Curso de Fisioterapia Veterinária

PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA E REABILITAÇÃO – INSTITUTO BIOETHICUS

Curso reconhecido pelo MEC

INICIO EM AGOSTO/2012

O curso visa a formação de profissionais especializados para atender à demanda na área de Fisioterapia e Reabilitação Veterinária.

Conta com a participação dos mais renomados professores veterinários da área.

Inclui  atendimento a pacientes e um centro de fisioterapia completo para aprendizado dos alunos, com casos clínicos e enfoque em aulas práticas

Mais informações:

Instituto Bioethicus

(14)3814-6898/(14)3813-3898

www.bioethicus.com.br

cartaz fisio 2



O medo de fogos de artifício

fireworks

Se fogos de artifício já são extremamente barulhentos para os humanos, imagine para os cães, com sua audição mais sensível?

O medo dos fogos é bem comum entre os animais de companhia, principalmente os cães. Até mesmo um cão confiante pode se assustar com o som brusco e alto dos rojões. Felizmente, há algumas coisas que podemos fazer para minimizar um pouco o trauma de nossos peludos.

Como saber que meu cão está com medo?

Ao mero sinal de qualquer movimentação, o animal começa a ficar inquieto, andar de um lado para o outro, fica arredio, começa a choramingar e a latir. Em seguida, pode tremer, apresentar comportamento destrutivo, se esconder ou querer chamar sua atenção a qualquer custo.

Desensibilização

Procure mostrar o som de maneira controlada e paulatinamente. Por exemplo, você pode mostrar um vídeo que contenha fogos, começando com o som bem baixinho e por alguns minutos ao dia. É importante correlacionar o som dos fogos à algo que o cão goste, como um ossinho, bolinha ou brincadeira, que o deixe a vontade e interessado. Aos poucos, vá aumentando o barulho do vídeo, ainda por alguns dias, e continue fazendo a correlação positiva.

Neste site você encontra um vídeo de fogos de artifício e um arquivo de áudio.

Pode-se também criar um lugar aconchegante que o pet poderá se refugiar e se sentir seguro durante os fogos. Faça-o entender que ali é um lugar seguro e que nada acontecerá de ruim, podendo usar o estímulo positivo dos ossinhos ou comida. Certifique-se de que você não o está forçando a escolher e ficar em dado lugar e que não o forçe a sair, a não ser que ele queira.

Preparando o ambiente

Se você não puder ficar com ele durante o período dos fogos ou se acontecer no momento em que você não esteja em casa, é importante observar se no ambiente em que o cão fica existe algum fator de risco, como portas e portões de acesso a rua abertos, escadarias, janelas abertas ou qualquer móvel ou objeto que possa o machucar num momento de pânico. Não esqueça de manter seu cão com coleira e identificação, caso ele realmente consiga fugir.

O comportamento do humano

A maneira com a qual nós mesmo lidamos com a situação na qual o cão se assusta ou entra em pânico é importantíssima para a fixação do comportamento do cão.
É fundamental você não reaja aos fogos e tente distrair o cão daquele barulho. Entretanto, evite fazer carinho, pega-lo no colo, tentando assim protege-lo ou acalma-lo, pois ele entenderá estes sinais como recompensa, e isso acaba alimentando o medo e a probabilidade dele repetir o comportamento aumenta. Brigar com ele ou puni-lo pode surtir o mesmo efeito negativo. É interessante também procurar ajuda profissional para adestramento do cão e para saber como se comportar e manter o controle em situações assim.

Prevenção

Tente acostumar o animal a barulhos altos e situações que possam causar medo desde filhote. Lembre-se que situações, sensações e experiências que o cão tem na infância são levados para toda a vida. Mas faça isso com cuidado, para não surtir o efeito oposto.

E como último recurso…

Se nada disso deu certo ou o seu cão em caso de pânico torna-se um perigo para si e para quem estiver a sua volta, procure seu veterinário e consulte-o sobre medicamentos tranquilizantes.

Fonte:
Dogs and fireworks

About.com

Dog club

Guide dogs

Nervous dog

Ruptura de ligamento cruzado cranial em cães

As afecções ortopédicas nos cães são cada vez mais recorrentes na rotina veterinária, graças ao contato cada vez mais próximo dos nossos bichos conosco dentro de nossas casas, os novos hábitos (nem sempre desejáveis, mas decorrentes de uma rotina corrida ou tratamento diferenciado dos animais) e destacadamente devido às próprias raças e conformações características.fisioanimal

São marcantes as consequências desses incidentes: primeiro e mais importante pela dor associada a uma lesão ortopédica; discute-se muito hoje em dia sobre a dor como fator determinante no desgaste da qualidade de vida de humanos e também animais. Concomitantemente, instala-se um processo geral de prejuízos, comportando-se como uma cascata que aflige não só ao membro acometido, mas também ao organismo. Tratam-se desde inflamação, inchaço, manqueira até a instabilidade articular, reflexos musculares e vertebrais que levam muitas vezes às predisposições às lesões degenerativas.

Uma das afecções mais vistas e mais estudadas é a ruptura do ligamento cruzado cranial. Pode acontecer em virtude de traumas ou até mesmo fadiga progressiva das estruturas do joelho (KIM et al., 2008) . A manifestação mais comum é uma manqueira súbita, que pode ser subseqüente a um trauma e pode vir acompanhada ou não de vocalização (grito). Pode-se definir se houve lesão total ou parcial pela característica desta claudicação, permanente ou intermitente. Pode-se observar também inchaço do joelho. Animais com sobrepeso, que pulam muito, raças grandes ou que já tenham sofrido lesão em um dos joelhos estão na lista de maior risco (no último caso, por conta da sobrecarga, é maior a chance de se romper o contralateral) (BARCHAS, 2008). Caso não seja tratado apropriadamente, uma lesão parcial pode levar a uma total e então lesões de menisco e maior chance de degeneração articular, levando à artrose e grande comprometimento da região.

Tratamentofisioanimal

Existem várias técnicas usadas para a correção cirúrgica da ruptura do ligamento cruzado cranial como abordagens intraarticulares – substituição artroscópica do ligamento (MUZZI et al. 2009) ou utilização de implantes biológicos ou sintéticos (OLIVEIRA et al., 2003)– e extraarticulares – ancoragem, osteotomias corretivas (CTWO, TPLO, TTA, PTIO)(KIM et al., 2008), dependendo do caso, raça, peso do cão e outros fatores. O tratamento medicamentoso visando o controle da inflamação e dor também é preconizado.

A fisioterapia é indicada após a cirurgia, atuando na atrofia muscular, edema, controle da dor e promovendo resistência das estruturas do joelho, ajudando o cão a apoiar o membro o quanto antes. Dentro do protocolo fisioterapêutico são utilizados recursos como a crioterapia e eletroterapia em grupos musculares específicos (MUZZI et al., 2009). Outras modalidades, como a massagem, hidroterapia e alongamento podem ser associadas (SOUZA et al., 2006). Com a progressão da reabilitação e evolução do paciente, são agregados ao protocolo a cinesioterapia passiva e ativa (movimentação da articulação afetada) e o estímulo do uso do membro (apoio), além de exercícios, que deve ser feitos pelo profissional fisioterapeuta veterinário ou com a sua orientação.

Portanto, as lesões ortopédicas têm sua importância em evidência na medicina veterinária atual, principalmente nos estudos de reabilitação, e devem ser tratadas visando não somente o bem estar do paciente em questão da resolução do problema em si, mas também resguardando sua saúde, no que tange à prevenção de lesões degenerativas. A fisioterapia veterinária é uma ferramenta comprovadamente eficaz e pertinente, que abrange estas e muitas outras premissas do bem estar animal.

FONTES:
BARCHAS, E., DVM – Cruciate ligament injury in dogs. Available from  http://drbarchas.com/cruciate. Nov, 2008. Acess on 11 Nov. 2011.
CVVC http://chuckanutvet.com/services_view.cfm?cid=2
Lindsey Connell Animal Physiotherapy  Solutions
http://www.animalphysiosolutions.com.au/pdf/cranial_cruciate_ligament_injuries.pdf
KIM, S. E., POZZI, A., KOWALESKI, M. P. and LEWIS, D. D. (2008), Tibial Osteotomies for Cranial Cruciate Ligament Insufficiency in Dogs. Veterinary Surgery, 37: 111–125. doi: 10.1111/j.1532-950X.2007.00361.x
MUZZI, L.A.L.; REZENDE, C.M.F.; MUZZI, R.A.L.. Fisioterapia após substituição artroscópica do ligamento cruzado cranial em cães: I – avaliação clínica, radiográfica e ultrassonográfica. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec.,  Belo Horizonte,  v. 61,  n. 4, Aug.  2009 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352009000400007&lng=en&nrm=iso>. access on  11  Nov.  2011.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352009000400007.
OLIVEIRA, Simone Tostes de et al . Reparação do ligamento cruzado cranial de cães por tendão homólogo conservado em glicerina e associado a fio de náilon. Cienc. Rural,  Santa Maria,  v. 33,  n. 4, Aug.  2003 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782003000400021&lng=en&nrm=iso>. access on  11  Nov.  2011.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782003000400021.
SOUZA, Soraia Figueiredo de et al . Reabilitação em cães submetidos a artroplastia do joelho. Cienc. Rural,  Santa Maria,  v. 36,  n. 5, Oct.  2006 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782006000500017&lng=en&nrm=iso>. access on  11  Nov.  2011.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782006000500017.

Image: Maggie Smith / FreeDigitalPhotos.net

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Gatos usados em pesquisa contra Aids felina brilham à luz ultravioleta

Gatos usados por cientistas norte-americanos tiveram suas células alteradas para poder brilhar e, de quebra, resistir à versão do vírus da Aids responsável pela doença em felinos. O estudo foi publicado na revista científica ‘Nature Methods’.

O efeito luminoso é causado pelo presença de uma proteína fluorescente extraída de águas-vivas e acontece quando os felinos são expostos à luz ultravioleta. Já a proteção contra o FIV – a versão felina do HIV – é garantida pelo inclusão de um gene de macaco dentro do material genético dos gatos.fisioanimal

Conhecido como TRIMCyp, o gene do macaco faz a proteção externa do vírus ser destruída antes que ele consiga infectar as células dos felinos. Para colocar o material no corpo dos gatos, os cientistas alteram óvulos não fecundados. Neste momento, foram incluídos também os genes ‘fluorescentes’ de águas-vivas para que alterações dentro dos gatos pudessem ser rastreadas.

Os cientistas da Mayo Clinic, instituto responsável por desenvolver a pesquisa, afirmaram que os filhotes gerados pelos gatos geneticamente alterados também apresentaram os genes. A esperança dos pesquisadores é de que a herança genética continue a ser transmitida pelas próximas gerações desses mamíferos. A tecnologia também pode servir, no futuro, para a criação de novas estratégias para preservar as 36 espécies ameaçadas de gatos selvagens no mundo.

A Aids já matou 30 milhões de pessoas no mundo e ainda não há uma vacina ou cura disponivel para combater a doença que seja reconhecida pela comunidade científica e adotada na prática médica. A versão felina também já deixou milhões de gatos mortos.

Fonte:

G1.com

Corrigindo cães que mastigam o que não devem

5 Passos para Corrigir Cães que Mastigam Coisas Inapropriadasfisioanimal

por Kristy Conn

Este tipo de comportamento é comum em cães jovens e vem do fato dos filhotes usar suas bocas para explorar o mundo ao seu redor.

Mastigar é um comportamento normal para filhotes, mas torna-se indesejável quando direcionada a objetos inapropriados, como seus sapatos, mobilha, ou até mesmo seus pés e mãos. Se este comportamento não for corrigido, pode levar à destruição em larga escala na propriedade, problemas médicos e deterioração dos laços entre humano e animal.

Os dentes decíduos do cão nascem entre três e oito semanas de idade e, entre quatro e seis meses, são gradualmente substituídos pelos dentes permanentes. Este é um processo doloroso e os filhotes mordem mais neste período, pois as gengivas ficam muito irritadas, e mastigar alivia o desconforto.

O comportamento de mastigar acontece com mais frequência nesta época do aparecimento da dentição, mas se não for corrigido pode persistir, até mesmo depois da época dos dentes permanentes aparecerem.

Para isso, observe estas 5 regras:

1 – Descarte problemas médicos: deficiências nutricionais causadas por dietas pobres em nutrientes, problemas gastrointestinais ou parasitas intestinais podem levar ao distúrbio alimentar que pode levar à mastigação.fisioanimal

2 – Ambiente à prova de filhotes: procure por perigos em potencial para o seu filhote curioso. Mantenha produtos de limpeza fora do alcance, assim como plantas tóxicas. Cabos de energia devem ser protegidos para evitar choque elétricos. Esconda objetos como sapatos, brinquedos de criança e restrinja o acesso à cômodos que não foram preparados para o filhote.

3 – Encoraje-o a mastigar o que ele deve: disponibilize brinquedos apropriados para que ele possa mastigar. Cada cão tem sua preferência. Tome cuidado com ossos e brinquedos que possam sem quebrados em pequenas partes, o cão pode engolir e se machucar, se algum pedaço perfurar alguma estrutura interna ou interromper o fluxo normal de alimento e ar. Procure adquirir brinquedos adequados ao tamanho do seu animal, de maneira que ele consiga abocanhá-lo facilmente, sem forçar uma abertura exagerada da boca. Evite dar ao cão um objeto que lembre outro que ele não deveria mastigar, como um sapato velho; ele não conseguirá distinguir entre aquele que ele pode mastigar e o que ele não pode.

4 – Desestimule a mastigação em objetos inapropriados: se você pegar seu cão mastigando algo que não devia, esconda o objeto e direcione a atenção do cão para o objeto que ele pode mastigar. Às vezes pode ser difícil desencoraja-lo se este padrão já estiver estabelecido. Você pode aplicar algo que tenha um gosto ruim ao objeto, para ajudar.

5 – Gaste algum tempo para brincar com seu cão: um cão cansado é um bom cão! Reserve um tempo para brincadeiras e exercício com seu cão regularmente. Isto não só reforça os laços entre você e seu cão, mas gasta e energia do cão em algo positivo, e não a direciona para a mastigação e comportamento inapropriado.

Fonte:

www.cesarsway.com

tradução livre

Agility

O Agility é um esporte que teve como base e ‘inspiração’ as provas hípicas, e consiste na condução do cão (solto), através de um percurso formado por diversos obstáculos no menor tempo possível e cumprindo as regras impostas para cada um deles (não cometendo faltas).

Ainda filhotes, é pela brincadeira que o animal de estimação percebe o mundo, desenvolve confiança com o dono e aprende regras e limites para a convivência. Além do equilíbrio, o pet desenvolve a atenção e pode adaptar-se mais facilmente à rotina da casa, quando a brincadeira faz parte de seu dia-a-dia.

Além disso, com o exercício, é possível ajudar a manter o peso do seu pet numa faixa saudável (acompanhado sempre de uma dieta apropriada) e ajudar em distúrbios de ansiedade. Muitas vezes o cão que é muito bagunceiro ou que destrói a casa muitas vezes, na verdade, tem muita energia acumulada e ficando em casa muito tempo ocioso acaba procurando o que fazer. Praticando esportes, ele pode canalizar toda a energia em algo positivo, poupando a mobília. Assim todo mundo sai ganhando!

O Luke também pratica agility!

O Luke também pratica agility!

Nas provas de agility oficiais, somente cães com pedigree podem participar, diferente das provas informais. Mas de qualquer forma, cão e proprietário precisam passar por treinamento, pois o cão precisa saber obedecer e entender como passar pelos obstáculos. Durante o percurso não é permitido que o condutor toque no cão, apenas pode utilizar de comandos vocais.

Algumas categorias da reabilitação, como a fisioterapia e a quiropraxia, podem ajudar a melhorar o desempenho dos cães nos esportes como o agility, potencializando as respostas do corpo aos estímulos e reações, melhorando os reflexos e capacidade motora.

Enfim, é um esporte que faz bem tanto ao cão quanto ao dono, uma vez que promove a saúde e estreita os laços de amizade, confiança e cumplicidade!

Fontes:
www.dogtimes.com

http://zerohora.clicrbs.com.br

FMVZ usa células-tronco para tratar lesão de coluna em cães

Duas teses em andamento na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP utilizam injeções de células-tronco em cães com lesões crônicas de coluna lombar e com restrições de movimento. A iniciativa, aliada fisioterapia pós-operatório, já apresenta resultados promissores: alguns dos animais que receberam injeções de células-tronco voltaram a apresentar movimentos.

As pesquisas  são realizadas pelos médicos veterinários Carlos Alberto Palmeira Sarmento e Matheus Levi Tajra Feitosa junto ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Celular (INCTC) com colaboração do Hemocentro de Ribeirão Preto. Carlos Sarmento trabalha com células-tronco extraídas de medula óssea fetal canina proveniente de campanhas de castração. Já Matheus Feitosa utiliza células-tronco obtidas da polpa de dente de leite de crianças.

“Analiso os resultados do meu trabalho com bastante otimismo, apesar de saber que é necessário um trabalho de fisioterapia contínuo. Mas acredito que com esta e outras pesquisas, os estudos envolvendo células-tronco possam apresentar resultados cada vez melhores”, aponta Carlos Sarmento, que é bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). A pesquisa é orientada pela professora Maria Angélica Miglino, da FMVZ, e deve ser defendida em 2012.

Os dois pesquisadores realizaram os testes em cães considerados “desenganados” pela medicina veterinária: com lesões crônicas de coluna há anos ou vários meses e que têm graves dificuldades motoras, como perda severa de sensibilidade nas patas traseiras, e que já realizaram cirurgia para corrigir a lesão, sem resultados satisfatórios, ou que estavam passando por tratamentos alternativos como acupuntura e fisioterapia sem apresentar melhora no quadro clínico.

Um dos diferenciais do projeto, de acordo com os pesquisadores, é que a solução de células-tronco é injetada tanto no local exato da lesão da coluna lombar como também um pouco antes e um pouco depois do lugar lesionado. Um exame de ressonância magnética  fornece um diagnóstico preciso do local exato da lesão. Após a cirurgia, os animais continuam fazendo fisioterapia cerca de três vezes por semana em sessões de aproximadamente 1h30, durante três meses, com a finalidade de estimular a musculatura, que estava atrofiada. Este trabalho de fisioterapia veterinária é realizada na clínica da doutora Helena Sakata.

Resultados

Carlos Sarmento já realizou a cirurgia de aplicação de células-tronco em 3 cães ao longo do mês de abril: no dia 11, no daschund Fred, que tem atrofia e contratura muscular; no dia 12, no daschund Bola, que apresenta somente atrofia, e, no dia 25, no lhasa apso Bond, que apresenta somente atrofia muscular. “As lesões desses três animais são idênticas, mas o comprometimento muscular é distinto”, esclarece.

O cão Bond mostrou os resultados mais satisfatórios até agora: tenta levantar as patas traseiras, voltou a abanar o rabo (o que não fazia antes da aplicação com células-tronco), consegue apoiar as duas patas traseiras na esteira aquática e “anda” dentro d’água, sem nenhum apoio. Os pesquisadores utilizaram uma escala comportamental para avaliar a locomoção dos animais (escala de Olby et al) que varia de 0 (nenhum movimento) a 14 (movimento normal). “Sobre o Bond, pode ser dito que saiu de um escore 3 para um 5. Ele dá passos com o membro direito e começa a usar as articulações do membro esquerdo, que não utilizava antes da cirurgia”, informa Sarmento.

O cão Fred não apresentou nenhuma melhora após a intervenção. “Como o quadro deste cão era mais grave antes da cirurgia de aplicação de células-tronco, será necessário investir mais em fisioterapia, para diminuir a contratura e aumentar a amplitude do movimento”, diz o veterinário. Já o cão Bola também não apresenta uma boa resposta ao tratamento. Segundo o veterinário, há ainda dois cães recrutados e que  receberão as injeções com células-tronco.

Matheus Feitosa já tem três cães selecionados. A cirurgia de aplicação de células-tronco foi feita em um deles, o lhasa apso Juquinha, em 9 de dezembro de 2010. Antes da intervenção, o animal apresentava movimento de poucas articulações, mas não conseguia suportar o próprio peso sozinho e andava arrastando as patas traseiras. “Este cão se encontrava no número 4 da escala. Com 30 dias após a cirurgia, ele passou a apoiar as duas patas sozinho e já consegue andar na esteira aquática sem nenhum apoio. Ele foi do grau 4 para o 8, e chegou até o 10”, descreve Feitosa. “Operamos outro cão, o daschund Billy no último dia 7 de junho e ele vai iniciar a fisioterapia nos próximos dias. No entanto, como apresenta obesidade mórbida, tem um prognóstico mais reservado. O escore dele está entre 1 e 2”, completa.


Fonte:

noticias.uol.com.br

Mielopatia degenerativa

A mielopatia degenerativa é uma doença lentamente progressiva que atinge a medula dos cães, principalmente da raça pastor alemão entre 5 e 14 anos (podendo atingir também outras raças) e cuja causa ainda não foi esclarecida. A grosso modo, as células do sistema nervoso (principalmente na região da medula) perdem sua capa protetora responsável pela velocidade de propagação do impulso e pela eficiência deste, levando à disfunções, como incoordenação e diminuição da propriocepção.

Estas disfunções traduzem-se em um animal que tem dificuldade em se manter em pé, cruza os pés ao tentar caminhar e se movimenta cambaleando. Pode acontecer dos animais não conseguirem defecar e urinar no lugar correto ou terem dificuldade em realizar estas funções. Em casos crônicos, pode ocorrer a atrofia muscular da região posterior do animal e paralisia desta região. A doença só pode ser confirmada através de achados em necrópsia, portanto as manifestações clínicas são importantes para compor a suspeita clínica.

fisioanimal

Tudo começa na parte posterior do animal, na região do quadril e, com o tempo, a degeneração avança em direção à cabeça, comprometendo a inervação, musculatura e todas as estruturas relacionadas. Nos estágios finais, o comprometimento da inervação de órgãos vitais torna-se incompatível com a vida.

Infelizmente, pela sua característica degenerativa e progressiva, o prognóstico nestes casos é desfavorável e a perda da bainha de mielina dos neurônios não pode ser interrompida de maneira definitiva e nem restaurada.

Tratamentos clínicos e medicamentosos demonstram pouca resposta. Desta forma, é necessário mudar o foco e pensar no que pode ser feito para que este animal se sinta bem apesar da sua condição. Isso é denominado cuidado paliativo, onde são empregados diversos tratamentos complementares visando o bem estar e qualidade de vida.

Dentro da reabilitação animal, o objetivo é manter o animal ativo e preservar a função motora. Isso quer dizer, em outras palavras, trabalhar a musculatura e preservar a atividade das estruturas que ainda não foram comprometidas.

O fortalecimento muscular é um dos maiores focos da fisioterapia veterinária e encaixa-se no caso da mielopatia degenerativa com resultados satisfatórios. Além disso, indica-se a fisioterapia para o tratamento de dores compensatórias advindas da paralisia, consequência da perda de tecido nervoso.

Kathmann e colaboradores estudaram os efeitos da reabilitação em cães com mielopatia degenerativa em comparação com animais que não receberam o tratamento. Os animais que participaram do grupo da reabilitação intensiva apresentaram tempo de sobrevida superior (em média, 255 dias a mais), em comparação aos que receberam fisioterapia moderada (média de 130 dias a mais) e aos que não receberam nenhum tratamento (sobrevida de 55 dias). O tratamento preconizado incluiu exercício de senta e levanta, mudança de peso e hidroterapia. O estudo conclui que a fisioterapia é uma parte importante da reabilitação para cães com a maioria das doenças neurológicas e melhora a qualidade de vida e sugere que o tempo de manutenção da movimentação do animal pode ser aumentado com um protocolo fisioterápico adequado.

Fonte:

MIELOPATIA DEGENERATIVA EM CÃO: RELATO DE CASO

GIOVANELLI, D. F.; SAVOLDI, T. J.; ASSIS, M. M. Q.; OLIVEIRA, F. S.; BRANDÃO, F. Z.; OLIVEIRA, J.

sovergs.com.br

KATHMANN, I. , CIZINAUSKAS, S. et al. Daily Controlled Physiotherapy Increases Survival Time in Dogs with Suspected Degenerative Myelopathy. J. Vet. Intern Med. 2006; 20:927-932.