Cães idosos

Saiba mais sobre seu cão idoso – quando podemos considera-lo idoso? Quais os cuidados que devemos ter e a quais sinais devemos estar atentos?fisioanimal

Os anos passam muito mais rápido para os cães. Levando-se em conta que a vida média desses animais é 12 a 15 anos, podemos dizer que aos 7 ou 8 anos, eles começam a envelhecer.

Com isso, ele poderá preveni-las ou diagnosticá-las a tempo do animal receber o tratamento adequado. Isso certamente prolongará a vida de muitos cães.

Existem animais que podem viver muito mais do que a média. Alguns cães chegam aos 18 ou 20 anos. Nesses casos, existem dois fatores envolvidos que justificam essa longevidade: predisposição do organismo e os cuidados que ele receberá quando começar a envelhecer. O dono deve ficar atento e conhecer as doenças que podem acometer seu animal a partir de 7 ou 8 anos de idade.


Calcificações nas vértebras da coluna (“bico de papagaio”), hérnia de disco e artrose

É muito comum em cães idososobesos. O animal pode começar a mancar e ter dificuldade de pular ou subir em locais mais altos, como um sofá. Quando palpado na região da coluna, ele sente dor. O quadro pode progredir e o animal passa a ter incoordenação nos membros (cruza as pernas traseiras ao andar), não consegue mais se levantar, urina e defeca em qualquer lugar (incontinência).

O desgaste das articulações (artrose) também é comum nessa idade. O cão sente dores ao executar movimentos simples. O diagnóstico dessas patologias é feito através do raio-X simples, tomografia e/ou mielografia (radiografia da coluna vertebral usando contraste).

Como tratar: pode estar ocorrendo compressão dos nervos e inflamação na região da coluna afetada por uma hérnia ou calcificação. O cão deve repousar e ser medicado pelo veterinário com antiinflamatórios e analgésicos. O cão que apresentar sinais graves, como paralisia, deve ser submetido a exames como raio-X, tomografia e mielografia para avaliar o grau da lesão.

No caso de artrose, o tratamento consiste na administração de analgésicos, antiinflamatórios . Em todos os casos é possível associar-se a fisioterapia, assim como terapias alternativas como acupuntura e quiropraxia.

Doenças do coração

Uma grande porcentagem dos cães idosos tem alguma alteração cardíaca, principalmente nas válvulas do coração. Muitos animais compensam essas disfunções e vivem bem, sem sinais clínicos. Outros apresentam sinais claros de cardiopatia, mas o dono não sabe reconhecer. Cansaço além do normal durante os passeios, tosse que pode ser confundida com um engasgo após exercícios, ofegação e língua arroxeada após uma situação de excitação, são sinais de um cão cardiopata. O animal deve ser examinado pelo veterinário, que indicará um eletrocardiograma e/ou um ecocardiograma para avaliá-lo.

Como tratar: é importante que o proprietário esteja atento, para que o animal seja medicado no início da doença. Mesmo não apresentando sinais clínicos, o animal idoso deve ser examinado pelo veterinário anualmente. Constatada a cardiopatia, o cachorro será medicado e os sinais deverão desaparecer. Isso prolongará em muito a vida do cão. Cães cardiopatas não devem ter peso acima do normal (obesidade) ou ser submetidos a longas caminhadas forçadamente.

Catarata

A catarata é uma condição em que o animal vai perdendo a visão gradativamente, uma vez que o cristalino (estrutura interna do olho) vai tornando-se translúcido. Quando observado à luz, o olho do animal tem manchas brancas. Com o passar do tempo, a catarata evolui e o animal passa a não enxergar, já que o cristalino está totalmente opaco e o animal tem os olhos bastante esbranquiçados.

Como tratar: diagnosticada precocemente, a catarata pode ser tratada para que sua evolução seja mais lenta. Nem todos os casos respondem bem ao tratamento. No caso de cegueira, existe cirurgia para catarata em animais. Algumas raças apresentam predisposição à catarata e ela pode aparecer precocemente, em animais novos.

Insuficiência renal crônica

Quando o rim perde a sua capacidade de selecionar o que é bom ou mau para o organismo e não consegue mais reter a água, temos um quadro de insuficiência renal crônica. Os sinais são emagrecimento,ingestão exagerada de água, urina em grandes quantidades, perda de apetite, vômitos e anemia.

Como tratar: a insuficiência renal crônica é um quadro que leva o animal à morte, pois o rim, que é o filtro do organismo, não funciona mais. Ele deixa passar substâncias importantes como vitaminas, e retém toxinas que deveria eliminar. Porém, diagnosticado a tempo, o animal pode ter uma sobrevida com uma mudança alimentar e complementos vitamínicos. A hemodiálise pode ser realizada.fisioanimal

Piometra

Cadelas idosas, não castradas principalmente, que apresentem sinais de perda de apetite, vômitos, aumento súbito do volume do abdômen, corrimento vaginal intenso e apatia, devem ser encaminhadas ao veterinário imediatamente. A piometra é uma infecção uterina que acomete cadelas idosas. O útero se enche de secreção purulenta e o animal se intoxica pela absorção desse pus pelo organismo.

Como tratar: O tratamento eficaz na maioria dos casos é a cirurgia com retirada do útero e ovários e antibioticoterapia. Em alguns casos (doença detectada precocemente e cadelas reprodutoras) pode ser tentado tratamento para preservar o útero, mas nem sempre se consegue resultados. Preconiza-se a castração de cadelas jovens como prevenção da piometra na fase adulta.

Tumores

Nem todo tumor é um câncer. Nas cadelas, o tumor mais comum ocorre nas mamas. Tumores de mamas são freqüentes e podem ser percebidos facilmente pelos proprietários como um ou vários nódulos nas glândulas mamárias das cadelas. A maioria dos tumores de mama é benigna, mas o veterinário deve acompanhar a evolução e indicar a remoção, caso ache necessário. A biópsia é sempre indicada após a retirada de qualquer tumor. Todo nódulo que aparece em um cão, idoso ou não, deve ser avaliado pelo veterinário. O diagnóstico precoce pode salvar ou prolongar a vida de um animal com câncer.

Como tratar: pode-se recorrer à remoção cirúrgica e/ou quimioterapia. A radioterapia em cães é realizada em alguns países.

Diabetes

Ela pode aparecer em qualquer cão. Cães idosos e/ou obesos podem se tornar diabéticos. O cão diabético apresenta magreza, embora coma muito. Bebe água exageradamente e urina demais. Pode apresentar catarata associada ao quadro.

Como tratar: A administração de insulina é feita em cães para o controle da doença na maioria dos casos.

Perda dos dentes

É algo que o dono pode e deve prevenir. O cão perde os dentes pelo acúmulo de tártaro. Os animais devem ser avaliados anualmente desde jovens, e a prevenção e/ou remoção do tártaro (quando necessário) devem ser feitos. Quando o dono percebe que a boca do seu cão cheira mal, é hora de visitar o veterinário. O ideal é fazer a prevenção. Quando é feita a limpeza de tártaro tardiamente, muitos dentes já estão perdidos. Alimentar o animal com ração seca pode ajudar a prevenir o tártaro, além de outras medidas.

Quanto à alimentação, vale ressaltar que existem rações para cães mais velhos (rações sênior). Dê preferência a elas para animais acima de 7 anos.

Fonte: Webanimal

Diminuido o risco de alergias a animais na infância

fisioanimalSegundo uma nova pesquisa, bebês que convivem com cães e gatos são menos propensos a desenvolver alergias aos animais mais tarde na vida.

Os pesquisadores coletaram informações de 566 crianças e seus pais sobre a exposição das crianças aos animais de estimação e seu histórico de alergias. Além disso, quando as crianças completaram 18 anos, eles tomaram amostras de sangue e as testaram para certas proteínas do sistema imunológico (conhecidas como anticorpos) que lutam contra alérgenos de cães e gatos.

As crianças que cresceram em lares com gatos tinham cerca de metade da probabilidade (48% mais baixa) de serem alérgicas a eles quando adolescentes. Crescer em torno de um cãozinho reduziu o risco de alergias ao cão por aproximadamente a mesma quantidade para os meninos (50% mais baixo), mas não para meninas; uma descoberta que os pesquisadores não conseguiram compreender.

Os cientistas sugerem que as meninas talvez não desenvolvam a mesma imunidade que os meninos porque interagem de forma diferente com os cães; mas é só um palpite.

A pesquisa mostrou que estar exposto aos animais de estimação após o primeiro ano de vida não parece ter qualquer efeito sobre o risco de alergias, o que indica que o tempo pode ser tudo quando se trata de prevenir alergias.

Embora os cientistas não possam dizer com certeza, suspeitam que a exposição precoce a alérgenos e bactérias relacionadas a animais domésticos fortalece o sistema imunológico. O corpo se habitua aos alérgenos, e ajuda a criança a construir uma imunidade natural.

“A sujeira é boa”, diz a pesquisadora Ganesa Wegienka. “Se o sistema imunológico estiver ocupado com exposições no início, fica longe do perfil imune alérgico”.

Esse não é o primeiro estudo a achar que ter um animal doméstico pode proteger as crianças de alergias, mas é o primeiro a acompanhar as crianças até que elas alcancem 18 anos. Os estudos anteriores tiveram resultados mistos. fisioanimal

Alguns chegaram a ligar a exposição a cães durante a infância a um risco aumentado de alergia, por isso é muito cedo para recomendar um cão ou gato para afastar alergia em seu filho. Pela mesma razão, não se livre de seu animal de estimação quando tiver um filho, achando que o bicho vai provocar alergias.

“No final, provavelmente vamos descobrir que existem períodos de oportunidade, quando a exposição aos alérgenos, para algumas pessoas, vai ter um efeito protetor”, afirma o especialista em alergia e imunologia, David Nash, que não participou do estudo.

Além disso, é possível que outros fatores, além de ter um cão ou gato, influenciem o risco de alergia. Por exemplo, embora os pesquisadores tenham levado em conta o fato de os pais das crianças serem alérgicos ou não, eles não perguntaram por um histórico familiar mais amplo de alergias ou outros problemas de saúde. Pode ser que as crianças geneticamente predispostas a alergias simplesmente sejam menos propensas a crescerem em lares com animais.

Fonte:

hypescience.com

Cuidados essenciais com o seu cão

Vai adotar pela primeira vez? Leia com carinho essas dicas para os proprietários de primeira viagem!fisioanimal

Para quem nunca teve um cão antes, os cuidados necessários podem parecer muita coisa. Mas é como ser pai ou mão pela primeira vez, você precisa aprender o básico do que é ter um novo animal dentro da sua casa. Um bicho não é algo que você simplesmente traga para casa e ignore. Precisa de atenção e cuidados básicos para viver feliz e fazer você feliz também. Aqui vão algumas dicas que você deve levar em consideração quando pensar em tomar conta de um novo cãozinho.

1. A Decisão

Se você ainda não fez a decisão final de trazer um cachorro para casa ainda, não é um bom momento para avaliar a idéia e considerar qual tipo de cachorro seria o melhor para você. Pense sobre sua casa e seu espaço. Há suficiente para o animal caminhar, se exercitar e brincar?

Pense sobre suas crianças. Eles são jovens? Eles seriam capazes de entender o respeito e cuidado necessários para ter um cão na família? Um cão grande e agressivo pode se tornar perigoso para seus filhos se eles abusarem ou brincarem demais?

2. Alimentando seu Novo Cão

A comida que você dá a ele é muito importante. Uma dieta pobre pode levar a inúmeros problemas de saúde. É melhor escolher uma dieta de qualidade, alto teor de proteína e baixo de gordura, específica para a idade e grupo do seu cão. Se você está adquirindo um filhote, começe com comida para filhotes. Se seu cão está entrando numa idade mais avançada, escolha um alimento correspondente.

É tentador dar aos cães rotineiramente restos de comida na mesa ou petiscos, especialmente quando eles chegam perto enquanto comemos e nos fazem sentir “culpados” por eles não estarem dividindo nosso prato. Entretanto, há muito que nós humanos comemos que não é saudável para nossos animais (muitas vezes não é saudável para nós mesmos!). Além disso, esse hábito só alimenta a mania do cão pedir à mesa, o que pode ser frustrante – quando não embaraçoso – quando você tem visitas.

3. Penteando seu Novo Cãofisioanimal

Dependendo da raça que escolher, a necessidade da escovação varia. Alguns cães requerem escovação diária e banhos semanais, enquanto outros apenas precisam de um pouco de água de vez em quando.

É importante manter as orelhas limpas, procurar pulgas e carrapatos regularmente, manter as unhas aparadas e dar banho quando necessário. Se você não se sente confortável fazendo isso, leve seu cão a um profissional. Entretanto, tente escolher um e permanecer com aquele, para que seu cão construa uma relação confortável com ele.

4. As Necessidades de Saúde do Novo Cão

Todo cão deve passar por check-ups veterinários regulares. Não apenas isso, mas para a vacinação anual, tirar suas dúvidas e saber como prevenir doenças. Consulte seu veterinário para saber mais.

5. Exercitando seu Novo Cão

Dependendo do tamanho e das necessidades energéticas, seu cão irá precisar de entre uma quantidade moderada a muito grande de exercício. Expecialmente durante o período em que ele for filhote, o exercício é muito importante. Uma quantidade saudável de exercício pode também ajudar com problemas comportamentais como mastigar a mobilha, exictação exagerada ou latidos incessantes.

De maneira geral, lembre-se: os animais são seres vivos e merecem respeito, precisam da nossa atenção, carinho e cuidado. Hoje em dia eles podem ter expectativas de vida altíssimas. Pesquise sobre o tipo de animal que você tem interesse (no caso de um animal de raça) e converse com pessoas que já possuem animais para conhecer os pós e contras e fazer uma decisão responsável.

Fonte:

http://canineworldtoday.info/

Quantas palavras os cães entendem?

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Os donos de cães adoram falar sobre a inteligência canina. Por isso, para eles não chega a ser uma surpresa que pesquisas confirmem que os cães têm uma profunda capacidade mental. Porém, quanto da nossa linguagem os cães realmente compreendem?


Os cães podem realmente entender o que estamos dizendo?

Com certeza, a maioria dos cães compreende o básico: “pegue”, “sente” e “fique”, mas, se você tiver motivação e paciência, provavelmente poderá ensinar ao seu cão até mesmo mais do que 100 palavras. Stanley Coren, um psicólogo que fez uma quantidade significativa de pesquisas sobre a inteligência canina sugere que o cão treinado conhece cerca de 160 palavras. Alguns cães até possuem um vocabulário tão vasto quanto o dos bebês humanos.

Pelo menos desde os anos 70, quando os pesquisadores treinaram com sucesso chimpanzés para usar e ler palavras em uma linguagem de sinais, nós sabemos que a linguagem, em um sentido amplo do termo, não é exclusividade dos humanos. Os animais têm potencial cerebral para compreender a linguagem humana e usar suas próprias linguagens de formas surpreendentemente profundas. Sabemos que os papagaios podem ser treinados para falar palavras humanas. E cães reagem à palavra “passear” abanando o rabo.

Após ter sido apresentado em um programa de televisão por sua capacidade de compreender 200 palavras, um border collie chamado Rico intrigou alguns pesquisadores no instituto Max Planck. Esses pesquisadores questionavam se poderiam levar Rico a executar alguns experimentos a fim de descobrir até onde poderiam estender sua habilidade com as linguagens. A resposta: surpreendentemente longe.

Em um primeiro momento, os pesquisadores quiseram verificar se Rico, em um ambiente controlado, realmente conhecia 200 palavras. Para isso, eles usaram 10 objetos que Rico conhecia. Ao comando verbal de seu dono, eles pediram para ele pegar um item específico de uma sala separada. Rico se saiu muito bem nessa tarefa, mas os pesquisadores queriam desafiá-lo ainda mais. Em seguida, eles escolheram um novo item, um que Rico nunca havia visto em sua vida, e o colocaram na sala entre os itens familiares. O dono pediu o novo item pelo nome, e eis que Rico trouxe o novo item.

Os pesquisadores executaram esse teste diversas vezes, sempre pedindo um novo item, e viram que Rico, em 70% das vezes, levava o item correto. Isso demonstrou que o cão não apenas tinha um grande vocabulário, mas também sabia como usar o processo de eliminação.

Impressionados, os pesquisadores fizeram com Rico um teste ainda mais difícil. Eles queriam descobrir se o cão poderia lembrar dos itens que aprendeu no experimento depois de apenas uma exposição, um processo chamado de mapeamento rápido, que as crianças são capazes de fazer facilmente. Um mês depois de Rico ter provado suas capacidades de linguagem no laboratório, os pesquisadores o trouxeram de volta. Dessa vez, eles colocaram um dos novos itens (que Rico pegou corretamente no mês anterior) em uma sala com quatro itens familiares e outros quatro não-familiares. Quando o seu dono pediu, Rico conseguiu pegar corretamente o item em 50% das vezes. Embora possa não parecer nada notável, para os pesquisadores foi muito, pois essa taxa de sucesso é comparável à de uma criança de 3 anos.

Porém, comparar ou não a “compreensão” que um cão tem de uma palavra com a compreensão de uma criança é outra história. Quando as crianças aprendem a linguagem, elas começam associando sons a objetos ou a idéias. Por exemplo, se uma criança ouve a palavra “mamadeira” toda vez que lhe dão uma mamadeira, ela vai acabar aprendendo a conectar o som da palavra ao objeto. Dessa forma, as crianças entendem as palavras antes de aprender a expressá-las. Alguém poderia dizer que o mesmo acontece com os cães. Os cães só não chegam ao próximo passo: falar. Porém, comparar ou não a “compreensão” que um cão tem de uma palavra à compreensão de uma criança é outra história.

Quando uma criança aprende uma palavra como “lápis” ela associa a palavra ao conceito de um instrumento de escrita em uma variedade de maneiras (chegando a cometer o engano de chamar uma caneta de “lápis” depois de ver alguém usando uma para escrever). Por outro lado, os cães provavelmente aprendem a palavra “caneta” como um som que desencadeia uma resposta: “traga-me a caneta e eu te darei um petisco”, por exemplo.

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Como os cães muito provavelmente não compreendem conceitos abstratos, eles não podem entender as palavras que se referem a tais conceitos. Por exemplo, humanos entendem idéias como “amor”, “ódio”, “crenças” e “descuido”. Essas idéias não são necessariamente relacionadas a um objeto ou a uma ação específica. Idéias que se referem a coisas específicas são chamadas de conceitos concretos. Então, quando dizemos aos cães que os amamos, isso provavelmente não signifique tanto para eles quanto a palavra “petisco”. Algumas pessoas podem dizer que até encontrarmos uma maneira de interpretar a mente de um cão, não poderemos dizer em definitivo se os cães entendem ou não conceitos abstratos. Até onde sabemos, os cães só compreendem palavras que se referem a coisas concretas.

Podemos dizer que os cães entendem a linguagem? Isso depende da definição de linguagem, que é discutível. Se a linguagem indica o processo de comunicar um estímulo particular (uma palavra) para produzir uma determinada reação, então os cães definitivamente compreendem a linguagem. Porém, para muitos lingüistas – pessoas que estudam a linguagem – a definição apropriada de linguagem deve ser aprofundada.

Alguns lingüistas acreditam que a linguagem precisa de sentenças com sintaxe. A sintaxe se refere à forma com que as palavras se relacionam entre si em uma frase, baseadas em um sistema de regras estruturadas, como a ordem das palavras. Por exemplo, apesar de ambas as frases possuírem as mesmas palavras, a frase “o cão morde o homem” significa o oposto de “o homem morde o cão”. Seguindo essa definição mais rígida de linguagem, os cães não compreendem linguagem porque não há motivos para acreditar que eles compreendam as frases dessa forma. Mesmo os bebês podem diferenciar as partes do discurso, como verbos e substantivos, o que um cão provavelmente não consegue [fonte: Kaminski]. Alguém pode dizer que, se os cães não podem usar a sintaxe como as crianças, então eles não podem realmente entender uma palavra porque eles não entendem como ela se relaciona a outras palavras.

Mas se os cães realmente não podem compreender a linguagem como os humanos, por que eles parecem nos entender tão profundamente? Certos estudos mostram que os cachorros reconhecem os gestos humanos como pistas melhor que outros animais, como os macacos de grande porte [fonte: Hare]. Assim, quando os cães parecem compreender nossas palavras, eles na verdade devem apenas estar lendo a nossa linguagem corporal ou nosso tom de voz.

fonte: howstuffworks.com

Hidroterapia

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A hidroterapia é uma técnica utilizada na rotina da reabilitação e fisioterapia veterinária por seus vários efeitos benéficos eficiência.

A flutuabilidade da água remove a pressão dos membros doloridos e muito do peso do animal, diminuindo a força necessária para realizar movimentos simples, mas difíceis devido a lesões. Os cães restabelecem rapidamente a musculatura e amplitude de movimento dos membros atrofiados, devido a vários fatores clínicos, como cirurgias, etc.

Quando passam por este tratamento, os cães podem trabalhar várias estruturas ao mesmo tempo. Dentro d’água, o movimento é exagerado, recrutando novos grupos musculares, requisitando maior equilíbrio e distribuindo melhor o peso, atingindo tanto a reeducação neuromuscular quanto a agilidade.

A hidroterapia pode ser utilizada no tratamento de artrite, condições ortopédicas, musculares, ligamentares e outros tipos de lesões em tecidos moles. Pode também ajudar na convalescência em geral.

Trabalhos extensivos na fisioterapia humana demonstraram que um tratamento com hidroterapia adequado e monitorado age encorajando  a mobilidade das articulações, melhorando assim o tônus muscular e promovendo reparação tecidual sem imposição de estresse nos tecidos lesados.

Também considera-se que o exercício em água quante é um antiinflamatório natural devido à sua habilidade de reduzir o inchaço dos tecidos.

São alguns efeitos da hidroterapia:

- alívio da dor, tensão e inchaço;

- fortalecimento dos músculos e manutenção;

- alívio de espasmos musculares;

- aumento da amplitude de movimento das articulações;

- melhora da circulação sanguínea;

- melhora da condição física (pulmões e coração)

- melhora na cicatrização/

- aumento da velocidade de recuperação de lesões.

Fonte:

Canine Hydrotherapy Association

VetContact

Artrite em cães

Se você tem artrite, você sabe o quão doloroso pode ser, e você também tem várias opções de tratamento.

Cães também sofrem de artrite, e um novo relatório de especialistas da Universidade de Medicina Veterinária de Viena oferecem algumas observações sobre fisioterapia veterinária para cães que possuem esta doença tão dolorosa.

Cães e artrite: o proprietário deve estar atento aos sinais

Uma vez que os cães não conseguem dizer como se sentem, os proprietários devem estar alertas aos sinais e sintomas da artrite.

Cães com artrite podem defender um membro, ter dificuldade em sentar ou se manter em pé, dormir mais que o normal, hesitar quando pulam ou corem, ganhar peso, ser menos ativo ou se mostrar menos interessado em brincar ou, finalmente, ter articulações rígidas ou doloridas.

Um cão que apresenta qualquer um destes sintomas por mais de duas semanas deve ser encaminhado a um veterinário para avaliação. Semelhante aos humanos, o tratamento precoce da artrite é recomendado para os melhores resultados e o tratamento geralmente mimetiza o dos humanos, incluindo analgésicos.

Apesar de atualmente não haver cura para esta doença, pode-se ajudar tratando a dor e a inflamação, aumentando o nível de conforto do cão.

Fisioterapia para cães

Peter Holler, da Universidade de Viena, e seus colegas, avaliaram os movimentos dos cães com artrite enquanto realizavam três tipos diferentes de exercício: subir ladeira, descer ladeira e andar sobre obstáculos baixos. O experimento envolveu o uso de uma esteira especialmente desenhada e programas de computador.

Os pesquisadores descobriram que quando os cães sobem uma ladeira, eles têm maior curvatura do quadril e menor extensão do joelho. Descer ladeiras causou com que o quadril se curvasse menos e a articulação do tarso (patas) fossem menos extendidas. O impacto mais significante foi visto quando os cães andaram sobre obstáculos, o que causou curvatura de todas as articulações, exceto quadril e ombro.

Usando os resultados destes experimentos, os cientistas determinaram que andar descendo uma ladeira não oferece muito benefício terapêutico, mas que subir uma ladeira e caminhar sobre obstáculos poderiam ser terapias efetivas. Eles também observaram, entretanto, que qualquer cão que tenha sido submetido a cirurgia da tíbia recentemente  não deve andar sobre obstáculos como parte da terapia.

Prevenindo a artrite

Você pode, em certo grau, diminuir a chance de seu cão desenvolver artrite. Estas estratégias são bem simples e em sua maioria, de senso comum no mundo dos pets: tenha certeza que seu cão se mantém em forma através de exercícios regulares; certifique-se de que os exercícios e atividades a que submete seu cão não sejam muito estenuantes e de que a dieta dele é suficiente para manter um peso saudável.

Estas pequenas providências podem ajudar seu cão a evitar a artrite e manter uma vida saudável.

Fonte: EmaxHealth

HubPages

Tradução livre

Mitos e verdades sobre a nutrição canina

Vida longa e saudável dos cachorros depende de uma alimentação com todas as necessidades nutricionais supridas.

Cachorros devem ter uma dieta apenas a base de carne crua

Muitas pessoas ainda acreditam que, para serem saudáveis, os cães precisam de uma dieta a base de carne crua. A verdade é que, hoje, os tempos são outros; o cachorro deixou de ser totalmente carnívoro, e a carne não é suficiente para suprir suas necessidades nutricionais. Caso o dono queira adicionar outros alimentos à dieta do animal, além da ração, um médico veterinário deve ser consultado.

Os cães não devem consumir nenhum produto lácteo

O organismo de alguns cães pode ser intolerante a produtos lácteos que contenham altos níveis de lactose, mas o queijo cottage e o iogurte são duas opções mais amenas. Ambos são excelentes fontes de cálcio e podem ser dados aos bichinhos, desde que não tenham problema com a lactose.

Gordura só contém calorias vazias

O fato é que as gorduras são as principais fontes de energia para os cães. Além do mais, a gordura é essencial para a boa absorção das vitaminas A, D, E e K, especialmente nas formas insaturadas, como a ômega-6 e os ácidos graxos ômega-3. Mas apesar de seus benefícios, ela não precisa ser dada aos animais, já que as rações contêm sua quantidade adequada.

Cães têm dificuldade em digerir grãos

Embora haja um fundo de verdade nessa afirmação, amido e grãos que passaram por um cozimento são de fácil digestão, dependendo da qualidade e o tipo do grão utilizado. A melhor opção para os cães é o arroz próprio para animais, em vez de trigo ou milho.

Comida industrializada faz mal aos pets

A qualidade das rações disponíveis no mercado varia de média a excelente, ou seja, se o produto for bom, o alimento supre todas as necessidades nutricionais dos bichos, sendo adequado para todas as raças.

A dieta deve ser específica de acordo com a idade ou raça do cão

Manter a mesma dieta ao longo da vida não chega a ser prejudicial, contudo, filhotes precisam de mais comida do que os cachorros idosos, e os mais velhos talvez precisem de suplementos para substituir nutrientes que o organismo parou de produzir naturalmente durante o processo de envelhecimento.

Fonte: PetMag

Cuidados com os felinos

Para termos um animal em casa, seja ele um gato, cão ou pássaro, devemos ter uma série de procedimentos necessários para o bem estar de nosso amigo, como alimentação correta, vacinas em épocas certas, higiene, etc.

Este artigo irá ajudá-lo na higiene de seu gato, mas antes de começarmos a falar especificamente sobre higiene é bom você conhecer as características de um animal sadio e um animal com sinais de doença. Veja:

CARACTERÍSTICAS DE ANIMAL SADIO:

  • Animal ativo;
  • mucosas da boca, olhos e língua vermelha;
  • ausência de corrimentos nasal e ocular;
  • ausência de sangue e muco nas fezes e urina;
  • pêlo brilhante, sedoso, sem queda;
  • se alimenta bem;

SINAIS GERAIS DE DOENÇA:

  • Perda de apetite e recusa de se alimentar;
  • sangue, pus ou muco na urina;
  • sangue ou muco nas fezes;
  • abdômen (barriga) distendido ou aumentado;
  • vômito freqüente ou intermitente;
  • o animal se esconde;
  • temperatura acima de 39ºc ;
  • diarréia;
  • queda freqüente de pêlo;
  • áreas com ausência de pêlos;
  • corrimento mucoso e amarelado nos olhos e nariz;
  • corrimento amarelado na vagina;
  • coceira freqüente;
  • dificuldade de evacuar;
  • tosse;
  • espirro;

PELAGEM- A maioria dos gatos limpa com assiduidade a sua pelagem, e em boas condições de saúde, é lisa e brilhante. Quando seu pêlo apresenta algum tipo de deterioração, na maioria das vezes é sinal de doença. Para que você possa observar atentamente a saúde de seu gato, recomendamos uma escovação regular, sobretudo em gatos de pêlos longos. A escovação também ajuda a retirada dos pêlos mortos pois, com o hábito que os gatos têm de se lamberem, a ingerem uma quantidade razoável de pêlos e a ingestão excessiva contribui para a formação de bolas de pêlos no estômago, o que pode provocar vômitos. Quando os pêlos embaraçam ou formam tufos é necessário elimina-los através da tosa. A escovação também é importante para revelar a presença de parasitas, como pulgas e, carrapatos e piolhos, que farão o gato coçar-se excessivamente.

Quando a alimentação é completa e balanceada, o pêlo do seu gato se tornará ainda mais lisa e brilhante. Quando o gato não se alimenta bem e não possui cuidados com sua pelagem é necessário, além da escovação regular, banhos. Você deve habitua-los progressivamente com a água e somente usar produtos específicos para gatos.

MATERIAL DE LIMPEZA -Existe uma vasta gama de equipamentos disponíveis no mercado para a toalete do gato. Uma escova de alisar é útil para remover pêlos mortos dos animais de pêlo longo, mas deve ser usada com cautela para evitar que se arranquem outros pêlos. As escovas de cerdas são úteis para pêlos curtos, e alguns donos gostam de dar a seus gatos um polimento final com uma luva de camurça ou com um retalho de veludo ou seda antes de uma exposição. É necessário um suprimento de algodão para a limpeza em torno dos olhos, ouvidos e nariz, assim como talco e xampu.

ESCOVAÇÃO DE PELO LONGO

·Aplique na pelagem um talco neutro para bebês, parte por parte de todo o corpo do gato. Espalhe o pó com a mão para que penetre bem na pelagem, e certifique-se de que todo o corpo foi pulverizado por igual;

· Usando uma escova de cerdas, escovar a pelagem cuidadosamente e por completo. O talco faz a pelagem ficar mais encorpada;

· Escovar ou pentear a pelagem até que ela fique sem pé no corpo todo;

· Com uma escova de dentes escovar o pêlo da face, tendo o cuidado de não atingir a região dos olhos. Escovar ou pentear o pêlo em torno do pescoço até formar uma gola de rufos.

ESCOVAÇÃO DE PÊLO CURTO

· Os gatos de pêlo curto devem geralmente ser penteados e escovados na direção do pêlo, da cabeça para a cauda. Usar um pente de dentes finos para alisar o pêlo e ajudar a localizar pulgas;

· É útil para gatos de pêlo curto a escova de borracha mas, deve ser usada com delicadeza para evitar a remoção demasiada de subpêlo;

·Polir a pelagem com veludo deixará o pêlo brilhante. Você pode passar veludo e depois um pedaço de seda. Já existe no mercado luva própria com um tecido de cada lado.

OLHOS – Os olhos podem ser limpos com um algodão seco. As lágrimas que umidificam os olhos são drenadas por um pequeno canal lacrimal. Nas raças de face achatada, como o Persa. A drenagem é ruim e as lágrimas tendem a escoar sobre a parte saliente do focinho, formando um escoamento marrom. Quando o escoamento for excessivo e com a parte inferior das pálpebras vermelhas, além da dificuldade de manter o olho aberto, é sinal de afecção dos olhos e você deve consultar um médico veterinário.

ORELHAS – AS orelhas devem ser limpas com algodão seco. Evite introduzir cotonetes ou outros objetos dentro do conduto auditivo do gato, pois podem empurrar os fragmentos para o fundo e os parasitas podem se desenvolver no interior do conduto auditivo. Se houver secreção excessiva de pus, ou se o gato coçar vigorosamente as orelhas, consulte seu veterinário.

DENTES – Os cuidados com os dentes é essencial para preservar a boa saúde de seu gato. Com o tempo o tártaro tende a se acumular sobre os dentes do gato e acaba provocando inflamação das gengivas, produzindo um mau hálito, podendo mesmo levar à perda de dentes. Seu veterinário pode remover os tártaro do dentes de seu gato com anestesia geral.

UNHAS – Quando as unhas se tornam muito longas é necessário cota-las. Em caso de dúvida peça ao seu veterinário que lhe mostre como fazer isso sem causar dano. Use corta unhas veterinários que são projetados para impedir rachaduras nas unhas. Oferecendo um arranhador ao seu gato, você permite que ele mesmo cuide de suas garras e evite que ele as utilize sobre sua mobília.

Fonte: Saúde Animal

Detecção precoce de osteoartrite em cães pode abrir portas para a cura

A osteoartrite é comumente diagnosticada em estágios tardios e irreversíveis, quando o tratamento esperado pode ser apenas diminuir a dor e diminuir a velocidade de progressão da doença. Devido à osteoartrite ser um problema amplamente recorrente em cães, cavalos e humanos, médicos e veterinários precisam de uma maneira precisa para diagnosticar a doença de maneira precoce e mais acurada possível. Pesquisadores da Universidade do Missouri (Estados Unidos) estão investigando biomarcadores em potencial em cães para o diagnóstico precoce de osteoartrites, o que poderia ajudar a identificar pacientes com risco de desenvolver a doença.

“Desenvolvendo os métodos de diagnóstico precoce para a artrite, prevenção ou mesmo estratégias para um tratamento curativopara lidar com a doença se tornam mais realistas”, diz James Cook, professor de medicina veterinária e cirurgia e professor de cirurgia ortopédica. “Os biomarcadores poderiam detectar a doença antes que a dor e inchaço ocorrecem, e proprietários poderiam tomar medidas preventivas, como mudanças nas atividades ou dieta, ajudando seus animais a perder peso e fortalecer suas articulações, para diminuir a  chance de seus cães desenvolverem osteoartrite.”

No estudo, pesquisadors examinaram biomarcadores em potencial no liquido sinovial. Este, que é um líquido que lubrifica as articulações, é conhecido por suas respostas rápidas e sensíveis às lesões. Tomando amostras de cães, pesquisadores descobriram que a quantidade e qualidade do líquido sinovial era alterada em articulações do joelho (a articulação dos membros posteriores do cão, que é equivalente ao joelho humano).

“No Laboratório de Ortopedia Comparada da Universidade do Missouri, estamos particularmente interessados na identificação e validação de biomarcadores que possam detectar estágios precoces de osteoartrite para prover diagnósticos exatos e informações prognósticas antes do início da doença clínica, para humanos e animais”, diz Cook. “Nosso time, liderado pelos doutores Kuroki, Stoker e Garner, está fazendo tremendo progresso no desenvolvimento de simples testes de sangue, urina e fluido sinovial, que mostram grandes promessas em nos ajudar a diagnosticar osteoartrites iminetes, antes que seja muito tarde para ajudar o paciente da maneira mais efetiva possível.”

A osteoartrite causa degradação da cartilagem articular, levando à dor, inflamação e perda do movimento da articulação. Veteriários prevêm que mais de 20% dos cães de meia idade e 90% dos cães mais velhos possuem essa doença em uma ou mais articulações, sendo estas porcentagens ainda maiores na população humana.

Fonte: Science daily