/ Daily Mail

Em entrevista à publicação, a dona orgulhosa declarou que muitos cães que conseguem ouvir não se deram tão bem no exame quanto Zippy. Esta foi a primeira vez que um cão surdo ganhou a premiação, o que deixou a todos maravilhados.

A britânica contou à publicação que comprou Zippy quando ele tinha apenas sete semanas e não reparou na sua deficiência. Ela também é dona de dois Boxers mas logo se deu conta que algo estava errado com o filhote. Ele não respondia aos seus chamados e nem se manifestava quando ela assobiava. Um teste auditivo realizado em um hospital confirmou suas suspeitas.

Desde então, o cachorro aprendeu mais de vinte comandos, incluindo senta, deita e fica, comunicados por sinais feitos com as mãos e pés de sua dona. “Eu converso com ele a todo tempo porque mesmo que ele não possa me ouvir, ele compreende minhas expressões faciais. Ele sabe quando não está fazendo o comando correto”.

Heidi Lawrence, porta-voz do Kennel Club Iglês, disse que casos como o de Zippy incentivam outros donos a acreditarem mais em seus cães, mesmo os que apresentam alguma deficiência. “Ele é obviamente um cachorro muito especial. Ele passar em um teste tão difícil mostra que o adestramento é acessível a todos os cães”.

Fonte: Petmag