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O medo de fogos de artifício

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

fireworks

Se fogos de artifício já são extremamente barulhentos para os humanos, imagine para os cães, com sua audição mais sensível?

O medo dos fogos é bem comum entre os animais de companhia, principalmente os cães. Até mesmo um cão confiante pode se assustar com o som brusco e alto dos rojões. Felizmente, há algumas coisas que podemos fazer para minimizar um pouco o trauma de nossos peludos.

Como saber que meu cão está com medo?

Ao mero sinal de qualquer movimentação, o animal começa a ficar inquieto, andar de um lado para o outro, fica arredio, começa a choramingar e a latir. Em seguida, pode tremer, apresentar comportamento destrutivo, se esconder ou querer chamar sua atenção a qualquer custo.

Desensibilização

Procure mostrar o som de maneira controlada e paulatinamente. Por exemplo, você pode mostrar um vídeo que contenha fogos, começando com o som bem baixinho e por alguns minutos ao dia. É importante correlacionar o som dos fogos à algo que o cão goste, como um ossinho, bolinha ou brincadeira, que o deixe a vontade e interessado. Aos poucos, vá aumentando o barulho do vídeo, ainda por alguns dias, e continue fazendo a correlação positiva.

Neste site você encontra um vídeo de fogos de artifício e um arquivo de áudio.

Pode-se também criar um lugar aconchegante que o pet poderá se refugiar e se sentir seguro durante os fogos. Faça-o entender que ali é um lugar seguro e que nada acontecerá de ruim, podendo usar o estímulo positivo dos ossinhos ou comida. Certifique-se de que você não o está forçando a escolher e ficar em dado lugar e que não o forçe a sair, a não ser que ele queira.

Preparando o ambiente

Se você não puder ficar com ele durante o período dos fogos ou se acontecer no momento em que você não esteja em casa, é importante observar se no ambiente em que o cão fica existe algum fator de risco, como portas e portões de acesso a rua abertos, escadarias, janelas abertas ou qualquer móvel ou objeto que possa o machucar num momento de pânico. Não esqueça de manter seu cão com coleira e identificação, caso ele realmente consiga fugir.

O comportamento do humano

A maneira com a qual nós mesmo lidamos com a situação na qual o cão se assusta ou entra em pânico é importantíssima para a fixação do comportamento do cão.
É fundamental você não reaja aos fogos e tente distrair o cão daquele barulho. Entretanto, evite fazer carinho, pega-lo no colo, tentando assim protege-lo ou acalma-lo, pois ele entenderá estes sinais como recompensa, e isso acaba alimentando o medo e a probabilidade dele repetir o comportamento aumenta. Brigar com ele ou puni-lo pode surtir o mesmo efeito negativo. É interessante também procurar ajuda profissional para adestramento do cão e para saber como se comportar e manter o controle em situações assim.

Prevenção

Tente acostumar o animal a barulhos altos e situações que possam causar medo desde filhote. Lembre-se que situações, sensações e experiências que o cão tem na infância são levados para toda a vida. Mas faça isso com cuidado, para não surtir o efeito oposto.

E como último recurso…

Se nada disso deu certo ou o seu cão em caso de pânico torna-se um perigo para si e para quem estiver a sua volta, procure seu veterinário e consulte-o sobre medicamentos tranquilizantes.

Fonte:
Dogs and fireworks

About.com

Dog club

Guide dogs

Nervous dog

Gatos usados em pesquisa contra Aids felina brilham à luz ultravioleta

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Gatos usados por cientistas norte-americanos tiveram suas células alteradas para poder brilhar e, de quebra, resistir à versão do vírus da Aids responsável pela doença em felinos. O estudo foi publicado na revista científica ‘Nature Methods’.

O efeito luminoso é causado pelo presença de uma proteína fluorescente extraída de águas-vivas e acontece quando os felinos são expostos à luz ultravioleta. Já a proteção contra o FIV – a versão felina do HIV – é garantida pelo inclusão de um gene de macaco dentro do material genético dos gatos.fisioanimal

Conhecido como TRIMCyp, o gene do macaco faz a proteção externa do vírus ser destruída antes que ele consiga infectar as células dos felinos. Para colocar o material no corpo dos gatos, os cientistas alteram óvulos não fecundados. Neste momento, foram incluídos também os genes ‘fluorescentes’ de águas-vivas para que alterações dentro dos gatos pudessem ser rastreadas.

Os cientistas da Mayo Clinic, instituto responsável por desenvolver a pesquisa, afirmaram que os filhotes gerados pelos gatos geneticamente alterados também apresentaram os genes. A esperança dos pesquisadores é de que a herança genética continue a ser transmitida pelas próximas gerações desses mamíferos. A tecnologia também pode servir, no futuro, para a criação de novas estratégias para preservar as 36 espécies ameaçadas de gatos selvagens no mundo.

A Aids já matou 30 milhões de pessoas no mundo e ainda não há uma vacina ou cura disponivel para combater a doença que seja reconhecida pela comunidade científica e adotada na prática médica. A versão felina também já deixou milhões de gatos mortos.

Fonte:

G1.com

Cães sozinhos em casa

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Você sofre em deixar seu amigo peludo sozinho em casa toda vez que sai para trabalhar? Bom, ele pode estar sofrendo ainda mais do que você, segundo revelou uma pesquisa feita por John Bradshaw, diretor do Instituto de Antrozoologia da Universidade de Bristol.fisioanimal

Bradshaw e uma equipe especializada em animais instalaram câmeras em casas de 20 donos de cães. Todos eles aparentemente ficavam felizes com a ausência dos tutores, porém depois de analisar as imagens, o pesquisador descobriu que alguns andavam em círculos e apresentavam a respiração mais ofegante.

Outro estudo realizado por Bradshaw com sete ninhadas de labradores e cinco de border collies mostrou que mais da metade dos labradores e quase a metade dos border collies exibiram sinais de desespero que duraram mais de um mês.
No livro Em Defesa dos Cães, publicado recentemente, o pesquisador conta como o seu labrador costumava roer sua cama, a mobília e o papel de parede quando ficava sozinho em casa. Segundo Bradshaw, em casos mais extremos alguns cães se automutilam.

Ficou com pena do seu amigo peludo? Não precisa entrar em desespero, John Bradshaw dá algumas dicas para ajudá-los a lidar com esse sentimento. “Os cães têm um tipo diferente de memória. Não são bons em raciocínio e não pensam que aquilo que fizeram há uma hora pode gerar uma bronca agora. Por isso não punam seus animais por danos causados quando são deixados sozinhos. Eles não entenderiam o porquê da penalidade”, diz.

Bradshaw diz ainda que a chave para tornar a situação menos sofrível para os cães é ensiná-los que ver você saindo de casa pode trazer resultados positivos. Por exemplo, você poderia voltar de surpresa antes do horário normal, mesmo que por um curto período, só para fazer um agrado. Depois, lentamente, pode aumentar o tempo de permanência fora de casa até o cachorro ser deixado sozinho o dia todo.

Algumas dicas para deixar seu cão sozinho em casa:

Cansa-lo

A melhor coisa que se pode fazer para o seu cão que fica sozinho em casa é um bom e pesado exercício logo pela manhã. Quanto exercício e que tipo vai depender a idade dele, condição fisica, tipo corporal e condição de saúde, além das condições do clima. Consulte seu veterinário se você tiver dúvidas sobre a tolerância ao exercício de seu cão. O resultado que estamos procurando é um cão que chega em casa e logo deita-se na sua caminha para tirar um cochilo. Para a maioria dos cães, correr sem coleira e farejar são ideais, pelo suprimento não apenas de exercício físico variado mas também estímulos mentais.

Mantenha-o ocupado

Ao invéz de usar os potes de comida tradicionais, use brinquedos que contenham comida. Em alguns deles, há a possibilidade de se esconder a comida dentro. Sugere-se misturar comida seca à comida úmida. Para os campeões de mastigar, sugere-se também congelar o brinquedo, para que o cão tenha ainda mais trabalho para chegar à recompensa. Esse tipo de brinquedo oferece uma grande variedade de níveis de dificuldade, para que você possa frustrar seu cão o suficiente para o manter ativo e engajado. Esqueceu de limpar os brinquedo e prepara-los para o dia seguinte? Espalhe a comida seca pelo chão antes de sair de casa pela manhã. Uma caçada bem-sucedida é a noção de divertimento da maioria dos cães. Lembre-se de testar os brinquedos que ele vai mastigar enquanto estiver em casa, supervisionando.fisioanimal

Creches e Caminhadores

Uma creche ou centro de atividades, além do serviço de caminhador (pessoa que passei com o seu cão) são sugestões comuns para cães que passam muito tempo sozinhos. Sim, muitos cãos são capazes de segurar o xixi e o coco o dia inteiro e isso não é bom para eles, podendo acarretar infecções do trato urinário. A urina super concentrada que o cão produz em um período longo de privação pode aumentar as chances de formação de cristais e cistite.  É sempre benéfico estimular o exercício físico dos cães.

Se você não puder pagar por um serviço profissional, troque favores com seus amigos. Pense em algo que você possa barganhar com algum conhecido ou vizinho por uma caminhada com seu cão.

Sinais de ansiedade por separação

Seu cão fica agitado e começa a choramingar enquanto você se prepara para sair? Ele arranha portas e janelas enquanto você está fora? Ele não come enquanto estiver sozinho? Estes são alguns dos comportamentos associados à genuina ansiedade de separação. Geralmente, esse distúrbio é tratado pela combinação de técnicas comportamentais e medicamentos.

Fonte: Criativa

Quick and dirty tips – dog training

Cuidados essenciais com o seu cão

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vai adotar pela primeira vez? Leia com carinho essas dicas para os proprietários de primeira viagem!fisioanimal

Para quem nunca teve um cão antes, os cuidados necessários podem parecer muita coisa. Mas é como ser pai ou mão pela primeira vez, você precisa aprender o básico do que é ter um novo animal dentro da sua casa. Um bicho não é algo que você simplesmente traga para casa e ignore. Precisa de atenção e cuidados básicos para viver feliz e fazer você feliz também. Aqui vão algumas dicas que você deve levar em consideração quando pensar em tomar conta de um novo cãozinho.

1. A Decisão

Se você ainda não fez a decisão final de trazer um cachorro para casa ainda, não é um bom momento para avaliar a idéia e considerar qual tipo de cachorro seria o melhor para você. Pense sobre sua casa e seu espaço. Há suficiente para o animal caminhar, se exercitar e brincar?

Pense sobre suas crianças. Eles são jovens? Eles seriam capazes de entender o respeito e cuidado necessários para ter um cão na família? Um cão grande e agressivo pode se tornar perigoso para seus filhos se eles abusarem ou brincarem demais?

2. Alimentando seu Novo Cão

A comida que você dá a ele é muito importante. Uma dieta pobre pode levar a inúmeros problemas de saúde. É melhor escolher uma dieta de qualidade, alto teor de proteína e baixo de gordura, específica para a idade e grupo do seu cão. Se você está adquirindo um filhote, começe com comida para filhotes. Se seu cão está entrando numa idade mais avançada, escolha um alimento correspondente.

É tentador dar aos cães rotineiramente restos de comida na mesa ou petiscos, especialmente quando eles chegam perto enquanto comemos e nos fazem sentir “culpados” por eles não estarem dividindo nosso prato. Entretanto, há muito que nós humanos comemos que não é saudável para nossos animais (muitas vezes não é saudável para nós mesmos!). Além disso, esse hábito só alimenta a mania do cão pedir à mesa, o que pode ser frustrante – quando não embaraçoso – quando você tem visitas.

3. Penteando seu Novo Cãofisioanimal

Dependendo da raça que escolher, a necessidade da escovação varia. Alguns cães requerem escovação diária e banhos semanais, enquanto outros apenas precisam de um pouco de água de vez em quando.

É importante manter as orelhas limpas, procurar pulgas e carrapatos regularmente, manter as unhas aparadas e dar banho quando necessário. Se você não se sente confortável fazendo isso, leve seu cão a um profissional. Entretanto, tente escolher um e permanecer com aquele, para que seu cão construa uma relação confortável com ele.

4. As Necessidades de Saúde do Novo Cão

Todo cão deve passar por check-ups veterinários regulares. Não apenas isso, mas para a vacinação anual, tirar suas dúvidas e saber como prevenir doenças. Consulte seu veterinário para saber mais.

5. Exercitando seu Novo Cão

Dependendo do tamanho e das necessidades energéticas, seu cão irá precisar de entre uma quantidade moderada a muito grande de exercício. Expecialmente durante o período em que ele for filhote, o exercício é muito importante. Uma quantidade saudável de exercício pode também ajudar com problemas comportamentais como mastigar a mobilha, exictação exagerada ou latidos incessantes.

De maneira geral, lembre-se: os animais são seres vivos e merecem respeito, precisam da nossa atenção, carinho e cuidado. Hoje em dia eles podem ter expectativas de vida altíssimas. Pesquise sobre o tipo de animal que você tem interesse (no caso de um animal de raça) e converse com pessoas que já possuem animais para conhecer os pós e contras e fazer uma decisão responsável.

Fonte:

http://canineworldtoday.info/

Quantas palavras os cães entendem?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

fisioanimal

Os donos de cães adoram falar sobre a inteligência canina. Por isso, para eles não chega a ser uma surpresa que pesquisas confirmem que os cães têm uma profunda capacidade mental. Porém, quanto da nossa linguagem os cães realmente compreendem?


Os cães podem realmente entender o que estamos dizendo?

Com certeza, a maioria dos cães compreende o básico: “pegue”, “sente” e “fique”, mas, se você tiver motivação e paciência, provavelmente poderá ensinar ao seu cão até mesmo mais do que 100 palavras. Stanley Coren, um psicólogo que fez uma quantidade significativa de pesquisas sobre a inteligência canina sugere que o cão treinado conhece cerca de 160 palavras. Alguns cães até possuem um vocabulário tão vasto quanto o dos bebês humanos.

Pelo menos desde os anos 70, quando os pesquisadores treinaram com sucesso chimpanzés para usar e ler palavras em uma linguagem de sinais, nós sabemos que a linguagem, em um sentido amplo do termo, não é exclusividade dos humanos. Os animais têm potencial cerebral para compreender a linguagem humana e usar suas próprias linguagens de formas surpreendentemente profundas. Sabemos que os papagaios podem ser treinados para falar palavras humanas. E cães reagem à palavra “passear” abanando o rabo.

Após ter sido apresentado em um programa de televisão por sua capacidade de compreender 200 palavras, um border collie chamado Rico intrigou alguns pesquisadores no instituto Max Planck. Esses pesquisadores questionavam se poderiam levar Rico a executar alguns experimentos a fim de descobrir até onde poderiam estender sua habilidade com as linguagens. A resposta: surpreendentemente longe.

Em um primeiro momento, os pesquisadores quiseram verificar se Rico, em um ambiente controlado, realmente conhecia 200 palavras. Para isso, eles usaram 10 objetos que Rico conhecia. Ao comando verbal de seu dono, eles pediram para ele pegar um item específico de uma sala separada. Rico se saiu muito bem nessa tarefa, mas os pesquisadores queriam desafiá-lo ainda mais. Em seguida, eles escolheram um novo item, um que Rico nunca havia visto em sua vida, e o colocaram na sala entre os itens familiares. O dono pediu o novo item pelo nome, e eis que Rico trouxe o novo item.

Os pesquisadores executaram esse teste diversas vezes, sempre pedindo um novo item, e viram que Rico, em 70% das vezes, levava o item correto. Isso demonstrou que o cão não apenas tinha um grande vocabulário, mas também sabia como usar o processo de eliminação.

Impressionados, os pesquisadores fizeram com Rico um teste ainda mais difícil. Eles queriam descobrir se o cão poderia lembrar dos itens que aprendeu no experimento depois de apenas uma exposição, um processo chamado de mapeamento rápido, que as crianças são capazes de fazer facilmente. Um mês depois de Rico ter provado suas capacidades de linguagem no laboratório, os pesquisadores o trouxeram de volta. Dessa vez, eles colocaram um dos novos itens (que Rico pegou corretamente no mês anterior) em uma sala com quatro itens familiares e outros quatro não-familiares. Quando o seu dono pediu, Rico conseguiu pegar corretamente o item em 50% das vezes. Embora possa não parecer nada notável, para os pesquisadores foi muito, pois essa taxa de sucesso é comparável à de uma criança de 3 anos.

Porém, comparar ou não a “compreensão” que um cão tem de uma palavra com a compreensão de uma criança é outra história. Quando as crianças aprendem a linguagem, elas começam associando sons a objetos ou a idéias. Por exemplo, se uma criança ouve a palavra “mamadeira” toda vez que lhe dão uma mamadeira, ela vai acabar aprendendo a conectar o som da palavra ao objeto. Dessa forma, as crianças entendem as palavras antes de aprender a expressá-las. Alguém poderia dizer que o mesmo acontece com os cães. Os cães só não chegam ao próximo passo: falar. Porém, comparar ou não a “compreensão” que um cão tem de uma palavra à compreensão de uma criança é outra história.

Quando uma criança aprende uma palavra como “lápis” ela associa a palavra ao conceito de um instrumento de escrita em uma variedade de maneiras (chegando a cometer o engano de chamar uma caneta de “lápis” depois de ver alguém usando uma para escrever). Por outro lado, os cães provavelmente aprendem a palavra “caneta” como um som que desencadeia uma resposta: “traga-me a caneta e eu te darei um petisco”, por exemplo.

fisioanimal

Como os cães muito provavelmente não compreendem conceitos abstratos, eles não podem entender as palavras que se referem a tais conceitos. Por exemplo, humanos entendem idéias como “amor”, “ódio”, “crenças” e “descuido”. Essas idéias não são necessariamente relacionadas a um objeto ou a uma ação específica. Idéias que se referem a coisas específicas são chamadas de conceitos concretos. Então, quando dizemos aos cães que os amamos, isso provavelmente não signifique tanto para eles quanto a palavra “petisco”. Algumas pessoas podem dizer que até encontrarmos uma maneira de interpretar a mente de um cão, não poderemos dizer em definitivo se os cães entendem ou não conceitos abstratos. Até onde sabemos, os cães só compreendem palavras que se referem a coisas concretas.

Podemos dizer que os cães entendem a linguagem? Isso depende da definição de linguagem, que é discutível. Se a linguagem indica o processo de comunicar um estímulo particular (uma palavra) para produzir uma determinada reação, então os cães definitivamente compreendem a linguagem. Porém, para muitos lingüistas – pessoas que estudam a linguagem – a definição apropriada de linguagem deve ser aprofundada.

Alguns lingüistas acreditam que a linguagem precisa de sentenças com sintaxe. A sintaxe se refere à forma com que as palavras se relacionam entre si em uma frase, baseadas em um sistema de regras estruturadas, como a ordem das palavras. Por exemplo, apesar de ambas as frases possuírem as mesmas palavras, a frase “o cão morde o homem” significa o oposto de “o homem morde o cão”. Seguindo essa definição mais rígida de linguagem, os cães não compreendem linguagem porque não há motivos para acreditar que eles compreendam as frases dessa forma. Mesmo os bebês podem diferenciar as partes do discurso, como verbos e substantivos, o que um cão provavelmente não consegue [fonte: Kaminski]. Alguém pode dizer que, se os cães não podem usar a sintaxe como as crianças, então eles não podem realmente entender uma palavra porque eles não entendem como ela se relaciona a outras palavras.

Mas se os cães realmente não podem compreender a linguagem como os humanos, por que eles parecem nos entender tão profundamente? Certos estudos mostram que os cachorros reconhecem os gestos humanos como pistas melhor que outros animais, como os macacos de grande porte [fonte: Hare]. Assim, quando os cães parecem compreender nossas palavras, eles na verdade devem apenas estar lendo a nossa linguagem corporal ou nosso tom de voz.

fonte: howstuffworks.com

Cachorro surdo aprende linguagem de sinais

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Apesar do problema, Zippy ganhou um prêmio de obediência por ter aprendido mais de vinte comandos ensinados por sua dona

Zippy nasceu surdo e já aprendeu mais de vinte comandos de obediência - Reprodução/ Daily Mail
Zippy nasceu surdo e já aprendeu mais de vinte comandos de obediência
Crédito: Reprodução/ Daily Mail

Se adestrar um cachorro nem sempre é uma tarefa fácil para o dono fazer sem ajuda, imagine ensinar lições de obediência a um animal com deficiência auditiva. Mas foi justamente isso que a cabelereira aposentada Vicky Tate se aventurou a fazer com seu Boston Terrier Zippy.

Segundo o jornal Daily Mail a britânica desenvolveu uma espécie de linguagem de sinais para ensinar o bichinho. As lições deram tão certo que Zippy ganhou o prêmio de melhor cão em obediência pelo Kennel Club Inglês.

Para receber a medalha de ouro o cãozinho precisou passar por testes como: ir para cama e permanecer nela, andar ao lado da dona olhando para ela e ignorando os demais cães, passar por túneis, entre outras atividades.

A aposentada Vicky Tate ensinou seu cachorro a se comunicar por meio de sinais - Reprodução/ Daily Mail
A aposentada Vicky Tate ensinou seu cachorro a se comunicar por meio de sinais
Crédito: Reprodução/ Daily Mail

Em entrevista à publicação, a dona orgulhosa declarou que muitos cães que conseguem ouvir não se deram tão bem no exame quanto Zippy. Esta foi a primeira vez que um cão surdo ganhou a premiação, o que deixou a todos maravilhados.

A britânica contou à publicação que comprou Zippy quando ele tinha apenas sete semanas e não reparou na sua deficiência. Ela também é dona de dois Boxers mas logo se deu conta que algo estava errado com o filhote. Ele não respondia aos seus chamados e nem se manifestava quando ela assobiava. Um teste auditivo realizado em um hospital confirmou suas suspeitas.

Desde então, o cachorro aprendeu mais de vinte comandos, incluindo senta, deita e fica, comunicados por sinais feitos com as mãos e pés de sua dona. “Eu converso com ele a todo tempo porque mesmo que ele não possa me ouvir, ele compreende minhas expressões faciais. Ele sabe quando não está fazendo o comando correto”.

Heidi Lawrence, porta-voz do Kennel Club Iglês, disse que casos como o de Zippy incentivam outros donos a acreditarem mais em seus cães, mesmo os que apresentam alguma deficiência. “Ele é obviamente um cachorro muito especial. Ele passar em um teste tão difícil mostra que o adestramento é acessível a todos os cães”.

Fonte: Petmag

Novos pets em casa: dificuldades na hora da apresentação

domingo, 3 de abril de 2011

Para os que amam os animais, levar um cachorro para casa é sempre uma alegria. Os filhotes são fofos e engraçadinhos, enquanto os adultos são espertos e curiosos. Em pouquíssimo tempo, eles se tornam o centro das atenções, e não são raros os casos em que um novo cão é levado para casa – seja pela vontade de ter um filhote ou para arrumar companhia para o bichinho solitário. Porém, o que deveria ser uma alegria, pode se tornar frustração, pois muitos deparam com o desafio de introduzir um novo pet em casa.

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A chegada de um novo pet é uma grande novidade para todos – para os donos que estão ansiosos, para o cão que não conhece seu novo companheiro e para o animal que está chegando. Por ser um momento de grandes expectativas, as pessoas estão mais aptas a errar na forma de agir com os animais – fazendo com que o encontro se torne uma grande decepção, com muito latido, rosnados e, à vezes, agressão. Para que não haja nenhum problema, é importantíssimo que todos os membros da casa estejam calmos para apresentar os animais e aptos a agir caso necessário.

Além disso, é importante compreender o comportamento natural dos cães para identificar possíveis erros na introdução de um novo pet em casa. Como sabemos, os cães são criaturas sociais que vivem sob uma estrutura hierárquica bem definida: líder e liderados. Assim sendo, é comum para as matilhas receberem novos membros. Além disso, as regras desse grupo são definidas pelo líder, e devem ser seguidas por todos os demais. Portanto, não é difícil perceber que a maioria dos problemas que as pessoas enfrentam na introdução de novos animais é causada pela falta de liderança dos donos.

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Quando os cães são os líderes da matilha de nossa casa, as regras são impostas por eles. A decisão se o novo animal será ou não bem aceito, caberá ao líder. Por isso, é comum observarmos muitos casos em que os cães se “estranham”, pois o líder costuma defender sua matilha do intruso que está chegando. E nesse momento, não adianta utilizar técnicas de adestramento – borrifadores, latas com pedrinhas ou extintores – isso só serve para “apagar incêndio”, mas não resolve o problema. A questão de liderança deve ser resolvida antes da introdução do novo animal.

Liderar uma matilha é preencher todas as necessidades dos demais cães do bando: oferecer uma rotina de exercícios e impor suas regras e limites a todo o momento. Dessa forma, os demais cães respeitarão a decisão do líder e poderão ser mais facilmente corrigidos caso ajam de forma inadequada durante a apresentação.

Cães equilibrados são normalmente sociáveis e submissos, permitindo a introdução de novos animais com maior facilidade. Para facilitar o processo de formação da nova matilha, é interessante realizar uma caminhada com todos os animais para agilizar a criação de elo entre os membros, pois a caminhada é uma atividade normal para os cães – lembre-se que, em sua origem, a migração era algo comum para os cães e era sempre realizada em bando.

Fonte: Plox